04 dez
Amor em Dose Dupla: Mãe da Barriga e do Coração

carolecamiga

Esta história é puro AMOR, uma história de uma mãe que teve as duas experiências da maternidade. Duas maternidades planejadas, sonhadas e realizadas! A primeira pela barriga e a outra pelo coração, através da adoção.

Conheci Cleide nos meus tempos de espera e busca pela gravidez que não vinha. Nos conhecemos através de um blog e daí surgiu uma amizade de anos até hoje. Eu e ela e mais algumas mulheres que nos identificamos ser da mesma cidade e que decidimos nos encontrar.

Cleide é especial, uma pessoa super doce, observadora e amiga. Ela no grupo sempre foi e continua sendo a que consegue animar e nos juntar, ela que sempre está disponível para ajudar.

Já sendo mãe da sua primogênita e havendo decidido adotar ela fez questão de participar daquele grupo, afinal ela estava na doce espera para adotar e sua ansiedade não era menor que as nossas, ela já estava “grávida”, só não tinha a barriga, mas seu enorme coração estava explodindo de amor por aquela criança que estaria a caminho e que chegou para ela há 9 anos e desde então é a alegria da casa para os pais e a irmã.

Com vocês uma história de vida, de amor, de encontro! E a mensagem que Cleide quer passar para vocês: “não há diferença NENHUMA, o amor é o mesmo, incondicional!”

“Depois de um tratamento do meu marido, engravidei da minha primeira filha, foram dois anos de tentativas, e após uma cirurgia de varicocele, nosso sonho se realizou.

Nasce nossa primogênita, uma menina, confesso que sempre sonhei com duas.

Após os primeiros anos, realizada, não pensava mais em aumentar a prole.

Quando ela completa 3 anos, o que estava adormecido volta, queria mais um filho.

Nos primeiros momentos aguardando, pensava que tudo ia ser rápido, sem problemas.

Surge as primeiras decepções, o tempo vai passando e nada. Resolvi começar a investigar, comecei tratamento de ovulação, pois, a idade já não me ajudava . Foi aí que nas investigações descobri que tinha endometriose, fiz os tratamentos recomendados, videolaparoscopia, diagnóstico grau 2 de endometriose, nada muito sério que impedisse engravidar.

O tempo passa e nada de novo. Foi neste momento que comecei a entrar no fórum de infertilidade que existia da UOL da jornalista Claudia colucci , para me ajudar acompanhando casos parecidos com o meu.

Conheci algumas meninas de Recife, e veio a idéia de marcar um encontro, foi daí que surgiu uma grande amizade, e mais meninas foram se incorporando ao grupo, todas com o mesmo objetivo: serem mães. No meio deste grupo conheci Taci, a autora deste blog Maternidade Sonhada.

O meu caso era um pouco diferente, já tinha passado pela experiência da maternidade, mas faltava algo para me preencher, um outro filho.

Depois de uma consulta com um profissional de infertilidade, foi sugerido partir para inseminação, devido a idade (na época com 39 anos)e o tempo de espera, quase 5 anos.

Decidi que não queria, seria mãe de outra forma, nasceu naquele momento o desejo pela adoção.

Confesso que foi todo um processo de amadurecimento, tendo que convencer o marido e a minha filha.

Teria que ser uma decisão aceita e compartilhada com todos. Como Deus tem seus planos, e muitas vezes não entendemos, tudo convergiu para isto, meu marido aceitou, minha filha queria um irmão, e meu coração estava mais do que nunca convencido da minha decisão. Visitei fóruns sobre o assunto, pessoas que já tinham passado pela experiência, tudo foi importante para fortalecer minha decisão.

E agora, como agir para que o sonho se tornasse realidade?

Comecei inscrevendo-me em várias varas da infância de várias capitais, muita papelada, e tudo mais. Sabia das dificuldades, mas nada me tirava do meu objetivo.

Também comecei a falar para todos de que gostaria ser mãe adotiva. Foi nesta espera que surge uma primeira oportunidade, dois irmãos de um orfanato, prontos para adoção, um foi adotado por um casal e, havia ficado o outro.

Não deu certo, acho que naquela ocasião ainda não estava pronta, mas Deus já estava na história, esta criança é adotada por uma conhecida minha, sem que soubesse, coincidência? Talvez…

O tempo vai passando, nenhum chamado, nada.

Era mês de Dezembro, perto do Natal, um telefonema, um anjo do outro lado: “você quer um bebê? Uma mãe está grávida, não tem como ficar com a criança, sétimo filho e está disposta a dar.” O coração bateu forte, tinha falado com Deus, que a próxima oportunidade iria agarrar, sem vacilar. Não pensei em nada, só falei no meu íntimo que se aquele meu bebê fosse para mim tudo daria certo.

E não é que deu? Tudo conspirou a favor, era uma menina, que hoje está com 9 anos, amor da minha vida e o xodó da família!

Quando abrimos o coração e entregamos sem reservas, Deus coloca no nosso caminho, as providências, o anjos para nos ajudar.

Posso dizer que sou muito feliz, pois, tenho as duas experiências, mãe biológica, mãe adotiva.

Alguma diferença? NENHUMA! O amor é o mesmo, incondicional.

E o sonho lá atrás, lembram? Se concretizou: duas meninas!”

 

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