05 mai
A espera Daquele Dia das Mães

criança flores
Não esperarei o domingo para lhes falar um pouco sobre. Me adianto porque bem sei e lhes entendo perfeitamente que, para muitas, esses dias prévios a esta data mexe com vocês, assim como mexia comigo, alguns anos mais que outros, enquanto estava nesta espera por aquele dia das mães com meu filho já nos meus braços.
É uma data comercial, como tantas outras, mas para quem sonha em ser mãe, é uma data que mexe, que tende a nos deixar mais frágeis, é uma data expressamente de homenagem a todas as mães, data em que você daria tudo para ter seu presente mais desejado no colo ou já dentro de você, data em que pode machucar e ninguém busca por isso, ao contrário, muitas estão cansadas e calejadas quando se toca no tema e neste dia a sensação é que a ferida tende a ficar mais exposta. Parece que o desejo se multiplica e a ansiedade em já resolver esta questão só aumenta.
Para as que tem uma mãe ainda viva e que se porta como uma mãe “de verdade”, aconselho que se apeguem a ela, que desfrutem o dia ao lado dela e que se alegrem por esta dádiva de ainda tê-la, porque mãe é um ser único, que vocês passarão a admirar mais ainda quando se tornarem, quando sentirem na pele este amor ímpar, ou seja: em breve! Mas enquanto isso amem e valorizem as suas preciosas mamães.
Às que não tem mais a mamãe do lado, que se apeguem ao companheiro, que busquem estar ao lado de pessoas do bem, que torcem por você, sem cobranças, que façam do seu dia um dia mais leve e que te dêem motivos para sorrir, sem se apegar tanto a uma data que passará e a vida seguirá.
No meu caso, foram seis natais sem presente na árvore, foram seis dias das mães sem um filho, uns mais sensíveis que outros, mas sempre buscando estar bem, na certeza de que um dia na minha árvore haveria o melhor, mais desejado e perfeito presente, e que teria dias das mães todos os dias da minha vida após a realização do sonho da maternidade, e assim aconteceu e hoje venho lhes pedir para refletir se vale a pena se apegar tanto a uma data, afinal você já tem todos os dias que lembrar o quanto desejaria este filho que ainda não chegou e assim passar a se cuidar, a juntar as forças necessárias para passar por este domingo sem cutucar a ferida, ocupando o seu dia com amor, se protegendo e acreditando que será o último ou um dos últimos sem ser mãe, na certeza absoluta de que falta menos. Sim, porque quem quer realmente ser mãe não desiste facilmente até preencher este lugarzinho guardado no peito para o grande amor da sua vida.
E para terminar, te desejo um feliz dia das mães hoje, sim já hoje, aliás amanhã também, e domingo também! Afinal todos os dias são dias para te homenagear, você que já é mãe de coração, você que já tem tanto amor para dar, você que já ama inclusive este serzinho antes mesmo de concebê-lo ou conhecê-lo, você que por tudo isso já é uma mulher especial!
Um beijo no coração de cada uma. Com muito carinho, Taci

01 mai
Gabriel e Guilherme, os Príncipes da mamãe Verena!

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Um dia entre as curtidas de alguns posts no instagram o seu nome me chamou atenção: Verena… Vez por outra lá estava ela presente curtindo e as vezes comentando. Me lembro bem que em alguns momentos dividiu comigo suas angústias nessa espera que não foi fácil. Até que um dia soube que aquela seguidora linda com nome bonito e raro, estava grávida! Como sempre fico MUITO feliz com a vitória de cada uma de vocês! E um certo dia curiosamente entrei na sua página no instagram e me deparei com dois lindos bebês, seus filhos! Não resisti e a convidei para vir aqui nos contar um pouco da sua trajetória até a chegada dos príncipes Gabriel e Guilherme!

