05 mar
A não perder a doçura… Jamais!

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Eu completaria esta frase dizendo que felizes são também aquelas pessoas que estão ao lado destas que brilhantemente conseguem driblar as adversidades da vida e mesmo assim não se tornam amargas. Cada vez mais, infelizmente, conheço pessoas que não conseguem superar certas situações e as transformam em puro pessimismo e chatice, complicando as suas vidas e contaminando as demais que estão ali, ao lado, muitas vezes querendo ajudar, mas cansadas de terem que aturar esse novo ser que você deixou surgir. E bate uma saudade daquelas pessoas que um dia foram leves, foram sorrisos, foram agradáveis, e muitas vezes me pergunto se já não existem mais ou se por acaso estão ainda adormecidas dentro delas? E torço muito que sim, e cutuco, e converso, e tento lhes fazer notar que cabe a elas reagir e quem sabe despertar aquele seu antigo “eu”. E venho lhes falar sobre isso porque observo sim, muitas tentantes que se deixam amargurar, que mesmo sem notar se entregam, “morrem” a cada negativo, a cada batalha perdida, e que de repente mudam e perdem o brilho no olhar. Triste, muito triste, mas real e mais comum do que se imagina. Então hoje venho aqui lhes alertar! Não se deixem de amar, não abram brechas para também não deixarem de serem amadas! Sim, porque estar com uma pessoa pesada, ranzinza e amarga ao lado por muito tempo desencanta! E quando algumas se ligam nessa necessidade de mudança… já é tarde demais! Já perdeu marido, amigos e até familiares que estavam ali ao lado por tanto tempo, mas cansaram. A espera pelo filho que não vem é terrível, bem sei disso, mas cabe a você não deixar com que sua vida não só foque nisso! Aí existe uma mulher, uma esposa, uma amiga, uma profissional e tantos outros papéis a mais que merecem entrega e dedicação, e que, enquanto o filho não chega, lhes fará feliz também. Não é pensar em desistir, jamais! É saber lidar com essa vida de tentante sem deixar influenciar ao extremo tantos outros planos da sua vida. Entendido? Espero poder ter te ajudado ou quem sabe ter mandado este recado para aquela pessoa que você tanto ama e que de repente está precisando dar uma lida neste texto… 😘 Recadinho dado e a ordem é reagir!

10 jan
Mais amor por favor!

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Uma das tantas lições que a endometriose e a luta de anos para engravidar me trouxe foi esta: não julgar a dor do outro! Nunca. O que pode te parecer besteira, pode ser uma dor infinita para quem está vivendo. Porque só sabe quem passa, quem sente na pele, quem sofre aquela dor e ninguém deve se meter a sequer querer mensurar a dor do outro. Não conseguir ser mãe para alguém pode ser um detalhe, pode ser frescura sofrer por isso, mas NÃO, para quem sonha com isso, dói, e muito, chegando a rasgar por dentro, dói na alma alguns dias, dói no coração. Então pondere, julgue menos, use suas forças para tentar ser abrigo, conforto, colo. Lembrando que cada um tem seus limites, cada um reage de uma forma diferente, da sua forma, diante de certas circunstâncias. E sabe aquela frasezinha tão usada ultimamente? Pois bem! “MAIS AMOR POR FAVOR!” Com doses de respeito e discrição que serão muito bem vindas também.
E para você que sofre e se vê sendo julgada aí: não deixe! Se ame! Se imponha! Queira ao seu lado quem verdadeiramente torce por você, sem cobranças, sem piadinhas, com amor e contenção apenas, não menos que isso!
Desabafo de quem vive recebendo recadinhos de mulheres cansadas de além da dor da espera do filho tão sonhado que não chega, ainda ter que conviver com julgamentos e falta de sensibilidade por aí… ❤

19 set
A saga de ser Mãe, ex tentante!

