20 mar
Novas Seguidoras, Bem Vindas!!!

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Observei um número crescente de seguidoras novas por aqui nos últimos dias! Desde já dou a todas as boas vindas e lhes conto um pouquinho sobre este espaço e sobre mim. Publiquei no domingo passado (no instagram e facebook) sobre um evento em apoio às portadoras de endometriose que acontecerá no próximo sábado em várias cidades, a Endomarcha, evento este que apoio de todo coração, inclusive por já haver padecido bastante com esta enfermidade. E após esta publicação muitas novas seguidoras me mandaram mensagens perguntando se eu havia conseguido engravidar, mesmo com endometriose, e se sim como havia sido. E se me ponho a lhes contar em detalhes não terminarei mais por aqui, juro que um dia – em breve 🙏🏼- vocês terão a oportunidade de saber TUDO nos mínimos detalhes… Mas me adianto brevemente por aqui lhes trazendo uma foto até então inédita para todas vocês! Foto que fizemos para uma matéria no Jornal Folha de São Paulo em Maio, do ano de 2008! Matéria para o domingo dias das mães sobre casos de mulheres que engravidam naturalmente, após tratamentos de reprodução assistida (me acharam! Rs) Eu e elas duas, minhas filhas, uma nos meus braços, outra no meu ventre! Sim, para quem não sabe ainda engravidei 2 vezes! Mesmo com endometriose severa, mesmo com falência ovariana precoce, consegui ser mãe!!! Na primeira vez depois de árdua luta durante 6 anos (entre cirurgias, tratamentos hormonais, picadinhas mil, inseminação e fertilizações in vitro), e a outra naturalmente, milagrosamente! Quando a minha primeira gordinha tinha apenas 7 meses de vida. Gostou? Dá para entender agora um pouco do que me estimula estar por aqui há mais de dois anos lhes dizendo para seguir e não desistir? Bem vindas então a este blog escrito com muito amor, onde nesta caminhada vi mulheres que estavam por desistir voltar a lutar e conseguir, onde já presenciei milagres acontecerem, como assim aconteceu comigo e poderá acontecer com você! Bem vindas ao Maternidade Sonhada! Espero poder te ajudar de alguma forma.

21 jan
Na Mídia!

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Tinha dado esta entrevista tempos atrás, não sabia quando sairia e desde cedo recebo mensagens parabenizando pela bela matéria que o Jornal Diário de Pernambuco publicou no dia de hoje. Na chamada da matéria eu e minha duplinha contando um pouquinho de tudo que passei até chegar a elas. Amo falar e escrever sobre este tema, quero mais que minha história chegue a mais e mais mulheres que estão na luta, sempre levando a mensagem de que TUDO valerá a pena até chegar à realização do sonho da maternidade!
“Cinco por cento. Esta era a chance da bacharela em direito Taciana Lira engravidar. Aos 31 anos, havia acabado de detectar falência ovariana precoce. Antes disso, havia passado por uma cirurgia, tratamentos hormonais, inseminação artificial e duas fertilizações in vitro. Partiu para a última tentativa: mais uma fertilização. Naquele momento, só os 5%, um dos tantos números e probabilidades encaradas em seis anos tentando engravidar, traziam esperança. “Era melhor do que 0%”, pensava. Meses depois, trouxe a filha Mariana ao mundo. A emoção logo virou surpresa. Mariana ainda era um bebê de colo quando Taciana descobriu uma nova gravidez, dessa vez, sem nenhum tratamento. Até a gestação inesperada de Valentina, “o milagre”, Taciana tinha confiado aos médicos e laboratórios o sonho de ser mãe. Nunca esteve sozinha. Só em 2015, 35,6 mil ciclos de fertilização in vitro foram realizados no Brasil, 946 deles em Pernambuco. Com taxas de sucesso variadas, os métodos de reprodução assistida são banhados de incertezas, desafios éticos e até mesmo casos surpreendentes para a medicina.”
http://www.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/cadernos/vida-urbana/2017/01/21/interna_vidaurbana,161919/os-numeros-do-milagre-da-concepcao.shtml

17 jan
E se não tivesse sido assim?