“Quero compartilhar com vcs um pouco da minha historia.
Sempre tive um sonho de ser mãe, porém nunca imaginava que minha caminhada seria longa e muito dolorosa.
Eu e meu marido namoramos por 12 anos e casamos … Sempre sonhávamos com uma família grande com muito filhos , quando completamos 2 anos de casados resolvemos realizar nosso sonho e construir nossa família.
Então parei de tomar remédio , e esperei … No primeiro mês não menstruei então já achei que estava gravida, mas não… Passou mais um mês e nada de menstruar novamente, comecei a sentir cólicas horríveis. Fui ao médico e lá fiz um ultrassom e onde foi constatado a presença de um cisto hemorrágico enorme no meu ovário direito. Perdi o chão, chorei, me desesperei … Estava prestes a perder meu ovário, mas graças a Deus com as medicações foi controlado. Porém, logo em seguida, descobriram que eu não ovulava… Sim, fui diagnosticada com anovulação crônica. Mais uma vez achei que não ia aguentar, chorei 15 dias seguidos sem parar. Foi quando então a médica sugeriu que fizéssemos indução da ovulação com coito programado e assim fizemos por 2 meses seguidos e nada. Quantas frustrações e decepções, foi quando decidi parar uns 2 meses para respirar e pensar no que iria fazer … Em dezembro de 2014 partimos para uma tentativa de inseminação artificial, tinham muitos folículos e meus ovários incharam, assim os folículos se romperam e todo líquido foi para cavidade abdominal, tendo que ser cancelada a inseminação. Tive um quadro de ascite grave – água em toda a cavidade abdominal- tinha dores horríveis, ficando internada no hospital em estado grave.
Em toda essa caminhada contei com a força do meu marido e de DEUS … Meu marido sempre lutou e sofreu por tudo isso ao meu lado, mas nunca desanimou … Falava sempre pra mim que estávamos juntos e que iríamos conseguir realizar nosso sonho.
Diante de tudo o que havíamos passado eu e meu marido não sabíamos mais o que iríamos fazer … Pedimos para DEUS uma luz e ela chegou. Sou médica e um dia quando fui dar plantão em um hospital, chamei um paciente para atender e ele entrou na minha sala dizendo que não tinha nada e sim que estava ali porque DEUS tinha mandado, para me mandar acalmar o coração e me dizer para ir à São Paulo e procurar um médico chamado Carlos Petta. Detalhe, aquele rapaz não sabia de nada do que eu estava passando e saiu de lá dizendo que eu iria realizar o meu sonho. Lembro que cheguei em casa chorando e lá fomos nós para nossa primeira consulta em São Paulo! Sou do interior do estado de são Paulo e fui sim com esperanças e com minhas forças renovadas, após aquele “recado”…
Desde o início revolvemos juntamente com o médico partir para fazer fertilização in vitro. Coletei os óvulos em março de 2015,congelamos os embriões e no dia 23 de maio de 2015 fiz a transferência. Uma semana após já fiz o teste de farmácia e deu POSITIVO …. Dia 01 de junho de 2015 fiz o beta e se confirmou o POSITIVO! E a emoção não parava por aí, no dia 09 de junho descobri que meus 2 milagres estavam dentro do meu ventre… Seria mãe de gêmeos!!! Foi a maior alegria da minha vida.
Minha gestação foi maravilhosa, consegui levar minha gestação até o final e no dia 11 de janeiro de 2016 meus milagres nasceram! Meus Gabriel e Guilherme, nasceram perfeitos, ambos com 45cm e com peso suficiente para irem para casa comigo.
Até hoje entro no quarto deles e me emociono muito, nem acredito que Deus me deu esses dois milagres!
E, como a Taci sempre diz por aqui, TUDO valeu a pena!”

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27 abr
O Perigo da Zona de Conforto

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Dias atrás postei nas redes sociais do blog (instagram e face) uma imagem com a seguinte frase: “A Zona de Conforto é um lugar maravilhoso, pena que nada cresce lá…” E esta frase me pegou de supetão! Sim, acreditem, muitas vezes estou a pesquisar coisas para trazer ao blog para vocês e acabo me deparando com muitas lições para mim também, lógico! De repente de outro ponto de vista e análise, mas que me serve para reflexão e, sempre que possível, reação! Mas hoje não estou aqui para falar de mim, diante desta frase que também me balançou, mas venho lhes falar da tal zona de conforto diante daquela gravidez desejada e que não chega assim facilmente, e é aí que mora o perigo…

