10 jun
E não é assim mesmo?

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Quando estamos na vida de tentante então parece que andamos com uma placa pendurada no pescoço avisando que não estamos conseguindo e os curiosos -e indiscretos- de plantão não perdem uma oportunidade né? Por que sempre se anseia pelo próximo possível passo na vida do outro hein? Sei não viu?! Só sei que na dúvida já respondo aqui que sou feliz com o que sou e com o que tenho! Se sou e tenho tudo que quero? Não, mas valorizo, agradeço e curto demais o que a vida me me brinda HOJE! E você? Vive o hoje ou não desfruta por deixar a ansiedade do possível amanhã tomar conta? Primeira dica, se não quer abrir o jogo que está com dificuldade para engravidar muda o assunto quando te abordarem ou (como eu fazia) desarme com um sorrisão dizendo que a cegonha não está acertando o endereço 😜 E enquanto não acontece não deixe de viver o agora por esperar o amanhã, com certeza você tem o que viver hoje, sem deixar de sonhar com o amanhã, mas sem perder o que está acontecendo agora. Entendeu? ❤️

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16 mai
Adoção, por Pri do Blog Mamy Antenada!

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É com muito orgulho e alegria que lhes trago a historia da Pri, escritora do Blog Mamy Antenada, ela que foi uma das primeiras que conheci neste mundo virtual e que pude acompanhar sua trajetória de algumas tentativas de tratamentos, cadastro na fila de adoção, espera “interminável” pelos seus filhos, até a sua vitória em dose dupla, que com certeza valeu a pena TUDO até então passado! Inspiradora história relatada pela mamãe Pri, diretamente ao seu coração!
Mais uma vez muito obrigada Pri! Sigamos nessa missão levando esperança e força para essas mulheres que ainda estão na luta, assim como um dia -por anos- também estivemos e que hoje, graças a Deus, somos mães e podemos dizer a elas que SIGAM e não desistam!
*A foto da capa deste post foi de um ensaio fotográfico que a Pri decidiu fazer quando estava devidamente cadastrada na espera para adoção, ficando portanto a ideia para você que aí está gestante do coração, e que tem TODO direito de fazer um lindo ensaio de fotos também, lógicooo! Amei a ideia e compartilho com vocês!!! 😉