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Semana passada completamos 18 anos de casados… para quem ainda não sabe meu marido é argentino e nossa história de amor renderia bastante para lhes contar por aqui, mas ,enfim, lutamos muito para estarmos juntos, enfrentamos obstáculos diversos até conseguirmos casar! Morei em Buenos Aires por 5 anos, e o destino há 13 anos nos trouxe p meu Recife. Com um aninho de casados decidimos que estaria na hora de liberarmos para a vinda do nosso filho, que acabou se estendendo por longos 6 anos de espera e muitos capítulos até a minha primeira gravidez. Pois bem, minha mãe conversando comigo sobre os 18 anos de casamento me comenta: “imagina só se você tivesse engravidado logo, Mariana já teria seus 16 aninhos de idade…” Gelei! E dentro de mim um turbilhão de recordações e sentimentos, que quero dividir aqui um pouco com vocês… Aquele comentário me fez confirmar o que venho sentindo, aprendendo e por diversas vezes dizendo pra vocês aqui: TUDO acontece no tempinho certinho, da forma que tem que acontecer, no tempo JUSTO! Ao escutar aquele comentário tentei me imaginar hoje com uma moça de 16, rumo aos 17 anos, sendo a minha filha, eu mãe de uma jovem. Me soou estranho, confesso! Sabe por que? Porque não consigo hoje me imaginar não sendo mãe das minhas filhas com as idades que elas têm, seus 9 e 8 anos! Idades para mim perfeitas, assim como tinha de ser, e como está sendo! Engraçado né? Eu que tanto sonhei, que tanto sofri, que tanto lutei para ela chegar, me pego tranquila e até “aliviada” por tê-la aqui desse jeitinho que tanto amo, nesses 9 aninhos de uma menina tão minha! Meio louco não? Rs Mas é pura verdade! Não entendemos por diversas vezes os planos de Deus nas nossas vidas, retrucamos as suas demoras, nos chateamos porque certos sonhos não se concretizam, ou se concretizam de uma forma diferente de como queríamos que fosse… Mas deixo aqui o alerta para que vocês repensem nas suas posturas, para que tentem reclamar menos e passem a agradecer mais. Muitas vezes um NÃO hoje pode ser um livramento amanhã! Por menos “e se”, por mais “seja feita a tua vontade, e desde já agradeço!”

31 out
Valentina – 8 Anos!

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Valentina, há 8 anos você chegava… Quem diria que após apenas 1 ano e 4 meses estaria ali novamente, naquele cenário, parindo a minha segunda filha, sendo mãe novamente? Nem a pessoa mais positiva da terra poderia prever! Nem nos meus sonhos mais lindos poderia imaginar este outro capítulo na minha vida. Você veio de supetão! Veio para abalar de amor, veio para nos ensinar MUITO, veio para mostrar ao mundo o Poder Infinito de Deus! Veio ser luz! Veio confirmar lindamente os milagres de Deus que são reais, mesmo sendo tão difícil de acreditarmos, até um dia este milagre fazer parte da sua história, como assim aconteceu comigo.
Pensava eu que já havia sido agraciada com a chegada da sua irmãzinha, da nossa Nana, e que me bastaria para realizar a maternidade na minha vida, após tantos anos de espera, mas os Planos de Deus são bem superiores aos nossos e quando ela tinha apenas 7 meses de vida, descobri -sem jamais esperar- que você estava ali, dentro de mim. Choque, surpresa, emoção, delírio, encantamento, gratidão. Gratidão esta que me acompanhará para o todo sempre. Porque você, minha Tina, fez meu coração e minha alma transbordarem de amor e fé, fez-me reconhecer sem dúvidas daquele poder surreal que já tinha escutado por diversas vezes e até quem sabe algum dia havia falado da boca para fora, mas que vivi e vivo até hoje com sua presença, e assim será para o resto da minha vida com sua alegria contagiante na nossa família! Tina, nossa Titina, nossa menina, doce, “louca”, linda, animada, do bem, desastrada, charmosa, amiga, nossa eterno bebê, nosso milagre. Hoje é dia de festa, hoje é seu dia, aliás hoje é o nosso dia também! Que venham muuuuitos anos mais!

10 fev
Os recados que a vida dá

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Eram dias prévios do carnaval de 2006, lá estava eu trabalhando, trabalhava numa livraria bem grande e naquele dia haveria a apresentação de umas crianças que iriam dançar.

Naquela época já faziam um pouco mais de 5 anos de tentativas frustadas para engravidar, carregava nas costas o diagnóstico da endometriose, cirurgias, tratamentos hormonais, inseminação, duas fertilizações in vitro e um coração calejado de esperar.