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Há um bom tempo que venho recebendo inúmeras mensagens de mulheres que um dia foram “tentantes” (termo conhecido para aquelas mulheres que têm dificuldade para engravidar e sonham muito com a maternidade) e que conseguiram, enfim, se tornarem Mães. Mensagens estas que vem carregadas de desabafos, muitas a me perguntar se por acaso me senti assim como elas se sentem, cotadas a serem mães perfeitas, sem ter direito de errar, sem direito algum de reclamar de nada e, logicamente, sem hipótese sequer de comentar que em algum momento estão cansadas devido à rotina com o bebê. E a minha resposta a todas é um redondo: SIM! Sim, eu as entendo e as apoio porque também me senti assim!
Esse era um tema que já gostaria de haver exposto aqui, mas fui postergando por pensar, a princípio, que aqui era espaço apenas para tentantes e que falar da maternidade concretizada poderia sensibilizar, ainda mais, a algumas. Mas fui mudando minha maneira de encarar este assunto porque enfim muitas seguidoras, graças a Deus, se tornaram mães e todas um dia também se tornarão! E, então, por que não? Afinal falar sobre será uma ajuda e alerta para todas, mães e futuras mamães, que também poderão, muito provavelmente, passar por isso.
A realidade é que a partir do momento em que enfim você se torna mãe, muitos te colocam numa posição tão privilegiada que sequer admitem você ser uma mãe, como outra mulher qualquer. Afinal você lutou muito para realização deste sonho, e se é um sonho realizado então tudo tem que ser perfeito, começando por você! Não tendo portanto alguns direitos comuns que toda que qualquer mãe os tem, direito por exemplo a ficar exausta e expor esta condição, além é claro das olheiras que falam por si sós, porque se assim o fizer a possibilidade é enorme de escutar daquela pessoa que está ali ao seu lado, e que as vezes até inclusive te acompanhou de perto a sua luta, que você não pode reclamar de nada, porque era o que você mais queria. E ponto.
Ponto nada!
Antes que algumas tentantes comecem a se revoltar comigo (pelo amor de Deus não!!!), o que estou aqui querendo dizer não é que a maternidade vem cheia de coisinhas ruins, muito pelo contrário! Venho aqui seguir dizendo que a maternidade é muito mais maravilhosa do que você possa sonhar, que é um divisor nas nossas vidas, que é o melhor que já me aconteceu e que acontecerá com vocês, maaaaas como TODA mamãe, não porque tivemos dificuldades, que não teremos os mesmos direitos comuns, principalmente nas primeiras semanas ou até meses, de nos sentir cansadas ou até mesmo esgotadas fisicamente e não podermos dividir com pessoas queridas esses sentimentos. Que não devemos ser julgadas e sim compreendidas e apoiadas porque em alguns casos é bem cansativo mesmo, estando nossa realização e felicidade acima de qualquer cansaço, ló-gi-co!
Somos humanas e já basta das cobranças feitas pelo filho que não vinha e agora termos que enfrentar o tabu de que temos que ser mães perfeitas, ser inexistente no mundo, porque afinal ninguém é perfeito, inclusive as mães! Sabe como se aprende a ser uma boa mãe? Vivendo, errando e aprendendo! Com a diária, com o convívio dia após dia com o bebê, ambos se conhecendo e se entendendo. Sem tantos pitacos e regras a serem seguidas, deixando o instinto maternal e o amor nos guiar.
Resolvi escrever porque me solidarizo com todas vocês que estão passando por isso e que estarão por passar, e que desde então lhes alerto para que já vão se preparando para se auto protegerem desses julgamentos e cobranças impostos às mamães ex-tentantes.
Concordo que somos mães especiais sim, é certo, passamos por um caminho mais comprido e duro até nos realizar com a chegada do nosso filho, teremos uma linda história de superação para lhes contar, e a chegada à maternidade nos marcará mais que a outras que não passaram pelo que passamos, mas a partir do dia em que nos tornamos mães, seremos mães da mesma forma que todas outras, mulheres sensíveis, com auto cobranças já inseridas, e que o que mais precisamos é de apoio, de contenção. Não somos mulheres maravilhas, somo sim mulheres maravilhosas! Está claro pessoal?
Beijo no coração de cada uma e parabéns pelas excelentes mães que já são e as que serão! Cada uma a sua medida, da sua forma, da melhor forma, cheias de amor para dar e receber.
E às mamães já presentes por aqui, a partir de hoje, estarei aberta sim para falarmos um pouco sobre este universo da maternidade, sobre as “crias”, sobre nós mulheres neste mundão intenso – e lindo- da maternidade, combinado? Podem me enviar inclusive sugestões de temas a serem abordados, que assim o farei com muito carinho, baseada na minha experiência de ex tentante e “super” mãe! 😉

18 jul
Ser Mãe, algo que não se força, se sente!

