20 nov
POSITIVO!
bebe
Acabei de saber o primeiro resultado POSITIVO de alguém que conheci através do blog e isso me enche de alegria!
Me emociona, me anima a continuar por aqui lhes motivando a SEGUIR!!!!!!!
E acredito que será o primeiro de muitos que virão! E acredito que aqui todas serão futuras mamães que se somarão a mim para continuar esse projeto de apoio e muito carinho para as que estiverem nessa caminhada. E hoje adorei poder chamar essa pessoa de: MAMÃE! E estou vibrando muito, muito mesmo! Por alguém que nem conheço pessoalmente mas que me brindou com sua confiança um momento delicado da sua vida, fazendo com que a sinta próxima a mim e sentindo que pude ser apoio e contenção de alguma forma.
Definitivamente o bem rompe barreiras e aproxima pessoas que abrem seus corações.
Viva!!!!!!!!
19 nov
Um trio lindo que “cruzou” o meu caminho

Final do ano de 2003, retorno a morar em Recife, após 5 anos vivendo em Buenos Aires. Últimos anos de muito trabalho na empresa familiar do marido, recomeço de vida por aqui e por decisão minha optei tirar um tempo de descanso para depois voltar à ativa profissional… Numa tarde ensolarada fui passear com minha mãe num bairro gostoso da cidade chamado Espinheiro… Estávamos vagando por uma galeria do bairro e de repente uma turminha me chamou atenção… Três lindas garotinhas da mesma faixa etária  entre 1 a 2 anos aproximadamente, andando de mãos dadas, acompanhadas por sua linda mamãe e uma senhora que a ajudava. Cena que chamaria atenção de qualquer pessoa que as cruzasse devido a tanta fofura junta, imaginem então como não chamaria atenção a mim (nessa época nas tentativas há uns 4 anos) e a minha mãe (louca para me ver realizando tal sonho)? Então não me contive, me aproximei e perguntei: – trigêmeas? E de imediato a mamãe abre um sorrisão e me confirma! Daí começou minha história com Milla, que foi mais um anjo que cruzou no meu caminho num momento tão difícil.

Jamais esquecerei das tardes que passei em sua casa, saboreando dos seus deliciosos pães de queijo e inesquecível bolo de cenoura com chocolate… Mas acima dessas delicias estavam os papos recheados de esperança e fé que Milla nos brindava, nos contando os detalhes da sua história até conseguir a tão sonhada gestação, sempre me alentando para seguir atrás do meu sonho. Minha mãe sempre ia comigo e no meio de bom papo e deliciosos lanches, feitos pela própria Milla, ficávamos impressionadas com a logística com o trio que se esbaldavam em brincadeiras e que naquele momento haviam transformado a sala de estar num verdadeiro playground, a casa era delas e para elas, como bem dizia a mãezona Milla!

Milla é paulista e veio morar em Recife, devido a ter casado com o marido, médico e recifense. Até hoje morre de saudade da “terra boa da garoa” e da família linda que tem por lá, mas o amor foi mais forte que tudo e ela continuou por aqui. Hoje as meninas já tem 11 anos e continuam sendo a maior alegria da sua vida, tendo em vista, como a própria Milla sempre diz, que nasceu para ser mãe!

Desde que se casaram nunca evitaram filhos, por Milla já teria voltado grávida da lua de mel, mas não foi tão fácil assim não… Seu marido foi diagnosticado com varicocele, se submeteu a uma cirurgia e mesmo assim tiveram que posteriormente optar por tratamentos de reprodução assistida. Começaram com a indução com comprimidos, Milla sempre teve resposta excelente com vários folículos, tentaram durante 4 meses com indutores e não conseguiram. Fizeram então 3 inseminações e nada, a frustração só aumentava. Partiram para a Fertilização in vitro e na primeira tentativa enfim ela estava grávida, aliás gravidíssima! Estavam no seu ventre 3 lindas princesas: Giulia, Brunna e Isabella, uma a cara do papai, a outra a cara da mamãe e a outra uma misturinha dos dois rsrs.