“É, devo esse texto para a Taci e suas seguidoras há mais de 1 ano! Para ser bem exata, 1 ano e 2 meses… foi quando minha bolsa estourou pela primeira vez… e em menos de 1 ano minha bolsa estourou 2 vezes!!
Taci e eu somos amigas virtuais faz um bom tempo, acho que desde o inicio do meu blog Mamy Antenada e das minhas andanças por Clínicas de Reprodução Assistida (agradeço a Deus as inúmeras amigas que o blog me trouxe e que cultivo até hoje).
E desde aquela época conversávamos muito sobre essa busca pela maternidade, ansiedade, espera, decepção, apoio, choro, luto e recomeço.
Por diversas vezes passei por esse ciclo, mais precisamente a cada termino de ciclo (com a chegada da menstruação) e com mais ansiedade ainda quando tinha algum procedimento envolvido: Coito Programado (que só o nome tira o tesão e não tem preliminar que faça esquecer que “tem que ser agora!”, hehehe), 5 Inseminações Artificiais e 1 Fertilização In Vitro. Dentre todos esses procedimentos 2 gestações que não chegaram ao seu final feliz: um filho no colo, e no meio de toda essa carga emocional, a juntada e entrega de papéis que me tornou mãe 4 anos depois.
A Adoção não era o nosso plano A, ele era simplesmente o plano que nos levava à maternidade como qualquer outro com o qual nos deparamos ao longo dessa jornada e o qual depositamos toda a nossa vontade e amor de sermos pais.
Já tinha conversado com o marido que não aguentava mais as doses cavalares de hormônios e todo o investimento psicológico, além do financeiro, estalecas contadinhas para cada procedimento feito.
Claro, já vinha ha algum tempo processando toda essa carga de informação e acontecimentos, e a pergunta que sempre vinha na minha cabeça era: “Quero ser Mãe? Ou engravidar?”. Confesso que por um tempo eu tinha o sonho de engravidar, da barriga, da transformação do corpo, do parto, mas o “Querer Engravidar” deu lugar ao “Querer ser Mãe”. Então nos firmamos no Plano que tínhamos, já iniciado com a entrega dos papéis, em meio dos procedimentos de reprodução assistida que estávamos fazendo, estava também a Maternidade através da Adoção.
Também não foi um periodo fácil, burocracia, espera, descaso em algumas vezes. Foram 4 anos entre a entrega dos papéis e a chegada dos nossos filhos.
E não, nosso telefone não tocou. Eu que corri atrás, me engajei na causa, participei de grupos de apoio a adoção virtuais (e ainda participo), grupos de busca ativa e numa dessas surpresas que a vida proporciona achei meus filhos.
Marcos, na época com 11 anos e Erica com 3 meses, irmãos biológicos, faziam parte de grupo de mais 4 irmãos que foram destinados a outras 2 famílias da mesma cidade que a nossa, para manterem o vínculo.
Ele nasceu pra mim em 14 de março de 2016, magrelo, cabelo grosso e penteado para o lado, cheiroso, vestia calça e jaqueta jeans com uma camisa xadrez. Tímido, não era de muitas palavras, não gostou muito a princípio do lado da mãe beijoqueira que insistia em deixá-lo com marcas de batom nas bochechas.
Apesar de conhecermos a Erica no mesmo dia que conhecemos o Marcos já nos foi informado que não poderíamos levá-la para casa junto com ele. Seu processo de destituição não tinha sido julgado junto com o dele.
Imaginem o coração de uma mãe tendo que deixar um de seus filhos “para trás”… Me senti mãe de gêmeos prematuros, levando um de seus filhos para casa e deixando o outro no hospital sob cuidados especiais.
Após 7 meses longos após a chegada do Marcos, o processo da Erica foi findado e finalmente podíamos busca-la.
Esses meses foram de descobertas, desafios, e MUITA ansiedade.
Mas sempre decidimos confiar nos propósitos de Deus. Naquele momento eu não entendia muito bem o porque que tinha que ser daquele jeito, porque era tudo mais difícil pra mim, hoje tenho a convicção de que era o melhor para todos nós.
Para o meu filho ter esse momento só pra ele foi fundamental, foi “filho único”, recebendo a atenção e o amor que nunca teve.
Para a minha filha, não poderíamos arriscar causando insegurança jurídica que pudesse ser usado pela genitora como forma de reverter através de recursos a destituição do poder familiar.
E para nós (principalmente para mim) que fomos exigidos psicológicamente na nova estruturação da família, ensinando novos valores, alfabetizando. E quando ela chegou, Marcos já estava bem adaptado, nos propiciando gastar a energia física que um bebê de 1 ano nos exige.
Se houve ciúme com a chegada da Erica? Sim… Houve regreção do Marcos? Um pouquinho… Mas o normal que acontece em toda família com a chegada de um irmãozinho.
Vejo que os desafios da maternidade são os mesmos para mães de filhos biológicos e/ou adotivos, é só você se juntar à um grupo de mães que estão conversando em um parquinho.
A Adoção pode ser plano A ou plano B, mas se ele está no seu coração, regue essa sementinha com amor e aguarde para se surpreender!”

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23 abr
Depois de 15 anos o milagre aconteceu!

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Hoje lhes trago uma história preciosa para encher o seu coração! Conheci e me encantei com a Sarah através de algumas postagens da sua página do instagram chamada @choro_dhannah e a convidei para nos vir contar! Preparadas?