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Dia desses almoçando com uma colega do trabalho ela me revelou que não se imagina mãe. Foi muito convincente de que não nasceu para a maternidade, e eu a admirei. Sim! Porque ela admitiu isso de uma forma natural, espontânea e segura. Disse que curtia os sobrinhos, que gostava de crianças mas que não tinha a menor vontade de ter essa responsabilidade e de passar por esta experiência na vida. Independente ao extremo, não consegue sequer se imaginar neste rol materno. E eu a parabenizei. São poucas as mulheres que assim sentem e decidem seguir, assumindo e aceitando sua falta de instinto maternal, que não se deixam levar pela pressão externa da sociedade de que toda mulher DEVE ser mãe, independentemente das circunstâncias. E dessa maneira, como se não tivesse outra opção, se deixam levar pelo momento e quando se deparam tem um serzinho ali que para muitas se torna um peso (forte ler isso né? mas uma triste realidade) e sendo assim o “terceiriza” de forma extrema por opção, porque não sentem de coração no dever e querer -delicia- de cuidar da “cria”, algo que naturalmente flui em toda mulher que decide verdadeiramente seguir ao chamado da maternidade. E daí surgem crianças órfãs de amor de mãe, amor este que, ao meu ver, não tem como ser substituído por amor algum. Desculpem-me os pais… 😁
Ser mãe é uma dádiva, isso é fato, para mim uma experiência que jamais poderia, nem pensar, passar pela vida sem vivê-la, desejo que me acompanha desde a minha infância e que vivo, muitas de vocês bem sabem, reconfirmando o que penso e sinto sobre a maternidade a todos que “ousarem” abrir uma brecha sobre o tema no meu caminho. Mas nem por isso criticarei ou julgarei aquelas mulheres que não nasceram para ser mães e assim assumem e põe em prática esta decisão, ao contrário, as admiro pela coragem e “ousadia” de levarem adiante o que pensam e sentem, em vez de se deixar levar e “de repente” se verem no papel que não queriam para suas vidas, sendo ruim para elas e pior para os filhos que não pediram para vir ao mundo nessa condição. E o mais irônico disso tudo é observar que em geral mulheres sem instinto maternal são bem férteis… Difícil entender né? 😳 Pois bem, aquela colega do trabalho, após expor o que sentia e pensava, não sabia do meu blog, não sabia da minha luta para engravidar, e após saber notei que ficou um pouco constrangida por ter se deparado com uma mulher que respira maternidade na sua frente, foi quando a surpreendi parabenizando-a e expondo o meu ponto de vista em relação ao tema. Ser mãe não é brincadeira, não é brincar de boneca, não é prova de amor ao companheiro que lhe pressiona “só” por um filho (tipo para não passar em branco e lhe fazer um favor), não é passa tempo, definitivamente ser mãe não é um papel fácil e passageiro, ser mãe requer vocação, requer muito amor, requer doação em vários términos, exige renúncia, mas tudo isso se dar quando verdadeiramente você está disposta a viver este papel, não se força, não se obriga, e o mais importante: é para SEMPRE, 24hs por dia, dedicação integral. Em alguns momentos nos cansa muito, chegando as vezes até a nos esgotar fisicamente (hoje fico a pensar como pude dormir tão pouco durante anos!), sem falar no controle emocional diário em determinadas situações (educar é uma arte, dificílima por sinal), mas o amor maternal vence lindamente TUDO, todos os obstáculos e decididamente é uma relação de troca e aprendizado super recompensatória e incomparável. Mas como exigir “tanto” de uma mulher que não nasceu para ser mãe? Definitivamente não pode se forçar, ou é ou não é. Não deveriam existir “meias mães”, mães pela metade, maternidade é entrega total, ou pelo menos deveria ser.
Terminamos aquele almoço felizes, ela por ser tão compreendida, como surpreendentemente disse, por se deparar com minha postura, mesmo sendo tão mãezona e tão a favor da maternidade, e eu por me deparar com uma mulher que não se deixou levar e optou por não “tentar” ser mãe… Mais respeito às mulheres que não nasceram para serem mães. Mais respeito também às possíveis crianças que possam vir ao mundo sem as mães totalmente abertas para recebê-los como corresponde. E por mais filhos na vida de tantas mulheres que sonham tanto com a maternidade! ❤️ A vida e seus paradoxos… E nada de se revoltar, às que seguem sonhando com a maternidade: sigam! Porque acredito sim que este filho já existe no seu coração e em algum lugar (na terra ou ainda no céu) e está se preparando para se encontrar com esta mãe que também já nasceu e não vê a hora de virar uma linda professora e uma excelente aprendiz, baseada no amor mais lindo do mundo. Falta menos!