Por se tratar de uma gestação trigemelar desde o início se requereu cuidados especiais e repouso. Aos 4 meses e meio Milla teve que se submeter a uma cerclagem uterina e também teve que inibir as contrações desde o quarto mês de gravidez, não foi fácil. As meninas nasceram na 29ª semana de gestação e tiveram que ficar um mês e meio na UTI para chegarem aos 2kgs cada uma. Vale ressaltar que antes delas nascerem Milla já estava hospitalizada há mais de um mês para controle mais intenso e diário que teve que ser submetida, no total foram 3 meses Milla no hospital .

Como Milla mesmo diz: “foi uma luta muito grande, mas a vitória aconteceu em nossas vidas, e se tivesse que fazer tudo novamente, eu faria com o maior prazer! Ser mãe é a minha razão de viver!!!”

Para você, Milla, mais uma vez a minha eterna gratidão pelo seu apoio fundamental naquela época, e dessa vez com certeza sua história levará a outras tantas futuras mamães a esperança e ânimo de que sigam em frente porque tudo vale a pena sim! E no seu caso valeu triplicadamente, era amor ao cubo viu? Parabéns pela mãezona que você é e pela guerreira linda que lutou bravamente até ser brindada por esse trio lindo de viver!

 

12 nov
Endometriose: Histórias Vitoriosas!

endometriose2

Lembro bem o quanto me confortava saber de histórias vitoriosas referente a infertilidade, ao escutar casos assim me enchia de esperança e forças para seguir.
Desde que diagnosticada com endometriose severa, estava sempre atenta a alguma luz de esperança e vibrava muito quando sabia que alguém com endometriose havia engravidado! Pensava assim: “se ela engravidou, então também poderei!”
Em geral quem está nessa busca sempre está nas pesquisas na internet ou em leituras de livros ou revistas sobre o tema, isso faz com que tentemos justificar coisas até então injustificáveis até para os médicos e também nos ajuda a controlar a tal ansiedade que nos ronda sempre.
Me enviaram uma reportagem da revista Marie Claire e ao ler cheguei a voltar a sentir por um instante aquele velho friozinho na barriga e o coração saltitante! Como vibro MUITO com histórias assim!!! A reportagem transborda esperança e ânimo para você que está aí e sofre com a bendita da endometriose, além de ser esclarecedora em alguns pontos sobre esta enfermidade.
A grávida linda que está na foto deste post é uma das mamães da reportagem, ela se chama Fabiana e está grávida de gêmeos! Tendo um final feliz após uma dura caminhada que incluiu uma cirurgia de grande porte, quatro fertilizações e dois abortos.
Leitura indicada para as mulheres que tem endometriose mas também para os casais que padecem com outras causas de infertilidade, sendo comprovado uma vez mais que não existe caso impossível, por mais complicado que seja… Viva!
Lhes convido a esta leitura gostosa e instigante para que ao terminar se sintam mais tranquilos e com mais vontade de seguir… até alcançar a maternidade!!!
Acessem a linda reportagem pelo link:
http://revistamarieclaire.globo.com/Mulheres-do-Mundo/noticia/2014/11/endometriose-historias-de-quem-venceu-doenca-que-atinge-mulheres-que-tentam-engravidar-depois-dos-30.html
07 nov
Mãe adotiva produz leite materno

mae_adotiva

Gente, hoje ví esta matéria e me emocionei muito. Quero dividir com vocês duas histórias de mulheres que adotaram seus filhos e que brevemente expõem estas experiências únicas nas suas vidas.
Impressionante que uma delas chegou até a produzir leite materno!!! Incrível como o AMOR transcende barreiras e pode TUDO!

30 out
Barriga de Aluguel da Irmã

barriga-de-aluguel

Quero dividir com você este artigo divulgado no site da globo.com.br referente a uma mulher que se dispôs gerar o filho da irmã que tentou engravidar durante 8 anos. História linda de amor, de dispor seu próprio corpo e parte da sua vida para a realização do sonho de outra pessoa.

Com vocês a história de Aline, Lígia e… Lorenzo!

Aline deu uma prova de amor sem tamanho para a irmã Lígia, que tentou ser mãe durante oito anos, sem sucesso. Ela contou que a irmã conseguiu engravidar duas vezes, mas acabou abortando. “No ano passado ela perdeu gêmeos e eu decidi ajudá-la. Conversei com meu marido e meu filho e eles me apoiaram”, disse.

