06 out
Limites para tentar?

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Meninas, até então aqui neste espaço venho sempre incentivando a questão do não desistir, de lutar ao máximo atrás da sonhada maternidade, e enalteço muito o estado maravilhoso do estar grávida. Continuarei nesta linha mas quero lhes passar outro ponto de vista que tenho claramente na minha concepção do querer ser mãe e seus limites.

Tudo na vida tem limites e nesta busca não seria diferente. Animo muito o ir em busca, o perseverar ao máximo, mas existe casos que chegam ao limite mesmo. Sim! Claro que existem limites para tentativas, para espera, para o querer e não conseguir.

E qual seria esse limite nesta caminhada? Cada uma tem seus limites. Limites emocionais, limites financeiros, limites da idade, limites que cada uma se ache no direito de impor ao seu caso. E não há nada nem ninguém, nem nenhum parâmetro para definir qual seria o limite para buscar ser mãe através do gerar.

No meu caso, apos 1 inseminação, 2 cirurgias, tratamentos hormonais pesados e 3 FIVS (a primeira incompleta por não haver conseguido nenhum folículo sequer para aspiração) estava consciente que estaríamos chegando ao nosso limite. Quando falo “nosso” falo do casal que estava muito abalado emocionalmente e cansado de tudo isso após 6 anos nesta espera.

Lembro bem uma conversa previamente à realização da 3ª FIV na varanda do nosso apartamento… Nós dois na rede… Quando num momento de silêncio eu lhe perguntei: e se não dar certo? Ele já tinha me falado sobre sua posição, mas naquele momento ele olhou nos meus olhos e falou seriamente que não queria mais seguir… O marido se preocupava demais com a quantidade de hormônios que eu tinha que receber devido a péssima resposta dos meus ovários aos estímulos… Também sempre nos curtimos muito e não tem como tudo isso em um certo momento não abalar momentaneamente o relacionamento a dois.

Fiquei triste com aquela resposta mas tive que concordar e reconhecer que realmente estávamos no limite e que já tínhamos feito tudo o que estava ao nosso alcance.

Foi aí que eu disse a ele que se não desse certo eu queria adotar uma criança e realizar meu sonho de ser mãe. Ele disse preferir esperar o resultado da FIV para conversarmos mais adiante… Não foi preciso esta conversa porque engravidei naquela que seria a última tentativa, mas tenho certeza que se assim não tivesse sido havíamos adotado e hoje seriamos pais realizados e muito felizes com esta opção.
Então a partir de agora meninas vez ou outras lhes vou trazer também histórias maravilhosas de amigas que partiram para adoção e realizaram este sonho de ser mãe e se sentem plenas com esta oportunidade.

Claro que seguirei incentivando AO MÁXIMO todas que estão na luta! Jamais negarei que acho uma dádiva o conseguir gerar mas também abrirei espaço para olharmos com carinho esta possibilidade de amor e realização deste sonho através da adoção, e por que não?

01 out
E o “mundo” resolve engravidar
mundoengravidar
Quando estamos liberadas para engravidar tem fases que parece que todo mundo ao redor engravida, menos voce lógico! É meio uma sensacao de epidemia mesmo e ficamos loucas para sermos “contaminadas”… e nada!
Para onde se olhe tem uma prima, amiga, amiga da amiga, vizinha: grávida. A neta de 15 anos da sua funcionaria, que te conta com a maior tristeza do mundo esta “tragédia”… A mulher que fica no semáforo, sim  aquela que já tem uns 10 filhos e vai colocar outro no mundo “porque é o jeito” … Aquela companheira de trabalho que desaba chorando porque não era a hora e não queria de jeito nenhum e desabafa justo com você esperando consolo, jura?… E por aí vai… São casos e mais casos. E a pessoa ali na luta sonhando por estar grávida… Faz parte mas as vezes não é fácil não.
Nos meus anos de espera e tentativas, sempre me alegrava ao receber notícias de gestações de pessoas próximas, sempre vibrei com isso, de coração. Mas existem momentos em que voce está mais sensível e nao tem como desejar MUUUUITO, desesperadamente, também estar naquela situacao. Nao é inveja, é ser humana  e querer enfim estar naquele estado tão sublime. É querer definitivamente se sentir mulher por completo, é ter o direito de gerar e de passar por aquela experiência única. É finalmente saber o que é sentir um ser crescendo dentro de você!
Como me lembro esta curiosidade de querer saber como era sentir o bebê mexendo, isso sempre me aguçava o imaginário e por muitas vezes me pegava acariciando a barriga de uma grávida que eu tivesse intimidade para sentir aqueles movimentos e “delirar” um pouco.
Quando a tristeza resolvia me visitar eu sempre tentava reagir tendo a certeza absoluta que um dia eu passaria por aquela experiência, que tudo aquilo ficaria para trás e que o meu dia chegaria. Ao mesmo tempo sempre tive a consciência de que caso não passasse por isso não deixaria de ser mãe, viria meu filho do coração, através da adoção. E é assim que todas devem pensar: no tempo certo e justo seu filho chegará. Você nasceu para ser mãe daquele serzinho e ele virá ao mundo para ser o seu filho, na hora e da maneira que seja. É acreditar e confiar!
Um dia voce perderá sua identidade, você nao será mais chamada pelo nome, voce será a mae de… E lhe garanto: é uma delícia! Um dia fui apenas Taciana, hoje sou a mãe de Mariana e Valentina, o título mais nobre e sonhado da minha vida. Título este que está reservado para você que está aí nessa espera. Acredite!
28 set
Conseguir e Perder… Persistir e Vencer!

