21 dez
A Tal “Pilha” de Exames

pilhaPara quem já está nessa caminhada há algum tempo com certeza irá se identificar com o post de hoje… As que estão começando agora, mas por acaso já foram a alguma consulta com algum especialista em Reprodução Assistida também já deve entender o que lhes espera…

Venho aqui lhes falar sobre a ENORME quantidade de exames geralmente requeridos para uma análise do casal em busca de algum diagnóstico que justifique a gravidez que não vem…

Me lembro que começei levando os exames na mão, depois já providenciei um envelope para guardá-los e assim mais facilmente transladá-los, depois o envelope foi sendo trocado por um maior e outro maior e outro beeeeem maior e por aí vai. Naquele envelope estava guardado a minha história referente à infertilidade, valia ouro, era precioso! Detalhadamente e cronologicamente estavam todos os exames requeridos pelos médicos que passei e constava a evolução da minha endometriose e outros detalhes mais referentes a mim. Também constava ao final uma coleção de espermogramas colecionados pelo meu marido. Laudos das cirurgias, resultados de histerossalpingografia, dezenas de ultrassonografias e tantos outros mais.

Considera-se infertilidade conjugal quando não surge gravidez após um ano de casal sexualmente ativo sem uso de métodos anticonceptivos, sendo indicado a partir desse período a busca de um médico especialista em reprodução humana para análise do casal e a investigação básica complementar visa responder, de modo preliminar, a quatro questões:

1- a avaliação seminal é normal?

2- a ovulação é normal?

3- o canal reprodutor é normal?

4- a reserva ovariana é adequada?

E a partir de então se começa a “maratona” de exames e a “tal pilha” vai crescendo… Alguns casais fazem os exames, logo é detectado algum diagnóstico e aí já se inicia algum tratamento para o caso. Outros fazem os exames e nada é detectado, não justificando essa demora e por muitas vezes mais e mais exames são solicitados para uma investigação mais detalhada. Alguns casais conseguem engravidar logo após um tratamento e a “tal pilha” não chega a crescer tanto, mas outros tantos vão somando exames e mais exames e a pilha só faz crescer.

Lembro que chegou a um determinado momento que tive que organizar os exames por data, período, tipo de exames, porque até eu mesma já não estava entendendo tanta informação, então tive que organizar melhor para quando me “apresentasse” a um novo médico o mesmo pudesse entender a cronologia dos fatos no meu histórico.

Lembro que no último médico que fui a pilha era tão grande que ele passou bastante tempo para analisá-la e entender o turbilhão de informações ali contidas. A tal pilha se tornou pesada e o envelope era ENOOORME.

Era chato chegar aos consultórios com a bendita pilha de exames nos braços, era a prova “viva” de que eu era uma “tentante das antigas” e todas que por ventura estivessem na sala de espera me olhavam com pena, “bichinha, com toda essa papelada o caso aí deve ser bem complicado…”, imagino eu o que elas pensavam rsrs.

E os médicos então! Acho que ao ver o tamanho pensavam: “caso brabo a se resolver!” rsrs.

Só sei que a tal pilha me acompanhou e foi crescendo por mais de 5 anos e quando minha Mariana nasceu ela se foi! Um dia arrumando o guarda roupas achei que estava mais do que na hora da despedida, TUDO aquilo já não fazia mais sentido para mim, TUDO aquilo tinha ficado para trás.

Aquela paciente infértil tinha morrido e havia nascido uma MÃE que conseguiu superar todos aqueles diagnósticos e estava disposta apenas para pilhas de receitas rosas e lindas de recomendação de tal pomada para bumbum fofinho de bebê, vacinas a serem aplicadas para sua proteção e tudo o mais lindo e suave que a vida começou a me brindar desde a realização da maternidade. Naquele dia me desfiz da referida “tal pilha” e fui mais feliz!