A professora emprestou o útero para gerar Lorenzo, filho de Lígia. Ao lado do bebê de apenas dois meses, a nova mamãe contou como recebeu a oferta da irmã: “Quando ela falou a primeira vez, eu quase desconsiderei. Eu pensei: ‘Isso ela está falando no calor da situação’. Depois, quando a proposta foi tomando forma e meu cunhado falou comigo, eu me atentei. Eu demorei um pouco para aceitar”.

Feliz após a realização de um sonho, Lígia se emocionou ao relembrar o parto do filho e contou o que sente em relação ao pequeno Lorenzo: “É uma emoção única que não tem nada igual. Você já ama aquela criatura no momento que você pega no colo. Parece que eu esperei por ele a vida inteira”

Aline contou que seu marido foi um “príncipe” durante toda a gravidez e explicou que trabalhou muito o desapego para entregar o filho para a irmã. “Eu sou muito racional, e ele vai continuar na família, é meu sobrinho”, afirmou.

22 out
Após 16 anos de espera, Amanda chegou!

vivi

 Gente, estarei aos poucos lhes trazendo algumas histórias daqueles “anjos” que cruzaram no meu caminho enquanto ansiava pela maternidade que não vinha. Viviane foi uma das primeiras que conheci, uma mulher linda, educada e muito amável. Aos 29 anos ela e o marido decidiram buscar o primeiro filho e foram 16 anos de caminhada, incluindo 3 inseminações e 5 fertilizações in vitro, até a chegada da princesa Amanda. Ficando mais uma vez a prova do quanto que é importante a empatia médico-paciente, fazendo toda diferença nestes processos a confiança no profissional escolhido e a atenção dispensada à paciente, que na maioria das vezes se encontra frágil emocionalmente.

Se valeu a pena toda esta espera? E como valeu! Com vocês um pouco de TUDO isso, contado pela própria Vivi. Uma história lindíssima de superação, determinação e fé, com um final super feliz!!!

“Eu venho de uma família grande. Meus pais tiveram seis filhos e se dependesse de meu pai seriam doze, mas minha mãe sabiamente pôs um freio nas pretensões dele. Sou a segunda filha desta grande prole e minha mãe desde cedo me “treinou” no caminho da maternidade. Como ela nunca teve empregada, babá ou ajudante em casa, eu e minha irmã (onze meses mais nova que eu) a ajudávamos com nossos irmãos mais novos. Eu cresci achando que era fácil ter filhos… Não sabia o que me aguardava.

Conheci meu marido, Renato, na Universidade. Fazíamos o mesmo curso: Engenharia Agronômica. Começamos a namorar em 1988 e em abril de 1994 nos casamos. Evitamos filhos durante dois anos, pois estava desempregada e fazendo mestrado. Em junho de 1996 liberamos o caminho para gravidez. Tentamos naturalmente por 2 anos até 1998, quando procuramos um especialista na área de reprodução humana assistida. Fomos encaminhados para um médico e ele passou os exames investigativos para detectar a possível dificuldade da gravidez. Por não atender pelo meu plano de saúde,  fomos encaminhados para outra médica especialista que estava iniciando sua clínica de reprodução em Recife e atendia na época pelo convênio. Isso aconteceu em 1999. Fui muito bem acolhida por ela e por sua equipe. Ela foi muito minuciosa em seu diagnóstico e fizemos todos os exames possíveis para detectar a causa de nossa infertilidade. Os resultados dos exames não apontaram problema algum com meu marido, mas comigo havia a suspeita de endometriose. De posse dessa informação foi realizada uma videolaparoscopia em 2000 e foi confirmada a endometriose grau leve. Após esse procedimento seguimos o tratamento recomendado pela médica, porém não consegui engravidar. Utilizamos todas as técnicas conhecidas para engravidar  naturalmente e dentre elas o coito programado e nada da gravidez chegar. Meu marido odiou esse negócio de ter hora para ter relações. Começou a apresentar certo descontentamento com o início do tratamento. Mas, sempre me apoiou.

