11 out
Deus faz da estéril mãe de filhos…

14657693_1121157117974422_1673210736_n

Acabei de receber mais uma linda mensagem de uma seguidora, até então desconhecida, que fez questão de vir aqui dividir comigo a sua vitória e me autorizando a deixá-la pública para todas vocês, como ânimo nessa espera pela maternidade, que insiste em não chegar… Sendo por essas e outras que meu coração me confirma que devo seguir neste projeto tão lindo!

“Olá boa noite! Sigo o Maternidade Sonhada há um
tempão e seus posts me ajudaram muito e queria compartilhar minha história com você!
Pela graça e misericórdia de Deus eu venci a Endometriose ….
Depois de 7 anos de muita luta desgaste emocional e no corpo tive que provar para meu antigo convênio que eu tinha endometriose . ..
Depois de internações e cirurgias… Médicos me desanimaram dizendo que minhas possibilidades eram remotas, para piorar após uma videolaparoscopia surgiu um segundo diagnóstico desanimador alem da endometriose :menopausa precoce!
Enfim, eu tinha comigo a Promessa de Deus de que Ele faria o Milagre e Deus mostrou para medicina que Ele é Deus e o que para o homem é impossível para Ele sim é possível!
Venho aqui deixar uma mensagem de Esperança e Fé, creia pois que existe um Deus que faz da estéril mãe de filhos …
Hoje espero por meus Milagrinhos Beatriz e Davi, filhos da Promessa
Vivi na pele a história de Ana …
Vida de tentante não é fácil, vocês bem sabem!
Como dói a infertilidade!
Realmente só Deus para nos fazer continuar em busca dos nossos sonhos e hoje com o coração grato e lágrimas de alegria digo DEUS me ajudou e eu Venci a endometriose e estou gerando os meus tesouros!”
#DeuséFiel

Obrigada mais uma vez pelo lindo depoimento mamãe Regiane! Deus abençoe sua gestação e que seus babys venham com muita saúde, trazendo desde já esperança ao mundo!

05 out
Mãe de Proveta

maternidadesonhada

A Andréa e o marido enfrentaram a infertilidade durante 6 anos e fizeram várias fertilizações assistidas, tiveram enfim a Larissa e, após esta vitória, quiseram ter mais um filho e optaram por tentar mais uma FIV e para surpresa vieram trigêmeos! Com vocês mais uma historia de esperança através das palavras da Andréa que resumiu um pouco de tudo isso aqui brevemente, e que transformou essa história em um livro chamado Mãe de Proveta (por isso o título escolhido deste post), pela Editora Biografia.
Com vocês a história da Andrea e a chegada deste quarteto lindo!

“Meu nome é Andréa Jacoto e tenho 45 anos. Eu e meu marido Andre estamos juntos há 15 anos, e depois de quase três anos de casados decidimos que era hora de termos filhos. Parei anticoncepcional e começamos a nos preparar para engravidar, porém, depois de quase 1 ano sem sucesso, fomos aconselhados a procurar um médico especializado em infertilidade. Eu, naquela época, já estava com 35 anos…
Foram longos 6 anos e 8 procedimentos de fertilização in vitro, entre eles um aborto com 8 semanas de gestação. Realizamos muitos exames, tomamos muitos medicamentos, injeções, vacinas, mas nada dava certo, e nada de anormal aparecia em nossos exames para entendermos o que acontecia, porque não conseguíamos engravidar… quando tive o aborto então, meu mundo desmoronou e quase abandonei tudo.
Mudamos de clínica e em uma nova fertilização conseguimos engravidar. Colocamos 3 embriões e implantou a nossa primeira menininha! Minha gravidez estava indo super bem e eu continuava trabalhando normalmente, quando com 25 semanas, na sala de espera de uma consulta pré-natal, comecei a ter um sangramento muito forte. Imediatamente fui internada com o diagnóstico de “bolsa rota”.
Por algum motivo, minha bolsa furou e começou a vazar líquido amniótico, o que me forçou a permanecer deitada em uma cama de hospital, podendo levantar somente uma vez por dia para banho, durante 56 longos dias… Durante o período, eu precisava ingerir cerca de 4 a 5 litros de líquidos diariamente e a cada 3 dias fazia ultrassom para medir a vazão do líquido amniótico e checar se tudo estava bem com a nossa bebê.
Larissa nasceu com 33 semanas, 38cm e 1,8Kg, respirando sozinha e conseguimos escapar de qualquer tipo de infecção. Comecei então minha primeira experiência como mãe de UTI, pois ela ficou internada por 24 dias para ganhar peso.
Sempre quisemos ter pelo menos 2 filhos e como parei de trabalhar quando a Larissa nasceu, decidimos que tentaríamos dar um irmão para ela o quanto antes, assim eu poderia voltar à minha carreira em 2 anos, estes eram nossos planos…
Em uma nova FIV colocamos 2 embriões e na véspera de Natal recebemos a notícia da minha gravidez! Foi uma alegria só, mas eu estava me sentindo muito estranha, com fraqueza, sono e muita fome, sintomas que não foram tão fortes na primeira gestação… começamos a acreditar que os 2 embriões haviam implantado e que teríamos gêmeos.
No dia do ultrassom, quando a médica viu os dois sacos gestacionais, ficamos em um mix de alegria e apreensão, afinal, teríamos 3 filhos… mas quando ela nos confirmou a presença de um terceiro, quase desmaiamos… Meu marido ficou estático, mudo e sua feição era de terror! Rs Eu comecei a tremer inteira e a gaguejar… mil coisas passaram pela minha cabeça em uma fração de segundos… teríamos 3 bebês… 4 filhos!!!
Como tive bolsa rota, minha ginecologista se antecipou e implantamos um pessário uterino para auxiliar o colo do útero a suportar o peso de 3 bebês e tentar evitar novo rompimento. Como engordei muito pouco, nem precisei entrar em repouso absoluto. A partir da 28ª semana só diminuí o ritmo, parei de dirigir e evitava sair sozinha.
Meus ultrassons eram quinzenais e passaram a ser semanais com 30 semanas e em um deles detectamos que um dos bebês estava com restrição no cordão umbilical e por ser um dos gêmeos univitelinos, foi decidido que realizaríamos o parto no dia seguinte. Durante o final da gravidez eu pedia muito para que o parto não acontecesse durante a copa do mundo, que eles esperassem para nascer na semana seguinte, mas eles resolveram nascer no dia do fatídico jogo Brasil x Alemanha…
Os três nasceram com 33 semanas, a Anna com 43cm e 1,8Kg, o Alexandre com 41cm e 1,5Kg,e o Filipe com 41cm e 1,4Kg, saudáveis e respirando sozinhos!! Ficaram na UTI Neo por 29 dias para ganharem peso somente, e eu vivi minha segunda experiência como mãe de UTI, só que desta vez tinha que me dividir entre 3 bebês nas incubadoras durante o dia e outra bebê de 2 aninhos em casa… Quando foram para casa, foi uma alegria só, mas aí começou minha rotina para pôr ordem em nossas vidas.
Em casa meu ritmo é meio de um regime militar para conseguir pôr ordem e atender as necessidades de 4 filhos e 1 marido!! Os três bebês acordam no mesmo horário, dormem no mesmo horário e comem nos mesmos horários. Quando ficam doentes é uma loucura, tantos medicamentos, horários, choros, vômitos… mas tudo faz parte. Não sei quando vou poder voltar a trabalhar e junto com meu marido planejamos na ponta do lápis nossa vida financeira. Já percebi que com o tempo eles vão crescendo e tudo vai ficando menos difícil… Enfim, hoje tenho 4 filhos lindos e quando olho pra trás tenho o sentimento de que faria tudo novamente, só pra ter a felicidade que vivo hoje!!”

