28 out
O Quadro de Fotografias

quadro

 

Na primeira vez que fui a uma clínica de Reprodução Assistida, meu olhar foi direto a um quadro repleto de fotografias de bebês, que muito me chamou a atenção. Este quadro estava bem na entrada, dando as boas vindas a todos que ali chegavam…

Me lembro que após entregar a documentação na recepção me sentei no sofá e aquele quadro me deixou inquieta, até que resolvi me aproximar e fiquei em pé durante longos minutos, extasiada em frente à ele. “Viajei” literalmente observando cada foto e foi inevitável não imaginar como seria o meu bebê, se pareceria a mim ou ao meu marido, se por acaso teria os belos olhos verdes da minha mãe ou o lindo sorriso da minha sogra… E em algumas fotos vi bebês nos braços do médico, médico este que naquele momento ainda nem o conhecia, mas que devido a bata branca me dava conta que era ele, quem estava prestes a me atender e “resolver meu caso”, era o que eu pensava… Depois de admirar várias fotos e babar muito, me aproximei e confirmei com uma recepcionista o que eu já imaginava: eram bebês provenientes de tratamentos naquele local, e aquilo encheu meu coração de esperança!

E assim era a cada ida àquela clínica, ficava imaginando somar mais uma foto ali, a foto do meu filho que em breve estaria gerando… Mal sabia que alguns anos e muita história pela frente me esperava ainda para poder, enfim, estar grávida.

Após aquela clínica cheguei a frequentar  3 clínicas a mais diferentes, e em duas delas, em algum lugar, constava um espaço com fotos de alguns bebês… Aquilo me enchia de esperança e de imediato minha mente sonhadora já arrumava um cantinho imaginário naquele novo quadro para já enxergar, com os olhos do coração, a foto do meu filho ali.

Lembro que em uma dessas clínicas o tal quadro se encontrava justo atrás da mesa do médico, eu me concentrava na consulta lógico, mas em algum momento me pegava “viajando” nas fotos, era inevitável… Me lembro que uma vez o médico observou  a cena, se deu volta para ver para onde eu estava com o olhar fixo e começou a me contar brevemente algumas histórias das mães daqueles bebês, histórias de mulheres com endometriose, parecidas a minha, e que tinham vencido! Naquele dia imaginem como sai dali… O sentimento de que eu também venceria me dominava!

São detalhes que ficam no caminho mas que levamos com a gente… São momentos de puro sonho e anseio pela hora da maternidade sonhada se tornar realidade, momentos esses que não se apagam da memória.

Ficou curiosa se enfim levei os retratos das minhas filhas para estarem expostos em alguma clínica? Acredite que não! rsrs  Após os nascimentos delas não tive espaço para sequer pensar naquele quadro e não me lembrei mesmo, vim lembrar anos depois! Acredito que porque suas presenças na minha vida preencheram qualquer anseio e superaram os mais lindos sonhados já sonhados algum dia,  em compensação tenho fotos delas pela casa, no celular, em vários álbuns, no computador.

Hoje sou capaz de lhes descrever cada pedaçinho das minhas filhas, as tenho gravadas na minha memória e no meu coração cada dia mais. Elas são minha realidade, são as provas de que vale a pena sonhar e de que não existe impossível para Deus. São minha inspiração diária para lhes escrever algo e tomar algum tempo da minha vida para lhes levar esperança e ânimo para seguir, porque tudo, absolutamente tudo será recompensado, quando enfim você se transformar em MÃE!

 

27 out
Apoio às Portadoras de Endometriose

endometriose

Lí um texto no site MulherEndo (Associação Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose), sobre a importância da família para a paciente com Endometriose, e achei de relevada importância para compartilhar com vocês:
http://mulherendo.pt/a-importancia-da-familia-para-a-pacie…/