17 dez
O Direito de Sonhar com o Segundo Filho

De uns tempos para cá tenho conhecido algumas mulheres que lutam pelo 2º filho que não vem…

Algumas tiveram o primeiro filho sem nenhum problema, de forma natural, sem a necessidade de tratamento algum, liberaram para a vinda do segundo filho, se passaram meses e nada e aí bate o desespero e angústia de não entender o porquê de estar tendo dificuldades agora. Na maioria das vezes o panorama é o mesmo, ou seja, mesmo parceiro, pai do primeiro filho, nenhuma doença aparentemente existente em nenhum dos dois.

Por outro lado estão aqueles casais que tiveram que se submeter a algum tratamento de reprodução assistida para conseguir o primeiro filho e após um bom tempo sem evitar a gravidez parece que a cena de um novo tratamento volta à pauta e isso gera pânico em ter que passar novamente por todo processo.

Mas o que me chama mais atenção em ambos casos são os sentimentos que vejo tomar conta das mulheres que me procuraram e desabafaram sobre. O primeiro sentimento de todos é a vergonha em assumir que estão angustiadas e sofrendo mesmo “JÁ sendo mães e JÁ  tendo um filho”, ou seja, é como elas se sentissem proibidas por já terem tido a honra de alcançar a maternidade e não terem direito de reclamarem pelo segundo filho que não vem! Achei tão absurdo isso que senti a necessidade de escrever em defesa dessas mulheres já mães e que tem todo direito do mundo de querer mais filhos e sofrerem por não estarem conseguindo.

Uma delas me confidenciou que na maioria das vezes, por mais angustiada que se sinta, não se sente no direito de desabafar com ninguém… Gente, sentimentos não se sufocam e ninguém é pior do que ninguém por querer ter mais filhos, ninguém é culpado por já ser mãe ou pai e sentir vontade de ter mais quantos filhos quiser, concordam?

Normalmente as pessoas só pensam em infertilidade quando a mulher não consegue ter o primeiro filho (e aí ela é chamada de infertilidade primária). Mas a infertilidade secundária, quando a mulher já teve um filho, não é tão incomum como se pensa.

As causas em geral são as mesmas da infertilidade primária, ou seja, de quem nunca conseguiu ter um bebê. Entre elas estão: cicatrizes no útero ou nas tubas uterinas (trompas), endometriose, problemas de ovulação, baixa quantidade de espermatozoides. Qualquer que seja a causa, é alguma coisa que apareceu ou se agravou depois que a pessoa teve o bebê. Complicações durante o parto ´é uma possível causa. Ou, se muitos anos se passaram, talvez a questão seja a idade. O tratamento para a infertilidade secundária é igual ao tratamento para qualquer outra dificuldade de gravidez. Tudo vai depender da causa.

Não é fácil conseguir apoio nos casos de infertilidade secundária, porque todo mundo parece achar que é ingratidão não estar feliz com o filho que já se tem, então a todos os que estão passando por esta dificuldade do segundo (ou terceiro, quarto, quinto…) filho que não vem lhes recomendo procurar um especialista em reprodução assistida para um check up do casal, isso se já faz mais de um ano de tentativas sem uso de nenhum método anticonceptivo. Por mais que já tenham sido pais tudo pode mudar desde o período do nascimento do filho ao momento atual, digo isso por casos e casos que conheci de mulheres e homens que apresentaram algum diagnóstico a ser tratado mesmo já tendo sido pais facilmente quando liberaram na primeira vez, havendo casais por exemplo que tiverem o primeiro filho “sem querer”, num “descuido”, e que agora sofrem na espera do próximo.

Então se você já for mãe ou pai deixo aqui meu apoio que se sintam à vontade de expressar a vontade de vocês em viver novamente essa experiência maravilhosa da maternidade ou paternidade. Você não será pior do que ninguém por apenas seguir sonhando e desejando aumentar a família, lógico que não! Estamos vivos para viver intensamente e seguir sonhando e acreditando sempre. E tem algo melhor que um filho? Sim, tem! Um filho a mais! Rsrs. Então se liberem e assumam esse desejo lindo que tem aí dentro de você e que seguro também te faz sofrer, sendo então bem vindos a esse espaço que está destinado aos que sonham em ter um filho, independentemente se já são pais ou não.