05 mai
A espera Daquele Dia das Mães

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Não esperarei o domingo para lhes falar um pouco sobre. Me adianto porque bem sei e lhes entendo perfeitamente que, para muitas, esses dias prévios a esta data mexe com vocês, assim como mexia comigo, alguns anos mais que outros, enquanto estava nesta espera por aquele dia das mães com meu filho já nos meus braços.
É uma data comercial, como tantas outras, mas para quem sonha em ser mãe, é uma data que mexe, que tende a nos deixar mais frágeis, é uma data expressamente de homenagem a todas as mães, data em que você daria tudo para ter seu presente mais desejado no colo ou já dentro de você, data em que pode machucar e ninguém busca por isso, ao contrário, muitas estão cansadas e calejadas quando se toca no tema e neste dia a sensação é que a ferida tende a ficar mais exposta. Parece que o desejo se multiplica e a ansiedade em já resolver esta questão só aumenta.
Para as que tem uma mãe ainda viva e que se porta como uma mãe “de verdade”, aconselho que se apeguem a ela, que desfrutem o dia ao lado dela e que se alegrem por esta dádiva de ainda tê-la, porque mãe é um ser único, que vocês passarão a admirar mais ainda quando se tornarem, quando sentirem na pele este amor ímpar, ou seja: em breve! Mas enquanto isso amem e valorizem as suas preciosas mamães.
Às que não tem mais a mamãe do lado, que se apeguem ao companheiro, que busquem estar ao lado de pessoas do bem, que torcem por você, sem cobranças, que façam do seu dia um dia mais leve e que te dêem motivos para sorrir, sem se apegar tanto a uma data que passará e a vida seguirá.
No meu caso, foram seis natais sem presente na árvore, foram seis dias das mães sem um filho, uns mais sensíveis que outros, mas sempre buscando estar bem, na certeza de que um dia na minha árvore haveria o melhor, mais desejado e perfeito presente, e que teria dias das mães todos os dias da minha vida após a realização do sonho da maternidade, e assim aconteceu e hoje venho lhes pedir para refletir se vale a pena se apegar tanto a uma data, afinal você já tem todos os dias que lembrar o quanto desejaria este filho que ainda não chegou e assim passar a se cuidar, a juntar as forças necessárias para passar por este domingo sem cutucar a ferida, ocupando o seu dia com amor, se protegendo e acreditando que será o último ou um dos últimos sem ser mãe, na certeza absoluta de que falta menos. Sim, porque quem quer realmente ser mãe não desiste facilmente até preencher este lugarzinho guardado no peito para o grande amor da sua vida.
E para terminar, te desejo um feliz dia das mães hoje, sim já hoje, aliás amanhã também, e domingo também! Afinal todos os dias são dias para te homenagear, você que já é mãe de coração, você que já tem tanto amor para dar, você que já ama inclusive este serzinho antes mesmo de concebê-lo ou conhecê-lo, você que por tudo isso já é uma mulher especial!
Um beijo no coração de cada uma. Com muito carinho, Taci

27 abr
O Perigo da Zona de Conforto

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Dias atrás postei nas redes sociais do blog (instagram e face) uma imagem com a seguinte frase: “A Zona de Conforto é um lugar maravilhoso, pena que nada cresce lá…” E esta frase me pegou de supetão! Sim, acreditem, muitas vezes estou a pesquisar coisas para trazer ao blog para vocês e acabo me deparando com muitas lições para mim também, lógico! De repente de outro ponto de vista e análise, mas que me serve para reflexão e, sempre que possível, reação! Mas hoje não estou aqui para falar de mim, diante desta frase que também me balançou, mas venho lhes falar da tal zona de conforto diante daquela gravidez desejada e que não chega assim facilmente, e é aí que mora o perigo…

Quando você libera para engravidar e começa a se dar conta que algo está errado e que a menstruação insiste em vir todos os meses, como um senhor balde de água fria a todos seus planos, aí começam certas decisões e todas lhe fazem sair da zona de conforto. Desde a atitude em marcar uma consulta médica para começar pesquisas de algum possível diagnóstico que justifique a demora em engravidar, até achado o diagnóstico e agir, seja fazendo mais exames, optando por uma cirurgia indicada, talvez já procurando por um especialista em Reprodução Assistida, algumas se abrindo para a possibilidade de adoção, entre outras e outras possibilidades, sempre na tentativa de realizar o sonho da maternidade…