19 set
A saga de ser Mãe, ex tentante!

super-1

Há um bom tempo que venho recebendo inúmeras mensagens de mulheres que um dia foram “tentantes” (termo conhecido para aquelas mulheres que têm dificuldade para engravidar e sonham muito com a maternidade) e que conseguiram, enfim, se tornarem Mães. Mensagens estas que vem carregadas de desabafos, muitas a me perguntar se por acaso me senti assim como elas se sentem, cotadas a serem mães perfeitas, sem ter direito de errar, sem direito algum de reclamar de nada e, logicamente, sem hipótese sequer de comentar que em algum momento estão cansadas devido à rotina com o bebê. E a minha resposta a todas é um redondo: SIM! Sim, eu as entendo e as apoio porque também me senti assim!
Esse era um tema que já gostaria de haver exposto aqui, mas fui postergando por pensar, a princípio, que aqui era espaço apenas para tentantes e que falar da maternidade concretizada poderia sensibilizar, ainda mais, a algumas. Mas fui mudando minha maneira de encarar este assunto porque enfim muitas seguidoras, graças a Deus, se tornaram mães e todas um dia também se tornarão! E, então, por que não? Afinal falar sobre será uma ajuda e alerta para todas, mães e futuras mamães, que também poderão, muito provavelmente, passar por isso.
A realidade é que a partir do momento em que enfim você se torna mãe, muitos te colocam numa posição tão privilegiada que sequer admitem você ser uma mãe, como outra mulher qualquer. Afinal você lutou muito para realização deste sonho, e se é um sonho realizado então tudo tem que ser perfeito, começando por você! Não tendo portanto alguns direitos comuns que toda que qualquer mãe os tem, direito por exemplo a ficar exausta e expor esta condição, além é claro das olheiras que falam por si sós, porque se assim o fizer a possibilidade é enorme de escutar daquela pessoa que está ali ao seu lado, e que as vezes até inclusive te acompanhou de perto a sua luta, que você não pode reclamar de nada, porque era o que você mais queria. E ponto.
Ponto nada!
Antes que algumas tentantes comecem a se revoltar comigo (pelo amor de Deus não!!!), o que estou aqui querendo dizer não é que a maternidade vem cheia de coisinhas ruins, muito pelo contrário! Venho aqui seguir dizendo que a maternidade é muito mais maravilhosa do que você possa sonhar, que é um divisor nas nossas vidas, que é o melhor que já me aconteceu e que acontecerá com vocês, maaaaas como TODA mamãe, não porque tivemos dificuldades, que não teremos os mesmos direitos comuns, principalmente nas primeiras semanas ou até meses, de nos sentir cansadas ou até mesmo esgotadas fisicamente e não podermos dividir com pessoas queridas esses sentimentos. Que não devemos ser julgadas e sim compreendidas e apoiadas porque em alguns casos é bem cansativo mesmo, estando nossa realização e felicidade acima de qualquer cansaço, ló-gi-co!
Somos humanas e já basta das cobranças feitas pelo filho que não vinha e agora termos que enfrentar o tabu de que temos que ser mães perfeitas, ser inexistente no mundo, porque afinal ninguém é perfeito, inclusive as mães! Sabe como se aprende a ser uma boa mãe? Vivendo, errando e aprendendo! Com a diária, com o convívio dia após dia com o bebê, ambos se conhecendo e se entendendo. Sem tantos pitacos e regras a serem seguidas, deixando o instinto maternal e o amor nos guiar.
Resolvi escrever porque me solidarizo com todas vocês que estão passando por isso e que estarão por passar, e que desde então lhes alerto para que já vão se preparando para se auto protegerem desses julgamentos e cobranças impostos às mamães ex-tentantes.
Concordo que somos mães especiais sim, é certo, passamos por um caminho mais comprido e duro até nos realizar com a chegada do nosso filho, teremos uma linda história de superação para lhes contar, e a chegada à maternidade nos marcará mais que a outras que não passaram pelo que passamos, mas a partir do dia em que nos tornamos mães, seremos mães da mesma forma que todas outras, mulheres sensíveis, com auto cobranças já inseridas, e que o que mais precisamos é de apoio, de contenção. Não somos mulheres maravilhas, somo sim mulheres maravilhosas! Está claro pessoal?
Beijo no coração de cada uma e parabéns pelas excelentes mães que já são e as que serão! Cada uma a sua medida, da sua forma, da melhor forma, cheias de amor para dar e receber.
E às mamães já presentes por aqui, a partir de hoje, estarei aberta sim para falarmos um pouco sobre este universo da maternidade, sobre as “crias”, sobre nós mulheres neste mundão intenso – e lindo- da maternidade, combinado? Podem me enviar inclusive sugestões de temas a serem abordados, que assim o farei com muito carinho, baseada na minha experiência de ex tentante e “super” mãe! 😉

14 ago
O, Tão Sonhado, Primeiro Dia dos Pais!