Com esse resultado a próxima etapa foi tentar a inseminação artificial. Isso aconteceu no início de 2003. Marcamos o dia e lá fomos nós dois tentarmos fazer nosso bebê com a ajuda da ciência. Fizemos tudo como tinha sido recomendado pela médica, mas o resultado foi negativo. Essa foi a primeira vez que fui ao fundo do poço. Questionei o mundo, Deus, a vida. Fiquei sem chão completamente, me achando a criatura mais defeituosa do mundo. Achei que era castigo, sei lá porque, e fiquei muito mal. Meu marido fazia de tudo pra me fazer enxergar que isso não era o fim do mundo. Éramos jovens e ainda tínhamos muito tempo pela frente para realizarmos esse sonho. Bom, nada como o tempo e a família pra nos ajudar a nos levantar de um grande baque. Eu consegui me reerguer, e procurei ajuda de uma psicanalista para passar bem por essa luta. E ela me ajudou muito mesmo, aliás, até hoje eu continuo indo pra ela.

Após meu primeiro resultado negativo de gravidez e consequentemente me recuperar disso fomos novamente ao consultório da médica e ela nos explicou o que poderia ter levado a esse resultado. Escutamos e após digerirmos a explicação chegamos à conclusão de que o próximo passo seria a fertilização “in vitro”. As chances seriam maiores e o custo também. Quando por fim resolvemos nos submeter a esse procedimento, em março de 2004 realizamos nossa primeira FIV. Colocamos quatro embriões excelentes, de acordo com a classificação do biólogo da clínica. Saímos da clínica tão confiantes… Fizemos tudo que a médica recomendou e após 15 dias ao receber o resultado do exame de gravidez que deu negativo, mais uma vez desabei. Chorei muito e me senti muito mal. Levamos muito tempo para nos reerguer financeiramente e emocionalmente, mas nunca desistimos do nosso sonho. Sabia que ia tentar de novo, mas não sabia quando. O desespero começou a bater porque os anos iam passando e eu ficando mais velha. Então passei a não querer comemorar mais meu aniversário, pois cada ano que passava eu sabia que ia ficando mais difícil realizar esse sonho.

Mudamos de médica (por imposição do marido) e fizemos duas inseminações em 2005 e novamente o resultado foi negativo. Procurei então outro médico especialista, desta vez com a indicação de minha querida amiga Taci, e de posse de todos meus exames investigativos realizados até então e a “experiência” de três inseminações e uma FIV realizadas com resultados negativos, ele resolveu continuar com a investigação. Passou a observar o que ainda não tinha sido visto pelas médicas anteriores e disse que ia passar para os testes imunológicos. Na época estava sendo muito divulgado que deveria haver compatibilidade entre os pais para facilitar a nidação do embrião no útero. Nesse momento eu estava na categoria de ESCA (esterilidade sem causa aparente) e falha de implantação, uma vez que a endometriose diagnosticada impedia a gravidez natural, mas não impediria a gravidez por FIV. Na sequencia fiz os exames de imunologia e cheguei a tomar 3 doses de uma vacina feita com o sangue do meu marido e por fim ao chegar na percentagem de compatibilidade decidimos fazer a nossa
segunda FIV. Em 2007 colocamos 3 embriões e novamente seguimos todas as orientações médicas. Após 15 dias de ansiosa espera, veio mais um resultado negativo. E agora meu Deus? Choro, desespero, desalento e luto… Foi muito difícil. Após uns dias fomos falar com o médico e ele nos disse que foi falha de implantação… Deveríamos esperar três meses e tentar novamente. Mas, a questão financeira não permitia isso. Resolvemos então deixar pra outro momento. Resolvi que minha vida não poderia parar  por isso. Eu tinha uma vida boa, uma família maravilhosa, meu trabalho. Eu era uma pessoa feliz e seria mais feliz se tivesse um filho. A minha felicidade não dependia de ter ou não um filho. Ela seria maior se eu o tivesse. E assim vivi esse luto.