Eu senti na pele o que é ser portadora de endometriose e bem sei o quanto não é fácil. Apesar da minha endometriose ter sido considerada severa (Grau 3) e meu caso ser atípico devido a não sentir dores agudas, o sintoma principal que sentia foi a infertilidade que me machucou MUITO emocionalmente, durante 6 longos anos de tentativas, entre tratamentos e cirurgias.
Acompanho casos e mais casos de mulheres que tem uma péssima qualidade de vida devido aos sintomas da endometriose, destacando as dores intensas que sentem constantemente e que lhes impede de viver uma vida digna e tranquila, afetando seu lado profissional, estudantil, afetivo, entre outros aspectos no seu dia a dia. E a família nesta situação pode fazer toda a diferença, dando o suporte emocional de estar ao lado, a entendendo e a fazendo sentir acompanhada nos momentos que mais necessita.
Eu tive a sorte grande de contar com um marido presente que me fazia sentir apoiada a todo momento, uma mãe super carinhosa e uma irmã anjo no meu caminho que fizeram minha caminhada mais fácil, mas bem sei que nem todo mundo conta com esse apoio e aqui venho ser solidária a dor de todas vocês, portadoras dessa doença que se espalha cada dia mais pelo mundo, devendo haver maior conscientização e respeito de todos.
Quanto a mim e a endometriose, após duas gestações praticamente seguidas, onde consequentemente tive duas pausas interessantes para controle da endometriose de 9 meses sem menstruar, fui orientada a colocar logo em seguida ao segundo parto o diu mirena, me adaptei super bem ao mesmo, não menstruo há 7 anos e a endometriose não dá sinal na minha vida, graças a Deus!
‪#‎euvenciaendometriose‬ ‪#‎vocêvencerá‬ ‪#‎MaternidadeSonhadaemapoioàsportadorasdeEndometriose‬

“A todos os que acompanham e vivem de perto com uma mulher que tem Endometriose: Quando não souberem o que dizer, não digam nada. Permaneçam em silêncio, mas permaneçam. Leiam, pesquisem, informem-se, procurem sempre saber mais e ter informação de qualidade ao vosso alcance, porque isso vai permitir-vos perceber a dimensão desta doença, e só assim vos será possível compreender. Quando não souberem o que fazer, não façam nada. Mas fiquem, estendam a mão, ofereçam o colo, e abracem. Abracem muito!”

22 out
Quanto tempo para tentar de novo?

bebe relogio

Quando entramos para o “mundo da reprodução humana” na maioria das vezes não temos dimensão do que nos espera… Alguns casais por sorte conseguem na primeira tentativa, mas uma boa parte entra para o grupo dos que tem que “digerir” um (ou uns) negativo(s) e juntar forças (e dinheiro) para seguir…

Então uma das perguntas que muitas me fazem é quando tentar novamente após um tratamentos mal sucedido? E muitas poderiam ser a respostas, dependendo de cada caso…

Tem pessoas que se abalam demais, muitas de repente nem contavam com a possibilidade de insucesso e a “queda” é maior. Sempre que posso e sei que alguém está começando um tratamento e tenho uma mínima brecha tento ser aquela chata que lhes faz recordar que as chances são maiores que nas tentativas naturais maaas que ficam “longe” dos 100% de garantia para dar certo. Claro que procuro a melhor forma e momento para tocar neste “detalhe”, antes obviamente só ânimo e positivismo, mas não deixo passar sem fazer o alerta e lhes lembrar de que pode também não dar certo… Algumas escutam mas se fecham até para pensar na possibilidade que pode não dar certo e preferem seguir focadas no que “já deu certo e acabou”. Por um lado isso é ótimo, por um lado cada vez mais me convenço que a cabeça ajuda demais na situação, mas muitas vezes pode ter a cabeça boa que for que infelizmente não dará certo e você deve procurar estar nem que seja minimamente preparada para a situação. Se alguém está? Não! Mas pelo menos tentemos ao máximo, para sofrer um pouco menos!

Algumas que já passaram por um, dois ou mais negativos, provenientes de tratamento, muitas vezes se desanimam e se sentem perdidas. Falou em tratamento e já vem aquelas cenas na memória e o sentimento de derrota. E para essas a resposta é tentar trabalhar ao máximo isso na sua cabeçinha, o emocional estar um pouco abalado faz parte mas não deve dominar a situação, principalmente quando se decide partir para um tratamento. Penso que neste caso só deva voltar a tentar quando pensar pelo menos que pode dar certo sim e tentar entrar para ganhar, consciente de que pode perder, mas com espírito e atitude vitoriosa na situação.

E existe o momento ideal para voltar a tentar novamente? Acho que sim… O momento em que você se ver tentando novamente! O momento em que você visualiza a situação como algo novo, como uma nova oportunidade, enfim como uma nova tentativa de verdade! Se é fácil deixar tudo para trás e esquecer o que você passou? Por completo não, é bem difícil, mas lhe garanto que você é capaz de se reerguer e tentar da melhor forma, buscando dentro de você o auto controle e a força que te impulsionará a seguir devido ao querer ser mãe, sustentado naquele amor que já brotou dentro de você antes mesmo do seu filho sequer existir ainda, pelo menos fisicamente, porque no seu coração a essa altura você já o ama e é este sentimento que te fará seguir tentando!

