31 out
Valentina – 8 Anos!

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Valentina, há 8 anos você chegava… Quem diria que após apenas 1 ano e 4 meses estaria ali novamente, naquele cenário, parindo a minha segunda filha, sendo mãe novamente? Nem a pessoa mais positiva da terra poderia prever! Nem nos meus sonhos mais lindos poderia imaginar este outro capítulo na minha vida. Você veio de supetão! Veio para abalar de amor, veio para nos ensinar MUITO, veio para mostrar ao mundo o Poder Infinito de Deus! Veio ser luz! Veio confirmar lindamente os milagres de Deus que são reais, mesmo sendo tão difícil de acreditarmos, até um dia este milagre fazer parte da sua história, como assim aconteceu comigo.
Pensava eu que já havia sido agraciada com a chegada da sua irmãzinha, da nossa Nana, e que me bastaria para realizar a maternidade na minha vida, após tantos anos de espera, mas os Planos de Deus são bem superiores aos nossos e quando ela tinha apenas 7 meses de vida, descobri -sem jamais esperar- que você estava ali, dentro de mim. Choque, surpresa, emoção, delírio, encantamento, gratidão. Gratidão esta que me acompanhará para o todo sempre. Porque você, minha Tina, fez meu coração e minha alma transbordarem de amor e fé, fez-me reconhecer sem dúvidas daquele poder surreal que já tinha escutado por diversas vezes e até quem sabe algum dia havia falado da boca para fora, mas que vivi e vivo até hoje com sua presença, e assim será para o resto da minha vida com sua alegria contagiante na nossa família! Tina, nossa Titina, nossa menina, doce, “louca”, linda, animada, do bem, desastrada, charmosa, amiga, nossa eterno bebê, nosso milagre. Hoje é dia de festa, hoje é seu dia, aliás hoje é o nosso dia também! Que venham muuuuitos anos mais!

11 out
Deus faz da estéril mãe de filhos…

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Acabei de receber mais uma linda mensagem de uma seguidora, até então desconhecida, que fez questão de vir aqui dividir comigo a sua vitória e me autorizando a deixá-la pública para todas vocês, como ânimo nessa espera pela maternidade, que insiste em não chegar… Sendo por essas e outras que meu coração me confirma que devo seguir neste projeto tão lindo!

“Olá boa noite! Sigo o Maternidade Sonhada há um
tempão e seus posts me ajudaram muito e queria compartilhar minha história com você!
Pela graça e misericórdia de Deus eu venci a Endometriose ….
Depois de 7 anos de muita luta desgaste emocional e no corpo tive que provar para meu antigo convênio que eu tinha endometriose . ..
Depois de internações e cirurgias… Médicos me desanimaram dizendo que minhas possibilidades eram remotas, para piorar após uma videolaparoscopia surgiu um segundo diagnóstico desanimador alem da endometriose :menopausa precoce!
Enfim, eu tinha comigo a Promessa de Deus de que Ele faria o Milagre e Deus mostrou para medicina que Ele é Deus e o que para o homem é impossível para Ele sim é possível!
Venho aqui deixar uma mensagem de Esperança e Fé, creia pois que existe um Deus que faz da estéril mãe de filhos …
Hoje espero por meus Milagrinhos Beatriz e Davi, filhos da Promessa
Vivi na pele a história de Ana …
Vida de tentante não é fácil, vocês bem sabem!
Como dói a infertilidade!
Realmente só Deus para nos fazer continuar em busca dos nossos sonhos e hoje com o coração grato e lágrimas de alegria digo DEUS me ajudou e eu Venci a endometriose e estou gerando os meus tesouros!”
#DeuséFiel

Obrigada mais uma vez pelo lindo depoimento mamãe Regiane! Deus abençoe sua gestação e que seus babys venham com muita saúde, trazendo desde já esperança ao mundo!

18 jul
Ser Mãe, algo que não se força, se sente!