No fim do ano de 2007, eu estava a trabalho em Belo Horizonte e minha cunhada me liga falando de uma nova clínica de reprodução humana que estava abrindo suas portas em Recife e que estava se apresentando como mais uma alternativa de tratamento para casais com dificuldades para engravidar. Ela ligou pra lá e marcou uma consulta pra nós. A clínica era composta por três médicos e dentre eles estava o primeiro médico que nós procuramos nessa nossa jornada. Disse a minha cunhada que eu estava meio cansada de tentar mas ela insistiu tanto que fui. Levei todos meus exames, resultados, enfim todo meu histórico e fomos lá conversar com ele. Foi ótima a conversa e assim eu e meu marido decidimos fazer mais uma tentativa. A equipe era ótima. A médica que fazia as ultrassonografias para acompanhamento dos folículos era maravilhosa. Adorei ela assim de cara e de graça. Seria um anjo na minha vida, mas naquele momento eu não sabia. Fizemos nossa terceira FIV e colocamos 2 embriões excelentes. Saímos de lá tão confiantes, tão alegres e seguimos novamente todas as recomendações médicas. E quinze dias depois… resultado adivinhem? Negativo. Eu já estava me acostumando com essa tristeza, mas algo me fez levantar mais rápido.  Fomos conversar com o médico e ele nos disse que foi falha de implantação. A medicina ainda não sabe qual o local certo e exato para colocar o embrião dentro do útero. Saímos de lá e fomos para casa, cada um de nós pensando no que estava acontecendo. Estávamos cansados dessas tentativas. Meu marido já tinha desistido, mas eu não. Tinha gostado tanto daquela médica que tinha feito a ultrassom e que inclusive me ligou para me confortar quando soube do resultado negativo que quis conversar com ela. E lá fomos nós. Marquei consulta e ela nos recebeu muito bem. Nos explicou tudo nos mínimos detalhes e meu marido ficou também encantado com ela. Explicou que poderíamos fazer uma FIV no ciclo natural, sem precisar de hormônios para superovulação. Resolvemos fazer, mas no dia da punção o óvulo não atingiu o tamanho ideal e tivemos que desistir dessa tentativa. Isso ocorreu em 2008. Resolvemos novamente dar um tempo e viver sem pensar nisso.

Em 2009 minha mãe foi diagnosticada com câncer, raro e agressivo, e assim devido a isso demos uma pausa nos tratamentos. Foi um momento muito triste em nossas vidas. A incerteza do tempo de vida de minha mãe me fez viver cada dia como se fosse o último dela. Todos da minha família nos dedicamos inteiramente a ela. Todavia, quando ela estava relativamente bem, entre um ciclo e outro de quimioterapia, retomei minha luta em realizar meu desejo de ser mãe. Em 2011 resolvi que seria minha ultima tentativa. Fomos conversar com aquela médica (meu anjo) e ela disse-nos que estava nos devendo um resultado positivo. Achei aquilo tão tocante, ela torcia muito por mim! Fiz todos exames necessários e em março de 2012 fiz a minha última FIV aos 44 anos. Foi o momento mais mágico que vivi. Tudo transcorreu tão tranquilo desde o princípio que parecia que desta vez ia dar certo. No dia da transferência colocamos 4 embriões e após 15 dias, aos 45 anos recém completados, recebi meu primeiro resultado POSITIVO. Liguei pra meu marido e disse a ele o que eu passei nossa vida inteira querendo dizer: você vai ser papai!!! Foi a maior emoção da minha vida até então. A família ficou toda emocionada, muitos de nossos amigos nos ligavam para parabenizar e choravam conosco de alegria. Para minha mãe esse resultado foi um alento imenso em seu tratamento. Foi simplesmente maravilhoso. O segundo telefonema foi para a médica e ela já foi logo me recomendando repouso e progesterona e que eu repetisse o beta em dois dias. Assim fiz e deu tudo certo.

