11 out
Deus faz da estéril mãe de filhos…

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Acabei de receber mais uma linda mensagem de uma seguidora, até então desconhecida, que fez questão de vir aqui dividir comigo a sua vitória e me autorizando a deixá-la pública para todas vocês, como ânimo nessa espera pela maternidade, que insiste em não chegar… Sendo por essas e outras que meu coração me confirma que devo seguir neste projeto tão lindo!

“Olá boa noite! Sigo o Maternidade Sonhada há um
tempão e seus posts me ajudaram muito e queria compartilhar minha história com você!
Pela graça e misericórdia de Deus eu venci a Endometriose ….
Depois de 7 anos de muita luta desgaste emocional e no corpo tive que provar para meu antigo convênio que eu tinha endometriose . ..
Depois de internações e cirurgias… Médicos me desanimaram dizendo que minhas possibilidades eram remotas, para piorar após uma videolaparoscopia surgiu um segundo diagnóstico desanimador alem da endometriose :menopausa precoce!
Enfim, eu tinha comigo a Promessa de Deus de que Ele faria o Milagre e Deus mostrou para medicina que Ele é Deus e o que para o homem é impossível para Ele sim é possível!
Venho aqui deixar uma mensagem de Esperança e Fé, creia pois que existe um Deus que faz da estéril mãe de filhos …
Hoje espero por meus Milagrinhos Beatriz e Davi, filhos da Promessa
Vivi na pele a história de Ana …
Vida de tentante não é fácil, vocês bem sabem!
Como dói a infertilidade!
Realmente só Deus para nos fazer continuar em busca dos nossos sonhos e hoje com o coração grato e lágrimas de alegria digo DEUS me ajudou e eu Venci a endometriose e estou gerando os meus tesouros!”
#DeuséFiel

Obrigada mais uma vez pelo lindo depoimento mamãe Regiane! Deus abençoe sua gestação e que seus babys venham com muita saúde, trazendo desde já esperança ao mundo!

05 out
Mãe de Proveta

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A Andréa e o marido enfrentaram a infertilidade durante 6 anos e fizeram várias fertilizações assistidas, tiveram enfim a Larissa e, após esta vitória, quiseram ter mais um filho e optaram por tentar mais uma FIV e para surpresa vieram trigêmeos! Com vocês mais uma historia de esperança através das palavras da Andréa que resumiu um pouco de tudo isso aqui brevemente, e que transformou essa história em um livro chamado Mãe de Proveta (por isso o título escolhido deste post), pela Editora Biografia.
Com vocês a história da Andrea e a chegada deste quarteto lindo!

“Meu nome é Andréa Jacoto e tenho 45 anos. Eu e meu marido Andre estamos juntos há 15 anos, e depois de quase três anos de casados decidimos que era hora de termos filhos. Parei anticoncepcional e começamos a nos preparar para engravidar, porém, depois de quase 1 ano sem sucesso, fomos aconselhados a procurar um médico especializado em infertilidade. Eu, naquela época, já estava com 35 anos…
Foram longos 6 anos e 8 procedimentos de fertilização in vitro, entre eles um aborto com 8 semanas de gestação. Realizamos muitos exames, tomamos muitos medicamentos, injeções, vacinas, mas nada dava certo, e nada de anormal aparecia em nossos exames para entendermos o que acontecia, porque não conseguíamos engravidar… quando tive o aborto então, meu mundo desmoronou e quase abandonei tudo.
Mudamos de clínica e em uma nova fertilização conseguimos engravidar. Colocamos 3 embriões e implantou a nossa primeira menininha! Minha gravidez estava indo super bem e eu continuava trabalhando normalmente, quando com 25 semanas, na sala de espera de uma consulta pré-natal, comecei a ter um sangramento muito forte. Imediatamente fui internada com o diagnóstico de “bolsa rota”.
Por algum motivo, minha bolsa furou e começou a vazar líquido amniótico, o que me forçou a permanecer deitada em uma cama de hospital, podendo levantar somente uma vez por dia para banho, durante 56 longos dias… Durante o período, eu precisava ingerir cerca de 4 a 5 litros de líquidos diariamente e a cada 3 dias fazia ultrassom para medir a vazão do líquido amniótico e checar se tudo estava bem com a nossa bebê.
Larissa nasceu com 33 semanas, 38cm e 1,8Kg, respirando sozinha e conseguimos escapar de qualquer tipo de infecção. Comecei então minha primeira experiência como mãe de UTI, pois ela ficou internada por 24 dias para ganhar peso.
Sempre quisemos ter pelo menos 2 filhos e como parei de trabalhar quando a Larissa nasceu, decidimos que tentaríamos dar um irmão para ela o quanto antes, assim eu poderia voltar à minha carreira em 2 anos, estes eram nossos planos…
Em uma nova FIV colocamos 2 embriões e na véspera de Natal recebemos a notícia da minha gravidez! Foi uma alegria só, mas eu estava me sentindo muito estranha, com fraqueza, sono e muita fome, sintomas que não foram tão fortes na primeira gestação… começamos a acreditar que os 2 embriões haviam implantado e que teríamos gêmeos.
No dia do ultrassom, quando a médica viu os dois sacos gestacionais, ficamos em um mix de alegria e apreensão, afinal, teríamos 3 filhos… mas quando ela nos confirmou a presença de um terceiro, quase desmaiamos… Meu marido ficou estático, mudo e sua feição era de terror! Rs Eu comecei a tremer inteira e a gaguejar… mil coisas passaram pela minha cabeça em uma fração de segundos… teríamos 3 bebês… 4 filhos!!!
Como tive bolsa rota, minha ginecologista se antecipou e implantamos um pessário uterino para auxiliar o colo do útero a suportar o peso de 3 bebês e tentar evitar novo rompimento. Como engordei muito pouco, nem precisei entrar em repouso absoluto. A partir da 28ª semana só diminuí o ritmo, parei de dirigir e evitava sair sozinha.
Meus ultrassons eram quinzenais e passaram a ser semanais com 30 semanas e em um deles detectamos que um dos bebês estava com restrição no cordão umbilical e por ser um dos gêmeos univitelinos, foi decidido que realizaríamos o parto no dia seguinte. Durante o final da gravidez eu pedia muito para que o parto não acontecesse durante a copa do mundo, que eles esperassem para nascer na semana seguinte, mas eles resolveram nascer no dia do fatídico jogo Brasil x Alemanha…
Os três nasceram com 33 semanas, a Anna com 43cm e 1,8Kg, o Alexandre com 41cm e 1,5Kg,e o Filipe com 41cm e 1,4Kg, saudáveis e respirando sozinhos!! Ficaram na UTI Neo por 29 dias para ganharem peso somente, e eu vivi minha segunda experiência como mãe de UTI, só que desta vez tinha que me dividir entre 3 bebês nas incubadoras durante o dia e outra bebê de 2 aninhos em casa… Quando foram para casa, foi uma alegria só, mas aí começou minha rotina para pôr ordem em nossas vidas.
Em casa meu ritmo é meio de um regime militar para conseguir pôr ordem e atender as necessidades de 4 filhos e 1 marido!! Os três bebês acordam no mesmo horário, dormem no mesmo horário e comem nos mesmos horários. Quando ficam doentes é uma loucura, tantos medicamentos, horários, choros, vômitos… mas tudo faz parte. Não sei quando vou poder voltar a trabalhar e junto com meu marido planejamos na ponta do lápis nossa vida financeira. Já percebi que com o tempo eles vão crescendo e tudo vai ficando menos difícil… Enfim, hoje tenho 4 filhos lindos e quando olho pra trás tenho o sentimento de que faria tudo novamente, só pra ter a felicidade que vivo hoje!!”

