16 mai
Adoção, por Pri do Blog Mamy Antenada!

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É com muito orgulho e alegria que lhes trago a historia da Pri, escritora do Blog Mamy Antenada, ela que foi uma das primeiras que conheci neste mundo virtual e que pude acompanhar sua trajetória de algumas tentativas de tratamentos, cadastro na fila de adoção, espera “interminável” pelos seus filhos, até a sua vitória em dose dupla, que com certeza valeu a pena TUDO até então passado! Inspiradora história relatada pela mamãe Pri, diretamente ao seu coração!
Mais uma vez muito obrigada Pri! Sigamos nessa missão levando esperança e força para essas mulheres que ainda estão na luta, assim como um dia -por anos- também estivemos e que hoje, graças a Deus, somos mães e podemos dizer a elas que SIGAM e não desistam!
*A foto da capa deste post foi de um ensaio fotográfico que a Pri decidiu fazer quando estava devidamente cadastrada na espera para adoção, ficando portanto a ideia para você que aí está gestante do coração, e que tem TODO direito de fazer um lindo ensaio de fotos também, lógicooo! Amei a ideia e compartilho com vocês!!! 😉

“É, devo esse texto para a Taci e suas seguidoras há mais de 1 ano! Para ser bem exata, 1 ano e 2 meses… foi quando minha bolsa estourou pela primeira vez… e em menos de 1 ano minha bolsa estourou 2 vezes!!
Taci e eu somos amigas virtuais faz um bom tempo, acho que desde o inicio do meu blog Mamy Antenada e das minhas andanças por Clínicas de Reprodução Assistida (agradeço a Deus as inúmeras amigas que o blog me trouxe e que cultivo até hoje).
E desde aquela época conversávamos muito sobre essa busca pela maternidade, ansiedade, espera, decepção, apoio, choro, luto e recomeço.
Por diversas vezes passei por esse ciclo, mais precisamente a cada termino de ciclo (com a chegada da menstruação) e com mais ansiedade ainda quando tinha algum procedimento envolvido: Coito Programado (que só o nome tira o tesão e não tem preliminar que faça esquecer que “tem que ser agora!”, hehehe), 5 Inseminações Artificiais e 1 Fertilização In Vitro. Dentre todos esses procedimentos 2 gestações que não chegaram ao seu final feliz: um filho no colo, e no meio de toda essa carga emocional, a juntada e entrega de papéis que me tornou mãe 4 anos depois.
A Adoção não era o nosso plano A, ele era simplesmente o plano que nos levava à maternidade como qualquer outro com o qual nos deparamos ao longo dessa jornada e o qual depositamos toda a nossa vontade e amor de sermos pais.
Já tinha conversado com o marido que não aguentava mais as doses cavalares de hormônios e todo o investimento psicológico, além do financeiro, estalecas contadinhas para cada procedimento feito.
Claro, já vinha ha algum tempo processando toda essa carga de informação e acontecimentos, e a pergunta que sempre vinha na minha cabeça era: “Quero ser Mãe? Ou engravidar?”. Confesso que por um tempo eu tinha o sonho de engravidar, da barriga, da transformação do corpo, do parto, mas o “Querer Engravidar” deu lugar ao “Querer ser Mãe”. Então nos firmamos no Plano que tínhamos, já iniciado com a entrega dos papéis, em meio dos procedimentos de reprodução assistida que estávamos fazendo, estava também a Maternidade através da Adoção.
Também não foi um periodo fácil, burocracia, espera, descaso em algumas vezes. Foram 4 anos entre a entrega dos papéis e a chegada dos nossos filhos.
E não, nosso telefone não tocou. Eu que corri atrás, me engajei na causa, participei de grupos de apoio a adoção virtuais (e ainda participo), grupos de busca ativa e numa dessas surpresas que a vida proporciona achei meus filhos.
Marcos, na época com 11 anos e Erica com 3 meses, irmãos biológicos, faziam parte de grupo de mais 4 irmãos que foram destinados a outras 2 famílias da mesma cidade que a nossa, para manterem o vínculo.
Ele nasceu pra mim em 14 de março de 2016, magrelo, cabelo grosso e penteado para o lado, cheiroso, vestia calça e jaqueta jeans com uma camisa xadrez. Tímido, não era de muitas palavras, não gostou muito a princípio do lado da mãe beijoqueira que insistia em deixá-lo com marcas de batom nas bochechas.
Apesar de conhecermos a Erica no mesmo dia que conhecemos o Marcos já nos foi informado que não poderíamos levá-la para casa junto com ele. Seu processo de destituição não tinha sido julgado junto com o dele.
Imaginem o coração de uma mãe tendo que deixar um de seus filhos “para trás”… Me senti mãe de gêmeos prematuros, levando um de seus filhos para casa e deixando o outro no hospital sob cuidados especiais.
Após 7 meses longos após a chegada do Marcos, o processo da Erica foi findado e finalmente podíamos busca-la.
Esses meses foram de descobertas, desafios, e MUITA ansiedade.
Mas sempre decidimos confiar nos propósitos de Deus. Naquele momento eu não entendia muito bem o porque que tinha que ser daquele jeito, porque era tudo mais difícil pra mim, hoje tenho a convicção de que era o melhor para todos nós.
Para o meu filho ter esse momento só pra ele foi fundamental, foi “filho único”, recebendo a atenção e o amor que nunca teve.
Para a minha filha, não poderíamos arriscar causando insegurança jurídica que pudesse ser usado pela genitora como forma de reverter através de recursos a destituição do poder familiar.
E para nós (principalmente para mim) que fomos exigidos psicológicamente na nova estruturação da família, ensinando novos valores, alfabetizando. E quando ela chegou, Marcos já estava bem adaptado, nos propiciando gastar a energia física que um bebê de 1 ano nos exige.
Se houve ciúme com a chegada da Erica? Sim… Houve regreção do Marcos? Um pouquinho… Mas o normal que acontece em toda família com a chegada de um irmãozinho.
Vejo que os desafios da maternidade são os mesmos para mães de filhos biológicos e/ou adotivos, é só você se juntar à um grupo de mães que estão conversando em um parquinho.
A Adoção pode ser plano A ou plano B, mas se ele está no seu coração, regue essa sementinha com amor e aguarde para se surpreender!”

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