13 jul
Picadinhas do amor

Foto que não precisa legenda para quem já passou ou está passando por tratamentos em busca do sonho de ser mãe… É muita entrega, é muita disposição, é muito amor envolvido. Perdi as contas das picadinhas recebidas durante os 6 anos de luta contra a infertilidade… Tratamentos de reprodução humana, tratamentos para controle da endometriose… Muitos desafios, muitos NÃOS no caminho, muitos “ainda não foi dessa vez”… E se faria tudo de novo? Faria MUITO mais! Porque hoje a cada dia de vida das minhas filhas confirmo que tudo o que passei não é nada diante do amor sentido, do amor dado e recebido. E a certeza é absoluta quando lhes digo que se você sente no coração a maternidade te chamando, corra atrás e não meça esforços. Hoje acredito plenamente que jamais poderia passar por esta vida sem estar neste papel de ser mãe, o papel mais lindo, mais desafiador, mais complexo que pude imaginar na minha vida, a posição mais privilegiada que poderia sentir e viver.
Relato da fotógrafa Patrícia Machado, que captou a imagem: “A primeira foto q a mãe me pediu e a última foto realizada na sessão.Confesso que quando vi as seringas não sabia o q fazer, mas depois vi o quanto que era importante e me esforcei para realizar a foto. Depois de perder dois bebês, ela descobriu que tinha Trombofilia e nessa luta diária para guardar a vida desse pequeno, ela tomou todas essas injeções…cada picada, cada dor, era o amor que crescia mais!..Foto mais significativa para ela não poderia faltar, espero ter conseguido passar toda emoção da gestação em uma só fotografia.”

 

09 jul
Notícias que animam!

TN

EMOCIONADA é pouco!!! Vocês não imaginam como fico feliz quando recebo notícias lindas assim! Uma mulher linda, uma guerreira ímpar, como tantas de vocês, que está na luta há anos, engravida após aaaanos de tratamentos! O positivo, após mais uma fertilização, foi a primeira alegria ENORME e emoção sem fim! Ela resolve não contar a ninguém, ou quase ninguém, até completar as 12 semanas, entre essas pessoinhas ela resolve dividir COMIGO, pense no privilégio! Esta mulher maravilhosa completa suas 12 tão esperadas semanas de gestação e hoje seria a ultrassonografia Da Translucencia Nucal – muito conhecida como TN… Ela estava ansiosa, eu estava também bem ansiosa Rs! Para quem ainda não passou por isso, mas que passará , a TN é um divisor de águas, digamos assim…
“A Translucência Nucal é medida durante a ultrassonografia realizada entre a 11a e 13a semana gestacional. A ultrassonografia geralmente é abdominal, mas se a medida não for possível, pode ser necessária a realização da ultrassonografia transvaginal. Se houver um acúmulo excessivo de líquido na região da nuca do feto, aumenta o risco do bebê ter uma alteração cromossômica, mal-formações ou alguma síndrome genética.”
Pois bem! Saiu tudo perfeito e ela saiu feliz da vida do exame e me mandou mensagem em seguida! Claro que se apresentasse algo ela seguiria feliz por estar gestando o seu filho, seu maior sonho, mas o fato de confirmar que o bebê aparentemente será saudável, descartando algumas síndromes, é motivo a mais para comemorar!!!
O fato de ter quase 40 anos e de nos últimos tratamentos de fertilização in vitro ter feito biópsias embrionárias (diagnóstico das doenças cromossômica e genéticas antes da transferência dos embriões para o útero – falarei em outro post sobre) e na maioria apresentar alterações… Imaginem o alívio e alegria desta mamãe!
E seguimos em frente… Que Deus abençoe dia a dia sua gestação e que esse bebê já muito amado(a) vá crescendo saudável para dentro de alguns meses comemorarmos sua VITÓRIA!
Viva!!! Hoje a sua felicidade é a minha!

19 mai
Sem Jaleco, o pai das trigêmeas.