“Na realidade …. Não sei por onde começar a minha história … Afinal são longos 15 anos para chegar nesse momento tão maravilhoso… Tão especial… Tão lindo… Tão peculiar… Tão único… Tão surreal … Tão transcendental que é a maternidade!!!!
Me lembro que quando criança eu escrevia no caderno o nome dos meus quatro filhos que teria quando crescesse…
Mal sabia o que me esperava quando crescesse…
Venho de uma família muito grande … Minha mãe teve muitos irmãos e com isso veio muitos primos e sempre estávamos juntos ….
Me casei com 18 anos de idade …. Estava completamente apaixonada …. Passando um ano começamos a desejar ter um bebê … Ali começou a minha grande jornada de dor, muito choro, rompimento e muito crescimento.
Desde que fiquei mocinha minha menstruação nunca havia sido regulada, mas nunca fomos verificar isso… Quando me casei usava anticoncepcional então também não era uma preocupação … Mas apartir do momento que desejamos um bebê, aquilo se tornou um grande problema … Fui em uma médica e ela falou …. E ai tudo bem ? O que te traz aqui … E eu disse quero engravidar …. Naquele mesmo instante ela começou a rir na minha cara e disse … Minha filha vai curtir a vida …. Vai namorar… Vai passear … Esquece essa história filho só da problema …. Eu disse sim… Mas quero mesmo assim… Ela olhou pra mim… Não me examinou … Não tocou em mim e disse: Só de olhar para você vejo todas as características de ovários policísticos, você infelizmente nunca vai engravidar… Para engravidar será apenas com tratamentos…
Eu era muito nova, não sabia absolutamente nada sobre esse assunto. Sai daquele consultório aos prantos …. Liguei para a minha mãe chorando, e ela falou calma vamos orar, fique Tranquila!
Naquele ano de 2000 começou a minha grande jornada de médicos, exames, falsos diagnósticos, tratamentos desnecessários….. E por aí vai uma caminhada exaustiva!
Quantos diagnósticos ….
Você tem problema de tireoide por isso você não engravida, e me submeti a tratamentos …todos os medicamentos sempre com tantos efeitos colaterais que só quem passa sabe …
E quando ia procurar uma segunda opinião descobria que nunca havia tido nada na tireoide, e assim se passaram alguns anos …
Quando foi em 2005 comecei meu primeiro tratamento mais intenso que seria uma inseminação artificial, tomei todas as injeções, no dia de colocar os “bebês” …. Infelizmente não foi possível… Pois no dia 23 de junho de 2005 minha mãe faleceu …. Antes de falecer ela fez um sapatinho de bebê e me entregou e disse … Você não é estéril … Não há esterilidade sobre a minha descendência, eu não vou pegar meus netos no colo… Me entregou aquele sapatinho e disse … MAS VOCÊ TERÁ FILHOS!!!
Passou 2 semanas ela faleceu.
Foram dois anos seguintes de muita dor , com a perda da minha mãe e a falta de um filho.
Nesse processo tentamos a adoção mas não deu certo.
E além de tudo o que já estava passando vivi o processo da cobrança familiar e a falta de sensibilidade de muitos relacionado a minha situação, acredito ser esse um dos fatores mais difíceis e doloridos de administrar.
No processo de 2005 até 2012 foram 11 coitos programados, 4 inseminações artificiais, 1 in vitro.
Em 2012 foi um dos momentos mais doloridos, engravidei e perdi os dois bebês com 10 Semanas que havíamos colocado… E no momento de grande dor e sofrimento meu marido decidiu que eu não me submeteria a mais nenhum tipo de tratamento, todos esses tratamentos com hormônios geraram muitos desgastes… Físicos, emocionais e até mesmo espirituais.
