02 fev
Endometriose, Falência Ovariana Precoce e… Vicente!!!

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Conheci a Geovana como tantas de vocês, como uma seguidora que me procurou para trocarmos umas ideias. Ela se identificou muito com minha historia ao saber que também tive endometriose e fui diagnosticada com falência ovariana precoce, o que lhe animou quando soube que mesmo assim havia conseguido engravidar por duas vezes! Conversamos através de mensagens, ela me falou que também escrevia um blog, que por sinal é bem legal, chamado Cinderela de Bege, e como sempre foi gostoso o contato e sensação que de alguma forma vinha lhe ajudando e incentivando a seguir… Pois bem, em Janeiro recebi a confirmação da sua gravidez e hoje recebo da Geovana o relato da sua luta e a chegada a sua conquista, por estar gerando o Vicente! Palavras lindas, de uma mulher que teve motivos de sobra para desistir, mas que deixou que o amor materno, já vivo no seu coração, falar mais alto. Post imperdível, carregado de emoção e esperança!

“Foram quatros longos anos até ver, finalmente, o beta positivo. Nem sei descrever o que sentimos na hora que vimos esse número. Um misto de alegria, alívio, medo, de sensação de conquista e vitória.
Quando você descobre problemas com fertilidade, para quem sempre sonhou em ser mãe, o mundo cai, despenca, e você se sente completamente sem rumo.
Nos dois últimos anos, em que efetivamente eu fiz tratamentos de fertilização in vitro, o que mais li e ouvi foram assuntos relacionados a: ovodoção, gametas, óvulos, embrião, blastocistos, D1, D2, D3, D4, D5 e assim por diante até o D12, exames de sangue, hormônios, remédios, como aumentar o limite do cartão de crédito (gasta-se muito dinheiro) e tantos outros ligados ao universo dolorido e sombrio da fertilidade (sim, sombrio, porque quase ninguém fala sobre isso, ou quando se fala é sempre de maneira muito superficial).
Durante os tratamentos a mulher se sente muito sozinha, e por mais que ela tenha o marido, família e amigos do lado é ela quem toma as injeções (picadinhas de amor como aprendi com o blog que tanto me ajudou o Maternidade Sonhada), que sofre com as reações dos medicamentos, que percebe as mudanças no corpo, que recebe as notícias – e acredite que as notícias, quando se faz um tratamento de fertilização, são quase diárias e podem mudar da noite para dia – que se sente culpada, que ouve os comentários (maldosos ou não) de “e aí, está demorando, né? Daqui a pouco vai ficar velha para engravidar” e que tem que administrar toda a ansiedade. Doí, doí muito, emocional e fisicamente.
Nesses quatro anos de espera eu recebi os diagnósticos de endometriose e baixa reserva ovariana o que vai gerar uma falência prematura dos ovários (sim, vou entrar na menopausa muito antes do que as mulheres comuns). Fiz, com um renomado médico, quatro fertilizações, todas sem sucesso e sendo que em três elas nem embrião conseguíamos (ou seja, todo o tratamento era feito, mas na fase final “embrião morria” antes mesmo de ser implantado no meu útero), recebi desse mesmo profissional a indicação de ovodoação (quando a mulher não é mais capaz de produzir óvulos saudáveis e utiliza um óvulo de uma outra mulher para gerar o bebê).
Ouvi, tantas e tantas vezes comentários como: “Será que não é a hora de você desistir?” e “Você já gastou tanto com isso”.
Eu simplesmente não aceitei o diagnóstico, ignorei os comentários e, depois de muito chorar, eu ainda sentia “aquele quentinho” no meu coração que me garantia que iria dar certo.
Foi então que recebi, por o acaso, o cartão do Dr. Julio Voget, Médico que me acolheu e me disse: “É possível”. Com ele foram dezenas de consultas, muito choro e milhares de vezes que eu disse que iria desistir. E ele sempre ali, me mostrando o caminhando e que era possível. Ele conduziu um tratamento muito mais suave (inclusive na quantidade de medicamentos) e personalizado, três punções (ou seja, três vezes em que fui retirar óvulos maduros e saudáveis) e na primeira implantação (quando o embrião é de fato colocado dentro do útero) eis que o Vicente cresce aqui dentro saudável e fazendo uma família inteira feliz e realizada.
Essa é a minha história de maternidade que apesar de ter apenas 16 semanas de realização tem mais de 208 semanas de muita luta e dedicação.
Hoje eu sou só gratidão!”

21 jan
Na Mídia!