14 ago
O, Tão Sonhado, Primeiro Dia dos Pais!

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Este ano quis fazer diferente… Ja são dois anos de blog, 2 dias dos pais passados, e ,em ambos, vim aqui para dar aquele apoio aos “papais tentantes” que tão lindamente acompanham suas companheiras nesse caminho, muitas vezes nada fácil, da busca pelo filho que demora em chegar. Mas esse ano achei justo prestar uma homenagem também àqueles que enfim comemoram merecidamente o seu dia com os braços recheados pelo seu melhor presente: SEU filho!
Muitas vezes nós mulheres sofremos tanto por ansiar ver o nosso ventre ja “habitável” por aquele serzinho sonhado, ou nosso lar mais bagunçado por aquele filho já nascido no nosso coração, através da adoção, que “esquecemos” de alguém que está ali, ao nosso lado, sofrendo muitas vezes de igual para igual, mas geralmente disfarçando aquele sofrimento, porque a lenda diz que: homem não chora! E sendo assim, homem não “pode” demonstrar sofrimento, eles tem que ser fortes, nosso apoio sempre… Mas eles sofrem sim! Apenas muitas vezes não se dão ao direito de demonstrar isso para estar ali, ao lado, dizendo que tudo está bem, mesmo não estando.
E o tempo passa, as lágrimas de dores contidas, enfim se transbordam, desde a certeza da sua vinda até o dia da sua chegada, daquele filho tão tão esperado, momento eternizado, que supera toda e qualquer mais bela expectativa! Finalmente ele passa a ter papel de protagonista, sendo o PAI daquela criaturazinha linda que tanto esperou chegar à sua vida. E tudo muda! E ele é apresentado a um amor sem igual, um amor que transcende toda e qualquer imaginação previamente feita. Ele que de repente num momento inicial, talvez até pense que jamais poderá carregar devidamente aquele bebê aparentemente tão frágil,e um dia o coloca nos braços e tem vontade de nunca mais largá-lo! Um serzinho tão pequenino mas tão seu, que lhe faz fazer os planos mais gigantes para um futuro próximo que os espera e já lhes bate à porta nos seus pensamentos, se ver indo ao estádio de futebol com a mais linda das companhias, se imaginar levando-o à escola no seu primeiro dia de aula ou ao parque para passear, e tantos outros planos mais… Mas hoje ele quer de repente fazer o tempo parar para eternizar o SEU dia, o dia tão esperado, aquele dia que por um breve momento pensou talvez que não chegasse, mesmo sofrendo calado, digeria essa possibilidade, e que hoje rir dela neste novo papel em sua vida sendo pai, através desse presente que mudou sua vida, que deixou para trás ver sua mulher tão angustiada,e também claro deixar para trás sua própria angustia, muitas vezes disfarçada, com a ameaça de não poderem aumentar a família.
Para você papai especial, deixo aqui toda admiração por você ter sido homem com todas as letras, por não ter feito o caminho mais fácil de abandonar sua companheira naqueles momentos difíceis que viveram juntos, porque bem entendeu que esta luta era dos dois! Um dia seu filho saberá da sua presença marcante nesta bela historia de superação, e com certeza terá muito orgulho do paizão que tem, que teve desde sempre, antes mesmo de existir. Porque pai também se nasce antes do filho, pai se nasce quando a palavra paternidade o comove de alguma forma e muda seu coração com essa vontade louca de repassar – receber – ensinamentos e amor a outro ser, que será sua continuação de valores e vida.
E esta semana uma seguidora me pediu o link dos dias dos pais do ano passado, que ela bem lembrava que tinha marcado ela e seu esposo e que não estava encontrando no blog, e aproveitando me disse que este dia dos pais seu marido teria o tão sonhado filho nos braços, diferentemente dos anos últimos anos. Foi ai que a convidei vir nos contar a história deles aqui pra gente, como mais um historia de esperança envolvendo este papai que terá um domingo tão especial e sonhado! Com vocês a historia de luta da Dani e do Filipe que resultou no pequeno e tão esperado Lucas, após 7 anos de espera!