Na primeira ultrassonografia vimos que havia apenas um bebê no útero e que estava muito bem. Porém com 9 semanas de gravidez fui internada muito mal, sangrando e desmaiando, e o diagnóstico foi de gravidez tubária. Um dos quatro embriões fez o caminho inverso e saiu do útero e foi pra trompa esquerda e lá ficou até provocar o esgaçamento da referida trompa. Mas aí entrou outro anjo da minha vida, minha médica ginecologista e obstetra. Ela foi me ver na emergência e já contactou toda sua equipe e me operou  duas horas depois da minha entrada na emergência. Quando pensei que tinha conseguido engravidar e que estava tudo bem comigo e com meu bebê tive que passar por esse susto. Na hora eu pensei que ia perder tudo. Na minha cabeça eu não entendia que essa cirurgia poderia ser feita tendo outro bebê no útero e que ele não seria afetado. Eu pensei apenas no seguinte: estou em Tuas mãos meu Deus. Seja feita a Tua vontade e fui. E graças a Ele deu tudo certo. Três dias após a cirurgia estava muito triste e senti que foi por ter perdido o bebê da trompa. Chorei bastante e depois me acalmei pois tinha outro bebê que dependia de mim para viver e aí juntei minhas forças e lutei pelo bebê que ficou. Permaneci de repouso durante 30 dias e depois disso tive vida normal. Passamos a fazer as ultrassonografias de rotina, os exames todos e estava tudo dando certo até que cheguei na vigésima quinta semana quando, novamente tive um sangramento e fui novamente pra emergência. O desespero tomou conta de mim, pois não tinha feito nada que tivesse provocado isso. Quando fui atendida diagnosticaram descolamento de placenta e diabetes gestacional. Meu bebê poderia nascer ali naquele momento, mas novamente Deus estava no comando. Me lembro que nesse momento miha querida amiga Taci e sua mãe estiveram lá me visitando e a mãe dela me entregou a oração de Maria passa na frente. Graças a Deus e aos médicos eu saí do hospital e controlei a diabetes gestacional apenas com a alimentação, porém tive que ficar de repouso até minha filha nascer. E ela nasceu com 38 semanas e 3 dias de gestação. Saudável, normal e linda. Pesou 3,434kg e mediu 51 cm. Meu sonho realizado, aos 45 anos fui mãe! Essa é minha história!!!”

19 out
Parto do Coração

Luciane 2

Gente, antes que nada quero deixar claro que continuarei na mesma linha de sempre, animando a todas a seguir com as tentativas e tratamentos nessa busca da maternidade através do gerar na barriga, acreditando que é um momento sublime e mágico, mas desde o escolher do título do meu blog como Maternidade Sonhada compartilho da ideia que a maternidade também pode se dar de uma forma que é puro amor, através da adoção.

Conheci muitas mulheres que no decorrer dessa minha busca chegaram aos seus limites nas tentativas via tratamento de reprodução assistida e partiram para adoção, e sem exceção todas, absolutamente todas, se dizem completas e realizadas com esta maternidade dessa forma alcançada.

Dia desses, li uma entrevista linda de Luciane Moreira Cruz, autora do blog “Gravidez Invisível” que tem por objetivo principal desmistificar a maternidade através da adoção. Deixei um elogio nos comentários desta entrevista e para minha surpresa em seguida ela entrou em contato e nos identificamos muito! Por um lado eu que sempre quis engravidar e lutei muito até finalmente conseguir e do outro uma mulher que sempre pensou em ser mãe através da adoção, como uma decisão de vida e única opção pensada. Uma troca riquíssima de experiências através de poucos e-mails que nos fez sentir muito próximas mesmo sem nos conhecer – ainda – pessoalmente.

Então divido com vocês um texto lindíssimo da Lú que se chama “Parto do Coração”, que expressa de uma forma maravilhosa um pouco do que ela aborda, instigando a todas pessoas que por ventura tem algum tabu em relação ao adotar, docemente falando.

Com vocês um pouquinho da adorável Lú!

Luciane3

Parto do Coração

“Gravidez do coração” e “parto do coração” são termos utilizados pelas famílias que vivenciam a maternidade/paternidade através da adoção. Tentarei aqui explicar sobre este período com o objetivo de esclarecer esta fase tão especial para os pais adotantes e também para os familiares e amigos próximos.

O que quer dizer esta tal gravidez do coração? Bom, posso começar dizendo que ela é mais real que parece.

Segundo o dicionário Aurélio a palavra gravidez significa o estado de uma mulher grávida, gestação. Já a palavra coração quer dizer: é um órgão musculoso, centro do sistema de circulação do sangue, conjunto de sentimentos, centro da sensibilidade, da afeição, do amor. Objeto do afeto de alguém. Consciência ou memória. Conjunto de características morais ou psicológicas. Coragem, valor. Parte mais interior de algo. Parte mais central ou mais importante de algo.