conseguir

Desde o início da minha caminhada em busca de ser mãe “conversava” com Deus sobre. Sim, sempre fui muito cristã, mas este foi um momento da minha vida que nos tornamos muito amigos, confidentes, cúmplices, com direito em alguns momentos a estar um pouco “de mal” por não entender os seus propósitos na minha vida. Uma das coisas que mais pedia, além de engravidar claro, era não engravidar caso fosse para a gestação não evoluir e acabei não passando por esta dor mas convivi com algumas mulheres que estavam nesta luta também naquele momento e sofreram demais.

Você lutar, esperar, conseguir, festejar, planejar com o sonho já concretizado ali crescendo dentro de você e de repente a notícia menos desejada de que a gestação não evoluiu… Gente, é muita dor!!!

São alguns casos conhecidos, a maioria acontecidos no primeiro trimestre da gestação, sendo estes os mais comuns e sendo atribuídos geralmente às más formações genéticas, mas algumas ainda tendo que passar por esta dor com a gestação em estágio bem avançado…

E aqui lhes trago uma história linda de muita dor e superação, com final feliz! O nome da guerreira e vitoriosa é Roberta, ela que expontaneamente me procurou e se dispôs a abrir para vocês esses capítulos da sua vida. Roberta conhecida minha de muitos anos atrás mas que nesse momento conheceu o blog, se identificou e se aproximou para uma conversa. Ela entendeu perfeitamente qual a minha intenção neste espaço e se sensibilizou em querer também participar dando uma força às leitoras que estão nessa caminhada, que bem conhecemos e sabemos que não é nada fácil.

Com vocês um pouco da luta da mamãe do Arthur!

“Oi gente, me chamo Roberta e também passei pela reprodução humana para poder realizar o sonho de engravidar. Achei bem interessante a iniciativa de Taciana em realizar um blog para compartilhar experiências entre casais que passam pela mesma questão. Me disponibilizei em contar para vocês um pouco de minha história, pois acho que ela poderá ajudar de alguma forma…

Bem, tudo começou quando liberei para engravidar (sem estresse algum) e os meses se passaram e eu não consegui. Marquei uma consulta com minha ginecologista e a mesma me encaminhou para uma especialista em reprodução assistida.

Fomos à especialista e nos solicitou uma bateria de exames …. exame de sangue, controle de ovulação, histerossalpingografia, laparoscopia, histeroscopia, espermograma e de repente algum mais que tenha esquecido. Isso tudo durou aproximadamente um ano para concretizarmos.

Começamos na fase 1 que seria o coito programado. Na verdade, a médica controlava minha ovulação por ultrassonografia e orientava “namorar” com o marido nas datas em que estava ovulando. Pense numa fase chata e estressante!

Com os resultados dos exames na mão a médica avaliou e não identificou NADA que justificasse eu não conseguir engravidar e nos diagnosticou como esterilidade sem causa aparente. Devido a nossa ansiedade ela nos sugeriu começar pela inseminação artificial por ser menos invasiva e por ter custo mais baixo que de uma fertilização in vitro. Fiz a inseminação e não deu certo.