O título do Blog é: Maternidade Sonhada, claro que a grande maioria das pessoas serão aquelas que ainda não são mães ou pais e estão nessa espera, assim como foi meu caso e tão bem as entendo, mas se você sonha por um filho a mais e está tendo dificuldades e será também muito bem vinda por aqui!!!

14 dez
O Drama dos Abortos Espontâneos

mulher-triste_w

Lembro bem que enquanto lutava buscando a gravidez que insistia não acontecer estreitei muito a minha relação com Deus e em todas minhas orações sempre estava um pedido: “Senhor, se for para engravidar e abortar, me poupe dessa dor”. Isso porque cheguei a acompanhar alguns casos e isso me chocava demais… Engravidar, festejar, pensar que o sonho estaria concretizado, fazer mil planos e de repente… acabou!

Quantas mulheres sofrem com abortos espontâneos, e em alguns casos com abortos repetitivos. Tudo bem que diante de tantos casos vi vários serem contornados e muitas mulheres enfim conseguindo gestar até o final, mas após ter que passar por essa dor enorme.

Relendo alguns artigos relacionados a infertilidade, que venho salvando há anos, encontrei um texto que a jornalista Cláudia Collucci, no seu antigo blog “Quero Ser Mãe”, chegou a traduzir em 2008, texto este escrito por uma escritora americana chamada N. West Moss publicado no The New York Times, que desabafa e relata as dificuldades que encarou ao sofrer três abortos espontâneos, conseguindo expressar o turbilhão de sentimentos que envolve este momento tão traumático na vida de uma mulher.

Apesar da escritora num trecho pedir para que as pessoas não a ajudem naquele momento de dor não me contenho e desde já estendo a mão para você que já passou ou está passando por isso. Não sei se poderei te ajudar muito mas prometo que através deste blog te levarei muita esperança e a minha certeza de que milagres existem SIM!

Também confirmo que temos uma força interior que desconhecemos e que nos surpreende em determinados momentos nos quais pensamos que não conseguiremos seguir e de repente reagimos mais determinadas que nunca, isso aconteceu com uma amiga querida chamada Gabriela que após anos de tratamentos chegou a engravidar e sofreu um aborto, e após “digerir” aquele duro momento partiu mais determinada para realizar o seu sonho de ser mãe e ontem Cecília nasceu, coroando sua luta.

Abaixo lhes repasso o  texto citado de uma mulher que sentiu na pele 3 abortos, mas que apesar do desabafo no final deixa transparecer que apesar de tudo tinha esperança, sentimento este que nos faz seguir vivendo!

“Não existem faixas rosa para usar se você sofreu um aborto espontâneo, nenhuma passeata ou camiseta para encorajar a conscientização e prevenção. E até onde temos uma linguagem para falar sobre o assunto, ela é repleta de frases superficiais: “Não se preocupe, eu também tive um”, ou “Eu tive dois, e então – puf – o Davey nasceu, e nesta semana ele está se formando na faculdade”. Mas, enquanto você pertence ao clube imaginário das Mulheres Sem Filhos, este é um planeta secreto de dor, praticamente invisível ao mundo externo.

Recentemente, sofri meu terceiro aborto espontâneo em um ano. Aconteceu cedo na gravidez, e foi descartado como nada grave – “gravidez química” parece ser o termo artístico. Não vamos reagir exageradamente, não há necessidade de histeria, bola pra frente. “Vamos tratar disso como se você estivesse simplesmente tendo seu ciclo menstrual”, como disse meu médico.

Mas, honestamente, não é como ter seu ciclo. Psicologicamente, claro, não tem nada em comum, mas fisicamente também é diferente. Tive espasmos durante horas que deixaram minhas costelas contundidas. Quatro dias depois, eu estava de volta ao trabalho e exausta porque continuava sangrando muito – não uma quantidade alarmante, mas o suficiente para que eu agendasse as reuniões em salas próximas a um banheiro, e para me mandar para casa para cochilos de duas horas à tarde. Imagino como os homens lidariam com isso. Toda a dor, a confusão, as limpezas furtivas, a vergonha e as fugas do trabalho me parecem tão fundamentalmente femininas.