Quando você libera para engravidar e começa a se dar conta que algo está errado e que a menstruação insiste em vir todos os meses, como um senhor balde de água fria a todos seus planos, aí começam certas decisões e todas lhe fazem sair da zona de conforto. Desde a atitude em marcar uma consulta médica para começar pesquisas de algum possível diagnóstico que justifique a demora em engravidar, até achado o diagnóstico e agir, seja fazendo mais exames, optando por uma cirurgia indicada, talvez já procurando por um especialista em Reprodução Assistida, algumas se abrindo para a possibilidade de adoção, entre outras e outras possibilidades, sempre na tentativa de realizar o sonho da maternidade…

E dependendo da sua postura em determinadas decisões você se auto cobra ou, em alguns casos, é cobrada a reagir, a se entregar a uma nova realidade apresentada e até então impensada na sua vida. Sim, você se depara que você está num grupo de mulheres que por algo tem dificuldade para engravidar, devido a algum diagnóstico encontrado em você ou no seu companheiro, havendo também casos de infertilidade sem causa aparente, onde não se chega a nenhum diagnóstico que se justifique, onde na maioria das vezes surge uma angústia maior ainda a ser trabalhada, devido a falta de respostas, por não ter alternativas imediatas a seguir…

Tem mulheres que reagem de imediato! Concluído o possível diagnóstico no casal ou em um dos dois – ou não – já parte para “luta”! Já não quer perder tempo, assume o “problema” a ser resolvido e corre atrás. Nada lhes detêm, nem agulhas, nem possíveis cirurgias, nem exames evasivos, nada. Há outras que não conseguem tão facilmente aceitar esse novo panorama, tudo é muito novo e exige demais da sua postura diante da realidade a ser enfrentada, e começam a se indagar se realmente valerá tanto a pena se doar, abdicar de tempo, dinheiro, trabalhar o controle emocional, entre outros “itens” a mais que muitas vezes na tal zona de conforto nada disso existe. Lá muitas vezes está tão bom, tão calmo, tão tranquilo. Então algumas fingem não querer tanto, inventam desculpas mil que não é o momento propício para se dedicar, algumas vão na onda do companheiro que não quer assumir a infertilidade masculina apresentada e acham melhor “deixar pra lá”, para outro momento… Mas sabe qual o grande problema? Que se realmente nasceu no seu coração a vontade de ser mãe, você pode enganar a todos mas jamais a si própria e isso machuca demais. Se é fácil? Em nenhum momento ousaria a dizer isto, afinal senti na pele por 6 anos… Mas se é o que você quer: lute!

Dia desses li outra frase que me marcou referente ao tema e que quero dividir também com vocês: “ZONA DE CONFORTO É O LUGAR ONDE OS SONHOS MORREM”. Verdade, quantos sonhos deixam de ser sonhados verdadeiramente devido a comodidade do indivíduo? Sair da certeza para incerteza mexe com a gente, dá um nó na cabeça e frio na barriga, não nascemos para viver na insegurança, mas também não nascemos para viver na dúvida do “Como teria sido se eu tivesse mudado minha postura? Se eu tivesse corrido atrás de realizar o meu sonho? Se eu tivesse ao menos tentado? Muitas vezes é bem mais fácil colocar o sonho “embaixo do tapete” e seguir vivendo como se não existisse, do que arcar com o preço exigido para a possibilidade de realizá-lo.