Para a medicina não havia uma forma para que eu engravidasse a não ser por tratamentos… Aquela decisão do meu marido doeu demais… Mas ele tinha razão, mais quantos anos eu deixaria de viver para ficar focada em tratamentos … O que fosse para ser, seria….
Eu comecei a me cuidar …. Voltei a malhar …. Eliminei 36 Kilos que adquiri com tanto hormônio …. E comecei a mudar radicalmente minha alimentação… Comecei a me alimentar de orgânicos, comidas naturais. Foi quando em janeiro de 2014 descobri que estava grávida naturalmente, mas infelizmente perdi mais uma vez.
Fui ao médico investigar o porque tantos abortos…. E sempre nos exames não constava nada.
Foi quando dia 5 de maio de 2014 fui em uma consulta e meu médico disse: Você vai engravidar esse mês, eu estou sentindo isso. Dei risada porque já eram tantos anos e eu iria viajar a trabalho no período de ovulação não estaria em casa.
Pois bem fui viajar dia 16 de maio, quando foi dia 20 de maio comecei a passar mal e achava que era a diferença de clima e alimentação do norte do Brasil ( mas já estava grávida).
Voltei no final do mês para São Paulo, minha menstruação de junho não veio…. E liguei para meu médico ele disse vamos aguardar mais uns dias… No dia 27/06/2014 ele me passou um beta, fui fazer e quando mais tarde saiu o resultado aparece lá bem grande
Positivo/ 7227 mui .
Eu estava gravidíssima!!!!!
Fui correndo mostrar para o meu esposo, e saímos para comemorar mas decidimos contar apenas quando estivesse passados os 3 primeiros meses.
Fizemos a ultrassom no dia seguinte, estava mais ou menos com 8 semanas … Ouvimos pela primeira vez aquele lindo coraçãozinho… Choramos muito e toda equipe médica também se emocionou com a nossa alegria.
Tive até o sexto mês muito enjoo…. Mas tive a melhor gestação do mundo!!!
Quando fiz 16 semanas contamos para todos!!! Foi uma grande festa!!! Afinal eram 15 anos. Não somente da nossa espera, mas a espera de muitos!!!
Resolvi ter meu bebê nos EUA, pelo fato de desejar tanto ter um parto natural!!!
Não queria ser roubada jamais desse momento… No livro diz:
Contudo, a mulher será restaurada dando à luz filhos, desde que permaneçam na emunah (fé) no amor e na kedusha (separação) , com bom senso. I Timóteo 2.15
E no dia 9 de fevereiro comecei a ter muitas contrações, no dia 10 estourou minha bolsa pela manhã …EU PERDI PRATICAMENTE TODO O MEU LÍQUIDO!!! Fui tendo toda uma assistência médica e no dia 13/02/2015 às 16:33hs, NASCEU O MEU MILAGRE, NASCEU A MINHA HONRA, NASCEU O MEU RISO, NASCEU MINHA ALEGRIA, NASCEU MINHA PROMESSA, NASCEU MEU GRANDE AMOR!!!
Foi de parto normal, quem retirou ele foi meu marido com ajuda da equipe médica, ele me entregou meu bebê, não sabíamos o sexo. Optamos em saber somente na hora do nascimento. Foi muitooooo emocionante!
Tivemos um lindo e maravilhoso menino com 3,415 kg e 50 cm.
Estou vivendo um sonho!!!
Nos primeiros dias tinha medo de dormir e tudo aquilo não ser real!!!
Mas cada vez que acordava estava ali meu grande sonho lindo!!! ERA REAL!!!
Sei o que é esperar, sei o que é sofrer, chorar, ser humilhada, envergonhada por não poder gerar!!!
Salmos 126. 1-6
Quando o SENHOR restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha.
Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo; então, entre as nações se dizia: Grandes coisas o SENHOR tem feito por eles.
Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres.
Restaura, SENHOR, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe.
Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão.
Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.
Depoimento
E como sempre falei: ” O TEMPO VALORIZA A PROMESSA” …. E como valoriza!!!
Hoje sou mamãe e ….
Eu passaria por tudo outra vez … Só para ter você!”