IMG-20160724-WA0010

Este ano quis fazer diferente… Ja são dois anos de blog, 2 dias dos pais passados, e ,em ambos, vim aqui para dar aquele apoio aos “papais tentantes” que tão lindamente acompanham suas companheiras nesse caminho, muitas vezes nada fácil, da busca pelo filho que demora em chegar. Mas esse ano achei justo prestar uma homenagem também àqueles que enfim comemoram merecidamente o seu dia com os braços recheados pelo seu melhor presente: SEU filho!
Muitas vezes nós mulheres sofremos tanto por ansiar ver o nosso ventre ja “habitável” por aquele serzinho sonhado, ou nosso lar mais bagunçado por aquele filho já nascido no nosso coração, através da adoção, que “esquecemos” de alguém que está ali, ao nosso lado, sofrendo muitas vezes de igual para igual, mas geralmente disfarçando aquele sofrimento, porque a lenda diz que: homem não chora! E sendo assim, homem não “pode” demonstrar sofrimento, eles tem que ser fortes, nosso apoio sempre… Mas eles sofrem sim! Apenas muitas vezes não se dão ao direito de demonstrar isso para estar ali, ao lado, dizendo que tudo está bem, mesmo não estando.
E o tempo passa, as lágrimas de dores contidas, enfim se transbordam, desde a certeza da sua vinda até o dia da sua chegada, daquele filho tão tão esperado, momento eternizado, que supera toda e qualquer mais bela expectativa! Finalmente ele passa a ter papel de protagonista, sendo o PAI daquela criaturazinha linda que tanto esperou chegar à sua vida. E tudo muda! E ele é apresentado a um amor sem igual, um amor que transcende toda e qualquer imaginação previamente feita. Ele que de repente num momento inicial, talvez até pense que jamais poderá carregar devidamente aquele bebê aparentemente tão frágil,e um dia o coloca nos braços e tem vontade de nunca mais largá-lo! Um serzinho tão pequenino mas tão seu, que lhe faz fazer os planos mais gigantes para um futuro próximo que os espera e já lhes bate à porta nos seus pensamentos, se ver indo ao estádio de futebol com a mais linda das companhias, se imaginar levando-o à escola no seu primeiro dia de aula ou ao parque para passear, e tantos outros planos mais… Mas hoje ele quer de repente fazer o tempo parar para eternizar o SEU dia, o dia tão esperado, aquele dia que por um breve momento pensou talvez que não chegasse, mesmo sofrendo calado, digeria essa possibilidade, e que hoje rir dela neste novo papel em sua vida sendo pai, através desse presente que mudou sua vida, que deixou para trás ver sua mulher tão angustiada,e também claro deixar para trás sua própria angustia, muitas vezes disfarçada, com a ameaça de não poderem aumentar a família.
Para você papai especial, deixo aqui toda admiração por você ter sido homem com todas as letras, por não ter feito o caminho mais fácil de abandonar sua companheira naqueles momentos difíceis que viveram juntos, porque bem entendeu que esta luta era dos dois! Um dia seu filho saberá da sua presença marcante nesta bela historia de superação, e com certeza terá muito orgulho do paizão que tem, que teve desde sempre, antes mesmo de existir. Porque pai também se nasce antes do filho, pai se nasce quando a palavra paternidade o comove de alguma forma e muda seu coração com essa vontade louca de repassar – receber – ensinamentos e amor a outro ser, que será sua continuação de valores e vida.
E esta semana uma seguidora me pediu o link dos dias dos pais do ano passado, que ela bem lembrava que tinha marcado ela e seu esposo e que não estava encontrando no blog, e aproveitando me disse que este dia dos pais seu marido teria o tão sonhado filho nos braços, diferentemente dos anos últimos anos. Foi ai que a convidei vir nos contar a história deles aqui pra gente, como mais um historia de esperança envolvendo este papai que terá um domingo tão especial e sonhado! Com vocês a historia de luta da Dani e do Filipe que resultou no pequeno e tão esperado Lucas, após 7 anos de espera!

Nossa historia começou em 2002, nós dois muito jovens, eu com 17 aninhos e ele com 21. Não pensávamos nem em casar, mas sempre tive a certeza de querer ter filhos e para isso ja me preocupava em namorar alguém que gostasse de crianças. E logo notei que Filipe estaria apto para ser pai do meu filho ao irmos a um batizado de uma sobrinha e afilhada minha. Ele ganhou o coração dela logo de cara e até entao “nossa Duda” é louca por ele, e assim ele acabou por conquistar meu coração. Casamos 7 anos depois em 2009 e no final de 2010 começamos nossa luta para engravidar. Após 2 anos de tentativas chegamos ao diagnóstico: Endometriose. O médico que me acompanhava na época disse que não era impeditivo para engravidar, apenas poderia dificultar um pouco e comecei a fazer “tratamento” com anticoncepcional mesmo, parando depois de alguns meses seguidos para tentar engravidar novamente! O tempo foi passando e nada acontecia! Mudei de médico algumas vezes, até que fui a um medico renomado em Recife, especialista em cirurgias de endometriose, e o mesmo me falou que não faria a videolaparoscopia em mim, pois eu já tinha tido um problema no intestino e ele falou que seria uma cirurgia de risco, e se recusava a fazer! Fui a outros médicos que quando sabiam do posicionamento daquele colega se recusavam a me operar também. Até que fui ao Dr. Dennys Nobrega, outro cirurgião especialista, fui mais uma vez atrás do meu sonho, e ele nos deu esperanças! Nos explicou quais eram os riscos da cirurgia e nos deu uma aula sobre a endometriose, deixando claro que mesmo após a cirurgia talvez precisaríamos sim partir para algum tratamento de reprodução assistida, a depender do grau da endometriose. Fiz a videolaparoscopia em dezembro de 2013, depois passei por alguns tratamentos com medicações e voltamos às tentativas em fevereiro de 2015, e já em abril recebemos nosso tão sonhado positivo!!! Foi um momento mágico!! Cheguei até a mandar um mensagem para Taci contando a grande noticia, mas a alegria durou pouco… Perdemos nosso bebê. Foi muito difícil, pensei até em desistir, mas em outubro de 2015 descobrimosque eu estava gravida, novamente de forma natural! E após 7 anos de espera, em maio deste ano o nosso Lucas nasceu! Agradeço a Deus e ao papai do Lucas por não deixarem eu desistir desse sonho! Foi difícil mas conseguimos e hoje somos realizados com nosso filho! Será o primeiro dia dos pais do Filipe, dia muito especial e super esperado, a ser comemorado com nosso Lucas nos seus braços. Agradeço a Deus por colocar em meu caminho o melhor Pai que meu filho poderia ter, meu marido Filipe que desde sempre foi muito importante nesta caminhada! E deixamos aqui nosso apoio e ânimo a todos que ainda estão na luta, pois valerá a pena! Chegou nosso dia, e o de vocês chegará também!”