Analisando o significado de ambas as palavras consegui desenvolver a seguinte explicação para a gravidez do coração:

“A gravidez da adoção se dá no coração, este órgão que fica localizado no peito e que está cheio de sentimentos, sensibilidade, afeição e amor por um ser que não foi gerado embaixo dele (na barriga), mas DENTRO dele. Temos consciência da realidade desta gestação, adquirimos muita coragem para enfrentá-la e aprendemos a mensurar o seu valor durante o tempo de espera.”

Falando de parto, sabemos que existem diversos tipos, normal, cesárea, humanizado, e, também o parto do coração. Todos estes partos tem como pré-requisito saúde física e mental para serem bem-sucedidos. Para aqueles que não tinham ideia da existência deste último tipo de parto, fico feliz em saber que a partir de agora ele não será mais ignorado ou subestimado.

Como colocar em palavras as sensações de um parto invisível aos olhos humanos? Como já passei por um parto do coração, farei o possível para torná-lo compreensível.

Quando recebemos a ligação da pessoa que está intermediando o processo de adoção, com a informação positiva de que chegou a nossa vez, é como se estivéssemos entrando em trabalho de parto. Neste momento sentimos uma emoção incontrolável, nervosismo à flor da pele, felicidade sem tamanho. Porém, também é um momento delicadíssimo pois nesta hora percebemos que o nosso filho está sob os cuidados de outra pessoa. E, muito provavelmente, ainda não temos todas as informações necessárias para ficarmos mais tranquilos, e pensamos em todas as possibilidades, como por exemplo: Será que está em um abrigo passando frio? Está bem alimentado? E se ainda está no hospital, será que está com algum problema de saúde? É muito importante nesta hora tentar manter a calma e o auto-controle para aguentar todas estas contrações da mente, e focar no próximo passo, o parto.

Até o momento do grande encontro, o nascimento, nosso coração fica como aquela música da Marisa Monte que diz “O meu coração é um músculo involuntário e ele pulsa por você…”, e é bem assim, mas ele pulsa tanto que parece que vai sair pela boca, sem exageros!!!

O rompimento da bolsa se dá quando chega o momento de sair de casa para ir ao encontro deste amado filho. O líquido amniótico é o amor que não conseguimos mais conter e começa a transbordar do nosso peito. Enfim, é chegada a hora do parto! Quanta dor, quanta angústia, quanto medo, mas na hora em que o nosso filho nasce, na hora em que encontramos ele pela primeira vez, toda a dor desaparece. É o milagre da vida!!

Me lembro como se fosse hoje, eu e meu marido no carro, indo ao encontro do nosso primogênito. Parecia uma cena de filme. Em meia hora passou um resumo de toda a nossa espera na minha mente. Na hora do nascimento, no momento em que ele foi colocado nos meus braços, eu o aproximei do meu peito e sussurei para ele: “Nós te esperamos tanto meu filho, tenha a certeza que você já é muito amado!”. Ao meu redor parecia que tudo estava parado e em silêncio, mas eu sabia que os céus estavam vibrando com mais uma família formada pelas mãos de Deus. Lágrimas escorrem do meu rosto só de lembrar deste momento lindo, único, abençoado. Sempre digo que foi como se eu tivesse recebido um beijo do céu. (Faço referência aqui ao livro “O beijo do céu” da Darlene Zschech)

Quanto aos cuidados do pós-parto, os pais também devem ter uma boa alimentação e descansar pois passaram por um nível elevadíssimo de estresse e precisam estar bem dispostos para estes primeiros dias com o tão sonhado filho. Este início é essencial para a conexão entre os pais e o filho. Apesar da grande ansiedade da família e amigos mais chegados, é primordial que seja reservado a maior parte do tempo somente entre os pais e a criança. Segundo a Dra. Bobbi J. Miller, terapeuta especialista em adoção da Universidade de Saint Louis, “A criação do vínculo faz parte de uma construção de relacionamento. Isso leva tempo, e está ok. Na verdade, muitos pais biológicos também dizem que não sentem o vínculo imediato como pensavam que teriam. Frequentemente este vínculo leva alguns dias ou semanas de cuidado com a criança – alimentação, vestuário, troca de fraldas – para que o laço eterno seja formado”.