Logo depois da menstruação voltamos e decidimos já optar pela fertilização in vitro (FIV). Fiz o uso das medicações, as ultrassonografias e o tratamento estava sendo um sucesso com vários óvulos amadurecendo. Dia da pulsão e consigo 23 óvulos maduros e desses 10 embriões lindos (no estagio de blastocisto). Fiz a transferência de 2 embriões e fui para casa bem confiante de que estaria grávida. Após 12 dias eu sangrei, ligo para a médica e a mesma solicita um beta que vem como seguinte resultado: INDETERMINADO!!!!!! Eu não estava grávida. Nessa hora o meu mundo caiu, passei a tarde no meu quarto sozinha chorando, precisava daquele momento para me fortalecer e seguir depois.

Passados os meses de “descanso do útero” fiz minha segunda tentativa de FIV, dessa vez transferi 3 embriões congelados, mas também foi sem sucesso. Outro negativo… Confesso que fiquei muito triste, mas o impacto foi menor do que o da primeira vez. Lembro quando conversando com minha médica sobre as incógnitas e incertezas desses tratamentos e ela mesma me disse que na minha primeira FIV ela apostava na minha gravidez e quem engravidou na mesma época foi uma paciente de 41 anos que só tinha conseguido 1 embrião e de má qualidade… Confirmava cada vez mais que seria preciso muita PACIÊNCIA E DETERMINAÇÃO.

Fui para minha terceira tentativa de FIV, onde foram transferidos 3 embriões e dessa vez sai do consultório sem muita expectativa. Passei os 15 dias e nada da menstruação, fui fazer o beta e pela primeira vez apareceu uns números, eu estava grávida!!! Recebo orientações de aguardar alguns dias para realizarmos nossa primeira USG. Nesse intervalo tenho um sangramento e ligo para a médica que me solicita ir ao seu consultório adiantar a ultra. Quando realizo o exame se confirma uma gestação gemelar!!! Fui encaminhada ao pré-natal feliz da vida.

Com quase 23 semanas de gestação, na época já sabendo que quem estavam a caminho seria Júlia e Leonardo (sim, um casal! Mais perfeito impossível!), viajamos para passar o carnaval em uma praia próxima com a família. No primeiro dia ao acordar fui ao banheiro e observo uma secreção espessa saindo de mim… Fiquei muito assustada e liguei para a obstetra que me orientou repouso… Comecei a sentir um incômodo, um mal estar e resolvemos adiantar a volta para uma avaliada numa emergência na capital. Isso entrando sempre em contato com a obstetra e a mesma não dando a devida atenção… Já no hospital fizeram uma ultra e foi constatado que os bebês estavam bem. No outro dia o incômodo foi aumentando e se transformando em dor, novamente entrei em contato com a obstetra que me solicitou um exame de urina. A dor começou a ficar mais intensa e voltamos ao hospital, eu chegando lá com contrações… No meio de tudo isso fui atendida por um
médico frio que ao constatar não teve dúvida em me comunicar que eu havia perdido os bebês. Fui encaminhada para curetagem.

Em casa muita coisa já havia sido providenciada para a chegada deles, berços comprados, roupinhas e outras tantas mais… Pensava que não iria suportar.

Durante todos tratamentos e na perda da gravidez tive muito apoio do marido, da família e dos amigos, isso com certeza foi fundamental para eu seguir lutando. Nunca escondi para ninguém minha situação de precisar fazer tratamento e nunca me senti inferior a nenhuma mulher que conseguia gerar.

Pouco tempo após a curetagem lá fui eu novamente atrás do meu sonho! A única certeza que eu tinha era que não gostaria de seguir com a mesma obstetra numa próxima gestação… faltou apoio no momento devido, escutar minhas queixas e avaliá-las mais de perto… Transferimos os 2 últimos embriões congelados e …não deu certo de novo!!!

Iniciei um novo ciclo de FIV, a médica dessa vez sugeriu transferir os embriões depois de 2 meses da estimulação (na vez que eu havia engravidado dos gêmeos também tinha sido com congelados e apostamos nisso novamente!). Dia da transferência, coloco 2 embriões e combino com a médica de viajar com meu marido para um congresso no dia seguinte. A essa altura eu não aguentava mais abdicar de viagens,de poder fazer planos futuros e decidi assim fazer.

