05 mar
A não perder a doçura… Jamais!

17190639_736778693164897_8580351142510250747_n

Eu completaria esta frase dizendo que felizes são também aquelas pessoas que estão ao lado destas que brilhantemente conseguem driblar as adversidades da vida e mesmo assim não se tornam amargas. Cada vez mais, infelizmente, conheço pessoas que não conseguem superar certas situações e as transformam em puro pessimismo e chatice, complicando as suas vidas e contaminando as demais que estão ali, ao lado, muitas vezes querendo ajudar, mas cansadas de terem que aturar esse novo ser que você deixou surgir. E bate uma saudade daquelas pessoas que um dia foram leves, foram sorrisos, foram agradáveis, e muitas vezes me pergunto se já não existem mais ou se por acaso estão ainda adormecidas dentro delas? E torço muito que sim, e cutuco, e converso, e tento lhes fazer notar que cabe a elas reagir e quem sabe despertar aquele seu antigo “eu”. E venho lhes falar sobre isso porque observo sim, muitas tentantes que se deixam amargurar, que mesmo sem notar se entregam, “morrem” a cada negativo, a cada batalha perdida, e que de repente mudam e perdem o brilho no olhar. Triste, muito triste, mas real e mais comum do que se imagina. Então hoje venho aqui lhes alertar! Não se deixem de amar, não abram brechas para também não deixarem de serem amadas! Sim, porque estar com uma pessoa pesada, ranzinza e amarga ao lado por muito tempo desencanta! E quando algumas se ligam nessa necessidade de mudança… já é tarde demais! Já perdeu marido, amigos e até familiares que estavam ali ao lado por tanto tempo, mas cansaram. A espera pelo filho que não vem é terrível, bem sei disso, mas cabe a você não deixar com que sua vida não só foque nisso! Aí existe uma mulher, uma esposa, uma amiga, uma profissional e tantos outros papéis a mais que merecem entrega e dedicação, e que, enquanto o filho não chega, lhes fará feliz também. Não é pensar em desistir, jamais! É saber lidar com essa vida de tentante sem deixar influenciar ao extremo tantos outros planos da sua vida. Entendido? Espero poder ter te ajudado ou quem sabe ter mandado este recado para aquela pessoa que você tanto ama e que de repente está precisando dar uma lida neste texto… 😘 Recadinho dado e a ordem é reagir!

14 fev
Jamais esquecerei… E para sempre valorizarei

16602702_726453337530766_8371178446304640029_n

Eu jamais o esquecerei ali ao lado, sempre. Em silêncio apertando a minha mão, às vezes literalmente me dando colo, em alguns outros momentos com uma palavra oportuna de contenção. Era o marido também que me fazia enxergar quando a situação já estava tomando conta de mim, da nossa relação, saindo fora do controle, e assim ele me alertava, me fazia entender que necessitávamos de um tempo, tempos estes preciosos para nos “reencontrar” e nos reerguer para uma próxima batalha, juntos. E para sempre serei grata, porque com certeza se não o tivesse ali, daquela maneira como meu Porto Seguro, não tínhamos chegado ao nosso objetivo , à concretização do nosso sonho. Quando um dia pensamos nos possíveis nomes para nossa futura filha, eu sugeri Mariana em sua homenagem, homenagem super justa e linda, merecida mesmo. A nossa princesa carregaria o nome do seu papai, do meu companheiro de jornada, daquele que me fazia sentir uma mulher especial, principalmente nos momentos em que me sentia talvez a pior das mulheres, aquela que não poderia talvez lhe conceder um filho, mas que ele sequer admitia que eu falasse dessa minha percepção, porque para ele o fato de eu estar lutando da forma que lutei já lhe bastava para me admirar e estar mais que nunca ao meu lado, independentemente de filho ou não.
E você? Tens valorizado aqueles seres que estão de “mãos dadas” contigo nesta caminhada? Muitos deles que se fazem fortes e inabaláveis mas que em algum momento necessitam também de contenção e reconhecimento, em forma de abraço, beijo, colo também.
Para você meu companheiro de vida, meu muito obrigada para sempre. Chegamos às nossas princesas graças ao seu apoio, sem isso não chegaria a lugar nenhum e a vida com certeza não seria tão bela sendo a mãe delas, nossas Nana e Tina. ❤

21 jan
Na Mídia!