Havia decidido mudar de equipe médica, cabeça confusa, angústia presente, mas com a esperança de mulher sonhadora que nunca me abandonou.

Num dado momento escuto que a música tomava conta do ambiente e resolvi me aproximar para assistir um pouco da apresentação. No meio de tantas crianças uma menininha muito me chamou a atenção, parecia que estava ali só eu e ela, ela olhava para mim diretamente com um sorriso encantador. Naquele momento, pode parecer loucura, mas comecei a me imaginar assistindo a minha filha que um dia existiria, uma emoção tomou conta da minha pessoa, uma alegria sem fim encheu o meu coração e ao terminar a apresentação resolvi me aproximar da garotinha apenas para saber como se chamava e eis que me responde com um belo sorriso e olhinhos brilhando: Mariana!

Disse que ela era muito linda, a elogiei como havia dançado e me retirei… Desabei. Tive que engolir o choro e me ausentar imediatamente. Não poderia assustar aquela criança com meu choro descontrolado. Sim, eu não poderia me conter, eu não aguentaria. Mariana seria o nome da minha filha, há poucos dias em uma conversa com o marido havíamos decidido que quando engravidasse e se fosse uma menina se chamaria Mariana, em homenagem ao papai Mariano. Também havíamos conversado sobre nossas intuições e preferências. Eu sempre sentia que teria uma menina, não que preferisse, para mim o sexo seria um mero detalhe, mas eu sentia que viria a minha Mariana. Já o marido declarou a sua preferência declarada de que gostaria muito ser pai de uma menininha.

E ali naquele momento, momento recente que havíamos decidido que partiríamos para a terceira e última tentativa de fertilização, aquela garotinha veio ao meu caminho para confirmar que faltaria menos para ser a mamãe da MINHA Mariana. E assim sucedeu, em outubro daquele ano estaria grávida da minha primeira princesa!

Então fiquem atentos e acreditem nos recadinhos que a vida traz, que Deus manda ao nosso caminho, através das formas jamais imaginadas e nos lugares mais impensados. Recados que acalentam a alma e renovam nossas forças e esperança neste caminho as vezes tão difícil, recadinho que te soa como bela música te avisando que se aproxima o tão esperado momento… Sempre na certeza de que falta menos!

28 out
O Quadro de Fotografias

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Na primeira vez que fui a uma clínica de Reprodução Assistida, meu olhar foi direto a um quadro repleto de fotografias de bebês, que muito me chamou a atenção. Este quadro estava bem na entrada, dando as boas vindas a todos que ali chegavam…

Me lembro que após entregar a documentação na recepção me sentei no sofá e aquele quadro me deixou inquieta, até que resolvi me aproximar e fiquei em pé durante longos minutos, extasiada em frente à ele. “Viajei” literalmente observando cada foto e foi inevitável não imaginar como seria o meu bebê, se pareceria a mim ou ao meu marido, se por acaso teria os belos olhos verdes da minha mãe ou o lindo sorriso da minha sogra… E em algumas fotos vi bebês nos braços do médico, médico este que naquele momento ainda nem o conhecia, mas que devido a bata branca me dava conta que era ele, quem estava prestes a me atender e “resolver meu caso”, era o que eu pensava… Depois de admirar várias fotos e babar muito, me aproximei e confirmei com uma recepcionista o que eu já imaginava: eram bebês provenientes de tratamentos naquele local, e aquilo encheu meu coração de esperança!

E assim era a cada ida àquela clínica, ficava imaginando somar mais uma foto ali, a foto do meu filho que em breve estaria gerando… Mal sabia que alguns anos e muita história pela frente me esperava ainda para poder, enfim, estar grávida.

Após aquela clínica cheguei a frequentar  3 clínicas a mais diferentes, e em duas delas, em algum lugar, constava um espaço com fotos de alguns bebês… Aquilo me enchia de esperança e de imediato minha mente sonhadora já arrumava um cantinho imaginário naquele novo quadro para já enxergar, com os olhos do coração, a foto do meu filho ali.