Acrescento mais um capítulo? Ela está novamente grávida, da sua segunda benção, de mais um MILAGRE!!!

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20 mar
Novas Seguidoras, Bem Vindas!!!

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Observei um número crescente de seguidoras novas por aqui nos últimos dias! Desde já dou a todas as boas vindas e lhes conto um pouquinho sobre este espaço e sobre mim. Publiquei no domingo passado (no instagram e facebook) sobre um evento em apoio às portadoras de endometriose que acontecerá no próximo sábado em várias cidades, a Endomarcha, evento este que apoio de todo coração, inclusive por já haver padecido bastante com esta enfermidade. E após esta publicação muitas novas seguidoras me mandaram mensagens perguntando se eu havia conseguido engravidar, mesmo com endometriose, e se sim como havia sido. E se me ponho a lhes contar em detalhes não terminarei mais por aqui, juro que um dia – em breve 🙏🏼- vocês terão a oportunidade de saber TUDO nos mínimos detalhes… Mas me adianto brevemente por aqui lhes trazendo uma foto até então inédita para todas vocês! Foto que fizemos para uma matéria no Jornal Folha de São Paulo em Maio, do ano de 2008! Matéria para o domingo dias das mães sobre casos de mulheres que engravidam naturalmente, após tratamentos de reprodução assistida (me acharam! Rs) Eu e elas duas, minhas filhas, uma nos meus braços, outra no meu ventre! Sim, para quem não sabe ainda engravidei 2 vezes! Mesmo com endometriose severa, mesmo com falência ovariana precoce, consegui ser mãe!!! Na primeira vez depois de árdua luta durante 6 anos (entre cirurgias, tratamentos hormonais, picadinhas mil, inseminação e fertilizações in vitro), e a outra naturalmente, milagrosamente! Quando a minha primeira gordinha tinha apenas 7 meses de vida. Gostou? Dá para entender agora um pouco do que me estimula estar por aqui há mais de dois anos lhes dizendo para seguir e não desistir? Bem vindas então a este blog escrito com muito amor, onde nesta caminhada vi mulheres que estavam por desistir voltar a lutar e conseguir, onde já presenciei milagres acontecerem, como assim aconteceu comigo e poderá acontecer com você! Bem vindas ao Maternidade Sonhada! Espero poder te ajudar de alguma forma.

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05 mar
A não perder a doçura… Jamais!

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Eu completaria esta frase dizendo que felizes são também aquelas pessoas que estão ao lado destas que brilhantemente conseguem driblar as adversidades da vida e mesmo assim não se tornam amargas. Cada vez mais, infelizmente, conheço pessoas que não conseguem superar certas situações e as transformam em puro pessimismo e chatice, complicando as suas vidas e contaminando as demais que estão ali, ao lado, muitas vezes querendo ajudar, mas cansadas de terem que aturar esse novo ser que você deixou surgir. E bate uma saudade daquelas pessoas que um dia foram leves, foram sorrisos, foram agradáveis, e muitas vezes me pergunto se já não existem mais ou se por acaso estão ainda adormecidas dentro delas? E torço muito que sim, e cutuco, e converso, e tento lhes fazer notar que cabe a elas reagir e quem sabe despertar aquele seu antigo “eu”. E venho lhes falar sobre isso porque observo sim, muitas tentantes que se deixam amargurar, que mesmo sem notar se entregam, “morrem” a cada negativo, a cada batalha perdida, e que de repente mudam e perdem o brilho no olhar. Triste, muito triste, mas real e mais comum do que se imagina. Então hoje venho aqui lhes alertar! Não se deixem de amar, não abram brechas para também não deixarem de serem amadas! Sim, porque estar com uma pessoa pesada, ranzinza e amarga ao lado por muito tempo desencanta! E quando algumas se ligam nessa necessidade de mudança… já é tarde demais! Já perdeu marido, amigos e até familiares que estavam ali ao lado por tanto tempo, mas cansaram. A espera pelo filho que não vem é terrível, bem sei disso, mas cabe a você não deixar com que sua vida não só foque nisso! Aí existe uma mulher, uma esposa, uma amiga, uma profissional e tantos outros papéis a mais que merecem entrega e dedicação, e que, enquanto o filho não chega, lhes fará feliz também. Não é pensar em desistir, jamais! É saber lidar com essa vida de tentante sem deixar influenciar ao extremo tantos outros planos da sua vida. Entendido? Espero poder ter te ajudado ou quem sabe ter mandado este recado para aquela pessoa que você tanto ama e que de repente está precisando dar uma lida neste texto… 😘 Recadinho dado e a ordem é reagir!