Semjaleco

Me emociono sempre quando confirmo a presença de médicos humanos, no real sentido da palavra, médicos que amam o que faz e que vibram DE CORAÇÃO com cada vitória dos seus pacientes. Imagino como deva ser maravilhoso o sentimento dos médicos que tem este perfil e que se especializaram em Medicina Reprodutiva. Imaginem um médico assim, que ainda teve que passar literalmente para o lado do paciente, tendo que enfrentar com sua esposa tratamentos de reprodução e sentir exatamente o que sentem seus pacientes?
Aqui lhes trago uma história mágica, linda, inspiradora. Vamberto, foi um colega do colégio, conhecido por todos daquela época como o querido “Vambinha”, sempre brincalhão, simpático e inteligente. Os anos se passaram, e muito tempo depois me reencontro com ele aqui no Recife, ele me conta que havia se formado em medicina, e estava morando em São Paulo… Neste encontro ele não frisou a sua especialidade, e mal sabia ele que teria na sua frente uma paciente em potencial… Os anos se passaram, eu na luta para engravidar, e um dia escuto falarem de um tal médico extremamente atencioso e competente em São Paulo, um “tal” Dr. Vamberto… Jamais imaginava que era o colega “Vambinha”.
E agora com o blog e vivência nas redes sociais o tenho acompanhado mais de perto e confirmado ainda mais tudo isso.
A vida e suas surpresas fizeram Vamberto com sua esposa passar na pele o que suas pacientes passam, ao se depararam com a infertilidade. Ele foi para o outro lado da moeda, ali ele tirou o jaleco por uns instantes e era “apenas” um homem a mais que sonhava com a paternidade… Digo que ele tirava o jaleco “apenas” por uns instantes naquela fase da sua vida, porque ele próprio tomou a frente do tratamento deles!
Após algumas tentativas de coito programado, uma inseminação e duas fertilizações, na segunda fertilização: positivo, aliás triplamente positivo!!!!!! A esposa dele, Maíra, estava grávida de trigêmeas!
Vamberto então resolveu compartilhar a caminhada deles referente a essas lindas vitórias escrevendo um blog muito bacana! O Blog das Trigêmeas que está inserido no site vambertomaia.com, blog este escrito com o coração, assim como o amigo “Vambinha” encara sua profissão, com muito amor e dedicação.
E desde que comecei a escrever o meu blog que ele tem “aparecido” por aqui, sempre disponível em ajudar no que for necessário, e através de suas atitudes reconfirma o que já está claro para mim: ele ama o que faz e vibra muito pelos casais que conseguem realizar o sonho de ter um filho, contando com a ajuda da Reprodução Asssistida.
Ontem ao abrir o face me deparo com uma foto linda dele com um casal e uma bebê nos braços, com o seguinte texto acompanhando:
 “Quando você estiver sem esperanças sobre seu futuro reprodutivo olhe essas fotos e lembre-se:
De nunca perder esperança;
Confiar no tratamento proposto (e na equipe);
Crer que vai dar certo.
Meninos eu que a gradeço a oportunidade de ter feito parte dessa história linda. E que me ensinou muito!
Nunca vou esquecer de vocês!”
“Vambinha”, meu amigo, e assim conhecido pelos colegas do Colégio São Luís no Recife, “feras 1993″, ou conhecido em São Paulo como o Dr. Vamberto Maia Filho, agradeço permitir dividir um pouquinho da sua história por aqui, sendo com certeza mais um instrumento de esperança a tanta gente que ainda está na luta. Muito feliz poder acreditar que neste Brasilzão existem muitos “Vambertos” espalhados por aí para ajudarem casais a concretizarem seus sonhos. Deus abençoe a você e a sua linda família!

 

05 mar
Michele e suas vitórias contra a endometriose

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Gente, nessa caminhada penso sempre que já tenha visto todo tipo de história, mas sempre aparece uma nova história para me surpreender! Ontem conheci um blog que se chama ostrigemeosdamichele.com.br que babei e vibrei muito com a história de Michele, mãe de uma linda princesa de 3 anos e de um trio fofo de bebês ruivos e encantadores de 1 ano!