E seus limites para voltar a tentar? Isso só você irá saber se tiver chegado ao limite e nesse momento não haverá mais dúvidas… Mas uma coisa eu garanto… Se você está aí com essa vontade de tentar de novo, é porque você ainda tem força para seguir lutando! E sabe qual o meu conselho? SIGA!!! Você não irá se arrepender! Se arrependerá caso desista, tendo vontade de haver tentado e não ter tentar, ficando na dúvida do como haveria sido se eu tivesse tentado uma vez mais… Isso nunca! Não se apresse caso você ache que não está preparada, mas se prepare e volte a sonhar, volte a lutar, porque só se sabe tentando e muitas bravas guerreiras estão revestidas de mulheres que sonham ser MÃES.

 

20 out
Para Pensar… E (RE)agir

chorar

Tem uma hora que é necessário chorar, faz bem, faz parte. Mas após esse momento é hora de parar de chorar, de decidir um rumo, de desistir ou de seguir. Você acredita ter feito TUDO o que estava ao seu alcance para concretizar seu sonho? Se sim, missão cumprida. Se não… Hora de reagir, de voltar com tudo à luta! De se reerguer com mais “sede” de alcançar o objetivo e com a arma mais poderosa do mundo a te guiar: o amor! Amor de mãe, o sentimento que transcende tudo, que não tem como ser explicado e sim apenas vivido e sentido, amor este que já nasce antes mesmo da chegada do filho, amor que te colocará em pé de volta, firme e forte!

18 out
A angústia do não conseguir engravidar

angustia

Nessa caminhada da espera pela gravidez que não vem muitos são os sentimentos que nos envolve… Desde os bons “companheiros” como a fé e esperança até os não tão bem vindos, mas que em algum momento se apresentam, como o medo, tristeza e a bendita angústia.

Não tem como após um determinado tempo não se angustiar, algumas mulheres mais que outras, mas que ela se faz presente não tem jeito.

Assim que liberamos para engravidar tudo são sonhos e expectativa boa de que em breve se concretizará, se passam meses, se passa um ano, as vezes até mais, e começamos a nos preocupar. Nos alertamos para a hipótese de que algo não deve andar bem e geralmente corremos atrás indo ao ginecologista para uma avaliação. Detectado algum diagnóstico na mulher ou no homem começa enfim a maratona de mais exames, tratamentos e outros possíveis procedimentos quem vêm junto com o “pacote infertilidade”… Ainda tem aqueles casais  que após muita investigação e busca por um diagnóstico não tem uma resposta que justifique a demora da gravidez, estes ficam classificados num grupo denominado dos casais com infertilidade sem causa aparente, e que a angústia tende a estar presente mais constantemente, afinal eles nem sequer tem o direito de correr atrás e tentar reverter algum diagnóstico a ser tratado… Difícil, bem difícil.

Tem solução imediata para não se angustiar? Não, mas tem medidas que de repente possam te ajudar a controlá-la.

A primeira medida a ser tomada é correr atrás e fazer tudo o que esteja ao seu alcance para alcançar a gravidez. Caso tenha sido diagnosticada alguma causa, aconselho a tentar combater e tratar a enfermidade que esteja impedindo possivelmente a gestação. Não havendo causa aparente e tendo condições recorra a tratamentos de reprodução assistida para tentar assim encurtar essa espera da gravidez de forma natural, mesmo tudo parecendo estar sob controle. A consciência de fazer o que estiver ao seu alcance te tranquiliza o coração, então caso estejas na zona de “conforto”, reaja!

Outra forma de controle da angústia é buscar o controle emocional, bem sei que não é fácil mas está nas suas mãos tentar buscar este controle e conseguir o equilíbrio necessário para seguir da forma mais tranquila nesta caminhada. Caso não consiga por si só tente buscar uma ajuda psicológica no processo, que muitas vezes ajuda muito.

Para os que creem em Deus a caminhada se torna bem mais leve, digo por experiência própria. Acreditar, por mais difícil que seja em alguns momentos, que existe um Deus que está no comando da sua vida te traz alívio e conforto. E a comunhão que tenhas com Ele, independente da sua religião, te faz sentir menos sozinha nesse momento que a angústia aperta seu coração.

Também algo que me ajudava demais era de vez em quando dar um tempo no tema… Tempo esse necessário para “desintoxicar” de todo panorama que muitas vezes te esgota emocionalmente. E lhes garanto que esses tempos dados em alguns momentos da caminhada foram decisivos para me reerguer e voltar à luta fortalecida novamente.