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Dia desses almoçando com uma colega do trabalho ela me revelou que não se imagina mãe. Foi muito convincente de que não nasceu para a maternidade, e eu a admirei. Sim! Porque ela admitiu isso de uma forma natural, espontânea e segura. Disse que curtia os sobrinhos, que gostava de crianças mas que não tinha a menor vontade de ter essa responsabilidade e de passar por esta experiência na vida. Independente ao extremo, não consegue sequer se imaginar neste rol materno. E eu a parabenizei. São poucas as mulheres que assim sentem e decidem seguir, assumindo e aceitando sua falta de instinto maternal, que não se deixam levar pela pressão externa da sociedade de que toda mulher DEVE ser mãe, independentemente das circunstâncias. E dessa maneira, como se não tivesse outra opção, se deixam levar pelo momento e quando se deparam tem um serzinho ali que para muitas se torna um peso (forte ler isso né? mas uma triste realidade) e sendo assim o “terceiriza” de forma extrema por opção, porque não sentem de coração no dever e querer -delicia- de cuidar da “cria”, algo que naturalmente flui em toda mulher que decide verdadeiramente seguir ao chamado da maternidade. E daí surgem crianças órfãs de amor de mãe, amor este que, ao meu ver, não tem como ser substituído por amor algum. Desculpem-me os pais… 😁
Ser mãe é uma dádiva, isso é fato, para mim uma experiência que jamais poderia, nem pensar, passar pela vida sem vivê-la, desejo que me acompanha desde a minha infância e que vivo, muitas de vocês bem sabem, reconfirmando o que penso e sinto sobre a maternidade a todos que “ousarem” abrir uma brecha sobre o tema no meu caminho. Mas nem por isso criticarei ou julgarei aquelas mulheres que não nasceram para ser mães e assim assumem e põe em prática esta decisão, ao contrário, as admiro pela coragem e “ousadia” de levarem adiante o que pensam e sentem, em vez de se deixar levar e “de repente” se verem no papel que não queriam para suas vidas, sendo ruim para elas e pior para os filhos que não pediram para vir ao mundo nessa condição. E o mais irônico disso tudo é observar que em geral mulheres sem instinto maternal são bem férteis… Difícil entender né? 😳 Pois bem, aquela colega do trabalho, após expor o que sentia e pensava, não sabia do meu blog, não sabia da minha luta para engravidar, e após saber notei que ficou um pouco constrangida por ter se deparado com uma mulher que respira maternidade na sua frente, foi quando a surpreendi parabenizando-a e expondo o meu ponto de vista em relação ao tema. Ser mãe não é brincadeira, não é brincar de boneca, não é prova de amor ao companheiro que lhe pressiona “só” por um filho (tipo para não passar em branco e lhe fazer um favor), não é passa tempo, definitivamente ser mãe não é um papel fácil e passageiro, ser mãe requer vocação, requer muito amor, requer doação em vários términos, exige renúncia, mas tudo isso se dar quando verdadeiramente você está disposta a viver este papel, não se força, não se obriga, e o mais importante: é para SEMPRE, 24hs por dia, dedicação integral. Em alguns momentos nos cansa muito, chegando as vezes até a nos esgotar fisicamente (hoje fico a pensar como pude dormir tão pouco durante anos!), sem falar no controle emocional diário em determinadas situações (educar é uma arte, dificílima por sinal), mas o amor maternal vence lindamente TUDO, todos os obstáculos e decididamente é uma relação de troca e aprendizado super recompensatória e incomparável. Mas como exigir “tanto” de uma mulher que não nasceu para ser mãe? Definitivamente não pode se forçar, ou é ou não é. Não deveriam existir “meias mães”, mães pela metade, maternidade é entrega total, ou pelo menos deveria ser.
Terminamos aquele almoço felizes, ela por ser tão compreendida, como surpreendentemente disse, por se deparar com minha postura, mesmo sendo tão mãezona e tão a favor da maternidade, e eu por me deparar com uma mulher que não se deixou levar e optou por não “tentar” ser mãe… Mais respeito às mulheres que não nasceram para serem mães. Mais respeito também às possíveis crianças que possam vir ao mundo sem as mães totalmente abertas para recebê-los como corresponde. E por mais filhos na vida de tantas mulheres que sonham tanto com a maternidade! ❤️ A vida e seus paradoxos… E nada de se revoltar, às que seguem sonhando com a maternidade: sigam! Porque acredito sim que este filho já existe no seu coração e em algum lugar (na terra ou ainda no céu) e está se preparando para se encontrar com esta mãe que também já nasceu e não vê a hora de virar uma linda professora e uma excelente aprendiz, baseada no amor mais lindo do mundo. Falta menos!