As pessoas agem como se um aborto espontâneo fosse um evento localizável num calendário, com início, meio e fim. Mas na verdade ele começa quando você sente aquela primeira pontada inconfundível dizendo que algo está totalmente errado. Ele continua através dos duros dias de sofrimento e espasmos profundos, e então serpenteia ao longo de cada dia do resto de sua  vida. Provavelmente lamentarei esse aborto de alguma maneira visivelmente mediana até ter um bebê saudável ou morrer.

A sensação de sofrer três abortos em um ano é a de que eu devo ter feito algo errado, quando a realidade é que a maioria dos abortos acontece por motivos cromossômicos fora de nosso controle.

Ainda assim, uma mulher que sofre um aborto espontâneo provavelmente se perguntará o porquê. “Deus não deve querer que eu tenha um filho”, ela pode pensar, ou “Estou velha demais”. Há momentos em que você sente que o aborto e as calamidades do mundo são culpa sua e que você deveria, de alguma forma, não ter esse tipo de pensamento.

Talvez não falemos de nossos abortos porque não queremos as mulheres com filhos nos olhando com pena, ou adolescentes com seu jeito imortal pensando “Isso nunca acontecerá comigo”. Não queremos que famílias felizes sussurrem “Graças a Deus não é com a gente.” Não queremos imaginar que os homens possam estar pensando “Se elas não podem ter filhos, por que estão aqui?”

Entretanto, não sei o que você deve dizer a uma mulher que teve abortos espontâneos. Ao mesmo tempo em que pode ser emocionante ouvir histórias de outras mulheres, pode também ser irritante: faz com que nosso momento de extraordinária tristeza se torne comum e dentro da média. Por que eu iria querer ouvir sobre seu aborto quando estou deitada no chão tentando erguer 250 quilos de fracasso, desilusão e hormônios despedaçados em meu peito?

O que posso dizer é: quero que as pessoas saibam. Não quero que seja um segredo ou uma sombra, ou algo carregado individualmente. Quero que as pessoas saibam que eu passei por algo, que estou cansada mas otimista, que fui derrubada mas não me ajude, pois posso me levantar sozinha.

É justo, acho eu, querermos testemunhas para nosso sofrimento. Mas com o sofrimento também vem a esperança. E afinal de contas, somos criaturas flexíveis. Uma amiga minha disse-o muito bem, num e-mail enviado depois que soube de minhas novidades. “Espero que você não desista”, escreveu ela. “Ainda quero tirar uma foto de seu filho ao lado do mais alto girassol.”N. West Moss é escritora em Nova Jersey (EUA)