Bem sei que muitas mulheres ao lerem essas posturas que aconselho se encaixarão em todas, ou quase todas, e ainda assim em alguns momentos se sentem angustiadas, e isso é inevitável, infelizmente. Mas cabe a VOCÊ tomar as rédeas da situação e não deixar que a angústia tome conta de você.  É normal em algumas situações se angustiar claro! Como não após um negativo ou após uma gravidez interrompida inesperadamente? Somos humanas e somos movidas a sentimentos! Mas cabe a nós chorar no momento devido e depois juntar forças para seguir lutando pelo nosso sonho.

Então, procure estar alerta e não deixar a angústia dominar você, que quando ela aparecer seja breve e passageira ! E que o desejo em ser tornar mãe seja o seu impulso a seguir nessa caminhada, tendo a certeza de que TUDO isso um dia ficará para trás e valerá a pena!

 

 

13 out
MEDO, após o positivo tão sonhado

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Meninas, tenho recebido algumas mensagens de seguidoras que, enfim, estão grávidas! E entre os bate papos algo que tem me chamado atenção é o fato da maioria expor que tem sentido medo, que não conseguem desfrutar plenamente da gestação por ter receio de perder o bebê. E sabe o que tenho a lhes dizer? Que é NORMAL! Super normal, após uma espera ansiosa, algumas de anos e  muita luta, se ver ali com seu sonho crescendo no seu ventre e o medo aparecer de vez em quando querendo roubar a cena. Sim, é bem mais comum do que imaginam, afinal quando passa a euforia inicial de quando se descobre e voltamos à realidade de que estamos grávidas, em algum momento se sente um friozinho na barriga de apenas imaginar que pode não dar certo.

O primeiro trimestre então é um “bicho papão” para as mais medrosas de plantão. A chegada às tais 12 semanas então… é o desejo de consumo da maioria das mamães, ex “tentantes”. Como todas já sabem a grande taxa de aborto se dá nesse primeiro trimestre e isso assusta um pouco. Só um pouco combinado? Claro que está bem estar consciente dessa possibilidade, mas não ficar tão apreensiva ao ponto de você não curtir o momento mais feliz e esperado da sua vida. Você está ( ou estará) grávida e isso já é uma dádiva a ser maravilhosamente festejada dia após dia!

Muitas se assustam com algumas sintomas, umas sentem umas colicazinhas, outras se sentem indispostas… E em alguns casos os sintomas são motivos de tensão, e por isso venho aqui lhes alertar e pedir para que tentem relaxar! Não que não estejam atentas a alguns sinais, mas que também não estejam preocupadas ao extremo. Antes que nada pense que você está grávida e que seu corpo estará em constantes mudanças e, consequentemente, alguns sintomas nunca sentidos estarão presentes.

Quais sintomas que devem ser alerta e motivo para se preocupar e entrar em contato de imediato com seu médico? Estive pesquisando e no início da gravidez alguns sintomas que NÃO devem ser ignorados são:

-Sangramento (mesmo que em pequena quantidade)

-Dor Abdominal Intensa

-Febre

-Tonturas e Desmaios

-Náuseas e Vômitos em GRANDE quantidade

Achei inclusive um artigo bem interessante que lhes passarei o link que lista todos os sintomas que não devem ser ignorados em todas etapas da gestação e que desde já (mesmo que você AINDA não esteja grávida) vale a pena dar uma lida e conferir: http://mdemulher.abril.com.br/saude/bebe/sintomas-que-nao-podem-ser-ignorados-em-cada-fase-da-gravidez

Pois bem, estando cientes desses sintomas e atentas para tais, tentem relaxar e curtir esse momento único!

Mas posso lhes confessar algo? Eu também senti esse “medinho”, sentimento este que vai diminuindo quanto mais a gestação for evoluindo, mas que só terminou MESMO sabe quando??? No dia  do nascimento, quando escutei o seu chorinho, senti no bloco cirúrgico que estava tudo sob controle e a tive ali no meu peito amamentando de imediato! Como chorei! Choro de “descanso”, de alívio, de VITÓRIA, enfim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

04 out
Entrevista sobre as Novas Regras divulgadas pelo CFM

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Compartilho com vocês o link para acesso ao áudio da entrevista a dois ícones da Reprodução Assistida, Dra. Madalena Caldas e Dr. Armínio Collier, ambos do Recife, e que juntos foram convidados a participar de um programa na Rádio Jornal (de muita audiência nesta região), chamado Consultório de Graça, dirigido pela carismática repórter pernambucana Graça Araújo. Foram analisadas as novas regras divulgadas pelo Conselho Federal de Medicina, dentre as quais rege que as mulheres com mais de 50 anos não precisam mais de autorização dos conselhos de medicina para fazer o tratamento para engravidar, porém, precisam assumir junto com os médicos os riscos da fertilização in vitro, entre outros temas debatidos de forma brilhante.