16174503_712459102263523_442782379902377178_n

Tinha dado esta entrevista tempos atrás, não sabia quando sairia e desde cedo recebo mensagens parabenizando pela bela matéria que o Jornal Diário de Pernambuco publicou no dia de hoje. Na chamada da matéria eu e minha duplinha contando um pouquinho de tudo que passei até chegar a elas. Amo falar e escrever sobre este tema, quero mais que minha história chegue a mais e mais mulheres que estão na luta, sempre levando a mensagem de que TUDO valerá a pena até chegar à realização do sonho da maternidade!
“Cinco por cento. Esta era a chance da bacharela em direito Taciana Lira engravidar. Aos 31 anos, havia acabado de detectar falência ovariana precoce. Antes disso, havia passado por uma cirurgia, tratamentos hormonais, inseminação artificial e duas fertilizações in vitro. Partiu para a última tentativa: mais uma fertilização. Naquele momento, só os 5%, um dos tantos números e probabilidades encaradas em seis anos tentando engravidar, traziam esperança. “Era melhor do que 0%”, pensava. Meses depois, trouxe a filha Mariana ao mundo. A emoção logo virou surpresa. Mariana ainda era um bebê de colo quando Taciana descobriu uma nova gravidez, dessa vez, sem nenhum tratamento. Até a gestação inesperada de Valentina, “o milagre”, Taciana tinha confiado aos médicos e laboratórios o sonho de ser mãe. Nunca esteve sozinha. Só em 2015, 35,6 mil ciclos de fertilização in vitro foram realizados no Brasil, 946 deles em Pernambuco. Com taxas de sucesso variadas, os métodos de reprodução assistida são banhados de incertezas, desafios éticos e até mesmo casos surpreendentes para a medicina.”
http://www.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/cadernos/vida-urbana/2017/01/21/interna_vidaurbana,161919/os-numeros-do-milagre-da-concepcao.shtml

14 ago
O, Tão Sonhado, Primeiro Dia dos Pais!