09 dez
E um dia fomos dois

dois

Hoje o Post está sendo escrito sob a inspiração de dias especiais comemorando antecipadamente os 16 anos de casados num lugar muito especial para nós dois: na cidade maravilhosa e mágica, nosso querido Rio de Janeiro!
Só os dois, como um dia fomos durante 8 anos de casados, dentre os quais 6 foram de união e busca da realização do sonho de nos tornar PAIS, mas sempre com o cuidado de não nos esquecer que antes que nada havia um casal que se apaixonou, que lutou muito, que venceu as barreiras de namorar a distância durante 2 dois anos, ele em Buenos Aires e eu em Recife, e em janeiro de 1999 conseguimos nos casar! E lá fui eu morar na Argentina durante 5 anos, e lá fui eu crescer, amadurecer e aprender tanta coisa! Entre elas aprender a amar e respeitar ele do jeito que ele é e assim me sentir também cuidada e admirada do jeito que eu sou. E graças a essa base hoje estamos juntos!
Lhes conto que na caminhada dura contra a infertilidade nos unimos demais! Era uma batalha a ser vencida JUNTOS que não foi fácil, mas ao seu lado tudo se tornou mais leve! Porque eu saiba e ele me lembrava sempre que estava ali para o que der e vier, e me admirava demais pela disposição de correr atrás com todas as forças, dispondo meu corpo a uma quantidade enorme de exames, tratamentos, bombas hormonais, cirurgias e etc etc etc…
E conseguimos!!!
Ele foi demais! Na própria essência da palavra ele foi um companheiro. Segurava as pontas quando eu estava fraquejando. E quando eu chegava próximo ao limite ele nos obrigava a dar um tempo e cuidar da gente. Por mais que os exames apontassem que não poderíamos esperar devido a uma suposta falência ovariana precoce e todas complicações de uma endometriose severa… Ele não queria saber! Em primeiro lugar estávamos eu e ele. Queríamos MUITO nosso filho, mas algo intocável era nossa relação e o cuidado que tínhamos que ter um com o outro.
Gente, venho aqui lhes passar isso por nesses anos todos, desde o início da minha busca e mesmo após minhas vitórias, observar que muitos casais deixam se abater fortemente por este cenário que a infertilidade toma conta, alguns inclusive chegando a se separar.
Esquecem dos dois, esquecem do início, da história que escreveram até começarem essa busca pelo filho que não chega… E é uma pena enorme!
Minhas filhas com certeza são o melhor que me aconteceu na vida até o dia de hoje e para sempre me emocionarei por ter tido a dádiva de ter me tornado a mãe de Mariana e Valentina, minha vitória e meu milagre, mas antes delas chegarem já existia um casal que se divertia muito juntos, que curtia muito a companhia um do outro e este casal por mais que em algumas épocas tudo conspira para que esqueçamos disso, este casal está aqui! E sempre estará! “Só” basta resgatar isso, tendo um momento nosso, como fazemos quase todas as sextas a noite sendo nossa saída semanal ou numa escapadinha de fim de semana uma ou duas vezes ao ano para “nos encontrar”, para voltarmos a ser 2, eu e ele, ele e eu. Não que não gostamos de ter nos transformado em 4, AMAMOS!!!!!!!!!!!!! Mas por nós e por elas mesmas esses momentos é de extrema importância e nos faz voltar a ser mais fortes e unidos para o que der e vier.
Não somos perfeitos, não que não temos crises, não que não brigamos, mas acima de tudo somos um casal que escreve uma história há 16 anos, que venceu a infertilidade juntos, q sonhou e acreditou, que chorou e que sorriu e que está disposto a seguir porque fazemos bem um ao outro.
E vocês, tem se “encontrado” com seu companheiro?
04 dez
Amor em Dose Dupla: Mãe da Barriga e do Coração

carolecamiga

Esta história é puro AMOR, uma história de uma mãe que teve as duas experiências da maternidade. Duas maternidades planejadas, sonhadas e realizadas! A primeira pela barriga e a outra pelo coração, através da adoção.

Conheci Cleide nos meus tempos de espera e busca pela gravidez que não vinha. Nos conhecemos através de um blog e daí surgiu uma amizade de anos até hoje. Eu e ela e mais algumas mulheres que nos identificamos ser da mesma cidade e que decidimos nos encontrar.

Cleide é especial, uma pessoa super doce, observadora e amiga. Ela no grupo sempre foi e continua sendo a que consegue animar e nos juntar, ela que sempre está disponível para ajudar.

Já sendo mãe da sua primogênita e havendo decidido adotar ela fez questão de participar daquele grupo, afinal ela estava na doce espera para adotar e sua ansiedade não era menor que as nossas, ela já estava “grávida”, só não tinha a barriga, mas seu enorme coração estava explodindo de amor por aquela criança que estaria a caminho e que chegou para ela há 9 anos e desde então é a alegria da casa para os pais e a irmã.

Com vocês uma história de vida, de amor, de encontro! E a mensagem que Cleide quer passar para vocês: “não há diferença NENHUMA, o amor é o mesmo, incondicional!”

“Depois de um tratamento do meu marido, engravidei da minha primeira filha, foram dois anos de tentativas, e após uma cirurgia de varicocele, nosso sonho se realizou.

Nasce nossa primogênita, uma menina, confesso que sempre sonhei com duas.

Após os primeiros anos, realizada, não pensava mais em aumentar a prole.