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14 fev
Jamais esquecerei… E para sempre valorizarei

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Eu jamais o esquecerei ali ao lado, sempre. Em silêncio apertando a minha mão, às vezes literalmente me dando colo, em alguns outros momentos com uma palavra oportuna de contenção. Era o marido também que me fazia enxergar quando a situação já estava tomando conta de mim, da nossa relação, saindo fora do controle, e assim ele me alertava, me fazia entender que necessitávamos de um tempo, tempos estes preciosos para nos “reencontrar” e nos reerguer para uma próxima batalha, juntos. E para sempre serei grata, porque com certeza se não o tivesse ali, daquela maneira como meu Porto Seguro, não tínhamos chegado ao nosso objetivo , à concretização do nosso sonho. Quando um dia pensamos nos possíveis nomes para nossa futura filha, eu sugeri Mariana em sua homenagem, homenagem super justa e linda, merecida mesmo. A nossa princesa carregaria o nome do seu papai, do meu companheiro de jornada, daquele que me fazia sentir uma mulher especial, principalmente nos momentos em que me sentia talvez a pior das mulheres, aquela que não poderia talvez lhe conceder um filho, mas que ele sequer admitia que eu falasse dessa minha percepção, porque para ele o fato de eu estar lutando da forma que lutei já lhe bastava para me admirar e estar mais que nunca ao meu lado, independentemente de filho ou não.
E você? Tens valorizado aqueles seres que estão de “mãos dadas” contigo nesta caminhada? Muitos deles que se fazem fortes e inabaláveis mas que em algum momento necessitam também de contenção e reconhecimento, em forma de abraço, beijo, colo também.
Para você meu companheiro de vida, meu muito obrigada para sempre. Chegamos às nossas princesas graças ao seu apoio, sem isso não chegaria a lugar nenhum e a vida com certeza não seria tão bela sendo a mãe delas, nossas Nana e Tina. ❤

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02 fev
Endometriose, Falência Ovariana Precoce e… Vicente!!!

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Conheci a Geovana como tantas de vocês, como uma seguidora que me procurou para trocarmos umas ideias. Ela se identificou muito com minha historia ao saber que também tive endometriose e fui diagnosticada com falência ovariana precoce, o que lhe animou quando soube que mesmo assim havia conseguido engravidar por duas vezes! Conversamos através de mensagens, ela me falou que também escrevia um blog, que por sinal é bem legal, chamado Cinderela de Bege, e como sempre foi gostoso o contato e sensação que de alguma forma vinha lhe ajudando e incentivando a seguir… Pois bem, em Janeiro recebi a confirmação da sua gravidez e hoje recebo da Geovana o relato da sua luta e a chegada a sua conquista, por estar gerando o Vicente! Palavras lindas, de uma mulher que teve motivos de sobra para desistir, mas que deixou que o amor materno, já vivo no seu coração, falar mais alto. Post imperdível, carregado de emoção e esperança!