27 abr
O Perigo da Zona de Conforto

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Dias atrás postei nas redes sociais do blog (instagram e face) uma imagem com a seguinte frase: “A Zona de Conforto é um lugar maravilhoso, pena que nada cresce lá…” E esta frase me pegou de supetão! Sim, acreditem, muitas vezes estou a pesquisar coisas para trazer ao blog para vocês e acabo me deparando com muitas lições para mim também, lógico! De repente de outro ponto de vista e análise, mas que me serve para reflexão e, sempre que possível, reação! Mas hoje não estou aqui para falar de mim, diante desta frase que também me balançou, mas venho lhes falar da tal zona de conforto diante daquela gravidez desejada e que não chega assim facilmente, e é aí que mora o perigo…

Quando você libera para engravidar e começa a se dar conta que algo está errado e que a menstruação insiste em vir todos os meses, como um senhor balde de água fria a todos seus planos, aí começam certas decisões e todas lhe fazem sair da zona de conforto. Desde a atitude em marcar uma consulta médica para começar pesquisas de algum possível diagnóstico que justifique a demora em engravidar, até achado o diagnóstico e agir, seja fazendo mais exames, optando por uma cirurgia indicada, talvez já procurando por um especialista em Reprodução Assistida, algumas se abrindo para a possibilidade de adoção, entre outras e outras possibilidades, sempre na tentativa de realizar o sonho da maternidade…

E dependendo da sua postura em determinadas decisões você se auto cobra ou, em alguns casos, é cobrada a reagir, a se entregar a uma nova realidade apresentada e até então impensada na sua vida. Sim, você se depara que você está num grupo de mulheres que por algo tem dificuldade para engravidar, devido a algum diagnóstico encontrado em você ou no seu companheiro, havendo também casos de infertilidade sem causa aparente, onde não se chega a nenhum diagnóstico que se justifique, onde na maioria das vezes surge uma angústia maior ainda a ser trabalhada, devido a falta de respostas, por não ter alternativas imediatas a seguir…

Tem mulheres que reagem de imediato! Concluído o possível diagnóstico no casal ou em um dos dois – ou não – já parte para “luta”! Já não quer perder tempo, assume o “problema” a ser resolvido e corre atrás. Nada lhes detêm, nem agulhas, nem possíveis cirurgias, nem exames evasivos, nada. Há outras que não conseguem tão facilmente aceitar esse novo panorama, tudo é muito novo e exige demais da sua postura diante da realidade a ser enfrentada, e começam a se indagar se realmente valerá tanto a pena se doar, abdicar de tempo, dinheiro, trabalhar o controle emocional, entre outros “itens” a mais que muitas vezes na tal zona de conforto nada disso existe. Lá muitas vezes está tão bom, tão calmo, tão tranquilo. Então algumas fingem não querer tanto, inventam desculpas mil que não é o momento propício para se dedicar, algumas vão na onda do companheiro que não quer assumir a infertilidade masculina apresentada e acham melhor “deixar pra lá”, para outro momento… Mas sabe qual o grande problema? Que se realmente nasceu no seu coração a vontade de ser mãe, você pode enganar a todos mas jamais a si própria e isso machuca demais. Se é fácil? Em nenhum momento ousaria a dizer isto, afinal senti na pele por 6 anos… Mas se é o que você quer: lute!

Dia desses li outra frase que me marcou referente ao tema e que quero dividir também com vocês: “ZONA DE CONFORTO É O LUGAR ONDE OS SONHOS MORREM”. Verdade, quantos sonhos deixam de ser sonhados verdadeiramente devido a comodidade do indivíduo? Sair da certeza para incerteza mexe com a gente, dá um nó na cabeça e frio na barriga, não nascemos para viver na insegurança, mas também não nascemos para viver na dúvida do “Como teria sido se eu tivesse mudado minha postura? Se eu tivesse corrido atrás de realizar o meu sonho? Se eu tivesse ao menos tentado? Muitas vezes é bem mais fácil colocar o sonho “embaixo do tapete” e seguir vivendo como se não existisse, do que arcar com o preço exigido para a possibilidade de realizá-lo.