IMG-20160724-WA0010

Este ano quis fazer diferente… Ja são dois anos de blog, 2 dias dos pais passados, e ,em ambos, vim aqui para dar aquele apoio aos “papais tentantes” que tão lindamente acompanham suas companheiras nesse caminho, muitas vezes nada fácil, da busca pelo filho que demora em chegar. Mas esse ano achei justo prestar uma homenagem também àqueles que enfim comemoram merecidamente o seu dia com os braços recheados pelo seu melhor presente: SEU filho!
Muitas vezes nós mulheres sofremos tanto por ansiar ver o nosso ventre ja “habitável” por aquele serzinho sonhado, ou nosso lar mais bagunçado por aquele filho já nascido no nosso coração, através da adoção, que “esquecemos” de alguém que está ali, ao nosso lado, sofrendo muitas vezes de igual para igual, mas geralmente disfarçando aquele sofrimento, porque a lenda diz que: homem não chora! E sendo assim, homem não “pode” demonstrar sofrimento, eles tem que ser fortes, nosso apoio sempre… Mas eles sofrem sim! Apenas muitas vezes não se dão ao direito de demonstrar isso para estar ali, ao lado, dizendo que tudo está bem, mesmo não estando.
E o tempo passa, as lágrimas de dores contidas, enfim se transbordam, desde a certeza da sua vinda até o dia da sua chegada, daquele filho tão tão esperado, momento eternizado, que supera toda e qualquer mais bela expectativa! Finalmente ele passa a ter papel de protagonista, sendo o PAI daquela criaturazinha linda que tanto esperou chegar à sua vida. E tudo muda! E ele é apresentado a um amor sem igual, um amor que transcende toda e qualquer imaginação previamente feita. Ele que de repente num momento inicial, talvez até pense que jamais poderá carregar devidamente aquele bebê aparentemente tão frágil,e um dia o coloca nos braços e tem vontade de nunca mais largá-lo! Um serzinho tão pequenino mas tão seu, que lhe faz fazer os planos mais gigantes para um futuro próximo que os espera e já lhes bate à porta nos seus pensamentos, se ver indo ao estádio de futebol com a mais linda das companhias, se imaginar levando-o à escola no seu primeiro dia de aula ou ao parque para passear, e tantos outros planos mais… Mas hoje ele quer de repente fazer o tempo parar para eternizar o SEU dia, o dia tão esperado, aquele dia que por um breve momento pensou talvez que não chegasse, mesmo sofrendo calado, digeria essa possibilidade, e que hoje rir dela neste novo papel em sua vida sendo pai, através desse presente que mudou sua vida, que deixou para trás ver sua mulher tão angustiada,e também claro deixar para trás sua própria angustia, muitas vezes disfarçada, com a ameaça de não poderem aumentar a família.
Para você papai especial, deixo aqui toda admiração por você ter sido homem com todas as letras, por não ter feito o caminho mais fácil de abandonar sua companheira naqueles momentos difíceis que viveram juntos, porque bem entendeu que esta luta era dos dois! Um dia seu filho saberá da sua presença marcante nesta bela historia de superação, e com certeza terá muito orgulho do paizão que tem, que teve desde sempre, antes mesmo de existir. Porque pai também se nasce antes do filho, pai se nasce quando a palavra paternidade o comove de alguma forma e muda seu coração com essa vontade louca de repassar – receber – ensinamentos e amor a outro ser, que será sua continuação de valores e vida.
E esta semana uma seguidora me pediu o link dos dias dos pais do ano passado, que ela bem lembrava que tinha marcado ela e seu esposo e que não estava encontrando no blog, e aproveitando me disse que este dia dos pais seu marido teria o tão sonhado filho nos braços, diferentemente dos anos últimos anos. Foi ai que a convidei vir nos contar a história deles aqui pra gente, como mais um historia de esperança envolvendo este papai que terá um domingo tão especial e sonhado! Com vocês a historia de luta da Dani e do Filipe que resultou no pequeno e tão esperado Lucas, após 7 anos de espera!