A história por si só já chama muito a atenção, e mais ainda quando soube que Michele tinha endometriose! As gestações, inclusive a trigemelar, se deram de forma natural, a primeira apenas com ingestão de indutor de ovulação e a segunda dos trigêmeos sem nada, de forma naturalíssima, sem tratamento!

Conversei rapidinho via email com ela e resolvi trazer para vocês um pouquinho dessa história linda e mega animadora!

“Sempre quis ter filhos. Quando meu marido e eu casamos, em 2006, combinamos de esperar cinco anos, já que eu tinha 23 anos e ele, 27. Mas em 2009 eu já comecei a insistir e começamos a tentar. Foi quando descobrimos minha endometriose. Minha ginecologista na época me sugeriu a videolaparoscopia para desobstrução das trompas e “faxina” dos focos no organismo. Disse que poderíamos tentar engravidar um mês depois da cirurgia. Me submeti à vídeo em fevereiro de 2010, quando ela viu que meu caso era mais grave do que parecia e me disse que, além da videolaparoscopia, deveria tomar uma injeção de Zoladex, que me deixaria em menopausa forçada por três meses e faria com que os focos que não haviam sido removidos na cirurgia secassem. Passados esses cruéis três meses, reiniciamos as tentativas, sem sucesso. Foi quando a médica me deu indutor de ovulação e acompanhamento do ciclo através de ecografias transvaginais. Vimos que um óvulo maturou e assim que passaram os dias da ovulação e fizemos o “tema de casa” comecei a tomar progesterona para segurar uma possível gravidez. Alguns dias depois, fiz teste de farmácia em casa e estava grávida. Foi uma alegria muito grande.

Pois essa história que conto não é a da minha gravidez múltipla e sim, de minha gravidez única, quando tive minha maravilhosa filha Mônica, nascida de 38 semanas e 2 dias, com 2 quilos e 545 gramas e 47 centímetros, no dia 4 de agosto de 2011.

Como contei no início, queria ter filhos, assim, no plural. Mas dois estaria bom. Então no início de 2013 decidi (e meio que fiz meu marido aceitar meio goela abaixo) que queria ter mais um bebê. Parei de tomar meu anticoncepcional em janeiro e em fevereiro engravidei. Assim, rapidinho mesmo, depois de tanto tempo de tentativas na primeira gravidez sinceramente não esperava que fosse dar certo tão rápido. Mas devido às mil coisas que tinha lido e tinha feito para engravidar da Mônica no final de 2010, imaginei que as informações que tinha me ajudariam a conseguir logo. A única medicação que tomei foi a progesterona, pra “segurar” a gravidez já que meu histórico anterior mostrava que eu tinha falta desse hormônio na segunda fase do meu ciclo. No dia 7 de março descobri minha gravidez através de exame de sangue, que mostrou uma gravidez ainda muito no início. Mas foi no dia 22 de março que tivemos nossa maior surpresa: nossa primeira ecografia mostrou dois sacos gestacionais. Entrei em pânico. Chorei, esperneei e perdi o chão, o porquê mal sei explicar. Acho que é uma insegurança muito grande e um medo de não dar conta do recado. E eu já tinha uma filha. Teria três. Passamos 10 dias nervosos esperando o próximo ultrassom porque naquele anterior não tinha dado para ver os corações batendo, era muito cedo. A médica ecografista alertou que gravidez gemelar tem mais riscos e que é normal perder um no início. Estava chateada comigo mesma porque meus pensamentos estavam muito negativos. Quando chegou o dia da segunda ecografia, nos primeiros dias de abril, tomamos o choque número 2. Fiquei contente ao começar o exame e ver que os dois sacos gestacionais ainda estavam ali, não havia perdido nenhum bebê. Já estava me culpando mentalmente se tivesse perdido um. Foi quando o médico nos mostrou a situação: um dos sacos gestacionais estava normal, com um embrião dentro e a vesícula vitelínica. Só que (nunca vou esquecer aquele “só que” que o médico disse) no segundo saco gestacional existem dois embriões. São trigêmeos! Dois idênticos e um diferente. Univitelinos e bivitelinos na mesma gravidez. Dá pra imaginar algo assim? Saí daquela sala em choque e completamente apavorada. E agora? Terei quatro filhos com diferença de dois anos. Como isso foi acontecer comigo? Sem nenhum tratamento de fertilização? Sem qualquer histórico de gêmeos na família? E então começou nossa preparação para receber mais três membros na família.