Para acessar e escutar o áudio do programa acesse:

http://radiojornal.ne10.uol.com.br/audioteca/2015/09/29/as-novas-regras-para-a-reproducao-assistida-no-consultorio-de-graca-42249

28 set
Auto Estima, Aliada de Caminhada

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Quantas vezes lhes envio algumas chamadas de atenção quanto ao se cuidar? Quem segue o blog nas redes sociais acredito que já tenha lido algumas mensagens breves sobre o tema. Acredito que ter a auto estima sob controle é algo que nos ajuda a viver melhor nessa caminhada, devido a importância  da pessoa se aceitar e valorizar, procurando sempre se sentindo melhor. Seja indo a um salão de beleza, seja se cuidando em casa, seja indo a uma loja comprar uma roupinha nova, seja tendo criatividade e bom gosto ao se vestir com o que se tem no guarda roupa, claro! Sem esquecer da saúde e bem estar, de controlar o peso e buscar estar com as taxas controladas, quem sabe fazendo algum exercício que lhe traga prazer e ao mesmo tempo lhe ajude a manter o corpo em forma também.

Nessa caminhada de tentativas a auto estima é algo que muitas vezes anda em baixa e isso é perigoso, então resolvi lhes escrever um post sobre o tema, para assim ficar registrado meu alerta e mais uma chamada de atenção, dessa vez fixa por aqui.

Quando liberamos para sermos mães, seja através do gerar, seja através da adoção, e os meses -as vezes anos- vão passando, algumas mulheres  não conseguem “domar” a situação e começam a se “entregar”, inclusive no ponto de vista estético. Algumas chegam ao cúmulo de deixar a situação as dominar e devido a demora da concretização da maternidade vão se anulando, começam a não ter vontade de se arrumar, de se cuidar, e esquecem de si própria e muitas vezes também do parceiro, esquecem da necessidade de uma incrementada na vida a dois, vida que segue e que necessita estímulo para continuar sendo prazerosa.

Então se você está nessa situação PARE agora mesmo e reflita bem sobre isso! A sua vontade de ser mãe pode ser enorme, a ansiedade é grande demais, tem dias mais difíceis que outros, mas NADA justifica você deixar este panorama tomar conta da sua vida! Cadê aquela mulher de antes? Que gostava de se arrumar, que curtia uma saidinha com o companheiro e que caprichava na produção para estar mais bela? (para si própria e para ele, claro!). Não vale se anular, deixar de se valorizar, esquecer de reservar um tempinho para se cuidar e ainda jogar um balde de água fria na relação a dois! A vida tem que seguir, e essa espera tem que ser vivida da forma mais equilibrada possível, por mais difícil que seja,  afinal pode ser uma espera de poucos meses ou quem sabe uma espera de anos… E enquanto seu sonho da maternidade não se concretiza você deixará de se amar, de se cuidar, de se valorizar? Ao contrário! Você deve se sentir uma mulher especial! Ressaltando que não é qualquer mulher que  corre dessa forma atrás de um sonho!

Então a proposta de hoje é você reanalisar sua postura. Caso esteja se esquecendo: reaja! Faça as pazes com o espelho, procure formas de se arrumar mais, de se sentir melhor e de se sentir admirada através de um elogio do seu amor que está de repente ali torcendo por essa sua reação e ficará muito feliz por tê-la de “volta”. Se você já é das minhas e apesar da dor da espera consegue separar as situações, meus parabéns!

Antes de nada, você deve estar em primeiro lugar! “Mas o que mais quero é ter um filho”… Eu lhe entendo demais! Mas enquanto ele não vem, você tem que seguir da melhor forma. Que siga sonhando e fazendo por onde concretizar este sonho, mas não esqueça que… você está viva! E enquanto isso deve seguir com outros planos e cuidando de vários outros aspectos da sua vida, o que com certeza ocupando sua cabeçinha e tempo consequentemente lhe ajudará a estar mais firme e preparada para enfrentar esta espera.

Vamos reverter o quadro? Procurar observar o que estamos postergando e que poderíamos estar pondo em prática enquanto a maternidade não se concretiza? E em meio a tudo isso vamos se sentir mais lindas e procurar nos dar o devido valor que merecemos? E também não esquecer o casal que existe antes de qualquer filho!

Então,  a fazer as pazes com o espelho e a exercitar diariamente o “EU ME AMO e por isso EU ME CUIDO”! Só você pode fazer isso por você. Fato! E quando chegar o filhote lá estará uma mamãe linda a sua espera… 😉

Auto estima ATIVAR!!!