Nossa historia começou em 2002, nós dois muito jovens, eu com 17 aninhos e ele com 21. Não pensávamos nem em casar, mas sempre tive a certeza de querer ter filhos e para isso ja me preocupava em namorar alguém que gostasse de crianças. E logo notei que Filipe estaria apto para ser pai do meu filho ao irmos a um batizado de uma sobrinha e afilhada minha. Ele ganhou o coração dela logo de cara e até entao “nossa Duda” é louca por ele, e assim ele acabou por conquistar meu coração. Casamos 7 anos depois em 2009 e no final de 2010 começamos nossa luta para engravidar. Após 2 anos de tentativas chegamos ao diagnóstico: Endometriose. O médico que me acompanhava na época disse que não era impeditivo para engravidar, apenas poderia dificultar um pouco e comecei a fazer “tratamento” com anticoncepcional mesmo, parando depois de alguns meses seguidos para tentar engravidar novamente! O tempo foi passando e nada acontecia! Mudei de médico algumas vezes, até que fui a um medico renomado em Recife, especialista em cirurgias de endometriose, e o mesmo me falou que não faria a videolaparoscopia em mim, pois eu já tinha tido um problema no intestino e ele falou que seria uma cirurgia de risco, e se recusava a fazer! Fui a outros médicos que quando sabiam do posicionamento daquele colega se recusavam a me operar também. Até que fui ao Dr. Dennys Nobrega, outro cirurgião especialista, fui mais uma vez atrás do meu sonho, e ele nos deu esperanças! Nos explicou quais eram os riscos da cirurgia e nos deu uma aula sobre a endometriose, deixando claro que mesmo após a cirurgia talvez precisaríamos sim partir para algum tratamento de reprodução assistida, a depender do grau da endometriose. Fiz a videolaparoscopia em dezembro de 2013, depois passei por alguns tratamentos com medicações e voltamos às tentativas em fevereiro de 2015, e já em abril recebemos nosso tão sonhado positivo!!! Foi um momento mágico!! Cheguei até a mandar um mensagem para Taci contando a grande noticia, mas a alegria durou pouco… Perdemos nosso bebê. Foi muito difícil, pensei até em desistir, mas em outubro de 2015 descobrimosque eu estava gravida, novamente de forma natural! E após 7 anos de espera, em maio deste ano o nosso Lucas nasceu! Agradeço a Deus e ao papai do Lucas por não deixarem eu desistir desse sonho! Foi difícil mas conseguimos e hoje somos realizados com nosso filho! Será o primeiro dia dos pais do Filipe, dia muito especial e super esperado, a ser comemorado com nosso Lucas nos seus braços. Agradeço a Deus por colocar em meu caminho o melhor Pai que meu filho poderia ter, meu marido Filipe que desde sempre foi muito importante nesta caminhada! E deixamos aqui nosso apoio e ânimo a todos que ainda estão na luta, pois valerá a pena! Chegou nosso dia, e o de vocês chegará também!”

Com essa linda história, aproveito para desejar a todos novos papais, um dia pra lá de especial! Grudados nesses filhotes como os melhores presentes que poderiam ter!
Aos futuros papais, que tanto anseiam a chegada do filho sonhado, fica meu carinho e torcida para que no próximo dia dos pais, tudo isso já tenha passado e que vocês possam dizer que fariam TUDO novamente para estar vivendo aquele grande e eterno amor!
Feliz dia a todos vocês papais e futuros papais!
Taci

Deixo abaixo os links dos dois últimos dias dos pais escritos aos futuros papais nos dois últimos anos:

http://maternidadesonhada.com.br/homenagem-aos-futuros-papais/

http://maternidadesonhada.com.br/dia-dos-pais/

15 mai
12 Anos de Espera, Negativos, 1 Aborto e… A Princesa Celine!

Celine

Um certo dia lendo algumas mensagens numa postagem do blog me chamou a atenção o comentário de uma seguidora chamada Viviane, ela brevemente relatava a sua espera de 12 anos para realizar o seu sonho da maternidade e de imediato entrei em contato e a convidei para nos contar a sua história, e ela amavelmente se dispôs a vir nos trazer esperança e ânimo! Com vocês a longa e linda história da mamãe Viviane até a chegada da princesa Celine!