Nossa historia começou em 2002, nós dois muito jovens, eu com 17 aninhos e ele com 21. Não pensávamos nem em casar, mas sempre tive a certeza de querer ter filhos e para isso ja me preocupava em namorar alguém que gostasse de crianças. E logo notei que Filipe estaria apto para ser pai do meu filho ao irmos a um batizado de uma sobrinha e afilhada minha. Ele ganhou o coração dela logo de cara e até entao “nossa Duda” é louca por ele, e assim ele acabou por conquistar meu coração. Casamos 7 anos depois em 2009 e no final de 2010 começamos nossa luta para engravidar. Após 2 anos de tentativas chegamos ao diagnóstico: Endometriose. O médico que me acompanhava na época disse que não era impeditivo para engravidar, apenas poderia dificultar um pouco e comecei a fazer “tratamento” com anticoncepcional mesmo, parando depois de alguns meses seguidos para tentar engravidar novamente! O tempo foi passando e nada acontecia! Mudei de médico algumas vezes, até que fui a um medico renomado em Recife, especialista em cirurgias de endometriose, e o mesmo me falou que não faria a videolaparoscopia em mim, pois eu já tinha tido um problema no intestino e ele falou que seria uma cirurgia de risco, e se recusava a fazer! Fui a outros médicos que quando sabiam do posicionamento daquele colega se recusavam a me operar também. Até que fui ao Dr. Dennys Nobrega, outro cirurgião especialista, fui mais uma vez atrás do meu sonho, e ele nos deu esperanças! Nos explicou quais eram os riscos da cirurgia e nos deu uma aula sobre a endometriose, deixando claro que mesmo após a cirurgia talvez precisaríamos sim partir para algum tratamento de reprodução assistida, a depender do grau da endometriose. Fiz a videolaparoscopia em dezembro de 2013, depois passei por alguns tratamentos com medicações e voltamos às tentativas em fevereiro de 2015, e já em abril recebemos nosso tão sonhado positivo!!! Foi um momento mágico!! Cheguei até a mandar um mensagem para Taci contando a grande noticia, mas a alegria durou pouco… Perdemos nosso bebê. Foi muito difícil, pensei até em desistir, mas em outubro de 2015 descobrimosque eu estava gravida, novamente de forma natural! E após 7 anos de espera, em maio deste ano o nosso Lucas nasceu! Agradeço a Deus e ao papai do Lucas por não deixarem eu desistir desse sonho! Foi difícil mas conseguimos e hoje somos realizados com nosso filho! Será o primeiro dia dos pais do Filipe, dia muito especial e super esperado, a ser comemorado com nosso Lucas nos seus braços. Agradeço a Deus por colocar em meu caminho o melhor Pai que meu filho poderia ter, meu marido Filipe que desde sempre foi muito importante nesta caminhada! E deixamos aqui nosso apoio e ânimo a todos que ainda estão na luta, pois valerá a pena! Chegou nosso dia, e o de vocês chegará também!”

Com essa linda história, aproveito para desejar a todos novos papais, um dia pra lá de especial! Grudados nesses filhotes como os melhores presentes que poderiam ter!
Aos futuros papais, que tanto anseiam a chegada do filho sonhado, fica meu carinho e torcida para que no próximo dia dos pais, tudo isso já tenha passado e que vocês possam dizer que fariam TUDO novamente para estar vivendo aquele grande e eterno amor!
Feliz dia a todos vocês papais e futuros papais!
Taci

Deixo abaixo os links dos dois últimos dias dos pais escritos aos futuros papais nos dois últimos anos:

http://maternidadesonhada.com.br/homenagem-aos-futuros-papais/

http://maternidadesonhada.com.br/dia-dos-pais/

07 ago
Papo sobre Tratamentos de Reprodução custeados por Planos de Saúde

Cafe-e-Pastel-de-Nata

Hoje venho lhes falar sobre um tema muito interesse para todas tentantes que tenham plano de saúde. Como bem sabemos os tratamentos de Reprodução Assistida não são acessíveis para muitas pessoas, tendo em vista o alto custo, infelizmente. O que muitas vezes frustra o sonhos de muitas mulheres, na incapacidade de não poder lutar utilizando da ajuda da medicina reprodutiva.
Aqui no Recife, até pouco tempo, existia um serviço de Reprodução Humana num hospital público, e assim, alguns casais, de baixa renda comprovada, poderiam ao menos sonhar com a possibilidade de poderem tentar, mas que devido à crise no país fecharam as portas, e junto a elas muitos planos e sonhos… Toco neste tema e não tem como não me emocionar e entristecer.
Para as que contam com o privilegio de ter um plano de saúde temos cada dia mais boas novas, referente à possibilidade de ter este direito de volta, através de vias judiciais. São mais e mais casos, que venho tendo conhecimento, de mulheres que se submeteram à tratamentos de reprodução, com cobertura total pelo plano de saúde!
Soube através de uma amiga, que uma advogada conhecida havia se sensibilizado com a luta de uma parente com dificuldades para engravidar desde 2009, sem condições para arcar financeiramente com um tratamento, e que ela se dispôs a ajudar, estudando o caso e começando assim uma demanda judicial, o que para surpresa e alegria do casal em poucos dias tiveram uma sentença positiva lhes trazendo esperanças para seguir com a ajuda ímpar da medicina.
Semana passada, numa sucessão de dias recebendo emails de seguidoras se lamentando sobre este tema tão delicado, sobre a falta de recursos para se tentar (mais) um tratamento, que acabei me sensibilizando e entrei em contato com aquela advogada, lhe lhe convidei para um café, para ver se conseguia captar mais informações para lhes trazer aqui, e quem sabe ajudar algumas de vocês, que já ouviram falar sobre, mas estão perdidas, sem saber como proceder.
Não nos conhecíamos, mas a ansiedade era de ambos lados, eu para conhecê-la e tirar algumas dúvidas “nossas”, e ela, que vim saber que era seguidora do Maternidade Sonhada, e queria me conhecer também. Uma delícia!
Café acompanhado de um bom pastel de belém, para quebrar o gelo, e comecei a lhe bombardear de perguntas, o que resultou num papo interessante! Acabei virando fã daquela mulher que usou do seu lado profissional, de forma brilhante, movida pela sensibilidade materna, e que a partir daquele caso decidiu se dedicar a causas assim, com muito carinho. Uma profissional humana, como assim devem ser TODOS profissionais que se relacionassem com mulheres sofridas em busca do sonho de ser mãe, pessoas que em geral estão mais sensíveis, e que com profissionais humanos o caminho, com certeza, se torna mais leve.
Por já haver sido advogada de planos de saúde até o ano passado, Ale teve uma bagagem interessante para construir a ação já pensando nos possíveis argumentos da defesa. No caso da sua parente, que é portadora de endometriose, ela usou a indicação médica de que a Fertilização in Vitro é considerada como tratamento para endometriose, devendo assim ficar obrigada à Operadora do Plano de Saúde para cobrir o tratamento de forma integral.
Mas Ale foi além, entendendo que as Instruções Normativas não se sobrepõe à legislação aplicável ao caso, vez que a Lei dos Planos de Saúde prevê a obrigatoriedade de cobertura de tratamento de TODAS enfermidades, com classificação na Organização Mundial de Saúde. Onde se abre a possibilidade de demandas decorrentes de outras enfermidades, que não seja apenas a endometriose. Ou seja, um ânimo para outros casais que tenham tratamento de reprodução como indicação médica, independentemente da enfermidade diagnosticada. Já havendo, inclusive, Jurisprudência firmada pelo STF, de que o tratamento a ser realizado é de competência do profissional médico, não cabendo ao Plano de Saúde definir, e sim apenas cumprir o que determinar a sentença judicial.
E mais boa noticia! O Tribunal de Justiça da Bahia já editou súmula com entendimento de que a INFERTILIDADE é doença também classificada pela OMS, tendo que abranger TODAS as doenças que provoquem a infertilidade. Tempos positivos para causas assim, minha gente!
E para matar a minha curiosidade, e com certeza a curiosidade de algumas de vocês, perguntei a ela quanto tempo durou todo processo até a decisão final, e ela me explicou que em março ajuizou a ação, com o deferimento para sua realização em APENAS 2 dias, havendo o Juiz dado o prazo de 24 horas para que a Operadora do Plano de Saúde disponibilizasse de toda a medicação necessária, bem como a realização do tratamento. Pensem numa pessoa feliz ao escutar tudo isso!!! Gente isso se chama ESPERANÇA! Isso se chama oportunidade de voltar a tentar, a sonhar, para muita gente! Caso você já tenha um advogado de confiança aí na sua cidade, vai ficar esperando o que? Só se sabe tentando minha gente!
Para as que se interessarem em contactar com a Advogada Alessandra Arruda, já entrem em contato comigo através do email tacilira@maternidadesonhada.com.br que lhes passo o contato!
A você Ale, mais uma vez o meu agradecimento pela atenção dispensada, e pelo carinho que você tem abraçado e vibrado por cada causa! Que Deus te siga abençoando e te usando como instrumento na vida de muitos casais!