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Tinha dado esta entrevista tempos atrás, não sabia quando sairia e desde cedo recebo mensagens parabenizando pela bela matéria que o Jornal Diário de Pernambuco publicou no dia de hoje. Na chamada da matéria eu e minha duplinha contando um pouquinho de tudo que passei até chegar a elas. Amo falar e escrever sobre este tema, quero mais que minha história chegue a mais e mais mulheres que estão na luta, sempre levando a mensagem de que TUDO valerá a pena até chegar à realização do sonho da maternidade!
“Cinco por cento. Esta era a chance da bacharela em direito Taciana Lira engravidar. Aos 31 anos, havia acabado de detectar falência ovariana precoce. Antes disso, havia passado por uma cirurgia, tratamentos hormonais, inseminação artificial e duas fertilizações in vitro. Partiu para a última tentativa: mais uma fertilização. Naquele momento, só os 5%, um dos tantos números e probabilidades encaradas em seis anos tentando engravidar, traziam esperança. “Era melhor do que 0%”, pensava. Meses depois, trouxe a filha Mariana ao mundo. A emoção logo virou surpresa. Mariana ainda era um bebê de colo quando Taciana descobriu uma nova gravidez, dessa vez, sem nenhum tratamento. Até a gestação inesperada de Valentina, “o milagre”, Taciana tinha confiado aos médicos e laboratórios o sonho de ser mãe. Nunca esteve sozinha. Só em 2015, 35,6 mil ciclos de fertilização in vitro foram realizados no Brasil, 946 deles em Pernambuco. Com taxas de sucesso variadas, os métodos de reprodução assistida são banhados de incertezas, desafios éticos e até mesmo casos surpreendentes para a medicina.”
http://www.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/cadernos/vida-urbana/2017/01/21/interna_vidaurbana,161919/os-numeros-do-milagre-da-concepcao.shtml

27 nov
Lígia e suas 3 vitórias!!!

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Hoje lhes trago a historia da Lígia. Mais um presente que o instagram me apresentou, escritora da página @li.mamae. Após uma luta de anos, 2 abortos, uma gravidez ectópica e uma anembrionária, é a mamãe do príncipe Gustavo e da duplinha linda das gêmeas Nicole e Marina. Com vocês um pouco de TUDO isso, contada pela própria Lígia, mais uma história para emocionar e trazer esperança a todas que estão nesta espera. TUDO valerá a pena!