“Minha história começa em 1998 quando conheci meu marido e começamos um namoro que durou 04 anos até o casamento em 2002. Sempre tivemos planos de formar uma família e ter nosso primeiro filho logo depois que eu terminasse minha faculdade, e assim, logo depois do primeiro ano de casados começamos as tentativas em busca do nosso tão desejado filho. Tínhamos em nossa mente que seria fácil e logo estaríamos com ele em nossos braços…porém, o destino foi nos pregando peças mês após mês de tentativas, sempre alimentando a esperança que no próximo seria nossa vez!
Cada dia das mães e dos pais, sim dia dos pais também, porque meu marido sofria comigo todas as frustrações que aconteciam, cada grávida que eu via na família, na rua ou em qualquer lugar me causava uma enorme ferida no coração, pois eu pensava comigo “porque eu não tenho a graça de poder gerar meu filho também como essas mulheres?” e assim os dias, meses e anos foram passando sem conseguir realizar o grande sonho das nossas vidas. Em 2007 após 5 anos de tentativas frustradas, resolvemos procurar um especialista pra realizar as investigações e descobrir o que impedia a gravidez. Foram meses de muito sofrimento, com exames de todo tipo, e por incrível que pareça tudo estava normal, meus exames e do meu marido não apontavam nada que pudesse estar impedindo a gestação.
O médico então indicou a inseminação artificial ou a fertilização in vitro para o nosso caso. Como na época não tínhamos condições de fazer uma FIV, optamos pela inseminação. Saímos do consultório com aquela certeza de que iríamos conseguir já na primeira tentativa, e depois de todas aquelas agulhadas e exames pra indução de ovulação, a primeira tentativa foi realizada. Novamente saímos do consultório com os corações cheios de esperança e fomos pra casa já com a sensação de que estávamos grávidos. Porém após os dias de espera que se sucederam, obtivemos nosso primeiro negativo. Quanta dor sentimos naquele momento e novamente o sonho caia por terra.
Mas tudo bem, tínhamos ainda uma reserva de dinheiro e uma enorme esperança que não perdíamos nunca, e lá fomos para a segunda tentativa que novamente culminou com um resultado negativo. Por que aquilo acontecia com a gente, essa era a pergunta que vinha a nossa cabeça em todos os momentos. Ainda assim, partimos para uma terceira e última tentativa de inseminação, pois já não tínhamos recursos para seguir mais adiante e nem para tentar a FIV. Infelizmente, novamente o resultado foi negativo. Então, já no ano de 2008, decidimos parar com todo o tratamento, pois estávamos desgastados emocionalmente com tudo o que já havíamos passado em busca do nosso tesouro. Decidimos que entraríamos pra fila de adoção e tínhamos certeza que nossa família seria constituída dessa forma, com um filho adotado.
Paramos com todos os tratamentos e eu resolvi voltar a estudar. Entrei pra faculdade de arquitetura em 2009 e decidi que deixaria por conta da vontade de Deus. Foram 5 anos estudando e com tanta correria não tinha tempo de ficar pensando na gravidez, mas lá no fundo do coração a vontade continuava a mesma. Queria ser mãe!! E a fila da adoção, até esquecemos, pois nunca mais fomos chamados.
Nesse meio tempo, no final de 2012 por conta de um problema de saúde tive que procurar meu médico novamente. E durante a consulta, reacendeu em nós a vontade de tentar novamente e pela última vez o tratamento, pois já estava com 34 anos e não tínhamos muito mais tempo pra esperar.
Então dessa vez, partimos logo para a FIV. Nos organizamos financeiramente, pois o valor para esse tipo de tratamento era alto e mesmo assim não tínhamos a garantia de que iria dar certo. Mas com as esperanças renovadas, lá fomos nós novamente enfrentar todas as agulhadas, medicamentos, exames e monitoramentos necessários para esse procedimento. Então, em meados de 2013 começamos a batalha mais uma vez! Moramos em cidade pequena, então nosso médico era de uma cidade que fica a 80km de onde moramos. Dessa forma, fazíamos várias viagens seguidas para fazer os acompanhamentos necessários para uma FIV. Além dos gastos com o tratamento, ainda tínhamos os gastos com deslocamento entre as cidades. Mas nada disso era motivo pra desanimar, pois a chama da esperança estava acesa dentro de nós mais uma vez.
Depois de todo o preparo com os medicamentos, foram coletados os meus óvulos e os espermatozoides do meu marido para a concepção dos embriões. Apesar de todo o medicamento utilizado, foram coletados somente 4 óvulos bons pra serem utilizados, mas isso não tirou nosso ânimo, pois estávamos certos de que teríamos nosso positivo desta vez. Então fomos pra casa e todo dia éramos informados do desenvolvimento dos embriões, cada vez que meu telefone tocava com o número da clínica, meu coração disparava, pois eram notícias dos nossos pequeninos. Três dias depois da coleta, fomos chamados para fazer a transferência dos embriões, que ao final eram somente dois em condições de serem transferidos para meu útero, que já estava sendo preparado para recebê-los.
No dia marcado então, fomos bem cedinho pra clínica buscar nossos pinguinhos de esperança. Chegando lá, fui levada pra sala onde eram feitas as transferências e preparada para o procedimento. Devo ressaltar aqui, que meu médico foi um anjo colocado por Deus em nossas vidas, pois nos dava ânimo pra seguir em frente. Meu marido ficou aguardando lá fora todo ansioso. Enquanto o médico fazia o procedimento da transferência, eu podia ficar olhando tudo pelo monitor de ultrassom e vi o momento em que aqueles dois pinguinhos foram colocados dentro de mim. Minha vontade era sair de lá correndo pra abraçar meu marido e dizer que já estavam ali. Mas depois disso, ainda tive que ficar de repouso e observação por mais uma hora. Quando fui liberada, fui ao encontro do meu marido que estava aguardando lá fora, nos abraçamos e saímos de lá já com a sensação de que seríamos pais apartir daquele momento. Como a cidade era longe, optamos por ficar aquela noite em um hotel para não ter que fazer a viagem de volta e correr o risco de fazer algum mal para os embriões. A partir dali, a única coisa que podíamos fazer era esperar 14 dias pra fazer o exame e ter o nosso tão sonhado positivo. Nossas famílias também sofriam com a gente e se alegravam a cada nova esperança.