10 abr
Antes de adotar, é preciso elaborar o luto pelo filho não gerado

antesdeadotar

Há tempos vinha pensando em abordar sobre este tema, sobre a situação de vários casais que enfrentaram a infertilidade e chegaram a seus limites, e que naquele momento o desejo da paternidade e maternidade continuam latentes e decidem partir para adoção. Ato este que por várias vezes estimulo por aqui, com certeza de ser apenas outra forma de realizar plenamente este sonho de ter um filho, e diante do exposto não poderia calar para um “alerta” que li há anos atrás num blog querido que deixou saudades, o Quero Ser mãe, da brilhante jornalista Cláudia Collucci, que com seus textos mágicos me ajudou demais nos anos de tentativas. O texto a que me refiro me cruzou novamente por esses dias, justamente quando pensava em lhes abordar sobre a importância de fechar um ciclo e recomeçar e abraçar outro. Não que o desejo em ser mãe ou pai mude, mas as circunstâncias serão diferentes e para um casal que um dia sonhou com o filho gerado na barriga acredito ser saudável e prudente viver, digamos assim, o luto pela “perda” do filho biológico que nunca chegou e posteriormente estar consciente e de coração aberto e totalmente receptivo para a chegada daquele filho tão sonhado, que chegará através da adoção. O texto foi escrito pela psicóloga Luciana Leis:

“A maioria das pessoas- tanto homens quanto mulheres- possui dentro de si o desejo de ter filhos, de poder continuar existindo através de um outro que o represente.

Porém, não necessariamente, isso tem a ver com continuidade genética, já que é possível também se fazer existir por meio de valores e atitudes passados a uma criança com a qual não há laços consanguíneos.

Nem todas as famílias possuem uma configuração na qual há continuidade genética, uma vez que, as relações parentais que se formam nas famílias adotivas são baseadas fundamentalmente em laços de amor que unem seus membros.

A palavra “adoção” significa cuidar, considerar, se apropriar; é também o ato de dar um lar a crianças que não puderam ser criadas por seus pais biológicos; e significa ainda, dar a possibilidade de ter filhos à pessoas que tiveram problemas com a fertilidade ou que optaram por cuidar de crianças sem ter laços biológicos.

No caso de casais com dificuldade de gravidez, nota-se que a adoção surge como uma outra porta que pode ser aberta a caminho da maternidade e paternidade. No entanto, para que essa porta possa se abrir, é necessário que o luto pela perda do filho biológico possa ser vivenciado.

Não há como adotar uma criança, de forma saudável, sem se passar pelo processo de aceitação e elaboração da infertilidade, pois é justamente após esse processo que o casal pode, aos poucos, abrir espaço emocional para a chegada do filho de uma outra forma, diferente da idealizada, mas uma forma possível e não menos satisfatória.

Faz-se relevante destacar também, que o desejo de ajudar uma criança não é suficiente para que a adoção se dê, pois não estamos falando de um ato de amor ao próximo e sim, da constituição de uma família, dentro da qual é necessário que essa criança tenha um lugar de filho, assim como qualquer filho biológico. A criança adotiva precisa se sentir escolhida e desejada por seus pais.

Portanto, a adoção sempre implicará em tomar para si algo que antes era estranho e que, com o tempo, poderá se tornar muito familiar. Coloco para finalizar uma questão: Muitas mulheres não conseguem adotar os próprios filhos, será que são mães?”

E dando prosseguimento ao texto e respondendo esta última pergunta me atrevo a responder: mãe é aquela que ama outro ser mais que a si mesma, é aquela que para estar bem o filho tem que estar bem, é aquela que ama, cuida e se doa incondicionalmente, e infelizmente muitas mulheres tem apenas o título de mães, sem tê-lo merecidamente. Triste realidade.
Felizes as crianças, os filhos de todas vocês que mesmo ainda sem serem mães, já incorporaram essa figura e o amor maternal já transborda nos seus corações!