No meu caso eu optei por correr atrás. Desde o primeiro instante de diagnosticada com endometriose me entreguei, me dediquei, me doei literalmente de corpo e alma a buscar realizar o meu sonho, o nosso sonho, sonho que sonhava junto com o marido, sonho de sermos pais, porque sentimos que havia chegado o momento, porque sentimos que não tinha mais o que adiar, estávamos preparados definitivamente para amar um serzinho que seria o mais importante das nossas vidas. A caminhada foi muito mais longa do que imaginávamos, não foi fácil, tivemos que abdicar de muitas coisas, tivemos que sair da zona de conforto que estava lindamente instalada na nossa vida a dois, mas que tínhamos a consciência que nos faltava algo e fomos atrás! Cada exame, cada agulha, cada cirurgia, cada negativo, cada tratamento, tudo foi ficando e fazendo parte do caminho, em alguns momentos mais difíceis que outros, algumas pausas para “respirar” (o que sempre aconselho) e seguir mais firmes, na certeza de que no final seríamos recompensados! Aí você do outro lado pode me perguntar: “E se não tivessem conseguido?” E eu lhes respondo: “Só saberíamos tentanto!” Tentando e respeitando os nossos limites que estavam na iminência de chegar ao fim. E digo mais, se não lograsse a gravidez que tanto sonhava eu seria mãe, gestando no coração, através da adoção! E da mesma forma, tenho certeza, que haveria valido a pena! Não tenho dúvidas porque não deixaria de ter me realizado, não da forma inicial que havia começado a sonhar, mas de outra forma que já vinha preparando o meu coração para realizar o meu sonho.

E é preciso sair da zona de conforto para ser feliz? Não, não necessariamente, mas havendo um sonho, muitas vezes só se saberá se poderá realizá-lo, saindo de lá. Se você está feliz na zona de conforto, assim continuará sendo, mas saindo dela poderá ser mais feliz ainda, devido a possibilidade de se realizar, ou não. Só se sabe tentando! A vida é sua e só você para decidir. Naquele tempo, naquela situação, eu optei por tentar ser mãe e foi o melhor que fiz na vida. Sem dúvidas.

Que Deus as abençoe nesta decisão. Que sejam felizes, plenamente felizes, no caminho em que escolher.

19 abr
Recadinho do Filipe para você!

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Mais uma história de esperança lhes trago por aqui. Mariana é seguidora do nosso blog pelo instagram e ao dividir comigo a chegada do seu Filipe a convidei para vir lhes contar um pouco da sua caminhada e vitória!
A Mariana instiga muito às futuras mamães a buscarem a Deus, acreditando que a caminhada na fé é mais fácil, é devota de Nossa Senhora (o que peço desde já respeito às que não são) e resolveu contar carinhosamente sua vitória para vocês.
Com vocês as palavras da mamãe do Filipe!!!

“A Taci pediu para eu escrever minha história como incentivo às mulheres que tentam engravidar e por algum motivo não conseguem.
Sigo a Taci no Instagran Maternidade Sonhada desde que uma amiga me marcou na época em que eu vivia esta caminhada de tentar engravidar. Aí vai  um pedaço da minha história.

Era uma quarta feira de cinzas, lembro-me como hoje, do ano de 2014, quando decidimos liberar de vez a gravidez. Nós decidimos, eu e meu esposo João Paulo. E naquele dia eu estava no meu período fértil, que comecei a partir daquele momento a vivê-lo de forma mais intensa.
Quem é tentante sabe bem o que significa um período fértil e toda a carga emocional que ele traz. A partir daquele mês março de 2014 começou nossa jornada pelo nosso milagre. Mas eu não o chamava de milagre.
Chamava de luta para engravidar. Como palavra tem poder, substitui luta por caminhada. E ela durou um ano e quatro meses. Foram choros, exames, longas conversas como o marido e amigas, orações e pedidos por este milagre de pessoas que eu nem imaginava. Deus foi colocando nesta
caminhada muitos anjos. Um deles foi o “maternidade sonhada”,na pessoa da Taci, com seus posts de incentivo, de apoio, de esperança.