Então, às vésperas do natal de 2013 chegou o tão esperado dia de realizar o exame. Fomos novamente a cidade vizinha para que o resultado ficasse pronto no mesmo dia. Chegando lá, coletamos o sangue e fomos informados que até o meio dia sairia o resultado. Aguenta coração, fomos passear pela cidade pra esperar o tempo passar, não aguentávamos de tanta ansiedade. No horário marcado, nem um minuto a mais, lá estávamos nós pegando aquele envelope com o resultado, minha vontade era que a moça que fazia a entrega me dissesse o que eu estava esperando, mas ela não falou nada, apenas entregou um envelope fechado. Saímos pra fora do laboratório e meu marido foi abrindo o envelope, eu tinha medo de olhar e ao mesmo tempo procurava o resultado com o canto do olho. Ele não entendeu nada, pois o exame era o beta HCG quantitativo, e quando eu olhei aquele número 25, comecei a dizer que era positivo e ficamos no meio da rua sem entender direito, mas com o coração transbordando de felicidade. Então, pra tirar a dúvida, fomos até o consultório do médico mostrar pra ele. Chegando lá a atendente olhou o resultado, olhou pra nós e disse “é positivo” você está grávida. Nesse momento, nos abraçamos e começamos a chorar igual duas crianças, pois era o nosso sonho se tornando real. As pessoas que estavam no consultório olhavam pra nós e sorriam querendo chorar junto. Ainda assim, ela disse para entrarmos e mostrar ao médico para que ficássemos mais tranquilos. Quando cheguei na sala dele, ele estava com o exame na mão, e me disse “pode entrar gravidinha”, nessa hora meu coração não batia, ele corria de tanta felicidade!! Tinha esperado tanto tempo pra ouvir aquelas palavras, que pra mim parecia que era um sonho!!
Depois disso, fomos pra casa comemorar com toda nossa família e saímos contanto pra todos os amigos que se alegravam junto com a gente, pois sabiam da nossa luta. Para nós aquele seria o natal mais maravilhoso de todos, pois estávamos ganhando o presente mais precioso que alguém poderia ganhar. Porém, nossa alegria não durou muito tempo, uns dois ou três dias antes do natal, o médico pediu pra que fizesse o exame novamente pra acompanhar a evolução do beta hcg. Desta vez, fizemos na nossa cidade mesmo, pois não tínhamos pressa em saber o resultado. No outro dia meu marido ia passar pegar e trazer pra casa de meio dia pra gente simplesmente acompanhar. Naquele dia meu coração estava apertado… Quando meu marido chegou em casa, já com os olhos cheios de lágrimas e com o exame na mão, eu tive a certeza de que algo estava errado. Ele me abraçou e disse “esse era pra ser o natal mais feliz das nossas vidas” e nessa hora eu já sabia que nosso sonho tinha virado pesadelo. Mesmo assim, chorando muito tivemos que ser fortes um para o outro e também pra nossas famílias.
No mesmo dia, fomos até o consultório mostrar o exame para o médico e saber o que havia acontecido. Ele nos disse que a gravidez não havia evoluído e que não tinha uma razão pra isso acontecer. Então, mais uma vez aceitamos a vontade de Deus, mas a esperança havia renovado, pois tínhamos sentido o gostinho da felicidade e sabíamos que não era impossível.
Decidimos que no ano seguinte 2014 iríamos tentar novamente e pela última vez a FIV, pois não tínhamos mais condições financeiras e nem emocional pra continuar e caso não desse certo aceitaríamos nosso destino e seriamos somente nós dois a nossa família. Temos nossos sobrinhos lindos que são tudo pra nós, e que fazem a nossa alegria também!! E num determinado dia, do nada, minha sobrinha de 3 anos disse para minha mãe: “A tia Vivi vai ter uma menina e vai se chamar Celine”. Isso mexeu com a gente, e decidimos que se tivéssemos a graça de ter uma menina, daríamos esse nome a ela!
Esperamos passar as festas de final de ano e logo no começo de 2014 fomos novamente ao consultório pra fazer todo o protocolo da FIV, pois não tínhamos embriões congelados. Então, já com o emocional esgotando mas com muita fé de que seria dessa vez começamos o tratamento. Sim, porque já estávamos convencidos que seria a última tentativa que faríamos.
Marcamos a coleta e para nossa alegria, dessa vez obtivemos muitos óvulos, foram 14 no total. Fomos pra casa e novamente as ligações nos informando sobre o desenvolvimento dos embriões nos deixavam com as esperanças renovadas. Ao final do terceiro dia estávamos com 8 embriões saudáveis e aptos a transferência, quanta alegria! No dia seguinte logo cedo estávamos novamente na clínica pra fazer a transferência de 2 embriões para o meu útero, porque minha idade só permitia essa quantidade. Meu marido aguardando do lado de fora e eu mais uma vez vivendo o sonho na pele. Consegui ver os pinguinhos de novo e a alegria tomava conta de mim naquele momento.
Fomos pra casa mais uma vez com aquela certeza de que tudo daria certo e de que nossa hora tinha chegado. A angústia e ansiedade pela espera pra fazer o exame após 14 dias só aumentava. Então, dois dias antes da data marcada pra fazer o exame, num sábado pela manhã, nós fomos a cidade vizinha mais uma vez realizar o teste. Coletamos o sangue logo cedo e fomos informados que as 11:00 horas estaria pronto. Fomos passear até que aguardávamos o horário pra ir buscar o resultado, mas a angustia tomava conta de nós. As 11:00 horas em ponto lá estávamos novamente vivendo a mesma cena, recebendo aquele envelope em nossas mãos, aquele que nos faria chorar, ou de alegria ou de tristeza. Saímos pra fora do laboratório e fomos até o carro estacionado pra abrir, meu marido ficou com a tarefa de abrir de novo, o coração parecia que ia saltar pela boca de tanta ansiedade e medo de abrir aquele papel.
Quando ele abriu eu já consegui ver um número 622, quase não acreditei e comecei a chorar, ele tremia e não sabia o que estava acontecendo. Então eu falei “isso é positivo, e bem positivo”, choramos os dois abraçados dentro do carro, choro de felicidade!! O sonho estava novamente na nossa frente se realizando. Ligamos pro médico, ligamos para nossas mães dando a boa notícia. Dessa vez tudo estava mais claro, e estávamos com nosso tão sonhado positivo nas mãos.
Desta vez resolvemos que não contaríamos pra mais ninguém além de nossas famílias até que se passasse alguns dias. Não cabíamos em nós de tanta felicidade, o que parecia impossível estava acontecendo!! Depois disso ainda tivemos um pequeno susto, pois tive um sangramento logo no começo, mas que graças a Deus não foi nada de grave.
E assim, fomos vivendo cada dia da nossa gravidez com todo amor e carinho que estavam guardados à 12 anos esperando para vivenciar esse momento tão esperado. Com três meses de gravidez soubemos que nosso tesouro seria uma princesa!! A nossa Celine tão desejada nasceu em 01/12/2014 e hoje já está com 1 ano e 5 meses alegrando as nossas vidas, e nos dando a certeza de que tudo o que passamos até a sua chegada valeu a pena, e que demorou tanto porque era para ser ela, tinha que ser ela!!
Por isso, nunca desistam e persistam enquanto houver um fio de esperança e fé!!”