Quando ela completa 3 anos, o que estava adormecido volta, queria mais um filho.

Nos primeiros momentos aguardando, pensava que tudo ia ser rápido, sem problemas.

Surge as primeiras decepções, o tempo vai passando e nada. Resolvi começar a investigar, comecei tratamento de ovulação, pois, a idade já não me ajudava . Foi aí que nas investigações descobri que tinha endometriose, fiz os tratamentos recomendados, videolaparoscopia, diagnóstico grau 2 de endometriose, nada muito sério que impedisse engravidar.

O tempo passa e nada de novo. Foi neste momento que comecei a entrar no fórum de infertilidade que existia da UOL da jornalista Claudia colucci , para me ajudar acompanhando casos parecidos com o meu.

Conheci algumas meninas de Recife, e veio a idéia de marcar um encontro, foi daí que surgiu uma grande amizade, e mais meninas foram se incorporando ao grupo, todas com o mesmo objetivo: serem mães. No meio deste grupo conheci Taci, a autora deste blog Maternidade Sonhada.

O meu caso era um pouco diferente, já tinha passado pela experiência da maternidade, mas faltava algo para me preencher, um outro filho.

Depois de uma consulta com um profissional de infertilidade, foi sugerido partir para inseminação, devido a idade (na época com 39 anos)e o tempo de espera, quase 5 anos.

Decidi que não queria, seria mãe de outra forma, nasceu naquele momento o desejo pela adoção.

Confesso que foi todo um processo de amadurecimento, tendo que convencer o marido e a minha filha.

Teria que ser uma decisão aceita e compartilhada com todos. Como Deus tem seus planos, e muitas vezes não entendemos, tudo convergiu para isto, meu marido aceitou, minha filha queria um irmão, e meu coração estava mais do que nunca convencido da minha decisão. Visitei fóruns sobre o assunto, pessoas que já tinham passado pela experiência, tudo foi importante para fortalecer minha decisão.

E agora, como agir para que o sonho se tornasse realidade?

Comecei inscrevendo-me em várias varas da infância de várias capitais, muita papelada, e tudo mais. Sabia das dificuldades, mas nada me tirava do meu objetivo.

Também comecei a falar para todos de que gostaria ser mãe adotiva. Foi nesta espera que surge uma primeira oportunidade, dois irmãos de um orfanato, prontos para adoção, um foi adotado por um casal e, havia ficado o outro.

Não deu certo, acho que naquela ocasião ainda não estava pronta, mas Deus já estava na história, esta criança é adotada por uma conhecida minha, sem que soubesse, coincidência? Talvez…

O tempo vai passando, nenhum chamado, nada.

Era mês de Dezembro, perto do Natal, um telefonema, um anjo do outro lado: “você quer um bebê? Uma mãe está grávida, não tem como ficar com a criança, sétimo filho e está disposta a dar.” O coração bateu forte, tinha falado com Deus, que a próxima oportunidade iria agarrar, sem vacilar. Não pensei em nada, só falei no meu íntimo que se aquele meu bebê fosse para mim tudo daria certo.

E não é que deu? Tudo conspirou a favor, era uma menina, que hoje está com 9 anos, amor da minha vida e o xodó da família!

Quando abrimos o coração e entregamos sem reservas, Deus coloca no nosso caminho, as providências, o anjos para nos ajudar.

Posso dizer que sou muito feliz, pois, tenho as duas experiências, mãe biológica, mãe adotiva.

Alguma diferença? NENHUMA! O amor é o mesmo, incondicional.

E o sonho lá atrás, lembram? Se concretizou: duas meninas!”

 

30 nov
E Dezembro bate à porta…

E dezembro bate à porta… E com ele a sensibilidade a flor da pele vem junto e trás consigo um monte de sentimentos… Entre eles a saudade de quem já não está e a “saudade de quem ainda não chegou”… Parece louco mas você aí deve me entender… Me entende porque está ou esteve na espera do bebê tão sonhado e que dentro do turbilhão de sentimentos vividos deve ter sentido ou ainda irá sentir essa “saudade do filho que ainda não chegou…” Você já planejou, já desejou, já sonhou TANTO que aquela criaturazinha já existe no seu coração.