E dependendo da sua postura em determinadas decisões você se auto cobra ou, em alguns casos, é cobrada a reagir, a se entregar a uma nova realidade apresentada e até então impensada na sua vida. Sim, você se depara que você está num grupo de mulheres que por algo tem dificuldade para engravidar, devido a algum diagnóstico encontrado em você ou no seu companheiro, havendo também casos de infertilidade sem causa aparente, onde não se chega a nenhum diagnóstico que se justifique, onde na maioria das vezes surge uma angústia maior ainda a ser trabalhada, devido a falta de respostas, por não ter alternativas imediatas a seguir…

Tem mulheres que reagem de imediato! Concluído o possível diagnóstico no casal ou em um dos dois – ou não – já parte para “luta”! Já não quer perder tempo, assume o “problema” a ser resolvido e corre atrás. Nada lhes detêm, nem agulhas, nem possíveis cirurgias, nem exames evasivos, nada. Há outras que não conseguem tão facilmente aceitar esse novo panorama, tudo é muito novo e exige demais da sua postura diante da realidade a ser enfrentada, e começam a se indagar se realmente valerá tanto a pena se doar, abdicar de tempo, dinheiro, trabalhar o controle emocional, entre outros “itens” a mais que muitas vezes na tal zona de conforto nada disso existe. Lá muitas vezes está tão bom, tão calmo, tão tranquilo. Então algumas fingem não querer tanto, inventam desculpas mil que não é o momento propício para se dedicar, algumas vão na onda do companheiro que não quer assumir a infertilidade masculina apresentada e acham melhor “deixar pra lá”, para outro momento… Mas sabe qual o grande problema? Que se realmente nasceu no seu coração a vontade de ser mãe, você pode enganar a todos mas jamais a si própria e isso machuca demais. Se é fácil? Em nenhum momento ousaria a dizer isto, afinal senti na pele por 6 anos… Mas se é o que você quer: lute!

Dia desses li outra frase que me marcou referente ao tema e que quero dividir também com vocês: “ZONA DE CONFORTO É O LUGAR ONDE OS SONHOS MORREM”. Verdade, quantos sonhos deixam de ser sonhados verdadeiramente devido a comodidade do indivíduo? Sair da certeza para incerteza mexe com a gente, dá um nó na cabeça e frio na barriga, não nascemos para viver na insegurança, mas também não nascemos para viver na dúvida do “Como teria sido se eu tivesse mudado minha postura? Se eu tivesse corrido atrás de realizar o meu sonho? Se eu tivesse ao menos tentado? Muitas vezes é bem mais fácil colocar o sonho “embaixo do tapete” e seguir vivendo como se não existisse, do que arcar com o preço exigido para a possibilidade de realizá-lo.

No meu caso eu optei por correr atrás. Desde o primeiro instante de diagnosticada com endometriose me entreguei, me dediquei, me doei literalmente de corpo e alma a buscar realizar o meu sonho, o nosso sonho, sonho que sonhava junto com o marido, sonho de sermos pais, porque sentimos que havia chegado o momento, porque sentimos que não tinha mais o que adiar, estávamos preparados definitivamente para amar um serzinho que seria o mais importante das nossas vidas. A caminhada foi muito mais longa do que imaginávamos, não foi fácil, tivemos que abdicar de muitas coisas, tivemos que sair da zona de conforto que estava lindamente instalada na nossa vida a dois, mas que tínhamos a consciência que nos faltava algo e fomos atrás! Cada exame, cada agulha, cada cirurgia, cada negativo, cada tratamento, tudo foi ficando e fazendo parte do caminho, em alguns momentos mais difíceis que outros, algumas pausas para “respirar” (o que sempre aconselho) e seguir mais firmes, na certeza de que no final seríamos recompensados! Aí você do outro lado pode me perguntar: “E se não tivessem conseguido?” E eu lhes respondo: “Só saberíamos tentanto!” Tentando e respeitando os nossos limites que estavam na iminência de chegar ao fim. E digo mais, se não lograsse a gravidez que tanto sonhava eu seria mãe, gestando no coração, através da adoção! E da mesma forma, tenho certeza, que haveria valido a pena! Não tenho dúvidas porque não deixaria de ter me realizado, não da forma inicial que havia começado a sonhar, mas de outra forma que já vinha preparando o meu coração para realizar o meu sonho.