Com essa linda história, aproveito para desejar a todos novos papais, um dia pra lá de especial! Grudados nesses filhotes como os melhores presentes que poderiam ter!
Aos futuros papais, que tanto anseiam a chegada do filho sonhado, fica meu carinho e torcida para que no próximo dia dos pais, tudo isso já tenha passado e que vocês possam dizer que fariam TUDO novamente para estar vivendo aquele grande e eterno amor!
Feliz dia a todos vocês papais e futuros papais!
Taci

Deixo abaixo os links dos dois últimos dias dos pais escritos aos futuros papais nos dois últimos anos:

http://maternidadesonhada.com.br/homenagem-aos-futuros-papais/

http://maternidadesonhada.com.br/dia-dos-pais/

07 ago
Papo sobre Tratamentos de Reprodução custeados por Planos de Saúde

Cafe-e-Pastel-de-Nata

Hoje venho lhes falar sobre um tema muito interesse para todas tentantes que tenham plano de saúde. Como bem sabemos os tratamentos de Reprodução Assistida não são acessíveis para muitas pessoas, tendo em vista o alto custo, infelizmente. O que muitas vezes frustra o sonhos de muitas mulheres, na incapacidade de não poder lutar utilizando da ajuda da medicina reprodutiva.
Aqui no Recife, até pouco tempo, existia um serviço de Reprodução Humana num hospital público, e assim, alguns casais, de baixa renda comprovada, poderiam ao menos sonhar com a possibilidade de poderem tentar, mas que devido à crise no país fecharam as portas, e junto a elas muitos planos e sonhos… Toco neste tema e não tem como não me emocionar e entristecer.
Para as que contam com o privilegio de ter um plano de saúde temos cada dia mais boas novas, referente à possibilidade de ter este direito de volta, através de vias judiciais. São mais e mais casos, que venho tendo conhecimento, de mulheres que se submeteram à tratamentos de reprodução, com cobertura total pelo plano de saúde!
Soube através de uma amiga, que uma advogada conhecida havia se sensibilizado com a luta de uma parente com dificuldades para engravidar desde 2009, sem condições para arcar financeiramente com um tratamento, e que ela se dispôs a ajudar, estudando o caso e começando assim uma demanda judicial, o que para surpresa e alegria do casal em poucos dias tiveram uma sentença positiva lhes trazendo esperanças para seguir com a ajuda ímpar da medicina.
Semana passada, numa sucessão de dias recebendo emails de seguidoras se lamentando sobre este tema tão delicado, sobre a falta de recursos para se tentar (mais) um tratamento, que acabei me sensibilizando e entrei em contato com aquela advogada, lhe lhe convidei para um café, para ver se conseguia captar mais informações para lhes trazer aqui, e quem sabe ajudar algumas de vocês, que já ouviram falar sobre, mas estão perdidas, sem saber como proceder.
Não nos conhecíamos, mas a ansiedade era de ambos lados, eu para conhecê-la e tirar algumas dúvidas “nossas”, e ela, que vim saber que era seguidora do Maternidade Sonhada, e queria me conhecer também. Uma delícia!
Café acompanhado de um bom pastel de belém, para quebrar o gelo, e comecei a lhe bombardear de perguntas, o que resultou num papo interessante! Acabei virando fã daquela mulher que usou do seu lado profissional, de forma brilhante, movida pela sensibilidade materna, e que a partir daquele caso decidiu se dedicar a causas assim, com muito carinho. Uma profissional humana, como assim devem ser TODOS profissionais que se relacionassem com mulheres sofridas em busca do sonho de ser mãe, pessoas que em geral estão mais sensíveis, e que com profissionais humanos o caminho, com certeza, se torna mais leve.
Por já haver sido advogada de planos de saúde até o ano passado, Ale teve uma bagagem interessante para construir a ação já pensando nos possíveis argumentos da defesa. No caso da sua parente, que é portadora de endometriose, ela usou a indicação médica de que a Fertilização in Vitro é considerada como tratamento para endometriose, devendo assim ficar obrigada à Operadora do Plano de Saúde para cobrir o tratamento de forma integral.
Mas Ale foi além, entendendo que as Instruções Normativas não se sobrepõe à legislação aplicável ao caso, vez que a Lei dos Planos de Saúde prevê a obrigatoriedade de cobertura de tratamento de TODAS enfermidades, com classificação na Organização Mundial de Saúde. Onde se abre a possibilidade de demandas decorrentes de outras enfermidades, que não seja apenas a endometriose. Ou seja, um ânimo para outros casais que tenham tratamento de reprodução como indicação médica, independentemente da enfermidade diagnosticada. Já havendo, inclusive, Jurisprudência firmada pelo STF, de que o tratamento a ser realizado é de competência do profissional médico, não cabendo ao Plano de Saúde definir, e sim apenas cumprir o que determinar a sentença judicial.
E mais boa noticia! O Tribunal de Justiça da Bahia já editou súmula com entendimento de que a INFERTILIDADE é doença também classificada pela OMS, tendo que abranger TODAS as doenças que provoquem a infertilidade. Tempos positivos para causas assim, minha gente!
E para matar a minha curiosidade, e com certeza a curiosidade de algumas de vocês, perguntei a ela quanto tempo durou todo processo até a decisão final, e ela me explicou que em março ajuizou a ação, com o deferimento para sua realização em APENAS 2 dias, havendo o Juiz dado o prazo de 24 horas para que a Operadora do Plano de Saúde disponibilizasse de toda a medicação necessária, bem como a realização do tratamento. Pensem numa pessoa feliz ao escutar tudo isso!!! Gente isso se chama ESPERANÇA! Isso se chama oportunidade de voltar a tentar, a sonhar, para muita gente! Caso você já tenha um advogado de confiança aí na sua cidade, vai ficar esperando o que? Só se sabe tentando minha gente!
Para as que se interessarem em contactar com a Advogada Alessandra Arruda, já entrem em contato comigo através do email tacilira@maternidadesonhada.com.br que lhes passo o contato!
A você Ale, mais uma vez o meu agradecimento pela atenção dispensada, e pelo carinho que você tem abraçado e vibrado por cada causa! Que Deus te siga abençoando e te usando como instrumento na vida de muitos casais!

18 jul
Ser Mãe, algo que não se força, se sente!