Ainda quando eu estava de 12 semanas, descobrimos que eram três meninos. Nosso médico ecografista nos alertou sobre uma possível transfusão feto-feto entre os meninos idênticos (leia sobre isso aqui). Nosso drama foi muito grande porque ele nos disse que havia uma possibilidade grande de isso estar acontecendo com nossos bebês por causa de alguns indicativos no exame. Esse tipo de problema pode levar os dois a óbito porque um vira um doador de sangue e outro o receptor. O doador fica muito pequeno, frágil e anêmico enquanto o receptor cresce demais e fica com excesso de glóbulos vermelhos, forçando demais seu coração.A partir daquele momento, fomos de 15 em 15 dias no consultório para sermos capazes de intervir no momento certo se isso se confirmasse. O jeito de “consertar” é através de cirurgia intra-uterina, para separar os dois cordões umbilicais. Por muita sorte, todos os três se desenvolveram de forma igual, sem descompensação entre os idênticos. Fizemos as ecografias até as 32 semanas de gestação.Os meninos nasceram de 34 semanas, pesando cerca de 2 quilos cada um. Passaram 7 dias na UTI neonatal e mais 8 na salinha de aquisição de peso. Tiveram alta quando atingiram novamente os dois quilos (Marcelo veio pra casa com um pouco menos), já que todos os bebês perdem um pouco de peso nos primeiros dias.”

Querendo saber um pouco mais sobre esta história e a rotina dessa turminha indico o blog dela: www.ostrigemeosdamichele.com.br, estando também no instagram.

Parabéns Michele mais uma vez por esta trupe linda e animada!

 

04 fev
Gêmeas: Resultado de um Tratamento Inédito

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Mais uma história que nos enche o coração de esperança! A ciência tem evoluído demais e possibilitado a muitas mulheres que supostamente nunca poderiam ser mães realizarem seu sonho! Li esta reportagem na Página da Rede TV e divido com vocês!
Uma mulher que nasceu sem órgãos reprodutivos conseguiu dar à luz duas meninas gêmeas depois de um tratamento inédito.
Hayley Haynes, de 28 anos, descobriu sobre sua condição aos 19 anos. Na época, ela procurou ajuda médica devido ao fato de nunca ter menstruado.
Ainda jovem, Haylnes descobriu que tinha nascido com cromossomos XY, o que a faz ser geneticamente do sexo masculino. “Senti como se fosse a metade de uma mulher, e estava envergonhada”, declarou.
Exames feitos em 2007 revelaram que ela tinha um útero muito pequeno, com milímetros de tamanho. A descoberta alimentou esperanças e os médicos iniciaram um tratamento com hormônios para ampliar o órgão.
Geralmente, na natureza hormonal da mulher, o estrogênio ajuda no desenvolvimento do útero. Haynes nasceu com a falta do hormônio, e necessitava de doses extras que eram aplicadas manualmente por médicos.
Após anos, ela iniciou uma fertilização in vitro em uma clínica privada no Chipre, já que o sistema público de saúde do Reino Unido se recusou a financiá-la. O tratamento custou cerca de R$ 25 mil.
Ao todo, 13 ovos foram colhidos, mas apenas dois se tornaram viáveis no procedimento. Ambos foram fertilizados, e Haynes deu à luz duas meninas, Darcey e Avery.
12 jan
Mirella e seu trio, após 7 anos de espera!