E é preciso sair da zona de conforto para ser feliz? Não, não necessariamente, mas havendo um sonho, muitas vezes só se saberá se poderá realizá-lo, saindo de lá. Se você está feliz na zona de conforto, assim continuará sendo, mas saindo dela poderá ser mais feliz ainda, devido a possibilidade de se realizar, ou não. Só se sabe tentando! A vida é sua e só você para decidir. Naquele tempo, naquela situação, eu optei por tentar ser mãe e foi o melhor que fiz na vida. Sem dúvidas.

Que Deus as abençoe nesta decisão. Que sejam felizes, plenamente felizes, no caminho em que escolher.

10 abr
Antes de adotar, é preciso elaborar o luto pelo filho não gerado

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Há tempos vinha pensando em abordar sobre este tema, sobre a situação de vários casais que enfrentaram a infertilidade e chegaram a seus limites, e que naquele momento o desejo da paternidade e maternidade continuam latentes e decidem partir para adoção. Ato este que por várias vezes estimulo por aqui, com certeza de ser apenas outra forma de realizar plenamente este sonho de ter um filho, e diante do exposto não poderia calar para um “alerta” que li há anos atrás num blog querido que deixou saudades, o Quero Ser mãe, da brilhante jornalista Cláudia Collucci, que com seus textos mágicos me ajudou demais nos anos de tentativas. O texto a que me refiro me cruzou novamente por esses dias, justamente quando pensava em lhes abordar sobre a importância de fechar um ciclo e recomeçar e abraçar outro. Não que o desejo em ser mãe ou pai mude, mas as circunstâncias serão diferentes e para um casal que um dia sonhou com o filho gerado na barriga acredito ser saudável e prudente viver, digamos assim, o luto pela “perda” do filho biológico que nunca chegou e posteriormente estar consciente e de coração aberto e totalmente receptivo para a chegada daquele filho tão sonhado, que chegará através da adoção. O texto foi escrito pela psicóloga Luciana Leis:

“A maioria das pessoas- tanto homens quanto mulheres- possui dentro de si o desejo de ter filhos, de poder continuar existindo através de um outro que o represente.

Porém, não necessariamente, isso tem a ver com continuidade genética, já que é possível também se fazer existir por meio de valores e atitudes passados a uma criança com a qual não há laços consanguíneos.

Nem todas as famílias possuem uma configuração na qual há continuidade genética, uma vez que, as relações parentais que se formam nas famílias adotivas são baseadas fundamentalmente em laços de amor que unem seus membros.

A palavra “adoção” significa cuidar, considerar, se apropriar; é também o ato de dar um lar a crianças que não puderam ser criadas por seus pais biológicos; e significa ainda, dar a possibilidade de ter filhos à pessoas que tiveram problemas com a fertilidade ou que optaram por cuidar de crianças sem ter laços biológicos.

No caso de casais com dificuldade de gravidez, nota-se que a adoção surge como uma outra porta que pode ser aberta a caminho da maternidade e paternidade. No entanto, para que essa porta possa se abrir, é necessário que o luto pela perda do filho biológico possa ser vivenciado.

Não há como adotar uma criança, de forma saudável, sem se passar pelo processo de aceitação e elaboração da infertilidade, pois é justamente após esse processo que o casal pode, aos poucos, abrir espaço emocional para a chegada do filho de uma outra forma, diferente da idealizada, mas uma forma possível e não menos satisfatória.

Faz-se relevante destacar também, que o desejo de ajudar uma criança não é suficiente para que a adoção se dê, pois não estamos falando de um ato de amor ao próximo e sim, da constituição de uma família, dentro da qual é necessário que essa criança tenha um lugar de filho, assim como qualquer filho biológico. A criança adotiva precisa se sentir escolhida e desejada por seus pais.

Portanto, a adoção sempre implicará em tomar para si algo que antes era estranho e que, com o tempo, poderá se tornar muito familiar. Coloco para finalizar uma questão: Muitas mulheres não conseguem adotar os próprios filhos, será que são mães?”

E dando prosseguimento ao texto e respondendo esta última pergunta me atrevo a responder: mãe é aquela que ama outro ser mais que a si mesma, é aquela que para estar bem o filho tem que estar bem, é aquela que ama, cuida e se doa incondicionalmente, e infelizmente muitas mulheres tem apenas o título de mães, sem tê-lo merecidamente. Triste realidade.
Felizes as crianças, os filhos de todas vocês que mesmo ainda sem serem mães, já incorporaram essa figura e o amor maternal já transborda nos seus corações!