Por que milagre? Porque nesta vida de tentante não devemos fechar os olhos para Deus e sim tentar aumentar nossa intimidade com Ele. Consultas, exames e diagnósticos são necessários, mas hoje tenho certeza que o que acontece com nossas vidas vem da vontade de Deus.

Acredito que Filipe é fruto de um milagre de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora da Divina Revelação por elas intercederem junto a Deus para que ele hoje pudesse estar em meus braços. Foi Fácil? Não. Passei por ultrassons seriadas, necessidade de videoparaloscopia  e  indutores de ovulação. E no terceiro mês de tratamento, onde a médica me orientou a três meses de tratamento e de indução, Filipe foi concebido.

No segundo mês de tratamento disse a minha mãe – vou desistir. Não aguento mais – e ela com suas santas palavras me disse: você está subindo uma escada, vamos para o próximo degrau. Ouvi seu conselho e fui para o que seria o último mês de tratamento por indução e em 20 de julho de 2015 tive a confirmação do beta, meu filho estaria a caminho!

Foi um ano e quatro meses de crescimento na fé, fortalecimento do matrimônio , um tempo de expectativas e frustrações. Cada mês que se passava o desejo de ser mãe aumentava, por mais difícil que fosse a esperança crescia dentro de mim e o sonho da maternidade também.
A você tentante não desejo paciência e que relaxe, pois sei o quanto escuta isso e é difícil. Digo apenas que se entregue ao tempo de Deus, pois Ele sim, cuidará do seu coração e do seu caminhar de uma forma que só Ele, e mais ninguém, saberá. E com certeza, seu dia de ser mãe, aos olhos de Deus e da forma que Ele planeja chegará. E tudo naquele dia fará você ter a certeza de que tudo, toda espera, valeu a pena. Deus as abençoe!”

13 abr
Tenham Filhos!

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Texto lindo de viver! Conselho? Não passem pela vida sem ter filhos!
“Se eu pudesse dar só um conselho para os meus amigos, seria esse: tenham filhos. Pelo menos um. Mas se possível, tenham 2, 3, 4… Irmãos são a nossa ponte com o passado e o porto seguro para o futuro. Mas tenham filhos.
Filhos nos fazem seres humanos melhores. O que um filho faz por você nenhuma outra experiência faz. Viajar o mundo te transforma, uma carreira de sucesso é gratificante, independência é delicioso. Ainda assim, nada te modificará de forma tão permanente como um filho.
Esqueça aquela história de que filhos são gastos. Filhos te tornam uma pessoa com consumo consciente e econômica: você passa a comprar roupas na Renner e não na Calvin Klein, porque no fim, são só roupas. E o tênis do ano passado, que ainda tá novinho e confortável, dura 5 anos… Você tem outras prioridades e só um par de pés.
Você passa a trabalhar com mais vontade e dedicação, afinal, existe um pequeno ser totalmente dependente de você, e isso te torna um profissional com uma garra que nenhuma outra situação te daria. Filhos nos fazem superar todos os limites.
Você começa a se preocupar em fazer algo pelo mundo. Separar o lixo, trabalho comunitário, produtos que usam menos plástico… Você é o exemplo de ser humano do seu filho, e nada pode ser mais grandioso que isso.
Sua alimentação passa a importar. Não dá pra comer chocolate com coca-cola e oferecer banana e água pra ele. Você passa a cuidar melhor da sua saúde: come o resto das frutas do prato dele, planta uma horta pra ter temperos frescos, extermina o refrigerante durante a semana. Um filho te dá uns 25 anos a mais de longevidade.
Você passa a acreditar em Deus e aprende como orar. Na primeira doença do seu filho você, quase como instinto, dobra os joelhos e pede a Deus que olhe por ele. E assim, seu filho te ensina sobre fé e gratidão como nenhum padre/pastor/líder religioso jamais foi capaz.
Você confronta sua sombra. Um filho traz a tona seu pior lado quando ele se joga no chão do mercado porque quer um pacote de biscoito. Você tem vontade de gritar, de bater, de sair correndo. Você se vê agressivo, impaciente e autoritário. E assim você descobre que é só pelo amor e com amor que se educa. Você aprende a respirar fundo, se agachar, estender a mão para o seu filho e ver a situação através de seus pequenos olhinhos.
Um filho faz você ser uma pessoa mais prudente. Você nunca mais irá dirigir sem cinto, ultrapassar de forma arriscada ou beber e assumir a direção, pelo simples fato de que você não pode morrer (não tão cedo)… Quem é que criaria e amaria seus filhos da mesma forma na sua ausência?! Um filho te faz mais do que nunca querer estar vivo.
Mas, se ainda assim, você não achar que esses motivos valem a pena, que seja pelo indecifrável que os filhos têm.
Tenha filhos para sentir o cheiro dos seus cabelos sempre perfumados, para ter o prazer de pequenos bracinhos ao redor do seu pescoço, para ouvir seu nome (que passará a ser mãmã ou pápá) sendo falado cantado naquela vozinha estridente.
Tenha filhos para receber aquele sorriso e abraço apertado quando você chegar em casa e sentir que você é a pessoa mais importante do mundo inteirinho pra aquele pequeno ser. Tenha filhos para ganhar beijos babados com um hálito que listerine nenhum proporciona. Tenha filhos para vê-los sorrirem como você e caminharem como o pai, e entenda a preciosidade de se ter uma parte sua solta pelo mundo. Tenha filhos para re-aprender a delícia de um banho cheio de espuma, de uma bacia de água no calor, de rolar com o cachorro, de comer manga sem se limpar.
Tenha filhos. Sabendo que muito pouco você ensinará. Tenha filhos justamente porque você tem muito a aprender. Tenha filhos porque o mundo precisa que nós sejamos pessoas melhores ainda nessa vida.”
(Bruna Estrela)
E sabe o que mais? Teria taaaanta coisa a mais a acrescentar… Tenham filhos! Lutem! Não desistam facilmente. Valerá a pena cada esforço, cada minuto da espera.