29 mar
E enquanto o filho não chega?

casal-pegadas

ENQUANTO SEU FILHO TÃO SONHADO NÃO CHEGA, O QUE ESTÁS FAZENDO?

Em outras palavras, sua vida está seguindo? Você tem planejado outras coisas? Você tem aproveitado o hoje? Curtido o companheiro? Sonhado com o amanhã feliz, ainda sem filhos?

Não, não vim aqui para te fazer desistir, jamais faria isso!
Vim aqui te lembrar que por mais que você deseje se tornar mãe, enquanto isso não acontece, a vida DEVE seguir! Nada de adiar projetos, viagens, planos a dois porque talvez o filho chegue. Porque quando chegar tudo se adapta, tudo se repensa, tudo volta a ser planejado dando prioridade à nova realidade, claro!

Deixo o alerta porque um dia, ainda nas tentativas, me peguei adiando TUDO pela possibilidade da gravidez que tanto desejava… Desde as coisas mais básicas, como por exemplo adiar a matrícula na academia porque de repente poderia engravidar, como situações mais “complexas” quando surgiu aquela oportunidade de uma viagem maravilhosa a dois que teríamos que parcelar, maaas e se no meio disso engravidasse? O tempo foi passando e fui me dando conta que não poderia “parar de viver” em função dessa espera… Espera esta que poderia ser de dias, como poderia ser de anos, como assim foi no meu caso, e a partir de então um dia decidi “voltar a viver”!
Como assim? Voltei a fazer tudo o que tinha vontade sem me apegar à hipótese do estar grávida. Se fazendo isso desanimei e desacreditei na possibilidade? De forma alguma! Apenas passei a viver melhor, cuidando de mim, me fazendo bem, e cuidando do companheiro, do casal, que estava sendo deixado de lado em alguns, ou melhor em vários, momentos. Se valeu a pena? E como valeu! Tenho certeza que essa atitude me fortaleceu e me ajudou a superar os anos de espera.

Minto se em alguns desses momentos não pensava… E se engravidasse agora? E como seria se já tivesse meu filho aqui? E vários outros “ses” que aparecem na cabeça e coração de uma mulher que sonha em ser mãe. E alguns desses momentos vinham acompanhados de algumas lágrimas, lágrimas essas que me permitiam desabafar um pouco daquele desejo latente, mas que eram enxugadas e deixadas para trás, com um belo sorriso e vontade de viver. Sim! Essa vontade de viver tem que estar presente sempre, não é por causa de um sonho que devemos nos privar de sermos felizes e termos outros projetos, planos e sonhos em andamento.

Quantos casamentos infelizmente já vi fracassando por conta do sonho de ter um filho… Quantas mulheres que entram em depressão por fazer desse sonho da maternidade seu objetivo único de vida?! E hoje Deus colocou no meu coração para lhes trazer este alerta, para te fazer refletir sobre este tema, para te perguntar: Enquanto o filho tão sonhado não chega, o que tens feito da tua vida?

Pare, pense, repense. A mudança está em você, nas suas atitudes!
Que sua vida siga e quando chegue o momento determinado a maternidade será uma realidade a ser vivida lindamente. Então, a viver o hoje, o agora, continuando a sonhar com a maternidade, fazendo sua parte, entregando a Deus e paralelamente não matando aquela mulher esposa, amiga, filha, irmã, profissional, atleta, viajante e feliz que de repente está adormecida e fazendo falta.

No meu caso, na segunda gravidez, a minha vida seguia, já era mãe, já estava realizada e de repente com uma bebê de apenas 7 meses me vi grávida novamente! Sem planejar, uma nova e inesperada -doce- realidade e o que fiz? Me readaptei, lá fui eu a comprar mais um berço e a vibrar com mais uma oportunidade que a vida me brindou de ser mãe! Tudo se reorganiza quando um filho vem, é porque tinha que chegar, naquele momento, no melhor momento escolhido para você, algumas vezes até sem planejar, mas que estava nos planos de Deus e creio que todos os planos dEle são perfeitos!