No meu caso eu optei por correr atrás. Desde o primeiro instante de diagnosticada com endometriose me entreguei, me dediquei, me doei literalmente de corpo e alma a buscar realizar o meu sonho, o nosso sonho, sonho que sonhava junto com o marido, sonho de sermos pais, porque sentimos que havia chegado o momento, porque sentimos que não tinha mais o que adiar, estávamos preparados definitivamente para amar um serzinho que seria o mais importante das nossas vidas. A caminhada foi muito mais longa do que imaginávamos, não foi fácil, tivemos que abdicar de muitas coisas, tivemos que sair da zona de conforto que estava lindamente instalada na nossa vida a dois, mas que tínhamos a consciência que nos faltava algo e fomos atrás! Cada exame, cada agulha, cada cirurgia, cada negativo, cada tratamento, tudo foi ficando e fazendo parte do caminho, em alguns momentos mais difíceis que outros, algumas pausas para “respirar” (o que sempre aconselho) e seguir mais firmes, na certeza de que no final seríamos recompensados! Aí você do outro lado pode me perguntar: “E se não tivessem conseguido?” E eu lhes respondo: “Só saberíamos tentanto!” Tentando e respeitando os nossos limites que estavam na iminência de chegar ao fim. E digo mais, se não lograsse a gravidez que tanto sonhava eu seria mãe, gestando no coração, através da adoção! E da mesma forma, tenho certeza, que haveria valido a pena! Não tenho dúvidas porque não deixaria de ter me realizado, não da forma inicial que havia começado a sonhar, mas de outra forma que já vinha preparando o meu coração para realizar o meu sonho.

E é preciso sair da zona de conforto para ser feliz? Não, não necessariamente, mas havendo um sonho, muitas vezes só se saberá se poderá realizá-lo, saindo de lá. Se você está feliz na zona de conforto, assim continuará sendo, mas saindo dela poderá ser mais feliz ainda, devido a possibilidade de se realizar, ou não. Só se sabe tentando! A vida é sua e só você para decidir. Naquele tempo, naquela situação, eu optei por tentar ser mãe e foi o melhor que fiz na vida. Sem dúvidas.

Que Deus as abençoe nesta decisão. Que sejam felizes, plenamente felizes, no caminho em que escolher.

19 abr
Recadinho do Filipe para você!

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Mais uma história de esperança lhes trago por aqui. Mariana é seguidora do nosso blog pelo instagram e ao dividir comigo a chegada do seu Filipe a convidei para vir lhes contar um pouco da sua caminhada e vitória!
A Mariana instiga muito às futuras mamães a buscarem a Deus, acreditando que a caminhada na fé é mais fácil, é devota de Nossa Senhora (o que peço desde já respeito às que não são) e resolveu contar carinhosamente sua vitória para vocês.
Com vocês as palavras da mamãe do Filipe!!!

“A Taci pediu para eu escrever minha história como incentivo às mulheres que tentam engravidar e por algum motivo não conseguem.
Sigo a Taci no Instagran Maternidade Sonhada desde que uma amiga me marcou na época em que eu vivia esta caminhada de tentar engravidar. Aí vai  um pedaço da minha história.

Era uma quarta feira de cinzas, lembro-me como hoje, do ano de 2014, quando decidimos liberar de vez a gravidez. Nós decidimos, eu e meu esposo João Paulo. E naquele dia eu estava no meu período fértil, que comecei a partir daquele momento a vivê-lo de forma mais intensa.
Quem é tentante sabe bem o que significa um período fértil e toda a carga emocional que ele traz. A partir daquele mês março de 2014 começou nossa jornada pelo nosso milagre. Mas eu não o chamava de milagre.
Chamava de luta para engravidar. Como palavra tem poder, substitui luta por caminhada. E ela durou um ano e quatro meses. Foram choros, exames, longas conversas como o marido e amigas, orações e pedidos por este milagre de pessoas que eu nem imaginava. Deus foi colocando nesta
caminhada muitos anjos. Um deles foi o “maternidade sonhada”,na pessoa da Taci, com seus posts de incentivo, de apoio, de esperança.

Por que milagre? Porque nesta vida de tentante não devemos fechar os olhos para Deus e sim tentar aumentar nossa intimidade com Ele. Consultas, exames e diagnósticos são necessários, mas hoje tenho certeza que o que acontece com nossas vidas vem da vontade de Deus.

Acredito que Filipe é fruto de um milagre de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora da Divina Revelação por elas intercederem junto a Deus para que ele hoje pudesse estar em meus braços. Foi Fácil? Não. Passei por ultrassons seriadas, necessidade de videoparaloscopia  e  indutores de ovulação. E no terceiro mês de tratamento, onde a médica me orientou a três meses de tratamento e de indução, Filipe foi concebido.