Passaram os 15 dias e nada de menstruação… Eu estava grávida!!! Grávida do príncipe Arthur que hoje me faz a mulher mais realizada do mundo! E como bem já disse Taci aqui no blog… TUDO valeu a pena sim, não desistam!”

24 set
“Bem vinda” ao mundo das FIVS
Após ter convencido o marido a deixar a resistência de lado partimos para encarar a primeira fertilização in vitro. Não foi fácil para ele a princípio, mas se esta era a indicação ele abraçou a opção, por mim, por nós, por nosso sonho. Fomos bem esperançosos, afinal partiríamos para o tratamento de reprodução assistida que oferece melhores chances de gravidez para o casal. Sentimos que de repente estava mais perto a possibilidade do tão esperado positivo.
Fomos ao médico e nos explicou todos os passos a seguir. Os custos são muito mais altos que de uma inseminação começando pelo valor cobrado pelo especialista em reprodução, tendo em vista o tratamento em si ser bem mais complexo, incluindo também os valores das medicações previstas inicialmente e as que podem ser acrescentadas no decorrer do processo (como foi no meu caso). Infelizmente é muito caro e muitas pessoas não tem condições de arcar um tratamento assim, triste realidade mas que graças a Deus começam a aparecer alguns projetos de auxílio para casais de baixa renda recorrerem. Nós tínhamos em mente que isto seria uma prioridade em nossa vida, então valeria o que estivesse ao nosso alcance, sem medir esforços. A gravidez tão sonhada valeria cada centavo investido, e como valeria!
Ultrassonografia inicial, compra de medicamentos, e foi dada a largada da nossa primeira FIV! Aparentemente tudo certo para começarmos a evoluir. A ansiedade era o sentimento da vez, não tinha como controlar, mas a esperança caminhava junto e abrandava o nervosismo. Estávamos na luta e achávamos que dessa vez poderia enfim ser a vencida.
Quando você é iniciante neste “mundo das FIVS” você não se dá conta de certos detalhes no processo… O médico ia me orientando constantemente a aumentar as dosagens hormonais, a agregar outro medicamento, mas eu pensava que fazia parte do processo, mas não… Ele estava apostando ao máximo na reposta dos meus ovários…
As ultrassonografias são muito importantes para o médico analisar a evolução do processo e assim constatar a resposta dos ovários quanto a estimulação.
Os dias foram passando e lá fui eu fazer mais uma ultrassonografia. Desta vez fui sozinha, me lembro bem, o dia estava lindo e ensolarado. O médico que fez a ultra não estava para muito papo. Esperei na sala de espera o resultado, afinal o meu médico havia pedido que fizesse a ultra e em seguida ligasse para ele para ler o laudo. E assim foi feito. Ao terminar a leitura do lado, um silêncio…
-Taciana querida, teremos que esperar outro ciclo.
-O que? Não estou entendendo doutor. (Gente eu não queria entender!) Como assim?
-Infelizmente seus ovários não responderam bem a estimulação e não há NENHUM folículo viável para aspiração. Temos que repensar outro esquema e tentarmos de outra maneira. Apareça lá no consultório para conversarmos depois.
Acho que foram minutos sem me mexer. Celular numa mão, ultra na outra, olhar perdido e coração TRISTE. De repente tudo acabou! Mas nem tinha começado para valer! Cadê a tal transferência dos óvulos? Cadê a espera pelo resultado do beta?
Alguém poderia me explicar? Jamais esquecerei aquela sensação, definitivamente sem rumo e sem direção. Em choque.
Nesse caminho de tratamentos você se surpreende com você própria. Eu não imaginava que dentro de mim haveria tanta força e determinação. Com certeza precisei de um tempinho para “digerir”, mas incrível como a vontade de ser mãe só aumentou. Desistir foi uma palavra que passou a ser eliminada da minha vida e realizar o sonho da maternidade era uma meta a ser cumprida.
E após mais este momento difícil surgiu uma mulher mais forte e determinada. Mais que nunca quis continuar! NADA me deteria porque tinha uma certeza de que TUDO valeria a pena!
21 set
Cada um no seu quadrado

cada um no seu quadrado

Um dos temas que mais me intriga nesta caminhada da infertilidade são os pré julgamentos, indiscrição e insensibilidade de algumas pessoas que não estão diretamente envolvidas na situação e que abordam e criticam – muitas vezes sem saber da real situação- as pessoas que estão na busca por um filho.