trio

Esta é mais uma história das quais AMO contar… Mirella é uma prima querida, que durante alguns anos, boa parte no mesmo período que eu, lutava também contra a infertilidade, mas só um detalhe: eu não sabia, aliás eu imaginava, mas sempre respeitei a maneira discreta que ela lidava com o tema…  Até que um dia ela se abriu para mim e de imediato senti o quanto ela já vinha sofrendo. Eu engravidei da minha primeira filha antes que ela e bem sei o quanto ela vibrou por mim e no ano seguinte lá estava ela enfim gravidíssima de trigêmeos! E no mesmo período eu novamente… grávida!
Uma gravidez trigemelar requer muitos cuidados e Mirella desde o início estava bastante consciente disso, e o marido dela mais consciente ainda por ser médico. Após toda euforia da descoberta, vieram os cuidados e o medo de segurar a gestação tão sonhada, mas já lhes adianto que o final foi super feliz resultando em três príncipes lindos e saudáveis.
Com vocês um pouco da história de Mirella, ou mais conhecida por aí como a mãe do trio, contada por ela própria para vocês, como mais uma injeção de ânimo e perseverança!!!

“Bem … Minha gravidez foi bastante delicada.

Fiz o tratamento de fertilização in vitro em março de 2008 e no dia 29/03/08, fiz o teste que deu positivo. Não acreditei. Fiz um teste de farmácia e depois fui ao laboratório confirmar. O quantitativo assinalado no teste foi bastante alto e a médica já sinalizou por telefone que poderia ser uma gravidez gemelar ou trigemelar, de alto risco e com grandes chances de abortamento.

Tentei engravidar durante 7 anos e fiz 8 tratamentos, sendo 4 inseminações artificiais e 4 fertilizações. Em todas as tentativas, nunca consegui engravidar.

Na última tentativa, a 8º, ainda com esperança de conseguir realizar esse sonho de ser mãe, a equipe médica decidiu colocar 3 embriões. Na época, até tentei persuadi-los para que fossem colocados 4, pois eu tinha um total de 8 embriões de qualidade para transferência.

Por volta de 6 semanas fiz a 1º ultrassom no consultório da médica e vi os três corações pequeninos batendo. Fiquei impressionada e não acreditei no que vi, nem eu, nem meu marido. Choramos muito e mal conseguimos avisar a família e aos amigos, que ficaram atordoados tb. Todos sabiam do alto risco, tanto para mim quanto para os bebês. Os sentimentos se misturaram: alegria, ansiedade (será que eu ia conseguir ir até o final), preocupação, medo e culpa (me culpava por fazê-los sofrer já na barriga), confiança, fé, etc.

Daí, entrei em um processo de licença médica que durou 7 meses (de março/08 a setembro/08). Foram 7 meses de injeções diárias e ultrassons quinzenais. Os dias não passavam, os enjôos foram grandes e já não conseguia respirar direito no 3º mês, devido a pressão dos meninos na barriga e o pouco espaço, embora eu só tenha engordado 8 quilos em todo o processo. Só saia para médicos: 1 geneticista, 1 obstetra, 1 hematologista, 2 hepatologistas, 1 cardiologista, 1 nefrologista, etc…. Nos últimos 15 dias de licença, fiquei internada para segurar um pouco mais a gravidez. E, durante os 7 meses, foi de cama, literalmente.

Em setembro de 2008, já internada, eu tive pré-eclampsia e a equipe decidiu fazer o parto, pois corria risco de morte. Meus exames estavam todos alterados. Daniel nasceu com 948 gramas, Miguel com 954 e Rafael com 1 kilo e 150 gramas, no dia 18 de setembro de 2008. Todos ficaram em UTI pré-natal durante 2 meses e meio. Precisavam amadurecer os órgãos imaturos, principalmente o sistema respiratório e gastrointestinal. Foi muito difícil. Eles “esqueciam” de respirar frequentemente e precisavam de ventilação auxiliar. Tomaram dezenas de antibióticos, fizeram 6 transfusões de sangue cada um e quando receberam alta foram internados uma semana depois para cirurgias de ernias inguinais (os 3) e hérnia umbilical(2). As cirurgias transcorreram bem, exceto a de hérnia umbilical de Miguel, que voltou à UTI por 3 dias. Eles tinham em média 2 kilos cada um, nessa época.