No segundo mês de tratamento disse a minha mãe – vou desistir. Não aguento mais – e ela com suas santas palavras me disse: você está subindo uma escada, vamos para o próximo degrau. Ouvi seu conselho e fui para o que seria o último mês de tratamento por indução e em 20 de julho de 2015 tive a confirmação do beta, meu filho estaria a caminho!

Foi um ano e quatro meses de crescimento na fé, fortalecimento do matrimônio , um tempo de expectativas e frustrações. Cada mês que se passava o desejo de ser mãe aumentava, por mais difícil que fosse a esperança crescia dentro de mim e o sonho da maternidade também.
A você tentante não desejo paciência e que relaxe, pois sei o quanto escuta isso e é difícil. Digo apenas que se entregue ao tempo de Deus, pois Ele sim, cuidará do seu coração e do seu caminhar de uma forma que só Ele, e mais ninguém, saberá. E com certeza, seu dia de ser mãe, aos olhos de Deus e da forma que Ele planeja chegará. E tudo naquele dia fará você ter a certeza de que tudo, toda espera, valeu a pena. Deus as abençoe!”

13 abr
Tenham Filhos!

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Texto lindo de viver! Conselho? Não passem pela vida sem ter filhos!
“Se eu pudesse dar só um conselho para os meus amigos, seria esse: tenham filhos. Pelo menos um. Mas se possível, tenham 2, 3, 4… Irmãos são a nossa ponte com o passado e o porto seguro para o futuro. Mas tenham filhos.
Filhos nos fazem seres humanos melhores. O que um filho faz por você nenhuma outra experiência faz. Viajar o mundo te transforma, uma carreira de sucesso é gratificante, independência é delicioso. Ainda assim, nada te modificará de forma tão permanente como um filho.
Esqueça aquela história de que filhos são gastos. Filhos te tornam uma pessoa com consumo consciente e econômica: você passa a comprar roupas na Renner e não na Calvin Klein, porque no fim, são só roupas. E o tênis do ano passado, que ainda tá novinho e confortável, dura 5 anos… Você tem outras prioridades e só um par de pés.
Você passa a trabalhar com mais vontade e dedicação, afinal, existe um pequeno ser totalmente dependente de você, e isso te torna um profissional com uma garra que nenhuma outra situação te daria. Filhos nos fazem superar todos os limites.
Você começa a se preocupar em fazer algo pelo mundo. Separar o lixo, trabalho comunitário, produtos que usam menos plástico… Você é o exemplo de ser humano do seu filho, e nada pode ser mais grandioso que isso.
Sua alimentação passa a importar. Não dá pra comer chocolate com coca-cola e oferecer banana e água pra ele. Você passa a cuidar melhor da sua saúde: come o resto das frutas do prato dele, planta uma horta pra ter temperos frescos, extermina o refrigerante durante a semana. Um filho te dá uns 25 anos a mais de longevidade.
Você passa a acreditar em Deus e aprende como orar. Na primeira doença do seu filho você, quase como instinto, dobra os joelhos e pede a Deus que olhe por ele. E assim, seu filho te ensina sobre fé e gratidão como nenhum padre/pastor/líder religioso jamais foi capaz.
Você confronta sua sombra. Um filho traz a tona seu pior lado quando ele se joga no chão do mercado porque quer um pacote de biscoito. Você tem vontade de gritar, de bater, de sair correndo. Você se vê agressivo, impaciente e autoritário. E assim você descobre que é só pelo amor e com amor que se educa. Você aprende a respirar fundo, se agachar, estender a mão para o seu filho e ver a situação através de seus pequenos olhinhos.
Um filho faz você ser uma pessoa mais prudente. Você nunca mais irá dirigir sem cinto, ultrapassar de forma arriscada ou beber e assumir a direção, pelo simples fato de que você não pode morrer (não tão cedo)… Quem é que criaria e amaria seus filhos da mesma forma na sua ausência?! Um filho te faz mais do que nunca querer estar vivo.
Mas, se ainda assim, você não achar que esses motivos valem a pena, que seja pelo indecifrável que os filhos têm.
Tenha filhos para sentir o cheiro dos seus cabelos sempre perfumados, para ter o prazer de pequenos bracinhos ao redor do seu pescoço, para ouvir seu nome (que passará a ser mãmã ou pápá) sendo falado cantado naquela vozinha estridente.
Tenha filhos para receber aquele sorriso e abraço apertado quando você chegar em casa e sentir que você é a pessoa mais importante do mundo inteirinho pra aquele pequeno ser. Tenha filhos para ganhar beijos babados com um hálito que listerine nenhum proporciona. Tenha filhos para vê-los sorrirem como você e caminharem como o pai, e entenda a preciosidade de se ter uma parte sua solta pelo mundo. Tenha filhos para re-aprender a delícia de um banho cheio de espuma, de uma bacia de água no calor, de rolar com o cachorro, de comer manga sem se limpar.
Tenha filhos. Sabendo que muito pouco você ensinará. Tenha filhos justamente porque você tem muito a aprender. Tenha filhos porque o mundo precisa que nós sejamos pessoas melhores ainda nessa vida.”
(Bruna Estrela)
E sabe o que mais? Teria taaaanta coisa a mais a acrescentar… Tenham filhos! Lutem! Não desistam facilmente. Valerá a pena cada esforço, cada minuto da espera.