O casal quando namora já há algum tempo é questionado sobre quando será o casamento. Quando se casa, se passa um tempinho, já “exigem” (sim muitos EXIGEM) quando virá o primeiro filho, quando se consegue o primeiro e quando virá o segundo… E por aí vai… Quando se passa o tempo e o primeiro filho que não vem tudo se potencializa, por diversas vezes de um lado estão os curiosos, insensíveis ou mal educados de plantão e do outro uma pessoa/casal frágil, sensível e muitas vezes dolorida quando se toca no tema.

Eu sempre fui muito aberta e assumida quando se referia ao tema, mas entendo perfeitamente as pessoas que não conseguem e preferem não se expor. Eu preferia “encarar” da melhor maneira do que me esquivar, bem sabendo que dia menos dia mais aquela mesma pessoa me perguntaria novamente e esperaria uma resposta que lhe convecesse. Cada um vive da sua forma este momento. Não é legal e gostoso sair por aí falando e assumindo suas dificuldades em engravidar, não é um tema simples e confortável lógico! Mas venho lhes dar umas dicas para cortar certas situações indelicadas.

Algumas respostas para sair de perguntas tipo:

E para quando vem o bebê?

Prontamente tinha duas respostas a escolher:

-Para quando Deus quiser. E daí muitas vezes uma pergunta seguida a esta resposta com olhos mais abertos e surpresos: -Mas vocês já liberaram??? E para término: – SIM. PONTO. Sorriso no rosto e… tipo assim… – O dia está lindo não? Ooooutro tema!

Ou dependendo do humor respondia assim: -Já estamos escrevendo para a cegonha e ela não está achando nosso endereço… Seguido de um sorrisinho amarelo e desarmando o questionador…

Gente, não devemos nada da nossa vida pessoal a ninguém entendido? Sei que muita gente pergunta sem maldade, por curiosidade mesmo, mas na dúvida respondendo dessa maneira ficará mais fácil você se “livrar” de perguntas seguidas e maior pressão do que a velha enrolada do “ainda não estamos querendo”, essa desculpa decididamente a galera em algum momento não aceitará rsrsrs.

Lembro bem de uma reunião familiar quando após já alguns anos de tentativas uma pessoa querida se aproxima após umas cervejinhas e do nada lança o comentário com tudo: “- teu marido está fraco! cadê você engravidar hein? Está demorando!”. Gente já estava catedrática em relação a lidar com outros comentários mas este me chateou muito! Primeiro porque acusou meu marido em ser o “culpado” da situação (e eu bem sabia que ele “coitado” era apenas um companheirão de uma mulher “especial” com “defeitos de fabricação” – endometriose e cia) e depois nos exigia melhor empenho nas nossas “tarefas matrimoniais” para agilizar o processo… Nós mais que ninguém queríamos JÁ estarmos grávidos! Sabe qual foi minha resposta direta e que chega deu pena da pessoa?

– Sabia que queremos muito a gravidez? Sabia que o problema do casal “sou eu”? Sabia que este é um tema que nos dói muito? Acabei o dia do cidadão. A cervejinha foi suspensa e desde então nos respeitou e passou a ser discretamente um dos maiores torcedores!

Sim! As vezes temos que deixar claro o que nos passa a determinadas pessoas. Não porque devemos algo a elas e sim para fazê-las ter noção que por querer ou muitas vezes sem querer mesmo nos ferem, e já basta tudo o que temos que passar e ainda ter que suportar e saber lidar com comentários que não nos fazem bem!

Não estou aqui fomentando a discórdia e “armamento” de respostas duras e diretas a todos que se aproximam para nos questionar sobre, até porque muitos, acho que até a maioria, pergunta mais por torcer por a gente, por querer ver a família crescer e tal. Estou aqui alertando quanto aquelas pessoas que estão de graça, de plantão para nos colocar mais para baixo e não devemos deixar jamais! Basta os hormônios, mal humor, prognósticos desanimadores e etc para já fazerem este papel.

E no meio de um tratamento então? Só coisas e pessoas boas e positivas ao redor, fujam do que for ao contrário!

E como diz o título: Cada um no seu quadrado!