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01 mai
Gabriel e Guilherme, os Príncipes da mamãe Verena!

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Um dia entre as curtidas de alguns posts no instagram o seu nome me chamou atenção: Verena… Vez por outra lá estava ela presente curtindo e as vezes comentando. Me lembro bem que em alguns momentos dividiu comigo suas angústias nessa espera que não foi fácil. Até que um dia soube que aquela seguidora linda com nome bonito e raro, estava grávida! Como sempre fico MUITO feliz com a vitória de cada uma de vocês! E um certo dia curiosamente entrei na sua página no instagram e me deparei com dois lindos bebês, seus filhos! Não resisti e a convidei para vir aqui nos contar um pouco da sua trajetória até a chegada dos príncipes Gabriel e Guilherme!

“Quero compartilhar com vcs um pouco da minha historia.
Sempre tive um sonho de ser mãe, porém nunca imaginava que minha caminhada seria longa e muito dolorosa.
Eu e meu marido namoramos por 12 anos e casamos … Sempre sonhávamos com uma família grande com muito filhos , quando completamos 2 anos de casados resolvemos realizar nosso sonho e construir nossa família.
Então parei de tomar remédio , e esperei … No primeiro mês não menstruei então já achei que estava gravida, mas não… Passou mais um mês e nada de menstruar novamente, comecei a sentir cólicas horríveis. Fui ao médico e lá fiz um ultrassom e onde foi constatado a presença de um cisto hemorrágico enorme no meu ovário direito. Perdi o chão, chorei, me desesperei … Estava prestes a perder meu ovário, mas graças a Deus com as medicações foi controlado. Porém, logo em seguida, descobriram que eu não ovulava… Sim, fui diagnosticada com anovulação crônica. Mais uma vez achei que não ia aguentar, chorei 15 dias seguidos sem parar. Foi quando então a médica sugeriu que fizéssemos indução da ovulação com coito programado e assim fizemos por 2 meses seguidos e nada. Quantas frustrações e decepções, foi quando decidi parar uns 2 meses para respirar e pensar no que iria fazer … Em dezembro de 2014 partimos para uma tentativa de inseminação artificial, tinham muitos folículos e meus ovários incharam, assim os folículos se romperam e todo líquido foi para cavidade abdominal, tendo que ser cancelada a inseminação. Tive um quadro de ascite grave – água em toda a cavidade abdominal- tinha dores horríveis, ficando internada no hospital em estado grave.
Em toda essa caminhada contei com a força do meu marido e de DEUS … Meu marido sempre lutou e sofreu por tudo isso ao meu lado, mas nunca desanimou … Falava sempre pra mim que estávamos juntos e que iríamos conseguir realizar nosso sonho.
Diante de tudo o que havíamos passado eu e meu marido não sabíamos mais o que iríamos fazer … Pedimos para DEUS uma luz e ela chegou. Sou médica e um dia quando fui dar plantão em um hospital, chamei um paciente para atender e ele entrou na minha sala dizendo que não tinha nada e sim que estava ali porque DEUS tinha mandado, para me mandar acalmar o coração e me dizer para ir à São Paulo e procurar um médico chamado Carlos Petta. Detalhe, aquele rapaz não sabia de nada do que eu estava passando e saiu de lá dizendo que eu iria realizar o meu sonho. Lembro que cheguei em casa chorando e lá fomos nós para nossa primeira consulta em São Paulo! Sou do interior do estado de são Paulo e fui sim com esperanças e com minhas forças renovadas, após aquele “recado”…
Desde o início revolvemos juntamente com o médico partir para fazer fertilização in vitro. Coletei os óvulos em março de 2015,congelamos os embriões e no dia 23 de maio de 2015 fiz a transferência. Uma semana após já fiz o teste de farmácia e deu POSITIVO …. Dia 01 de junho de 2015 fiz o beta e se confirmou o POSITIVO! E a emoção não parava por aí, no dia 09 de junho descobri que meus 2 milagres estavam dentro do meu ventre… Seria mãe de gêmeos!!! Foi a maior alegria da minha vida.
Minha gestação foi maravilhosa, consegui levar minha gestação até o final e no dia 11 de janeiro de 2016 meus milagres nasceram! Meus Gabriel e Guilherme, nasceram perfeitos, ambos com 45cm e com peso suficiente para irem para casa comigo.
Até hoje entro no quarto deles e me emociono muito, nem acredito que Deus me deu esses dois milagres!
E, como a Taci sempre diz por aqui, TUDO valeu a pena!”

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19 abr
Recadinho do Filipe para você!

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Mais uma história de esperança lhes trago por aqui. Mariana é seguidora do nosso blog pelo instagram e ao dividir comigo a chegada do seu Filipe a convidei para vir lhes contar um pouco da sua caminhada e vitória!
A Mariana instiga muito às futuras mamães a buscarem a Deus, acreditando que a caminhada na fé é mais fácil, é devota de Nossa Senhora (o que peço desde já respeito às que não são) e resolveu contar carinhosamente sua vitória para vocês.
Com vocês as palavras da mamãe do Filipe!!!

“A Taci pediu para eu escrever minha história como incentivo às mulheres que tentam engravidar e por algum motivo não conseguem.
Sigo a Taci no Instagran Maternidade Sonhada desde que uma amiga me marcou na época em que eu vivia esta caminhada de tentar engravidar. Aí vai  um pedaço da minha história.

Era uma quarta feira de cinzas, lembro-me como hoje, do ano de 2014, quando decidimos liberar de vez a gravidez. Nós decidimos, eu e meu esposo João Paulo. E naquele dia eu estava no meu período fértil, que comecei a partir daquele momento a vivê-lo de forma mais intensa.
Quem é tentante sabe bem o que significa um período fértil e toda a carga emocional que ele traz. A partir daquele mês março de 2014 começou nossa jornada pelo nosso milagre. Mas eu não o chamava de milagre.
Chamava de luta para engravidar. Como palavra tem poder, substitui luta por caminhada. E ela durou um ano e quatro meses. Foram choros, exames, longas conversas como o marido e amigas, orações e pedidos por este milagre de pessoas que eu nem imaginava. Deus foi colocando nesta
caminhada muitos anjos. Um deles foi o “maternidade sonhada”,na pessoa da Taci, com seus posts de incentivo, de apoio, de esperança.

Por que milagre? Porque nesta vida de tentante não devemos fechar os olhos para Deus e sim tentar aumentar nossa intimidade com Ele. Consultas, exames e diagnósticos são necessários, mas hoje tenho certeza que o que acontece com nossas vidas vem da vontade de Deus.

Acredito que Filipe é fruto de um milagre de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora da Divina Revelação por elas intercederem junto a Deus para que ele hoje pudesse estar em meus braços. Foi Fácil? Não. Passei por ultrassons seriadas, necessidade de videoparaloscopia  e  indutores de ovulação. E no terceiro mês de tratamento, onde a médica me orientou a três meses de tratamento e de indução, Filipe foi concebido.