Hoje são essas delícias. Superaram tudo. Estão com 6 anos e são a alegria da minha vida, a minha razão de viver. Para chegar até aqui, passaram por muita coisa, inúmeras terapias(fonoaudiologia, terapia ocupacional, neurologista, etc) e cirurgias, mas nada que os fizessem desanimar e desistir. Eles têm muita energia, são saudáveis e danados, como toda criança feliz. São anjos de Deus.”

04 dez
Amor em Dose Dupla: Mãe da Barriga e do Coração

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Esta história é puro AMOR, uma história de uma mãe que teve as duas experiências da maternidade. Duas maternidades planejadas, sonhadas e realizadas! A primeira pela barriga e a outra pelo coração, através da adoção.

Conheci Cleide nos meus tempos de espera e busca pela gravidez que não vinha. Nos conhecemos através de um blog e daí surgiu uma amizade de anos até hoje. Eu e ela e mais algumas mulheres que nos identificamos ser da mesma cidade e que decidimos nos encontrar.

Cleide é especial, uma pessoa super doce, observadora e amiga. Ela no grupo sempre foi e continua sendo a que consegue animar e nos juntar, ela que sempre está disponível para ajudar.

Já sendo mãe da sua primogênita e havendo decidido adotar ela fez questão de participar daquele grupo, afinal ela estava na doce espera para adotar e sua ansiedade não era menor que as nossas, ela já estava “grávida”, só não tinha a barriga, mas seu enorme coração estava explodindo de amor por aquela criança que estaria a caminho e que chegou para ela há 9 anos e desde então é a alegria da casa para os pais e a irmã.

Com vocês uma história de vida, de amor, de encontro! E a mensagem que Cleide quer passar para vocês: “não há diferença NENHUMA, o amor é o mesmo, incondicional!”

“Depois de um tratamento do meu marido, engravidei da minha primeira filha, foram dois anos de tentativas, e após uma cirurgia de varicocele, nosso sonho se realizou.

Nasce nossa primogênita, uma menina, confesso que sempre sonhei com duas.

Após os primeiros anos, realizada, não pensava mais em aumentar a prole.

Quando ela completa 3 anos, o que estava adormecido volta, queria mais um filho.

Nos primeiros momentos aguardando, pensava que tudo ia ser rápido, sem problemas.

Surge as primeiras decepções, o tempo vai passando e nada. Resolvi começar a investigar, comecei tratamento de ovulação, pois, a idade já não me ajudava . Foi aí que nas investigações descobri que tinha endometriose, fiz os tratamentos recomendados, videolaparoscopia, diagnóstico grau 2 de endometriose, nada muito sério que impedisse engravidar.

O tempo passa e nada de novo. Foi neste momento que comecei a entrar no fórum de infertilidade que existia da UOL da jornalista Claudia colucci , para me ajudar acompanhando casos parecidos com o meu.

Conheci algumas meninas de Recife, e veio a idéia de marcar um encontro, foi daí que surgiu uma grande amizade, e mais meninas foram se incorporando ao grupo, todas com o mesmo objetivo: serem mães. No meio deste grupo conheci Taci, a autora deste blog Maternidade Sonhada.

O meu caso era um pouco diferente, já tinha passado pela experiência da maternidade, mas faltava algo para me preencher, um outro filho.

Depois de uma consulta com um profissional de infertilidade, foi sugerido partir para inseminação, devido a idade (na época com 39 anos)e o tempo de espera, quase 5 anos.

Decidi que não queria, seria mãe de outra forma, nasceu naquele momento o desejo pela adoção.