“Foram quatros longos anos até ver, finalmente, o beta positivo. Nem sei descrever o que sentimos na hora que vimos esse número. Um misto de alegria, alívio, medo, de sensação de conquista e vitória.
Quando você descobre problemas com fertilidade, para quem sempre sonhou em ser mãe, o mundo cai, despenca, e você se sente completamente sem rumo.
Nos dois últimos anos, em que efetivamente eu fiz tratamentos de fertilização in vitro, o que mais li e ouvi foram assuntos relacionados a: ovodoção, gametas, óvulos, embrião, blastocistos, D1, D2, D3, D4, D5 e assim por diante até o D12, exames de sangue, hormônios, remédios, como aumentar o limite do cartão de crédito (gasta-se muito dinheiro) e tantos outros ligados ao universo dolorido e sombrio da fertilidade (sim, sombrio, porque quase ninguém fala sobre isso, ou quando se fala é sempre de maneira muito superficial).
Durante os tratamentos a mulher se sente muito sozinha, e por mais que ela tenha o marido, família e amigos do lado é ela quem toma as injeções (picadinhas de amor como aprendi com o blog que tanto me ajudou o Maternidade Sonhada), que sofre com as reações dos medicamentos, que percebe as mudanças no corpo, que recebe as notícias – e acredite que as notícias, quando se faz um tratamento de fertilização, são quase diárias e podem mudar da noite para dia – que se sente culpada, que ouve os comentários (maldosos ou não) de “e aí, está demorando, né? Daqui a pouco vai ficar velha para engravidar” e que tem que administrar toda a ansiedade. Doí, doí muito, emocional e fisicamente.
Nesses quatro anos de espera eu recebi os diagnósticos de endometriose e baixa reserva ovariana o que vai gerar uma falência prematura dos ovários (sim, vou entrar na menopausa muito antes do que as mulheres comuns). Fiz, com um renomado médico, quatro fertilizações, todas sem sucesso e sendo que em três elas nem embrião conseguíamos (ou seja, todo o tratamento era feito, mas na fase final “embrião morria” antes mesmo de ser implantado no meu útero), recebi desse mesmo profissional a indicação de ovodoação (quando a mulher não é mais capaz de produzir óvulos saudáveis e utiliza um óvulo de uma outra mulher para gerar o bebê).
Ouvi, tantas e tantas vezes comentários como: “Será que não é a hora de você desistir?” e “Você já gastou tanto com isso”.
Eu simplesmente não aceitei o diagnóstico, ignorei os comentários e, depois de muito chorar, eu ainda sentia “aquele quentinho” no meu coração que me garantia que iria dar certo.
Foi então que recebi, por o acaso, o cartão do Dr. Julio Voget, Médico que me acolheu e me disse: “É possível”. Com ele foram dezenas de consultas, muito choro e milhares de vezes que eu disse que iria desistir. E ele sempre ali, me mostrando o caminhando e que era possível. Ele conduziu um tratamento muito mais suave (inclusive na quantidade de medicamentos) e personalizado, três punções (ou seja, três vezes em que fui retirar óvulos maduros e saudáveis) e na primeira implantação (quando o embrião é de fato colocado dentro do útero) eis que o Vicente cresce aqui dentro saudável e fazendo uma família inteira feliz e realizada.
Essa é a minha história de maternidade que apesar de ter apenas 16 semanas de realização tem mais de 208 semanas de muita luta e dedicação.
Hoje eu sou só gratidão!”

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21 jan
Na Mídia!

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Tinha dado esta entrevista tempos atrás, não sabia quando sairia e desde cedo recebo mensagens parabenizando pela bela matéria que o Jornal Diário de Pernambuco publicou no dia de hoje. Na chamada da matéria eu e minha duplinha contando um pouquinho de tudo que passei até chegar a elas. Amo falar e escrever sobre este tema, quero mais que minha história chegue a mais e mais mulheres que estão na luta, sempre levando a mensagem de que TUDO valerá a pena até chegar à realização do sonho da maternidade!
“Cinco por cento. Esta era a chance da bacharela em direito Taciana Lira engravidar. Aos 31 anos, havia acabado de detectar falência ovariana precoce. Antes disso, havia passado por uma cirurgia, tratamentos hormonais, inseminação artificial e duas fertilizações in vitro. Partiu para a última tentativa: mais uma fertilização. Naquele momento, só os 5%, um dos tantos números e probabilidades encaradas em seis anos tentando engravidar, traziam esperança. “Era melhor do que 0%”, pensava. Meses depois, trouxe a filha Mariana ao mundo. A emoção logo virou surpresa. Mariana ainda era um bebê de colo quando Taciana descobriu uma nova gravidez, dessa vez, sem nenhum tratamento. Até a gestação inesperada de Valentina, “o milagre”, Taciana tinha confiado aos médicos e laboratórios o sonho de ser mãe. Nunca esteve sozinha. Só em 2015, 35,6 mil ciclos de fertilização in vitro foram realizados no Brasil, 946 deles em Pernambuco. Com taxas de sucesso variadas, os métodos de reprodução assistida são banhados de incertezas, desafios éticos e até mesmo casos surpreendentes para a medicina.”
http://www.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/cadernos/vida-urbana/2017/01/21/interna_vidaurbana,161919/os-numeros-do-milagre-da-concepcao.shtml

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