10 abr
Antes de adotar, é preciso elaborar o luto pelo filho não gerado

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Há tempos vinha pensando em abordar sobre este tema, sobre a situação de vários casais que enfrentaram a infertilidade e chegaram a seus limites, e que naquele momento o desejo da paternidade e maternidade continuam latentes e decidem partir para adoção. Ato este que por várias vezes estimulo por aqui, com certeza de ser apenas outra forma de realizar plenamente este sonho de ter um filho, e diante do exposto não poderia calar para um “alerta” que li há anos atrás num blog querido que deixou saudades, o Quero Ser mãe, da brilhante jornalista Cláudia Collucci, que com seus textos mágicos me ajudou demais nos anos de tentativas. O texto a que me refiro me cruzou novamente por esses dias, justamente quando pensava em lhes abordar sobre a importância de fechar um ciclo e recomeçar e abraçar outro. Não que o desejo em ser mãe ou pai mude, mas as circunstâncias serão diferentes e para um casal que um dia sonhou com o filho gerado na barriga acredito ser saudável e prudente viver, digamos assim, o luto pela “perda” do filho biológico que nunca chegou e posteriormente estar consciente e de coração aberto e totalmente receptivo para a chegada daquele filho tão sonhado, que chegará através da adoção. O texto foi escrito pela psicóloga Luciana Leis:

“A maioria das pessoas- tanto homens quanto mulheres- possui dentro de si o desejo de ter filhos, de poder continuar existindo através de um outro que o represente.

Porém, não necessariamente, isso tem a ver com continuidade genética, já que é possível também se fazer existir por meio de valores e atitudes passados a uma criança com a qual não há laços consanguíneos.

Nem todas as famílias possuem uma configuração na qual há continuidade genética, uma vez que, as relações parentais que se formam nas famílias adotivas são baseadas fundamentalmente em laços de amor que unem seus membros.

A palavra “adoção” significa cuidar, considerar, se apropriar; é também o ato de dar um lar a crianças que não puderam ser criadas por seus pais biológicos; e significa ainda, dar a possibilidade de ter filhos à pessoas que tiveram problemas com a fertilidade ou que optaram por cuidar de crianças sem ter laços biológicos.

No caso de casais com dificuldade de gravidez, nota-se que a adoção surge como uma outra porta que pode ser aberta a caminho da maternidade e paternidade. No entanto, para que essa porta possa se abrir, é necessário que o luto pela perda do filho biológico possa ser vivenciado.