E você daria TUDO para já tê-lo no seu colo ou pelo menos “materializado” no seu ventre,  ou ainda quem sabe na certeza da liberação próxima de um filho do coração que você já o tem visitado e “só” espera o ok para tê-lo consigo.

Hoje dedico essas palavras em solidariedade aos corações sensíveis que já batem diferente por chegar dezembro… e por neste mês a realidade dar uma balançada e te lembrar, como se você não estivesse ligada diariamente, que mais um ano está indo embora e nada do sonho se concretizar. E o pedido para Papai Noel vai como uma ordem: Cadê meu filho? Outra vez e a árvore vai estar incompleta? Cadê o presente que tanto anseio, que mais quero, que SÓ quero?! E por que ainda não o mereço, e por que ainda não veio??? ai, ai…

Ai dezembro… Mês de sentir tudo ao cubo… Mês dos ventos sentimentais, mês das saudades, mês puro coração. Mês do Nascimento de Jesus, mês de renovar esperança, mês de sonhar e acreditar, mês de sorrir, de confraternizar, de chorar, de abraçar e de confirmar que não estamos sós, que temos motivos mil para seguir, mas nos detemos em algum momento naquele desejo ali que não se concretiza… como as entendo! Foram 6 Natais assim, não que eu deixasse essa “pendência” tomar conta de mim e tirar o brilho do Natal e seus encantos, mas não lhes nego que em algum momento me lembrava daquele vazio da árvore que esperava ser preenchido para sempre na minha vida.

Jamais esquecerei o primeiro Natal com o presente tão esperado no meu ventre… Natal de 2006… Apesar do pouco tempo de gestação (2 meses) e a progesterona que insistia em não subir… ali estava crescendo em mim o grande motivo de me alegrar na noite de Natal e daí por diante quem sou eu para pedir presente na árvore para mim? Peço sim para elas muita saúde e que sejam felizes! A árvore minha está completa! Como assim será com você que por acaso ainda não tem o desejado presente, um dia sua árvore estará completinha e seu Natal será verdadeiramente um feliz Natal!

Então… vem simbora dezembro! Que as futuras mamães te encarem, mais sensíveis mas com amor e fé no coração de que um dia essa tal “saudade de quem ainda não chegou” ficará para trás, imperando o sentimento eterno de gratidão à vida!

27 nov
Repouso após os tratamentos

repouso

Gente, este tema do repouso após os tratamentos muda bastante de médico para médico… Se você confia no seu médico siga em frente com todas suas recomendações, mas venho aqui lhes falar sobre minhas experiências.

A inseminação foi o primeiro tratamento de reprodução assistida que fiz, depois de realizada confirmamos que não seria o tratamento indicado para o meu caso, tendo em vista o grau da minha endometriose e a quantidade de aderências nas minhas trompas. Na inseminação o médico recomendou vida normal, nada de repouso. Ele me disse que teria que encarar como se tivesse tido uma relação sexual e pronto, segundo ele se tivesse de engravidar engravidaria de qualquer jeito. Óbvio que tomei alguns cuidados, evitei maiores esforços por conta própria, por achar que teria que desacelerar enquanto se confirmava ou não a possível gestação, mas repouso não fiz e não deu certo aquela tentativa.

Na segunda fertilização in vitro (a primeira tivemos que cortar o processo por não ter folículos a serem aspirados) fomos ao extremo. Já era outro médico e este me recomendou repouso absoluto! Quando falo em absoluto, falo em não se levantar nos dois primeiros dias nem para o banheiro. Fazia as necessidades numa paradeira! Não me esquecerei das dores de coluna que tive. Também me recomendou dormir barriga para cima sem nem virar de lado, por alguns dias (não me lembro precisamente quantos) e não foi fácil! Também não deu certo aquela tentativa.