Confesso que foi todo um processo de amadurecimento, tendo que convencer o marido e a minha filha.

Teria que ser uma decisão aceita e compartilhada com todos. Como Deus tem seus planos, e muitas vezes não entendemos, tudo convergiu para isto, meu marido aceitou, minha filha queria um irmão, e meu coração estava mais do que nunca convencido da minha decisão. Visitei fóruns sobre o assunto, pessoas que já tinham passado pela experiência, tudo foi importante para fortalecer minha decisão.

E agora, como agir para que o sonho se tornasse realidade?

Comecei inscrevendo-me em várias varas da infância de várias capitais, muita papelada, e tudo mais. Sabia das dificuldades, mas nada me tirava do meu objetivo.

Também comecei a falar para todos de que gostaria ser mãe adotiva. Foi nesta espera que surge uma primeira oportunidade, dois irmãos de um orfanato, prontos para adoção, um foi adotado por um casal e, havia ficado o outro.

Não deu certo, acho que naquela ocasião ainda não estava pronta, mas Deus já estava na história, esta criança é adotada por uma conhecida minha, sem que soubesse, coincidência? Talvez…

O tempo vai passando, nenhum chamado, nada.

Era mês de Dezembro, perto do Natal, um telefonema, um anjo do outro lado: “você quer um bebê? Uma mãe está grávida, não tem como ficar com a criança, sétimo filho e está disposta a dar.” O coração bateu forte, tinha falado com Deus, que a próxima oportunidade iria agarrar, sem vacilar. Não pensei em nada, só falei no meu íntimo que se aquele meu bebê fosse para mim tudo daria certo.

E não é que deu? Tudo conspirou a favor, era uma menina, que hoje está com 9 anos, amor da minha vida e o xodó da família!

Quando abrimos o coração e entregamos sem reservas, Deus coloca no nosso caminho, as providências, o anjos para nos ajudar.

Posso dizer que sou muito feliz, pois, tenho as duas experiências, mãe biológica, mãe adotiva.

Alguma diferença? NENHUMA! O amor é o mesmo, incondicional.

E o sonho lá atrás, lembram? Se concretizou: duas meninas!”

 

26 nov
O Milagre de Carol

milagre

E hoje é um dia MUITO especial! Recebi um telefonema de uma seguidora do blog, que virou amiga. Me chamou atenção ela estar me ligando pela manhã, cedo… Do outro lado da linha a voz dela chorosa que tentava falar e não conseguia… Até que entendi: “Taci, tô GRÁVIDA!!!!!” Chorava ela de lá e eu de cá! Ainda estou vibrando MUITOOOOO!
Há uns dois meses ela fez fertilização e não conseguiu… Depois teve que se submeter a uma histeroscopia… Descobriu mais alguns detalhes que supostamente complicaria a realização da gravidez tão sonhada… Teve que tomar um antibiótico para tratar uma bactéria no útero… Já fazia planos de ano que vem partir para outra FIV… Dois dias de atraso da menstruação… Deveria ser pelo antibiótico ou ainda resultado da histeroscopia? Eu cogitei a possibilidade dela estar grávida, ela jamais cogitou. Eu sugeri a ela fazer exame de farmácia, ela fez e… negativo. E ontem após insistência do médico ela fez um beta a noite e foi dormir… Hoje confirmou um beta hcg LINDO com 3 números, progesterona nas alturas e a certeza de que dentro dela já cresce seu filho!
Gente, muitos positivos aparecendo! Parece que as cegonhas resolveram trabalhar!!!!!!!!!!!!
Lembro bem de uma conversa que tive com ela e palpitei que ela engravidaria naturalmente… Ela deu gargalhada! Disse que nem passava pela cabeça dela essa possibilidade.
Quando digo e repito que acredito em MILAGRES… Acredito sim, eu tenho um em casa! E hoje a vinda de mais um milagrezinho lindo se confirma. Bem vindo bebê! Parabéns MAMÃE Carol Ferraz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!