Lembro que em uma dessas clínicas o tal quadro se encontrava justo atrás da mesa do médico, eu me concentrava na consulta lógico, mas em algum momento me pegava “viajando” nas fotos, era inevitável… Me lembro que uma vez o médico observou  a cena, se deu volta para ver para onde eu estava com o olhar fixo e começou a me contar brevemente algumas histórias das mães daqueles bebês, histórias de mulheres com endometriose, parecidas a minha, e que tinham vencido! Naquele dia imaginem como sai dali… O sentimento de que eu também venceria me dominava!

São detalhes que ficam no caminho mas que levamos com a gente… São momentos de puro sonho e anseio pela hora da maternidade sonhada se tornar realidade, momentos esses que não se apagam da memória.

Ficou curiosa se enfim levei os retratos das minhas filhas para estarem expostos em alguma clínica? Acredite que não! rsrs  Após os nascimentos delas não tive espaço para sequer pensar naquele quadro e não me lembrei mesmo, vim lembrar anos depois! Acredito que porque suas presenças na minha vida preencheram qualquer anseio e superaram os mais lindos sonhados já sonhados algum dia,  em compensação tenho fotos delas pela casa, no celular, em vários álbuns, no computador.

Hoje sou capaz de lhes descrever cada pedaçinho das minhas filhas, as tenho gravadas na minha memória e no meu coração cada dia mais. Elas são minha realidade, são as provas de que vale a pena sonhar e de que não existe impossível para Deus. São minha inspiração diária para lhes escrever algo e tomar algum tempo da minha vida para lhes levar esperança e ânimo para seguir, porque tudo, absolutamente tudo será recompensado, quando enfim você se transformar em MÃE!

 

27 out
Apoio às Portadoras de Endometriose

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Lí um texto no site MulherEndo (Associação Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose), sobre a importância da família para a paciente com Endometriose, e achei de relevada importância para compartilhar com vocês:
http://mulherendo.pt/a-importancia-da-familia-para-a-pacie…/

Eu senti na pele o que é ser portadora de endometriose e bem sei o quanto não é fácil. Apesar da minha endometriose ter sido considerada severa (Grau 3) e meu caso ser atípico devido a não sentir dores agudas, o sintoma principal que sentia foi a infertilidade que me machucou MUITO emocionalmente, durante 6 longos anos de tentativas, entre tratamentos e cirurgias.
Acompanho casos e mais casos de mulheres que tem uma péssima qualidade de vida devido aos sintomas da endometriose, destacando as dores intensas que sentem constantemente e que lhes impede de viver uma vida digna e tranquila, afetando seu lado profissional, estudantil, afetivo, entre outros aspectos no seu dia a dia. E a família nesta situação pode fazer toda a diferença, dando o suporte emocional de estar ao lado, a entendendo e a fazendo sentir acompanhada nos momentos que mais necessita.
Eu tive a sorte grande de contar com um marido presente que me fazia sentir apoiada a todo momento, uma mãe super carinhosa e uma irmã anjo no meu caminho que fizeram minha caminhada mais fácil, mas bem sei que nem todo mundo conta com esse apoio e aqui venho ser solidária a dor de todas vocês, portadoras dessa doença que se espalha cada dia mais pelo mundo, devendo haver maior conscientização e respeito de todos.
Quanto a mim e a endometriose, após duas gestações praticamente seguidas, onde consequentemente tive duas pausas interessantes para controle da endometriose de 9 meses sem menstruar, fui orientada a colocar logo em seguida ao segundo parto o diu mirena, me adaptei super bem ao mesmo, não menstruo há 7 anos e a endometriose não dá sinal na minha vida, graças a Deus!
‪#‎euvenciaendometriose‬ ‪#‎vocêvencerá‬ ‪#‎MaternidadeSonhadaemapoioàsportadorasdeEndometriose‬

“A todos os que acompanham e vivem de perto com uma mulher que tem Endometriose: Quando não souberem o que dizer, não digam nada. Permaneçam em silêncio, mas permaneçam. Leiam, pesquisem, informem-se, procurem sempre saber mais e ter informação de qualidade ao vosso alcance, porque isso vai permitir-vos perceber a dimensão desta doença, e só assim vos será possível compreender. Quando não souberem o que fazer, não façam nada. Mas fiquem, estendam a mão, ofereçam o colo, e abracem. Abracem muito!”