29 mar
E enquanto o filho não chega?

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ENQUANTO SEU FILHO TÃO SONHADO NÃO CHEGA, O QUE ESTÁS FAZENDO?

Em outras palavras, sua vida está seguindo? Você tem planejado outras coisas? Você tem aproveitado o hoje? Curtido o companheiro? Sonhado com o amanhã feliz, ainda sem filhos?

Não, não vim aqui para te fazer desistir, jamais faria isso!
Vim aqui te lembrar que por mais que você deseje se tornar mãe, enquanto isso não acontece, a vida DEVE seguir! Nada de adiar projetos, viagens, planos a dois porque talvez o filho chegue. Porque quando chegar tudo se adapta, tudo se repensa, tudo volta a ser planejado dando prioridade à nova realidade, claro!

Deixo o alerta porque um dia, ainda nas tentativas, me peguei adiando TUDO pela possibilidade da gravidez que tanto desejava… Desde as coisas mais básicas, como por exemplo adiar a matrícula na academia porque de repente poderia engravidar, como situações mais “complexas” quando surgiu aquela oportunidade de uma viagem maravilhosa a dois que teríamos que parcelar, maaas e se no meio disso engravidasse? O tempo foi passando e fui me dando conta que não poderia “parar de viver” em função dessa espera… Espera esta que poderia ser de dias, como poderia ser de anos, como assim foi no meu caso, e a partir de então um dia decidi “voltar a viver”!
Como assim? Voltei a fazer tudo o que tinha vontade sem me apegar à hipótese do estar grávida. Se fazendo isso desanimei e desacreditei na possibilidade? De forma alguma! Apenas passei a viver melhor, cuidando de mim, me fazendo bem, e cuidando do companheiro, do casal, que estava sendo deixado de lado em alguns, ou melhor em vários, momentos. Se valeu a pena? E como valeu! Tenho certeza que essa atitude me fortaleceu e me ajudou a superar os anos de espera.

Minto se em alguns desses momentos não pensava… E se engravidasse agora? E como seria se já tivesse meu filho aqui? E vários outros “ses” que aparecem na cabeça e coração de uma mulher que sonha em ser mãe. E alguns desses momentos vinham acompanhados de algumas lágrimas, lágrimas essas que me permitiam desabafar um pouco daquele desejo latente, mas que eram enxugadas e deixadas para trás, com um belo sorriso e vontade de viver. Sim! Essa vontade de viver tem que estar presente sempre, não é por causa de um sonho que devemos nos privar de sermos felizes e termos outros projetos, planos e sonhos em andamento.

Quantos casamentos infelizmente já vi fracassando por conta do sonho de ter um filho… Quantas mulheres que entram em depressão por fazer desse sonho da maternidade seu objetivo único de vida?! E hoje Deus colocou no meu coração para lhes trazer este alerta, para te fazer refletir sobre este tema, para te perguntar: Enquanto o filho tão sonhado não chega, o que tens feito da tua vida?

Pare, pense, repense. A mudança está em você, nas suas atitudes!
Que sua vida siga e quando chegue o momento determinado a maternidade será uma realidade a ser vivida lindamente. Então, a viver o hoje, o agora, continuando a sonhar com a maternidade, fazendo sua parte, entregando a Deus e paralelamente não matando aquela mulher esposa, amiga, filha, irmã, profissional, atleta, viajante e feliz que de repente está adormecida e fazendo falta.

No meu caso, na segunda gravidez, a minha vida seguia, já era mãe, já estava realizada e de repente com uma bebê de apenas 7 meses me vi grávida novamente! Sem planejar, uma nova e inesperada -doce- realidade e o que fiz? Me readaptei, lá fui eu a comprar mais um berço e a vibrar com mais uma oportunidade que a vida me brindou de ser mãe! Tudo se reorganiza quando um filho vem, é porque tinha que chegar, naquele momento, no melhor momento escolhido para você, algumas vezes até sem planejar, mas que estava nos planos de Deus e creio que todos os planos dEle são perfeitos!

Sonhando com o amanhã, eu te convido a viver plenamente o hoje! Ache este ponto de equilíbrio e seja mais feliz. Você é capaz!

Beijo no coração.