10 abr
Antes de adotar, é preciso elaborar o luto pelo filho não gerado

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Há tempos vinha pensando em abordar sobre este tema, sobre a situação de vários casais que enfrentaram a infertilidade e chegaram a seus limites, e que naquele momento o desejo da paternidade e maternidade continuam latentes e decidem partir para adoção. Ato este que por várias vezes estimulo por aqui, com certeza de ser apenas outra forma de realizar plenamente este sonho de ter um filho, e diante do exposto não poderia calar para um “alerta” que li há anos atrás num blog querido que deixou saudades, o Quero Ser mãe, da brilhante jornalista Cláudia Collucci, que com seus textos mágicos me ajudou demais nos anos de tentativas. O texto a que me refiro me cruzou novamente por esses dias, justamente quando pensava em lhes abordar sobre a importância de fechar um ciclo e recomeçar e abraçar outro. Não que o desejo em ser mãe ou pai mude, mas as circunstâncias serão diferentes e para um casal que um dia sonhou com o filho gerado na barriga acredito ser saudável e prudente viver, digamos assim, o luto pela “perda” do filho biológico que nunca chegou e posteriormente estar consciente e de coração aberto e totalmente receptivo para a chegada daquele filho tão sonhado, que chegará através da adoção. O texto foi escrito pela psicóloga Luciana Leis:

“A maioria das pessoas- tanto homens quanto mulheres- possui dentro de si o desejo de ter filhos, de poder continuar existindo através de um outro que o represente.

Porém, não necessariamente, isso tem a ver com continuidade genética, já que é possível também se fazer existir por meio de valores e atitudes passados a uma criança com a qual não há laços consanguíneos.

Nem todas as famílias possuem uma configuração na qual há continuidade genética, uma vez que, as relações parentais que se formam nas famílias adotivas são baseadas fundamentalmente em laços de amor que unem seus membros.

A palavra “adoção” significa cuidar, considerar, se apropriar; é também o ato de dar um lar a crianças que não puderam ser criadas por seus pais biológicos; e significa ainda, dar a possibilidade de ter filhos à pessoas que tiveram problemas com a fertilidade ou que optaram por cuidar de crianças sem ter laços biológicos.

No caso de casais com dificuldade de gravidez, nota-se que a adoção surge como uma outra porta que pode ser aberta a caminho da maternidade e paternidade. No entanto, para que essa porta possa se abrir, é necessário que o luto pela perda do filho biológico possa ser vivenciado.

Não há como adotar uma criança, de forma saudável, sem se passar pelo processo de aceitação e elaboração da infertilidade, pois é justamente após esse processo que o casal pode, aos poucos, abrir espaço emocional para a chegada do filho de uma outra forma, diferente da idealizada, mas uma forma possível e não menos satisfatória.