IMG_7126

Dia desses almoçando com uma colega do trabalho ela me revelou que não se imagina mãe. Foi muito convincente de que não nasceu para a maternidade, e eu a admirei. Sim! Porque ela admitiu isso de uma forma natural, espontânea e segura. Disse que curtia os sobrinhos, que gostava de crianças mas que não tinha a menor vontade de ter essa responsabilidade e de passar por esta experiência na vida. Independente ao extremo, não consegue sequer se imaginar neste rol materno. E eu a parabenizei. São poucas as mulheres que assim sentem e decidem seguir, assumindo e aceitando sua falta de instinto maternal, que não se deixam levar pela pressão externa da sociedade de que toda mulher DEVE ser mãe, independentemente das circunstâncias. E dessa maneira, como se não tivesse outra opção, se deixam levar pelo momento e quando se deparam tem um serzinho ali que para muitas se torna um peso (forte ler isso né? mas uma triste realidade) e sendo assim o “terceiriza” de forma extrema por opção, porque não sentem de coração no dever e querer -delicia- de cuidar da “cria”, algo que naturalmente flui em toda mulher que decide verdadeiramente seguir ao chamado da maternidade. E daí surgem crianças órfãs de amor de mãe, amor este que, ao meu ver, não tem como ser substituído por amor algum. Desculpem-me os pais… 😁
Ser mãe é uma dádiva, isso é fato, para mim uma experiência que jamais poderia, nem pensar, passar pela vida sem vivê-la, desejo que me acompanha desde a minha infância e que vivo, muitas de vocês bem sabem, reconfirmando o que penso e sinto sobre a maternidade a todos que “ousarem” abrir uma brecha sobre o tema no meu caminho. Mas nem por isso criticarei ou julgarei aquelas mulheres que não nasceram para ser mães e assim assumem e põe em prática esta decisão, ao contrário, as admiro pela coragem e “ousadia” de levarem adiante o que pensam e sentem, em vez de se deixar levar e “de repente” se verem no papel que não queriam para suas vidas, sendo ruim para elas e pior para os filhos que não pediram para vir ao mundo nessa condição. E o mais irônico disso tudo é observar que em geral mulheres sem instinto maternal são bem férteis… Difícil entender né? 😳 Pois bem, aquela colega do trabalho, após expor o que sentia e pensava, não sabia do meu blog, não sabia da minha luta para engravidar, e após saber notei que ficou um pouco constrangida por ter se deparado com uma mulher que respira maternidade na sua frente, foi quando a surpreendi parabenizando-a e expondo o meu ponto de vista em relação ao tema. Ser mãe não é brincadeira, não é brincar de boneca, não é prova de amor ao companheiro que lhe pressiona “só” por um filho (tipo para não passar em branco e lhe fazer um favor), não é passa tempo, definitivamente ser mãe não é um papel fácil e passageiro, ser mãe requer vocação, requer muito amor, requer doação em vários términos, exige renúncia, mas tudo isso se dar quando verdadeiramente você está disposta a viver este papel, não se força, não se obriga, e o mais importante: é para SEMPRE, 24hs por dia, dedicação integral. Em alguns momentos nos cansa muito, chegando as vezes até a nos esgotar fisicamente (hoje fico a pensar como pude dormir tão pouco durante anos!), sem falar no controle emocional diário em determinadas situações (educar é uma arte, dificílima por sinal), mas o amor maternal vence lindamente TUDO, todos os obstáculos e decididamente é uma relação de troca e aprendizado super recompensatória e incomparável. Mas como exigir “tanto” de uma mulher que não nasceu para ser mãe? Definitivamente não pode se forçar, ou é ou não é. Não deveriam existir “meias mães”, mães pela metade, maternidade é entrega total, ou pelo menos deveria ser.
Terminamos aquele almoço felizes, ela por ser tão compreendida, como surpreendentemente disse, por se deparar com minha postura, mesmo sendo tão mãezona e tão a favor da maternidade, e eu por me deparar com uma mulher que não se deixou levar e optou por não “tentar” ser mãe… Mais respeito às mulheres que não nasceram para serem mães. Mais respeito também às possíveis crianças que possam vir ao mundo sem as mães totalmente abertas para recebê-los como corresponde. E por mais filhos na vida de tantas mulheres que sonham tanto com a maternidade! ❤️ A vida e seus paradoxos… E nada de se revoltar, às que seguem sonhando com a maternidade: sigam! Porque acredito sim que este filho já existe no seu coração e em algum lugar (na terra ou ainda no céu) e está se preparando para se encontrar com esta mãe que também já nasceu e não vê a hora de virar uma linda professora e uma excelente aprendiz, baseada no amor mais lindo do mundo. Falta menos!

15 mai
12 Anos de Espera, Negativos, 1 Aborto e… A Princesa Celine!

Celine

Um certo dia lendo algumas mensagens numa postagem do blog me chamou a atenção o comentário de uma seguidora chamada Viviane, ela brevemente relatava a sua espera de 12 anos para realizar o seu sonho da maternidade e de imediato entrei em contato e a convidei para nos contar a sua história, e ela amavelmente se dispôs a vir nos trazer esperança e ânimo! Com vocês a longa e linda história da mamãe Viviane até a chegada da princesa Celine!