Não há como adotar uma criança, de forma saudável, sem se passar pelo processo de aceitação e elaboração da infertilidade, pois é justamente após esse processo que o casal pode, aos poucos, abrir espaço emocional para a chegada do filho de uma outra forma, diferente da idealizada, mas uma forma possível e não menos satisfatória.

Faz-se relevante destacar também, que o desejo de ajudar uma criança não é suficiente para que a adoção se dê, pois não estamos falando de um ato de amor ao próximo e sim, da constituição de uma família, dentro da qual é necessário que essa criança tenha um lugar de filho, assim como qualquer filho biológico. A criança adotiva precisa se sentir escolhida e desejada por seus pais.

Portanto, a adoção sempre implicará em tomar para si algo que antes era estranho e que, com o tempo, poderá se tornar muito familiar. Coloco para finalizar uma questão: Muitas mulheres não conseguem adotar os próprios filhos, será que são mães?”

E dando prosseguimento ao texto e respondendo esta última pergunta me atrevo a responder: mãe é aquela que ama outro ser mais que a si mesma, é aquela que para estar bem o filho tem que estar bem, é aquela que ama, cuida e se doa incondicionalmente, e infelizmente muitas mulheres tem apenas o título de mães, sem tê-lo merecidamente. Triste realidade.
Felizes as crianças, os filhos de todas vocês que mesmo ainda sem serem mães, já incorporaram essa figura e o amor maternal já transborda nos seus corações!

10 fev
Os recados que a vida dá

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Eram dias prévios do carnaval de 2006, lá estava eu trabalhando, trabalhava numa livraria bem grande e naquele dia haveria a apresentação de umas crianças que iriam dançar.

Naquela época já faziam um pouco mais de 5 anos de tentativas frustadas para engravidar, carregava nas costas o diagnóstico da endometriose, cirurgias, tratamentos hormonais, inseminação, duas fertilizações in vitro e um coração calejado de esperar.

Havia decidido mudar de equipe médica, cabeça confusa, angústia presente, mas com a esperança de mulher sonhadora que nunca me abandonou.

Num dado momento escuto que a música tomava conta do ambiente e resolvi me aproximar para assistir um pouco da apresentação. No meio de tantas crianças uma menininha muito me chamou a atenção, parecia que estava ali só eu e ela, ela olhava para mim diretamente com um sorriso encantador. Naquele momento, pode parecer loucura, mas comecei a me imaginar assistindo a minha filha que um dia existiria, uma emoção tomou conta da minha pessoa, uma alegria sem fim encheu o meu coração e ao terminar a apresentação resolvi me aproximar da garotinha apenas para saber como se chamava e eis que me responde com um belo sorriso e olhinhos brilhando: Mariana!

Disse que ela era muito linda, a elogiei como havia dançado e me retirei… Desabei. Tive que engolir o choro e me ausentar imediatamente. Não poderia assustar aquela criança com meu choro descontrolado. Sim, eu não poderia me conter, eu não aguentaria. Mariana seria o nome da minha filha, há poucos dias em uma conversa com o marido havíamos decidido que quando engravidasse e se fosse uma menina se chamaria Mariana, em homenagem ao papai Mariano. Também havíamos conversado sobre nossas intuições e preferências. Eu sempre sentia que teria uma menina, não que preferisse, para mim o sexo seria um mero detalhe, mas eu sentia que viria a minha Mariana. Já o marido declarou a sua preferência declarada de que gostaria muito ser pai de uma menininha.

E ali naquele momento, momento recente que havíamos decidido que partiríamos para a terceira e última tentativa de fertilização, aquela garotinha veio ao meu caminho para confirmar que faltaria menos para ser a mamãe da MINHA Mariana. E assim sucedeu, em outubro daquele ano estaria grávida da minha primeira princesa!

Então fiquem atentos e acreditem nos recadinhos que a vida traz, que Deus manda ao nosso caminho, através das formas jamais imaginadas e nos lugares mais impensados. Recados que acalentam a alma e renovam nossas forças e esperança neste caminho as vezes tão difícil, recadinho que te soa como bela música te avisando que se aproxima o tão esperado momento… Sempre na certeza de que falta menos!