No segundo mês de tratamento disse a minha mãe – vou desistir. Não aguento mais – e ela com suas santas palavras me disse: você está subindo uma escada, vamos para o próximo degrau. Ouvi seu conselho e fui para o que seria o último mês de tratamento por indução e em 20 de julho de 2015 tive a confirmação do beta, meu filho estaria a caminho!

Foi um ano e quatro meses de crescimento na fé, fortalecimento do matrimônio , um tempo de expectativas e frustrações. Cada mês que se passava o desejo de ser mãe aumentava, por mais difícil que fosse a esperança crescia dentro de mim e o sonho da maternidade também.
A você tentante não desejo paciência e que relaxe, pois sei o quanto escuta isso e é difícil. Digo apenas que se entregue ao tempo de Deus, pois Ele sim, cuidará do seu coração e do seu caminhar de uma forma que só Ele, e mais ninguém, saberá. E com certeza, seu dia de ser mãe, aos olhos de Deus e da forma que Ele planeja chegará. E tudo naquele dia fará você ter a certeza de que tudo, toda espera, valeu a pena. Deus as abençoe!”

03 mar
Após 10 anos, Isaque chegou!

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Até a chegada deste texto que relata um pouco da sua luta, a conhecia como @rumoagravidez… Para quem não está entendendo conheci a Pabline, através de um instagram lindo criado por ela para dividir sua caminhada de tentante com outras mulheres que estivessem passando por aquilo. Torcia muito por ela, como assim faço por várias conhecidas virtualmente e hoje tenho a alegria de saber mais detalhes da sua caminhada até a chegada de Isaque e poder também dividir com vocês, aqui no blog!

Abaixo a história da mamãe Pabline, mais uma guerreira linda que lutou durante 10 anos até conseguir ser mãe! Se valeu a pena? Tirem suas conclusões, através desse sorriso lindo dela na foto ou pelas palavras finais escritas pela mamãe do Isaque!

“Meu nome é Pabline, mãe de um menino lindo que mudou minha vida, que mudou minha história.

Para que eu chegasse até aqui, lutamos muitos anos para que esse sonho de ser mãe se tornasse realidade. Foram 10 anos de espera, de choro, de angústia, de muitos porquês sem respostas , de muitos remédios, busca por diagnósticos e tratamentos sem sucesso. Passamos muito tempo sem saber realmente o que tínhamos que me impedia engravidar.

A princípio, foi diagnosticado no meu esposo uma varicocele e não medimos esforços para que ele fizesse uma cirurgia. Passou o prazo pós cirúrgico, previsto pelo urologista, para que engravidássemos e nada…

Continuamos em frente, e resolvemos partir para um médico especialista em reprodução humana. O primeiro que procuramos não diagnosticou nada que justificasse a infertilidade, receitou apenas umas vitaminas para o meu esposo. Passamos um ano nas tentativas até que houve indicação para uma inseminação artificial. Ali, o sonho ficou cada vez mais perto… Não tem como não se iludir, sabíamos que não era 100% de certeza de dar certo, mas nos enchemos de esperança. Nessa fase começou minha intimidade com os hormônios, várias medicações, indutores que me deixavam a flor da pele, um misto de emoções. Enfim, nada foi como pensávamos que seria, não tivemos sucesso. Resolvemos logo partir para uma segunda tentativa de inseminação, em meio a choro e esperança, e mais um negativo…
A essa altura do campeonato, já tinha se passado 6 anos de tentativas mal sucedidas. Cansamos, chegamos aos nossos limites e decidimos dar um tempo, tentar esquecer um pouco, fugir das rodinhas de conversinhas, de piadinhas de mal gosto, até de conversas sobre adoção onde meu coração não se abria, eu queria muito gerar meu filho no meu ventre e eu sentia que assim seria.
Essa pausa demorou 2 anos, mas lhes confesso que o desejo de engravidar estava cada vez mais forte, não tinha como esquecer, eu queria ser mãe! Passados esses 2 anos, muita coisa aconteceu, mudamos de cidade, de estado, as circunstâncias nos levaram para longe de tudo e de todos (família, amigos) e então vimos nova oportunidade de sonhar novamente, agora sem tantas cobranças. Foi quando surgiu a oportunidade de fazermos uma fertilização in vitro. Um passo mais perto de conseguirmos nosso milagre, panorama bem diferente e com uma nova equipe médica
Como sempre nesse mundo de tentantes, sempre vamos com muita sede ao pote. Começou tudo de novo, exames e mais exames, outro médico, outro diagnóstico. Agora vai! Pensávamos… Foi descoberto, através do teste de Kruger que meu esposo tinha alteração morfológica do esperma, e que a única indicação seria realmente a FIV. Um pouco de revolta por não haverem descoberto isso antes!
Fomos em frente… Novas medicações, novos hormônios, e iniciamos os preparativos. Naquela ocasião tive 3 embriões que precisaram ser congelados porque tive hiperestímulo ovariano e tivemos que esperar o próximo ciclo… E assim foi feito porém no próximo ciclo: tive uma infecção urinária e mais uma vez a transferência dos embriões adiada. Um sufoco! Ansiedade a mil!Até que chegou o tempo de transferir os meus 3 pinguinzinhos, mais choro e esperança. Me aguardava uma espera de 15 dias até o resultado do beta hcg. Nesse intervalo, fraldas, roupinhas começaram a chegar…papai muito ansioso conversava com a barriga, massss antes do dia tão esperado.… mesntruei! Um baque!
É meninas, não foi nada fácil, é um turbilhão de emoções que mexe muito com a gente.
Apesar de TUDO desistir nunca passou pela minha cabeça…nunca me vi só eu e meu marido, queríamos um filho!
Limpamos as lágrimas e fomos em frente novamente! Partimos para a segunda tentativa de FIV sem intervalo. Tudo de novo…medicação, punção de óvulos ( tivemos 2 embriões perfeitinhos classe A) e transferência 3 dias depois ( dessa vez nada de hiperestímulo, nada de infeção urinária, nada de congelar os embriões). Repouso…e ….13 dias depois … o tão esperado dia do resultado do bhcg.