18 set
E as vezes no meio do caminho…

no meio do caminho

Após o negativo na primeira inseminação, feita numa clínica em Buenos Aires, demos um tempo para nós, tentamos esquecer ao máximo o tema, por mais difícil que fosse nos policiávamos para evitar nem tocar no assunto. Foi um momento nosso, do casal, de se cuidar e juntar forças naturalmente para continuar seguindo em busca do nosso bebê.

Em 2003 sentimos que estava na hora de retomar a luta! Fui a outro médico, já morando em Recife, para fazermos novos exames e ver como prosseguiríamos. Na reprodução assistida é de extrema relevância novos pareceres, por mais que o casal já tenha feito vários exames em determinado momento tudo pode mudar, para melhor ou para pior. E lá fomos nós refazer todos os exames de praxe (espermograma, histerossalpingografia, ultrassonografia, entre outros).

Após fazer todos os exames requeridos pelo atual médico, aguardamos os resultados e retornamos ao médico. Na minha cabeça seria apenas a constatação da necessidade de mais um tratamento, mas infelizmente não estava apta para um tratamento em seguida como assim pensava. Novamente a endometriose estava em cena e assim sendo não seria viável recorrer já a um tratamento, teríamos que partir para uma segunda cirurgia (agora por videolaparoscopia), e após esta repetir meses de tratamento hormonal para só assim estar apta para seguir…

Decepção! Eu que estava pronta, mentalizada, com sede de ir com tudo a mais um tratamento, ter que esperar. Esperar mais? Depois de uma pausa considerável ter que juntar paciência e persistência para um caminho mais longo ainda? Saí chateada de lá. Chateada comigo, chateada com a situação, chateada com o que nos esperava de novo, mais uma espera, mais uma cirurgia, mais meses “eternos” de uma menopausa forçada com sintomas chatos, calores insuportáveis, irritação a flor da pele… Mas se era o que eu queria??? E se esse era o preço, teria que pagar por ele! Nosso bebê já não seria para 2003, como assim também não foi para 2001 (conforme havia planejado) mas seria para 2004! Será? Acreditava que sim…

Marcamos a cirurgia para início de 2004, havíamos nos mudado de Buenos Aires para Recife. Por me operar na minha cidade contei com a presença do meu pai e um irmão, ambos médicos, que foram autorizados a entrar ao bloco cirúrgico e assistirem a cirurgia. Marido, irmãos e minha mãe na sala de espera, apoio total da família. O pós operatório desta vez seria mais tranquilo, em comparação a primeira cirurgia. Vários focos de endometriose foram cauterizados, muitas aderências encontradas e retiradas também. Minha endometriose foi diagnosticada como severa, grau 3 (a endometriose pode ser de grau 1 a 4, conforme a gravidade), o meu era um caso complexo. Segundo meu irmão comentou à família, e que vim saber bem depois, é que minhas trompas estavam repletas de aderências o que se justificaria o que saberia em breve…

O pós operatório foi bem mais tranquilo, como era esperado, fizemos o tratamento hormonal por alguns meses e após o término retornamos finalmente à clínica para dar prosseguimento ao esperado tratamento. Esperávamos marcar uma inseminação para o quanto antes até sermos surpreendidos com a indicação de fertilização in vitro, o que meu marido até o momento se resistia.

Resumidamente explicarei as diferenças básicas entre inseminação artificial e fertilização in vitro ok?

Na inseminação artificial se induz à ovulação na mulher e realiza o preparo do sêmen em laboratório, colocando-o dentro da cavidade uterina. Na prática, isso significa que, durante o período fértil, os espermatozoides são colocados dentro do seu útero por uma injeção.

Na fertilização in vitro os óvulos são coletados do útero da mulher, fertilizados pelo esperma fora do útero da mulher, in vitro, em laboratório, e colocados em um ambiente que simula as trompas. Se o processo evoluir positivamente, os pré-embriões são transferidos para o útero da futura mamãe para desenvolver a gestação. É bem mais complexo que a inseminação…

Diante do meu grande desejo em ser mãe e o dele de ser pai, a resistência do marido não durou muito e decidimos seguir em frente. Mais uma novidade para conhecermos e enfrentar porque tudo valeria a pena! Primeira Fertilização in vitro, ou FIV como também é conhecida no meio, lá fomos nós!!!