Na terceira fertilização, o quadro era de OU TUDO OU NADA, poderia ser nossa última tentativa… Fizemos com outro médico e segui a risca suas recomendações. Nos 3 primeiros dias repouso absoluto, me levantando para ir ao banheiro e tomar banho, comendo na cama. Nos outros dias seguintes repouso relativo, podendo se levantar, caminhar, comer na mesa. Não dormia de bruços de forma alguma, aliás foram 9 meses assim. Comia o mais saudável possível, evitando comer qualquer coisa que me fizesse mal, tomando muito líquido e comendo muito inhame. Li que o tal do inhame é fonte rica de progesterona e a progesterona é grande responsável por segurar o embriãozinho, então foram quilos de inhame, fica a dica!

Revistas, livros, programas de TV leves, louvores e boas companhias favoreceram o cenário dessa espera, havendo no meio dias mais fáceis que outros, a ansiedade vez por outra apertava e não tinha como não estremecer ao pensar na possibilidade de mais um negativo… Mas até nisso daquela vez foi diferente, na maioria do tempo meu coração me dizia que já tinha dado certo.

Em nenhum momento me queixei do repouso, se era o que eu queria então TUDO valeria a pena e daquela vez como valeu! Lembro que na última consulta antes da transferência perguntei ao médico tudo o que estaria ao meu alcance para ajudar no processo, ele me disse e eu segui a risca:

-Não se abaixe, para nada! Gente podia cair o que fosse no chão e eu não me abaixava, jamais! No banheiro sempre tinha dois sabonetes, na dúvida caso um caísse.

-Evite dirigir. Essa foi drástica! Inclusive após confirmada a gravidez… Vendi o carro! Kkkkkkkkk Só comprei outro e voltei a dirigir após Mariana nascer.

-Evite esforços maiores… Nem precisa dizer né? Pisava em ovos!

-Baixe do salto. Sapatilhas e sandálias rasteirinhas estavam em todos os meus looks.

-Fuja de situações de stress. Me isolei ao máximo num mundo lindo e colorido rsrs, bem vindo era só o que me fazia bem, o resto dispensado!

Volto a dizer, cada médico tem suas recomendações a serem seguidas. Divido com vocês como foram as minhas, a pedido de algumas seguidoras que por curiosidade queriam saber.

Meu conselho? Na dúvida e diante das possibilidades: repouso!!!

26 nov
O Milagre de Carol

milagre

E hoje é um dia MUITO especial! Recebi um telefonema de uma seguidora do blog, que virou amiga. Me chamou atenção ela estar me ligando pela manhã, cedo… Do outro lado da linha a voz dela chorosa que tentava falar e não conseguia… Até que entendi: “Taci, tô GRÁVIDA!!!!!” Chorava ela de lá e eu de cá! Ainda estou vibrando MUITOOOOO!
Há uns dois meses ela fez fertilização e não conseguiu… Depois teve que se submeter a uma histeroscopia… Descobriu mais alguns detalhes que supostamente complicaria a realização da gravidez tão sonhada… Teve que tomar um antibiótico para tratar uma bactéria no útero… Já fazia planos de ano que vem partir para outra FIV… Dois dias de atraso da menstruação… Deveria ser pelo antibiótico ou ainda resultado da histeroscopia? Eu cogitei a possibilidade dela estar grávida, ela jamais cogitou. Eu sugeri a ela fazer exame de farmácia, ela fez e… negativo. E ontem após insistência do médico ela fez um beta a noite e foi dormir… Hoje confirmou um beta hcg LINDO com 3 números, progesterona nas alturas e a certeza de que dentro dela já cresce seu filho!
Gente, muitos positivos aparecendo! Parece que as cegonhas resolveram trabalhar!!!!!!!!!!!!
Lembro bem de uma conversa que tive com ela e palpitei que ela engravidaria naturalmente… Ela deu gargalhada! Disse que nem passava pela cabeça dela essa possibilidade.
Quando digo e repito que acredito em MILAGRES… Acredito sim, eu tenho um em casa! E hoje a vinda de mais um milagrezinho lindo se confirma. Bem vindo bebê! Parabéns MAMÃE Carol Ferraz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!