Faz-se relevante destacar também, que o desejo de ajudar uma criança não é suficiente para que a adoção se dê, pois não estamos falando de um ato de amor ao próximo e sim, da constituição de uma família, dentro da qual é necessário que essa criança tenha um lugar de filho, assim como qualquer filho biológico. A criança adotiva precisa se sentir escolhida e desejada por seus pais.

Portanto, a adoção sempre implicará em tomar para si algo que antes era estranho e que, com o tempo, poderá se tornar muito familiar. Coloco para finalizar uma questão: Muitas mulheres não conseguem adotar os próprios filhos, será que são mães?”

E dando prosseguimento ao texto e respondendo esta última pergunta me atrevo a responder: mãe é aquela que ama outro ser mais que a si mesma, é aquela que para estar bem o filho tem que estar bem, é aquela que ama, cuida e se doa incondicionalmente, e infelizmente muitas mulheres tem apenas o título de mães, sem tê-lo merecidamente. Triste realidade.
Felizes as crianças, os filhos de todas vocês que mesmo ainda sem serem mães, já incorporaram essa figura e o amor maternal já transborda nos seus corações!

29 mar
E enquanto o filho não chega?

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ENQUANTO SEU FILHO TÃO SONHADO NÃO CHEGA, O QUE ESTÁS FAZENDO?

Em outras palavras, sua vida está seguindo? Você tem planejado outras coisas? Você tem aproveitado o hoje? Curtido o companheiro? Sonhado com o amanhã feliz, ainda sem filhos?

Não, não vim aqui para te fazer desistir, jamais faria isso!
Vim aqui te lembrar que por mais que você deseje se tornar mãe, enquanto isso não acontece, a vida DEVE seguir! Nada de adiar projetos, viagens, planos a dois porque talvez o filho chegue. Porque quando chegar tudo se adapta, tudo se repensa, tudo volta a ser planejado dando prioridade à nova realidade, claro!

Deixo o alerta porque um dia, ainda nas tentativas, me peguei adiando TUDO pela possibilidade da gravidez que tanto desejava… Desde as coisas mais básicas, como por exemplo adiar a matrícula na academia porque de repente poderia engravidar, como situações mais “complexas” quando surgiu aquela oportunidade de uma viagem maravilhosa a dois que teríamos que parcelar, maaas e se no meio disso engravidasse? O tempo foi passando e fui me dando conta que não poderia “parar de viver” em função dessa espera… Espera esta que poderia ser de dias, como poderia ser de anos, como assim foi no meu caso, e a partir de então um dia decidi “voltar a viver”!
Como assim? Voltei a fazer tudo o que tinha vontade sem me apegar à hipótese do estar grávida. Se fazendo isso desanimei e desacreditei na possibilidade? De forma alguma! Apenas passei a viver melhor, cuidando de mim, me fazendo bem, e cuidando do companheiro, do casal, que estava sendo deixado de lado em alguns, ou melhor em vários, momentos. Se valeu a pena? E como valeu! Tenho certeza que essa atitude me fortaleceu e me ajudou a superar os anos de espera.

Minto se em alguns desses momentos não pensava… E se engravidasse agora? E como seria se já tivesse meu filho aqui? E vários outros “ses” que aparecem na cabeça e coração de uma mulher que sonha em ser mãe. E alguns desses momentos vinham acompanhados de algumas lágrimas, lágrimas essas que me permitiam desabafar um pouco daquele desejo latente, mas que eram enxugadas e deixadas para trás, com um belo sorriso e vontade de viver. Sim! Essa vontade de viver tem que estar presente sempre, não é por causa de um sonho que devemos nos privar de sermos felizes e termos outros projetos, planos e sonhos em andamento.

Quantos casamentos infelizmente já vi fracassando por conta do sonho de ter um filho… Quantas mulheres que entram em depressão por fazer desse sonho da maternidade seu objetivo único de vida?! E hoje Deus colocou no meu coração para lhes trazer este alerta, para te fazer refletir sobre este tema, para te perguntar: Enquanto o filho tão sonhado não chega, o que tens feito da tua vida?