“Minha história começa em 1998 quando conheci meu marido e começamos um namoro que durou 04 anos até o casamento em 2002. Sempre tivemos planos de formar uma família e ter nosso primeiro filho logo depois que eu terminasse minha faculdade, e assim, logo depois do primeiro ano de casados começamos as tentativas em busca do nosso tão desejado filho. Tínhamos em nossa mente que seria fácil e logo estaríamos com ele em nossos braços…porém, o destino foi nos pregando peças mês após mês de tentativas, sempre alimentando a esperança que no próximo seria nossa vez!
Cada dia das mães e dos pais, sim dia dos pais também, porque meu marido sofria comigo todas as frustrações que aconteciam, cada grávida que eu via na família, na rua ou em qualquer lugar me causava uma enorme ferida no coração, pois eu pensava comigo “porque eu não tenho a graça de poder gerar meu filho também como essas mulheres?” e assim os dias, meses e anos foram passando sem conseguir realizar o grande sonho das nossas vidas. Em 2007 após 5 anos de tentativas frustradas, resolvemos procurar um especialista pra realizar as investigações e descobrir o que impedia a gravidez. Foram meses de muito sofrimento, com exames de todo tipo, e por incrível que pareça tudo estava normal, meus exames e do meu marido não apontavam nada que pudesse estar impedindo a gestação.
O médico então indicou a inseminação artificial ou a fertilização in vitro para o nosso caso. Como na época não tínhamos condições de fazer uma FIV, optamos pela inseminação. Saímos do consultório com aquela certeza de que iríamos conseguir já na primeira tentativa, e depois de todas aquelas agulhadas e exames pra indução de ovulação, a primeira tentativa foi realizada. Novamente saímos do consultório com os corações cheios de esperança e fomos pra casa já com a sensação de que estávamos grávidos. Porém após os dias de espera que se sucederam, obtivemos nosso primeiro negativo. Quanta dor sentimos naquele momento e novamente o sonho caia por terra.
Mas tudo bem, tínhamos ainda uma reserva de dinheiro e uma enorme esperança que não perdíamos nunca, e lá fomos para a segunda tentativa que novamente culminou com um resultado negativo. Por que aquilo acontecia com a gente, essa era a pergunta que vinha a nossa cabeça em todos os momentos. Ainda assim, partimos para uma terceira e última tentativa de inseminação, pois já não tínhamos recursos para seguir mais adiante e nem para tentar a FIV. Infelizmente, novamente o resultado foi negativo. Então, já no ano de 2008, decidimos parar com todo o tratamento, pois estávamos desgastados emocionalmente com tudo o que já havíamos passado em busca do nosso tesouro. Decidimos que entraríamos pra fila de adoção e tínhamos certeza que nossa família seria constituída dessa forma, com um filho adotado.
Paramos com todos os tratamentos e eu resolvi voltar a estudar. Entrei pra faculdade de arquitetura em 2009 e decidi que deixaria por conta da vontade de Deus. Foram 5 anos estudando e com tanta correria não tinha tempo de ficar pensando na gravidez, mas lá no fundo do coração a vontade continuava a mesma. Queria ser mãe!! E a fila da adoção, até esquecemos, pois nunca mais fomos chamados.
Nesse meio tempo, no final de 2012 por conta de um problema de saúde tive que procurar meu médico novamente. E durante a consulta, reacendeu em nós a vontade de tentar novamente e pela última vez o tratamento, pois já estava com 34 anos e não tínhamos muito mais tempo pra esperar.
Então dessa vez, partimos logo para a FIV. Nos organizamos financeiramente, pois o valor para esse tipo de tratamento era alto e mesmo assim não tínhamos a garantia de que iria dar certo. Mas com as esperanças renovadas, lá fomos nós novamente enfrentar todas as agulhadas, medicamentos, exames e monitoramentos necessários para esse procedimento. Então, em meados de 2013 começamos a batalha mais uma vez! Moramos em cidade pequena, então nosso médico era de uma cidade que fica a 80km de onde moramos. Dessa forma, fazíamos várias viagens seguidas para fazer os acompanhamentos necessários para uma FIV. Além dos gastos com o tratamento, ainda tínhamos os gastos com deslocamento entre as cidades. Mas nada disso era motivo pra desanimar, pois a chama da esperança estava acesa dentro de nós mais uma vez.
Depois de todo o preparo com os medicamentos, foram coletados os meus óvulos e os espermatozoides do meu marido para a concepção dos embriões. Apesar de todo o medicamento utilizado, foram coletados somente 4 óvulos bons pra serem utilizados, mas isso não tirou nosso ânimo, pois estávamos certos de que teríamos nosso positivo desta vez. Então fomos pra casa e todo dia éramos informados do desenvolvimento dos embriões, cada vez que meu telefone tocava com o número da clínica, meu coração disparava, pois eram notícias dos nossos pequeninos. Três dias depois da coleta, fomos chamados para fazer a transferência dos embriões, que ao final eram somente dois em condições de serem transferidos para meu útero, que já estava sendo preparado para recebê-los.
No dia marcado então, fomos bem cedinho pra clínica buscar nossos pinguinhos de esperança. Chegando lá, fui levada pra sala onde eram feitas as transferências e preparada para o procedimento. Devo ressaltar aqui, que meu médico foi um anjo colocado por Deus em nossas vidas, pois nos dava ânimo pra seguir em frente. Meu marido ficou aguardando lá fora todo ansioso. Enquanto o médico fazia o procedimento da transferência, eu podia ficar olhando tudo pelo monitor de ultrassom e vi o momento em que aqueles dois pinguinhos foram colocados dentro de mim. Minha vontade era sair de lá correndo pra abraçar meu marido e dizer que já estavam ali. Mas depois disso, ainda tive que ficar de repouso e observação por mais uma hora. Quando fui liberada, fui ao encontro do meu marido que estava aguardando lá fora, nos abraçamos e saímos de lá já com a sensação de que seríamos pais apartir daquele momento. Como a cidade era longe, optamos por ficar aquela noite em um hotel para não ter que fazer a viagem de volta e correr o risco de fazer algum mal para os embriões. A partir dali, a única coisa que podíamos fazer era esperar 14 dias pra fazer o exame e ter o nosso tão sonhado positivo. Nossas famílias também sofriam com a gente e se alegravam a cada nova esperança.