13 set
Quero ser Mãe
Cláudia Collucci
Um dia eu estive no seu lugar, nas tentativas para engravidar, e  “de repente” sou para algumas de vocês “a Cláudia” que tanto me ajudou um dia…
Lhes explico… Na época da minha luta contra a infertilidade eu encontrei um cantinho similar a este. Um cantinho que me significava tanto, que me confortava, que me animava, que me fazia acreditar que deveria seguir e não desistir. Era um blog intitulado “Quero Ser Mãe”, maravilhosamente escrito por uma jornalista, a quem admirei desde o primeiro instante, desde a primeira leitura de um texto seu, chamada Cláudia Collucci. Jornalista da Folha de São Paulo, e que na época também estava nas tentativas para ser mãe. Então ela escrevia com precisão sobre o tema, ela sentia na pele exatamente o que eu e outras tantas mulheres sentíamos também, e ela além de não haver ainda conseguido engravidar, sabia de maneira ímpar como acalentar nossos corações. Cláudia foi MUITO especial para mim durante aqueles anos. Anos aqueles que parecem estar décadas atrás quando se refere à tecnologia atual, não existia whatsapp, instagram, as redes sociais mal existiam em comparação aos dias atuais, aliás a internet não havia chegado aos telefones, wi fi era algo inimaginável ainda, pelo menos para mim, hoje tão “dependente”…
Enfim, hoje, através de carinhosas mensagens tenho a honra e orgulho de me sentir um pouco “a Cláudia” na vida de vocês, tendo tido a responsabilidade linda de lhes acolher e de uma forma iluminada escrever algo que para algumas, naquele exato momento, era justamente o que necessitam escutar. Me lembro bem que muitas vezes chegava em casa a noite e ao abrir o computador e me deparar com uma nova mensagem daquele blog era uma alegria imensa! E aqui estou nesta posição anos depois… e é algo mágico ir sentindo que estou desbravando uma missão que tem enchido o meu coração e que tem me levado a este caminho novo e desafiador. São horas a mais de trabalho na minha vida, para quem não sabe trabalho 6 horas num Órgão Público e ainda tenho duas meninas lindas e sapecas, um marido para acompanhar e uma casa para administrar… Mas lhes confesso que tem valido a pena cada hora a menos de sono e um jogo de cintura louco para dar conta da melhor maneira, de tudo.
E quero seguir sendo “a Cláudia” na vida de todas vocês que me deixam entrar nos seus corações, que as vezes me deixam até dar pitacos nas suas vidas, que recebem chamadas e “puxões de orelha” virtuais através de palavras, mas sempre com muito carinho, no intuito de arrastá-las contra tudo que possa fazê-las desistir deste sonho da maternidade.
E mexendo no computador e organizando emails antigos encontro este que enviei para Cláudia em outubro de 2006… Email escrito na emoção, email sonhado, email “dívida” que eu sentia que deveria JÁ o quanto antes escrever para ela, que foi um grande suporte para mim, que me “deu a mão”,mesmo muitas vezes precisando de uma mão, mas que sempre estava por ali a me dizer através dos seus textos: “acredite!”
Com muita emoção divido com vocês aquelas palavras tão esperadas por mim naquele momento, que tenho gravadas no meu email até hoje…
Para você Cláudia Collucci meu eterno agradecimento!
“Cláudia querida, depois de 6 anos nessa espera,
finalmente no ultimo dia 06, após a 3. FIV, tive a
enorme satisfação de ver um numero que jamais esquecerei
na vida:271 – o resultado do meu beta! Tirei licença
do trabalho e nessas últimas semanas a minha única
prioridade é meu bebê tão sonhado que carrego no ventre… O
caminho não foi fácil, 2 operações por causa da
endometriose, tratamentos hormonais, 1 inseminação e 3 FIVS… A ansiedade com
certeza em alguns momentos esteve presente (inclusive, ainda,
por estes dias no princípio da gravidez) mas nunca
jamais deixei que tomasse conta do meu ser, da minha
vida. Acredito que ansiedade sob medida é legal, porque nos
faz crescer e “ambicionar” certas coisas e momentos
saudáveis da vida, mas nunca devemos ser prisioneiras
desse sentimento. Creio MUITO em Deus e nessa última
FIV (a qual de comum acordo com meu marido seria a
ultima tentativa) ACREDITEI de coração e me entreguei
por completo a cada detalhe do tratamento mas
principalmente a JESUS para que fosse feita a vontade DEle!
Necessitava dividir contigo que tanto me ajudou.
Beijo Taci”