Pare, pense, repense. A mudança está em você, nas suas atitudes!
Que sua vida siga e quando chegue o momento determinado a maternidade será uma realidade a ser vivida lindamente. Então, a viver o hoje, o agora, continuando a sonhar com a maternidade, fazendo sua parte, entregando a Deus e paralelamente não matando aquela mulher esposa, amiga, filha, irmã, profissional, atleta, viajante e feliz que de repente está adormecida e fazendo falta.

No meu caso, na segunda gravidez, a minha vida seguia, já era mãe, já estava realizada e de repente com uma bebê de apenas 7 meses me vi grávida novamente! Sem planejar, uma nova e inesperada -doce- realidade e o que fiz? Me readaptei, lá fui eu a comprar mais um berço e a vibrar com mais uma oportunidade que a vida me brindou de ser mãe! Tudo se reorganiza quando um filho vem, é porque tinha que chegar, naquele momento, no melhor momento escolhido para você, algumas vezes até sem planejar, mas que estava nos planos de Deus e creio que todos os planos dEle são perfeitos!

Sonhando com o amanhã, eu te convido a viver plenamente o hoje! Ache este ponto de equilíbrio e seja mais feliz. Você é capaz!

Beijo no coração.

23 mar
Um Resumo da Endomarcha Recife

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Foi a primeira vez que o Nordeste esteve presente recebendo a Marcha de Conscientização da Endometriose!

Fiquei muito feliz ao receber o convite da Coordenadora geral da Endomarcha no Brasil, Caroline Salazar, que faz este trabalho belíssimo há 3 anos. A responsabilidade foi grande em fazer se conhecer o evento por aqui e trazer da melhor maneira a todas que puderam participar.

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Foi uma manhã de troca de experiências, de abraçar e conhecer portadoras da endometriose, de levar informações para as mulheres que estavam presentes ali no Parque da Jaqueira, e que como muitas nunca tinham ouvido falar sobre esta doença que atinge em torno de 6 milhões de mulheres, só no Brasil! Alertamos sobre o diagnóstico precoce que é de suma importância para êxito do tratamento da endometriose, e também não deixamos de chamar atenção do Governo para que seja considerada uma doença social e sendo assim as portadoras de endometriose tenham direito a tratamento digno de doença crônica pelo SUS.
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Vários Meios de Comunicação se interessaram pela Endomarcha através de jornais, rádios e televisão, o que me deixou muito feliz por poder atingir uma grande quantidade de mulheres nas suas casas, alertando e levando conhecimento da doença. Acima foto com a apresentadora Graça Araújo da Rádio Jornal e a Dra. Madalena Caldas, numa entrevista esclarecedora que teve grande audiência. Ressaltamos também a presença da Rede Globo que esteve conosco no dia da Endomarcha.
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Agradeço o apoio do meu marido, que como sempre me apoiou e me ajudou a patrocinar o evento, agradeço o apoio da fotógrafa Rachel Girelli que esteve presente registrando todos momentos e agradeço principalmente a todas vocês que compareceram e participaram de alguma forma “vestindo a camisa” e apoiando a causa, mesmo aquelas que por algum motivo não puderam estar presentes, algumas até de outros estados, mas que me instigaram a seguir! Não podendo esquecer a presença linda e constante na minha vida das minhas amadas mãe e irmã e também daquelas amigas-irmãs que sempre estão ali para o que der e vier.

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Foi lindo! Uma manhã especial do sábado 19 de Março de 2016, que acabamos com o silêncio sobre a Endometriose, no Parque da Jaqueira, aqui no Recife.
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E não poderia deixar de terminar este post com uma foto delas, meus sonhos transformados em realidade, minhas meninas, minhas filhas (aaaamo falar assim, miiiiinhas filhas!rs), maiores presentes de Deus na minha vida, que admiram a mamãe e curtem muito me ver fazendo algo que me faz bem, tendo as vezes que abdicar um pouco de tempo com elas por estes chamados que a vida tem me feito nesse último ano e meio de blog. Elas bem entenderam: a mamãe está levando esperança para outras pessoas. Amém!

Decididamente juntas somos mais fortes! Avante “EndoGuerreiras”!