Posso dizer que chegar até aqui, não foi fácil…mas Deus na sua infinita graça e misericórdia tem o tempo certo pra tudo. Nesses 10 anos nunca deixamos de crer que ELE faria acontecer nas nossas vidas. Uma hora nosso milagre iria chegar. Não imaginávamos que demoraria 10 anos, que ELE nos daria forças pra nunca desistir, forças pra continuar perseverando até alcançar a promessa. …..e ela chegou!!!
No dia 15/06/2015, meu aniversário, Deus me deu o melhor presente, o mais esperado, o mais desejado, o nosso melhor….o tal POSITIVO que durante 10 anos esperei!!!
E agora, em lágrimas, escrevendo esse relato, um filme passou na minha cabeça…mas aquela emoção que eu senti naquele dia não tem como eu descrever pra vocês.
Ali, o dedo de Deus começou a escrever uma nova história pra mim. E hoje, com meu Isaque no colo, vejo que valeu a pena cada lágrima, cada espera, cada oração, cada frustração, cada expectativa. Valeu a pena não desistir!!!!!!
Força, perseverança, esperança e fé pra todas que estão vivendo a luta que vivi. Não desistam. A sua hora vai chegar. Eu creio.
Beijinhos no coração de cada uma.
Pabline, ex tentante, mãe do Isaque.”

21 fev
Tudo lhe dizia NÃO, Marília veio como o mais lindo SIM!

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E mais uma história emocionante de uma seguidora do blog que resolveu nos contar a sua vitória! Dessa vez emitindo um alerta para todas, inclusive para as adolescentes que já menstruam e sofrem de muita cólica menstrual. Cada vez mais se diagnostica endometriose em mulheres mais jovens, exigindo assim maior atenção para a importância do diagnóstico precoce da doença, que como se sabe, o quanto antes diagnosticada e tratada a endometriose, melhor!

Com vocês a história da Thelma, uma brava guerreira, que lutou muito, chegou ao seu limite, já havia desistido e a vida lhe surpreendeu e brindou com a linda Marília!

“Foram longos anos de dor física que evoluíram pra uma dor na alma terrível no dia em que recebi através de uma médica a sentença de que não poderia ter filhos. Estava noiva. Noivado foi pro espaço. Não por ele, mas por mim, que não soube lidar com a situação.

Minha adolescência foi marcada por muitas idas ao pronto socorro devido as cólicas intensas. O período menstrual era uma tortura. Apesar da pouca idade, suspeitei que aquilo não era normal. Depois de muitas idas a vários especialistas, fui enfim diagnosticada com endometriose.
Aos 17 anos fiz minha primeira cirurgia, e no decorrer do caminho somaram 5 cirurgias no total. Nos longos anos de sofrimento, foram descobertos, além da endometriose, adenomiose e miomatose.
Aos 29 anos, recebi da minha médica, que há vários anos cuidava de mim, indicação de histerectomia. Pra quem sempre sonhou em um dia ter filhos, era uma condenação terrível. Saí do consultório arrasada. Mas meu coração não aceitava. Eu sabia, de alguma forma, que seria mãe. Houve indicação para fertilização in vitro, porém me alertavam que talvez meu útero não aguentaria levar a gravidez adiante, tamanho grau de comprometimento.
Era a ciência mais uma vez confirmando aquela condenação. Passado o inconformismo, era chegada a hora de enfim, aceitar. Resolvi me doar ao máximo às  minhas amadas sobrinhas e assim tentar suprir esse sonho da maternidade, através delas.  Nesse meio tempo, meu pai descobriu uma leucemia, e do diagnóstico até sua partida, foram longos 11 meses de dedicação total a ele… Na doença do meu pai, meu ex noivo se reaproximou, começamos a nos encontrar, até que um dia a menstruação atrasou, nem pensei na possibilidade de gravidez mas mesmo assim fiz o beta hcg na certeza de mais um negativo, até enxergar o número que jamais esquecerei: 987! O número que mudou minha vida, eu estava GRÁVIDA!

Por ser enfermeira, de imediato consegui fazer uma ultrassonografia  e não foi visualizado o embrião, foi um balde de água fria…  Ainda por cima foi constatado que meus miomas e adenomiose tinham piorado. Resolvi naquele momento não contar para ninguém sobre a gravidez, oelo menos até o final do primeiro trimestre. Uma semana após fiz outra ultra e enfim pude ver o embrião! Mas o médico que fez o exame não foi nada animador,  chegou a me dizer que achava que a gravidez não evoluiria… Acreditem, decidi seguir fazendo as ultras com este mesmo médico! Sim, preferi seguir com ele com receio de encarar mais desânimo de outros possíveis médicos, e por outro lado pensava que se desse certo ele teria o meu caso como uma lição também.

Na hora da escolha do obstetra escolhi um especialista em gestação de alto risco que teve a sensibilidade para me acolher e acreditar que poderia sim ser viável a minha gestação. Confesso que até o terceiro mês o medo me dominava e não curti como gostaria, o prognóstico não era animador e o receio da gestação não ir adiante me consumia. A partir do segundo semestre decidi viver um dia de cada vez. Torcia para chegar a um ponto da gestação em que o feto fosse viável. Depois q fosse o menos prematuro possivel e depois q fosse o mais próximo do termo…

Com 37 semanas e dois dias, numa madrugada, às três da manhã, a bolsa rompeu. Havia chegado a hora tão esperada! O parto foi bem difícil, tive hemorragias e naquele momento, eu como enfermeira, imaginava a gravidade da situação. Meu obstetra me disse, com os olhos marejados, que teria que retirar o útero e assim foi feito uma histerectomia de urgência para salvar a minha vida. Dessa forma vivi e segui adiante para ser a mamãe da Marília, a prova viva de um milagre, que foi contra todos prognósticos médicos, que veio de forma natural, sem tratamentos, para surpreender a todos, inclusive a mim mesma, e dizer que quando Deus decide agir não há NADA nem ninguém para impedir!”