Sonhando com o amanhã, eu te convido a viver plenamente o hoje! Ache este ponto de equilíbrio e seja mais feliz. Você é capaz!

Beijo no coração.

13 dez
Juntos, SEMPRE!

casal

Um dos sentimentos que vejo que existe diante de tanta angústia nessa espera pelo filho que não vem é o medo do companheiro(a) se cansar, não ter paciência e não esperar ao lado até o “fim”. E é algo que gostaria que refletissem comigo hoje. A pessoa que está contigo se apaixonou por você, te conquistou, te admirou pelo que você é, por esta mulher que existe aí, mesmo que você própria tenha se esquecido, volte às lembranças do início, lembre-se de vocês, como se apaixonaram, quais as qualidades que chamaram atenção um ao outro. Aposto que jamais alguém olhou para outro já com o imediato interesse de imaginar aquela pessoa como a mãe ou pai dos seus filhos. Esse desejo e certeza vem com o tempo após já haver uma relação minimamente consolidada. Quando se libera para engravidar a aposta é que em breve já estarão ali grávidos e felizes fazendo o enxoval do rebento e muitas vezes, bem sabemos, que não é bem assim não… Os meses passam, alguns diagnósticos aparecem, outras vezes não, e a ansiedade vai tomando conta do panorama… Exames e mais exames, Probabilidades, picadinhas, as vezes cirurgias no meio do caminho, outros procedimentos mais, e a ESPERA que vai nos consumindo… E no meio de TUDO isso as vezes surge a insegurança de que o companheiro não aguente esperar, caminhando ao lado… O que lhes tenho a dizer? Que se ele lhe ama de verdade ele esperará até o fim, até o desenlace final, segurando a sua mão e torcendo por vocês dois. Porque quando surge a infertilidade não deve existir culpados e sim um casal que sonha junto e que sendo assim devem permanecer juntos e unidos sempre, aguardando o que lhes estiver reservado, um filho da barriga, um filho adotivo ou até, de comum acordo, o não ter filhos. Acima de tudo está o casal, assim começaram só os dois e este fato da dificuldade de não conseguirem engravidar não deve ser sob hipótese alguma motivo para uma separação, ao contrário, deve ser sim motivo de maior união e apoio. Se sua parceira ou seu parceiro foi diagnosticado com algo que esteja impedindo a gravidez tão sonhada e este(a) decide correr atrás e se dispor a tentar contornar a situação deve mais ser admirado(a) e mais amado(a)! Alguma vez já citei essa cena por aqui mas volto a repetir… Sim, eu também já passei pelo que algumas de vocês está passando, estava no hospital no pós-operatório de uma cirurgia de endometriose e já naquele momento desabei e disse entre lágrimas ao marido que ele não tinha para que continuar comigo caso não conseguisse lhe dar um filho e para minha grata surpresa recebi uma lição e prova de amor quando ele seriamente, e até um pouco chateado, me disse para NUNCA, jamais repetir aquilo, porque ele tinha se apaixonado por mim, porque éramos felizes demais os DOIS e que ele me admirava muito por estar passando por tudo aquilo pelo NOSSO sonho, confessando inclusive que se fosse ele não saberia se teria a mesma coragem que eu estava demonstrando ter. Naquele momento eu entendi a “mensagem”, naquele momento compreendi que o amor vai além, que isso o que eu senti e que de repente você esteja sentindo é muito mesquinho diante do amor verdadeiro, que tudo suporta, que é fiel, que é leal, que apoia quando você mais necessita, que está ao seu lado literalmente para o que der e vier. ENTENDEU? Espero que sim! Que ambos os lados possam analisar sua postura nesse momento.

Por um lado: você está se valorizando como deveria? Por outro lado: você está valorizando e apoiando seu companheiro(a) como deveria? Se não, a começar agora! Definitivamente quem ama cuida e PONTO FINAL.