16 set
A Importância do Ácido Fólico
acido folico
Meninas, lembro bem que tomei ácido fólico durante anos!!! Antes mesmo de começar a fazer os exames para liberar, na primeira consulta já fui alertada pelo ginecologista da importância de ingestão de ácido fólico pelas mulheres que pensam em engravidar.
Então aqui lhes deixo este alerta através de uma matéria que lí no site guia do bebê da UOL que expõe de uma maneira clara o quanto é importante esta ingestão diária do ácido fólico para as futuras mamães de plantão.
Abaixo o link da matéria com muito carinho para vocês.
http://guiadobebe.uol.com.br/acido-folico/
Beijo!
Taci

14 set
Se “expor” ou não, eis a questão!

O que tenho observado por aqui é exatamente o esperado… Muita gente lendo, muita gente curtindo mas pouca gente “se expondo”, super normal! Mas quero dividir com vocês algumas experiências minhas sobre estes grupos na internet e o quanto eles me ajudaram.

O primeiro espaço que encontrei na internet sobre infertilidade foi o fórum da UOL no ano de 2002, espaço este que me dava a possibilidade de troca de experiências, de ler alguns depoimentos e também poder expor algumas dúvidas, angústias, sentimentos, enfim de me abrir e me sentir melhor, sabendo que ali também estariam outras mulheres que estavam passando ou que já haviam passado pelo que eu estava passando naquele momento. Através deste fórum da UOL algumas mulheres foram se identificando por regiões e chegou um momento em que surgiu a curiosidade de algumas se conhecerem pessoalmente! Foi o que aconteceu aqui em Recife e que lhes contarei sobre em um determinado post, por ser uma linda e comprida história que dura até hoje, acreditam?! Ganhei de presente pessoas que se tornaram amigas minhas e foram fundamentais na minha caminhada pela maternidade, e hoje “trocamos figurinhas” sobre a maternidade em si.

Também participei de um blog muito legal, infelizmente desativado, da excelente jornalista Cláudia Collucci da Folha de São Paulo. O blog se chamava “Quero Ser Mãe” e estive presente ali desde 2005 até 2012 , em alguns momentos mais assídua que em outros, mas sempre dava uma passada e deixava algum comentário. Foi a partir de um comentário meu naquele blog que surgiu o convite para aquela matéria do dia das mães em 2008, no jornal Folha de São Paulo.

No decorrer dessas participações nesses grupos a pessoa vai começando a se identificar com determinadas participantes, isso flui naturalmente. Você vai se identificando com aquela que tem o caso parecido com o seu, ou com aquela que está na luta num período parecido com o seu, ou com aquela que se expressa de uma forma que te sensibiliza mais, e por aí vai… E daí de repente você começa a fazer contato pessoal, através do e-mail da pessoa e isso também é muito gostoso. Você ganha amigas “virtuais” que estarão ali sem ter que te olhar nos olhos, o que constrange muita gente, mas que você se identifica e se sente bem com essa “troca”.

Nesses grupos existe uma torcida em comum! Me lembro a minha alegria quando abria o blog e me deparava com um positivo! Aquilo me enchia de esperança e me fazia dar forças para seguir em busca. Como sonhava em voltar ali algum dia com a sonhada notícia do meu positivão! Como assim aconteceu, por duas vezes uhuu! Também me lembro bem de alguns negativos e uma onda de carinho e contenção que surgia através do apoio expressado ali…

Que tal começarem me contando um pouco mais sobre vocês? Primeiro passo: se ainda não se cadastrou, se cadastra! É bem rapidinho! Só basta clicar no CADASTRE-SE e você fica por dentro instantaneamente de todas novidades do blog. Segundo passo: querendo deixar um comentário deixe sem duvidar! Lhes esclareço que o comentário fica vinculado a determinado post e não tem visualização em redes sociais ok? E por último, caso seja algo muito pessoal e mais delicado tem a possibilidade de me enviarem mensagens para mim via o blog no espaço FALE COMIGO ou se preferirem diretamente no meu e-mail: tacilira@maternidadesonhada.com.br.

Então meninas, venho aqui lhes animar a “se exporem” sem medo! Não tem que ter vergonha de nada! Tem mais é que ter ORGULHO de ser corajosa em lutar por um sonho! E aqui é um espaço de nos unir por esta causa tão nobre que é este desejo lindo de SER MÃE.