Então, às vésperas do natal de 2013 chegou o tão esperado dia de realizar o exame. Fomos novamente a cidade vizinha para que o resultado ficasse pronto no mesmo dia. Chegando lá, coletamos o sangue e fomos informados que até o meio dia sairia o resultado. Aguenta coração, fomos passear pela cidade pra esperar o tempo passar, não aguentávamos de tanta ansiedade. No horário marcado, nem um minuto a mais, lá estávamos nós pegando aquele envelope com o resultado, minha vontade era que a moça que fazia a entrega me dissesse o que eu estava esperando, mas ela não falou nada, apenas entregou um envelope fechado. Saímos pra fora do laboratório e meu marido foi abrindo o envelope, eu tinha medo de olhar e ao mesmo tempo procurava o resultado com o canto do olho. Ele não entendeu nada, pois o exame era o beta HCG quantitativo, e quando eu olhei aquele número 25, comecei a dizer que era positivo e ficamos no meio da rua sem entender direito, mas com o coração transbordando de felicidade. Então, pra tirar a dúvida, fomos até o consultório do médico mostrar pra ele. Chegando lá a atendente olhou o resultado, olhou pra nós e disse “é positivo” você está grávida. Nesse momento, nos abraçamos e começamos a chorar igual duas crianças, pois era o nosso sonho se tornando real. As pessoas que estavam no consultório olhavam pra nós e sorriam querendo chorar junto. Ainda assim, ela disse para entrarmos e mostrar ao médico para que ficássemos mais tranquilos. Quando cheguei na sala dele, ele estava com o exame na mão, e me disse “pode entrar gravidinha”, nessa hora meu coração não batia, ele corria de tanta felicidade!! Tinha esperado tanto tempo pra ouvir aquelas palavras, que pra mim parecia que era um sonho!!
Depois disso, fomos pra casa comemorar com toda nossa família e saímos contanto pra todos os amigos que se alegravam junto com a gente, pois sabiam da nossa luta. Para nós aquele seria o natal mais maravilhoso de todos, pois estávamos ganhando o presente mais precioso que alguém poderia ganhar. Porém, nossa alegria não durou muito tempo, uns dois ou três dias antes do natal, o médico pediu pra que fizesse o exame novamente pra acompanhar a evolução do beta hcg. Desta vez, fizemos na nossa cidade mesmo, pois não tínhamos pressa em saber o resultado. No outro dia meu marido ia passar pegar e trazer pra casa de meio dia pra gente simplesmente acompanhar. Naquele dia meu coração estava apertado… Quando meu marido chegou em casa, já com os olhos cheios de lágrimas e com o exame na mão, eu tive a certeza de que algo estava errado. Ele me abraçou e disse “esse era pra ser o natal mais feliz das nossas vidas” e nessa hora eu já sabia que nosso sonho tinha virado pesadelo. Mesmo assim, chorando muito tivemos que ser fortes um para o outro e também pra nossas famílias.
No mesmo dia, fomos até o consultório mostrar o exame para o médico e saber o que havia acontecido. Ele nos disse que a gravidez não havia evoluído e que não tinha uma razão pra isso acontecer. Então, mais uma vez aceitamos a vontade de Deus, mas a esperança havia renovado, pois tínhamos sentido o gostinho da felicidade e sabíamos que não era impossível.
Decidimos que no ano seguinte 2014 iríamos tentar novamente e pela última vez a FIV, pois não tínhamos mais condições financeiras e nem emocional pra continuar e caso não desse certo aceitaríamos nosso destino e seriamos somente nós dois a nossa família. Temos nossos sobrinhos lindos que são tudo pra nós, e que fazem a nossa alegria também!! E num determinado dia, do nada, minha sobrinha de 3 anos disse para minha mãe: “A tia Vivi vai ter uma menina e vai se chamar Celine”. Isso mexeu com a gente, e decidimos que se tivéssemos a graça de ter uma menina, daríamos esse nome a ela!
Esperamos passar as festas de final de ano e logo no começo de 2014 fomos novamente ao consultório pra fazer todo o protocolo da FIV, pois não tínhamos embriões congelados. Então, já com o emocional esgotando mas com muita fé de que seria dessa vez começamos o tratamento. Sim, porque já estávamos convencidos que seria a última tentativa que faríamos.
Marcamos a coleta e para nossa alegria, dessa vez obtivemos muitos óvulos, foram 14 no total. Fomos pra casa e novamente as ligações nos informando sobre o desenvolvimento dos embriões nos deixavam com as esperanças renovadas. Ao final do terceiro dia estávamos com 8 embriões saudáveis e aptos a transferência, quanta alegria! No dia seguinte logo cedo estávamos novamente na clínica pra fazer a transferência de 2 embriões para o meu útero, porque minha idade só permitia essa quantidade. Meu marido aguardando do lado de fora e eu mais uma vez vivendo o sonho na pele. Consegui ver os pinguinhos de novo e a alegria tomava conta de mim naquele momento.
Fomos pra casa mais uma vez com aquela certeza de que tudo daria certo e de que nossa hora tinha chegado. A angústia e ansiedade pela espera pra fazer o exame após 14 dias só aumentava. Então, dois dias antes da data marcada pra fazer o exame, num sábado pela manhã, nós fomos a cidade vizinha mais uma vez realizar o teste. Coletamos o sangue logo cedo e fomos informados que as 11:00 horas estaria pronto. Fomos passear até que aguardávamos o horário pra ir buscar o resultado, mas a angustia tomava conta de nós. As 11:00 horas em ponto lá estávamos novamente vivendo a mesma cena, recebendo aquele envelope em nossas mãos, aquele que nos faria chorar, ou de alegria ou de tristeza. Saímos pra fora do laboratório e fomos até o carro estacionado pra abrir, meu marido ficou com a tarefa de abrir de novo, o coração parecia que ia saltar pela boca de tanta ansiedade e medo de abrir aquele papel.
Quando ele abriu eu já consegui ver um número 622, quase não acreditei e comecei a chorar, ele tremia e não sabia o que estava acontecendo. Então eu falei “isso é positivo, e bem positivo”, choramos os dois abraçados dentro do carro, choro de felicidade!! O sonho estava novamente na nossa frente se realizando. Ligamos pro médico, ligamos para nossas mães dando a boa notícia. Dessa vez tudo estava mais claro, e estávamos com nosso tão sonhado positivo nas mãos.
Desta vez resolvemos que não contaríamos pra mais ninguém além de nossas famílias até que se passasse alguns dias. Não cabíamos em nós de tanta felicidade, o que parecia impossível estava acontecendo!! Depois disso ainda tivemos um pequeno susto, pois tive um sangramento logo no começo, mas que graças a Deus não foi nada de grave.
E assim, fomos vivendo cada dia da nossa gravidez com todo amor e carinho que estavam guardados à 12 anos esperando para vivenciar esse momento tão esperado. Com três meses de gravidez soubemos que nosso tesouro seria uma princesa!! A nossa Celine tão desejada nasceu em 01/12/2014 e hoje já está com 1 ano e 5 meses alegrando as nossas vidas, e nos dando a certeza de que tudo o que passamos até a sua chegada valeu a pena, e que demorou tanto porque era para ser ela, tinha que ser ela!!
Por isso, nunca desistam e persistam enquanto houver um fio de esperança e fé!!”