Meu anseio é que após a leitura deste texto você tenha entendido um pouco mais sobre o parto do coração. Espero ter colaborado para a elucidação dos fatos, tornando este processo invisível mais visível para os pais, familiares e amigos mais chegados.”

15 out
Anjos no caminho

Nesta caminhada, durante esses 6 longos anos, vários anjos em forma de gente foram de extrema importância para mim. Foram apoio, foram colo, foram torcida. Começando pelo marido que estava comigo sempre, sonhando junto. Nossas famílias que torceram e sofreram conosco em todos instantes. Amigos próximos que em alguns momentos foram irmãos, que se preocupavam com a gente e estavam ligados sempre, muitas vezes fazendo de conta que não estavam nem aí para este tema mas que estavam pendentes de alguma notícia positiva… Mas hoje venho lhes falar de outros anjos e divido com vocês o encontro de alguns que encontrei na internet através de um grupo muito especial de mulheres que conheci lá no ano de 2002 e que até hoje mantenho contato.

O fórum de infertilidade da Colunista Cláudia Collucci na UOL, era um espaço aberto para mulheres que tinham dificuldades para engravidar, espaço para dúvidas, conflitos, desabafos e expor nossas histórias. Mulheres do Brasil inteiro, algumas brasileiras também que moravam no exterior, numa troca fantástica que me fez muito bem naquele momento. O se deparar com pessoas com histórias parecidas a minha, com outras com casos aparentemente bem mais complicados que o meu e que haviam conseguido e outros tantos mais. Digamos que era uma terapia gratuita na internet. Haviam algumas que como eu eram assíduas e que começamos a seguir os passos umas das outras nessas tentativas para engravidar. Até um certo momento que começamos a nos identificar pelas regiões que cada uma morava, e um dia fui contactada por uma recifense chamada Cleide que me informou sobre um grupinho de mulheres com dificuldade para engravidar que estavam começando a se reunir pessoalmente aqui em Recife…

Trocamos alguns e-mails, deixei o receio de lado (afinal se encontrar com pessoas que você nem conhece…). A curiosidade e a vontade de me juntar ao grupo foi mais forte e lá fui eu conhecê-las no Shopping Center Recife. Elas já tinha se reunido a princípio em outro shopping da cidade, marcaram 4 de se encontrar e afinal foram 3, Cleide e mais duas, e desde o princípio o grupo se identificou demais. E lá fui eu ao Shopping Recife encontrá-las. Gente, era um frio na barriga! Em algum momento pensei na loucura de ir ao encontro de pessoas que não conhecia mas por outro lado ansiosa por me juntar a pessoas que me entenderiam bem o que eu estava sentindo e passando…. Marcamos de nos encontrar para um café que durou horas e foi maravilhoso!!! Nos primeiros encontros a pauta era basicamente cada uma contar “ao vivo” sua história em detalhes, as horas passavam e não nos dávamos conta. Foi muito importante para todas aqueles momentos de conversa, desabafo, lágrimas e amizade que nasceu diante daquela sintonia.

Os anos foram passando e algumas começaram a realizar seus sonhos, algumas se afastaram, outras continuavam na luta, outras retornaram ao grupo e após 12 anos continuamos em contato, não tanto como no princípio mas com a reunião de fim de ano sempre em pé e alguns encontros ao decorrer dos anos. Hoje em dia somos 11 mulheres, agora com grupo no whatsapp e poucos e-mails mas que nos fazem presentes umas nas vidas das outras. O foco agora já não é engravidar, isso ficou para trás e se transformou em encontro de amigas, mulheres, mães, com direito a papos mais relaxados e dando tchau aquele passado que tanto nos fez sofrer, mas também crescer!

E com base neste grupo de mulheres maravilhosas, em algumas oportunidades dividirei histórias lindas e emocionantes que com certeza serão importantes para vocês. Ficando o incentivo de continuarem seguindo este blog e outros espaços mais que lhes fizerem bem, como assim me fez naquele momento da minha vida.

sentadas Cleide, Viviane e Andréa    Em pé Sofia, Taci e Ana Paula

Foto acima do primeiro encontro de algumas daquelas mulheres especiais e tão importantes naquela espera.

  amigas
 Foto com alguns desses anjinhos. Todos os anos, desde então, no final do ano nos encontramos!