Celine2

08 mai
O Perfeito Dia das Mães da Mamãe Karine!

FB_IMG_1461283594670

Há exatamente um ano ela era como a grande maioria de vocês, uma mulher que sonhava com a maternidade, como eu também sonhei durante 6 anos da minha vida. Mal sabia ela que aquele seria seu último dia das mães sem seu filho, e que logo após estaria com ele crescendo no seu ventre.
Neste dia das mães resolvi lhes trazer a história de Karine, uma seguidora do blog, colega de trabalho que nos aproximamos mais após a identificação dela com o Maternidade Sonhada e a ida da mesma a um encontro presencial que fizemos. Karine hoje lhes traz umas palavrinhas, nesta data que bem sei que muitas de vocês estão mais sensíveis, com a intenção de lhes trazer esperança e fé de que o dia de cada uma chegará!
Aproveito para lhes desejar um dia em paz, com o coração descansando nessa certeza de que um dia serão mães e terão uma linda história para contar!
Beijo no coração de cada uma. E com vocês a história da mamãe Karine e do seu pequeno e precioso Heitor!

“Minha Maternidade Sonhada

Quando Taci me perguntou se eu tinha interesse em contar minha
trajetória na busca pela minha Maternidade Sonhada, topei na hora,
pois se teve uma coisa que me manteve na luta pela busca do meu sonho
foi ler e escutar histórias de sucesso e experiências que deram
certo. Lembro que pouco antes de conseguir engravidar, participei de
um encontro promovido pelo blog e confesso que naquele dia, ouvindo
tantas histórias bem mais difíceis do que a minha eu me dei conta de
que era muito cedo para desistir, que eu precisava ainda continuar
minha jornada, portanto, aí vai minha história.
Ainda antes de casar, eu tinha planos de engravidar após um ano de
casada, no entanto, após esse período, percebi que esse era um plano
só meu, pois meu marido ainda estava inseguro. Ele tinha medo porque
não estava financeiramente estável, trabalhava em um lugar péssimo
e como ele teve uma vida muito difícil, queria poder oferecer tudo de
bom para o filho e naquele momento ele achava que não era a hora.
Embora meio triste, entendi e resolvi esperar. Passados dois anos,
decidi pressionar e ele topou, mas ainda não estava 100% seguro.
Estávamos no final de 2013 e como tínhamos uma viagem programada,
resolvemos que seria melhor liberar na viagem, pois se eu engravidasse
antes talvez não pudesse viajar. Então, em novembro de 2013
liberamos e em dezembro veio a primeira decepção, eu não tinha
engravidado. Na minha santa ingenuidade eu achava que engravidaria bem
rápido, apesar de ter apenas um ovário (o ovário esquerdo foi
retirado em 2005 devido a um cisto dermóide que apareceu), porque
sempre foi dito a mim que na falta de um, o outro funcionaria pelos
dois.
Após esse primeiro baque, eu levantei e continuei tentando. Todo
mundo me dizia que não era assim, que demorava um pouco, que eu só
precisava relaxar (como eu detestava quando me falavam que era só
relaxar).
Após 6 meses de tentativas e nada, resolvi procurar minha
ginecologista que foi logo me criticando pela minha ansiedade. Ela
falou: “minha filha, você passou 3 anos sem querer engravidar e agora
quer que seja rápido, essas coisas demoram, você precisa ter
paciência “. Ela passou vários exames e um deles foi o espermograma
do meu marido. Quando levei o resultado dos exames para ela, na hora
ela disse que o problema estava com meu marido e novamente foi
irônica “minha filha, você não pode exigir nada desse homem, ele
só tem 20% de espermatozóides normais, ele não é nenhuma
Brastemp”. Ainda bem que meu marido não estava comigo para ouvir
isso. Depois disso, resolvi procurar um médico especialista. Chegando
lá, mostrei todos os exames, inclusive o espermograma e o que me foi
dito foi que aparentemente estava tudo bem. Ah, em relação ao
espermograma do meu marido, a médica disse que ele estava ótimo, que
a quantidade de espermatozóides era muito grande e que 20% dessa
quantidade, era mais do que suficiente para que eu engravidasse.
É importante ressaltar, que nesse momento, meu marido já estava
desejando a gravidez, mesmo que ainda estivesse com receio. Ele foi
super companheiro, ia a todas as consultas e seguia a risca todos os
tratamentos.
Durante as consultas, foi solicitada uma histerosalpingografia, eu
nunca tinha ouvido falar nesse exame, até demorei pra conseguir
pronunciar hehehe, mas ela me explicou que esse exame servia para
verificar como estavam minhas trompas.
Após levar o resultado desse exame, a médica sugeriu que eu
procurasse um médico para fazer uma Videolaparoscopia para retirada
da trompa esquerda, pois estava novelada e com aderência. Além
disso, minha trompa direita estava com caminhos tortuosos.
Em Janeiro de 2015 eu fiz a cirurgia e levei o resultado para a
médica que me falou que se eu não engravidasse até julho, a
sugestão dela era partir para uma fertilização. Nesse momento
fiquei apreensiva, pois sabia que era um tratamento caro e eu não
teria dinheiro para tal.
Os meses foram se passando e nada, pensei em tentar a Fertilização
pelo IMIP, um hospital público renomado aqui no Recife,
mas soube que a fila de espera era de cerca de 4 anos e
como tinha limite de idade, se eu entrasse na fila estaria com mais de
38 anos, idade limite imposta pelo IMIP.  Foi aí que uma amiga me
falou da maternidade Januário Cicco, localizada  na cidade de Natal, na qual eu
poderia fazer a fertilização pois não tinha limite de idade e a
espera era menor.
Em junho de 2015 fui até Natal e me inscrevi na lista de espera.
Nesse mesmo mês, comecei a sentir muitas dores na lombar e no quadril
e não estava conseguindo realizar os exercícios de musculação.
Então, minha professora indicou que eu fosse a um osteopata muito bom
e assim o fiz. Durante a consulta, ele me perguntou se eu tinha filhos
e eu disse que estava tentando e não conseguia e ele falou, “mas vais
conseguir”. Ao final da consulta, ele falou: ” Karine, o seu problema
é que o seu lado esquerdo está todo contorcido,  talvez por causa
das cirurgias que você fez e para suprir essa deficiência, o lado
direito pende para o esquerdo causando essas dores e talvez por isso
você não esteja conseguindo engravidar. Nesse momento, não
acreditei que essa poderia ser a razão da minha infertilidade, mas
como estava com dor, resolvi continuar com o tratamento.
É importante salientar aqui que durante todo o período que estive nas tentativas para engravidar, me emponderei bastante e aprendi a me conhecer. Então, no dia 05 de julho, eu estava em uma reunião de trabalho e quando fui ao banheiro, percebi um pequeno sangramento, que eu sabia que não era menstruação, na mesma hora acendeu uma luzinha em minha mente, será que é nidação? Como já tinha passado por muitas decepções, não quis me animar, mas confesso que fiquei com a pulguinha atrás da orelha, não tem como não ficar. Eu precisava esperar uma semana para aguardar a chegada ou NÃO da menstruação. Genteeee o que foi aquela semana, por mais que a razão me dissesse para eu não me animar, eu não conseguia dormir, de tanta ansiedade.
Em 15 de julho de 2015, meu sonho começava a se tornar realidade.
Depois de 1 ano de 8 meses de muitas orações, frustrações,
decepções e lágrimas, Deus me mandava o meu melhor presente, meu
Heitorzinho. Com 03 dias de atraso da mesntruação, fiz mais um teste de farmácia e para minha surpresa e alegria lá estavam as tão sonhadas duas listras. Foi um misto de sentimentos, medo, insegurança e muita, mas muitaaaa felicidade. Chamei meu marido e falei: tenho uma notícia boa e uma ruim, qual você quer primeiro? Ele, nervoso por natureza, respondeu “ai meu Deus, o que foi? Fala logo a ruim”. Então eu falei “nossa despesa vai aumentar” aí ele por que? Qual é a boa? Aí eu falei: nosso milagrinho está vindo, estou grávida. Então ele me abraçou com força e me deu muitos beijos. Nossa, só não foi mais emocionante do que o momento em que Heitorzinho nasceu.
Hoje, não sei dizer se engravidei por causa da cirurgia que fiz em
Janeiro,  do tratamento com o osteopata, ou se foi porque relaxei
quando coloquei meu nome na lista da maternidade de Natal para fazer fertilização, só sei que
cada uma dessas coisas aconteceram porque tinham que acontecer. Talvez
esses três passos tenham sido necessários para eu conseguir realizar
meu sonho.
Durante todo esse tempo eu me perguntava por que eu? Por que eu tenho
que passar por isso?  Até que decidi não questionar mais e entregar
nas mãos de Deus. Em vez de pedir, eu falava ” Deus, entrego meu
sonho em suas mãos, se tiver que acontecer, que seja como e quando o
senhor decidir porque eu sei que o senhor sabe mais do que eu o que é
melhor para mim. Talvez eu tenha demorado para engravidar para que meu
marido pudesse realmente desejar essa gravidez, não sei e não
importa, só o que importa é que hoje estou com meu pinguinho de
gente em meus braços e eu posso dizer com toda certeza que toda essa
trajetória valeu a pena.”