Casamos bem novinhos. Eu com 23 e o papai com 26. Uns três anos depois começamos pensar em ter filhos. Quatro anos depois engravidei pela primeira vez com a ajuda de indutores da ovulação, já que esse era o único motivo (aparente) para não conseguir engravidar. Perdi o bebê antes mesmo da primeira ultrassonografia. Mais dois anos de tentativas e finalmente aceitei a ideia de procurar um especialista em reprodução assistida. Muitos outros exames depois constatamos que além das dificuldades de ovulação meu marido tinha uma leve alteração na motilidade dos espermatozoides, que não impedia uma gravidez espontânea mas era mais um motivo para dificultar. Partimos então para uma Inseminação Artificial, e na primeira tentativa positivo. Um beta HCG meio baixo, que não aumentava muito, mas lá estava meu bebê, com batimentos cardíacos. Poucos dias depois comecei ter um sangramento e na ultra lá estava mais uma derrota. Ausência dos batimentos cardíacos no embrião. Fizemos mais três Inseminações sem sucesso e então partimos para a FIV. Sabendo como meu corpo respondia com as medicações meu médico foi super cauteloso na indução, mas mesmo assim tive muitos folículos e foram aspirados 32 óvulos! Desses, 22 estavam maduros e 18 fertilizaram. Dos 18 tivemos 14 bons embriões que continuaram se desenvolvendo após o segundo dia. Três dias depois retornamos a clínica felizes da vida para ¨buscar¨ nosso bebê, mas ao fazer uma ultrassonografia meu médico viu que eu estava com líquido na cavidade abdominal, e optou por não fazer a transferência naquele dia, congelando todos os embriões. Voltei para casa muito frustrada, com medo de não dar certo depois com os embriões congelados e triste porque na minha cabeça já voltaria grávida para casa. Hoje sei quão prudente e correto foi meu médico , meu anjo Dr. Waldemar. Um mês depois, já recuperada de tudo e com o endométrio preparado fizemos a transferência de dois lindos embriões. Doze dias depois um beta positivo. E mais uma vez comecei ter um sangramento, dessa vez muito intenso! Estava de 5 semanas e 4 dias, fizemos uma ultra e o saco gestacional estava lá, bem redondinho, o que tranquilizou meu médico porém o fez pensar em todas as possibilidades para esse sangramento. Saí do consultório direto para uma clínica que trabalha com imunologia e reprodução, e fiz a primeira aplicação de Imunoglobulina. Saí dessa clínica direto para o hospital para internar. Dois dias depois fui fazer a primeira ultra lá no hospital (depois da hemorragia naquele dia que só tínhamos visualizado o saco gestacional) nunca, nunca vou me esquecer os segundos de angustia que vivi antes de ouvir do médico ¨ estou visualizando o embrião e tem batimentos cardíacos!¨ A partir daquele dia passei a acreditar que poderia dar certo, mesmo com o sangramento e com muitos betas que não subiam como esperávamos. Uma semana de hospital e vim para casa continuar meu repouso absoluto! Só me levantava para ir ao banheiro. Com 12 semanas estava tudo perfeitamente normal e voltei a fazer tudo, inclusive trabalhar… Fiz uso da imunoglobulina até o sétimo mês de gestação e meu príncipe nasceu de parto cesárea, com 39 semanas de uma gravidez tranquila passado o primeiro trimestre.
Então quando meu filho estava com 1 ano e 7 meses de idade engravidei mais uma vez, naturalmente. Estava muito tranquila achando que nada mais daria errado. Mas na primeira ultra nada de ver o saco gestacional. Uma semana depois e com uma dor chatinha do lado direito conseguimos visualizar o embrião com batimentos cardíacos presentes , na trompa direita. Gestação ectópica. Retirei a trompa e deixei a vida rolar… Sempre tive vontade de ter mais filhos mas não pensava em realizar outro tratamento. E então quatro anos depois da ectópica mais um positivo! Nada de sangramento, beta bonitinho… e nada de aparecer embrião. Fui três semanas seguidas fazer ultras com meu médico, ele sempre me animando dizendo que a ovulação poderia ter acontecido depois do que eu imaginava. Mas eu sabia o dia exato, e sabia que algo estava errado. De novo. E então confirmamos que nossa quinta gestação era anembrionária, em que existe o saco gestacional mas não existe o embrião. E foi dessa vez que o desejo de ter o segundo filho ganhou força. Foi ali que pensei que podia ser um sinal para eu fazer novamente a minha parte e contar com a ajuda da medicina. E foi meu anjo, mais uma vez, que me incentivou a tentar com meus embriões congelados lá atrás.. 6 anos atrás! E assim fizemos, transferimos três embriões (tinha 12 congelados, descongelamos 6 e sobreviveram esses 3). E o resto da história esta aqui.. minhas pequenas princesas que chegaram com 37 semanas de uma gestação absolutamente perfeita, tranquila, sem intercorrência nenhuma, no auge dos meus 40 anos!
Costumo dizer que tudo tem um porquê, e na minha história tive muitos, mas hoje compreendo a importância de cada uma deles para conseguir estar realizada como estou .

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08 nov
Cartinhas para a Cegonha

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Hoje lhes trago um post carregado de emoção, escrito pela Amora, autora que escreve divinamente Cartinhas para a Cegonha através do seu Instagram @cartinhasparaacegonha que assim se chama, e que há pouco lançou um livro lindo também com o mesmo título, nos brindando suas ricas palavras escritas puramente com o coração e seu desejo latente de ser mãe. Hoje ela carrega no ventre o seu sonho que já é realidade e lhe chuta dia após dia avisando que já já estará chegando nessas mais de 38 semanas de conexão com esta mãe linda, de coração gigante que o carrega, e com quem eu tive o prazer de conhecer virtualmente e bater uns papinhos breves com gostinho de quero mais, e quem sabe algum dia lá no Rio ou aqui no Recife, eu com minhas princesas, ela com seu príncipe, como já falamos? Bem vindo Noé!!! Sei que aí dentro está gostoso, mas aqui fora te espera o melhor dos colos e uma mulher que vai te amar como ninguém, e está super ansiosa para te conhecer!
Com vocês umas palavras escritas pela Amora especialmente para mim, através do Maternidade Sonhada, o que foi uma honra e emoção grande, nos contando um pouco da sua trajetória até a Cegonha enfim acertar o seu endereço…

“Acho que o nome do seu Instagram me define: Maternidade Sonhada! Não sei dizer exatamente o dia em que esse grande desejo de ser mãe, se manifestou na minha vida. A impressão que tenho é de que nasceu comigo. Que algumas vezes despertava e, por algum motivo eu o fazia adormecer. Mas o sonho venceu ou ia vencendo um pouquinho a cada dia. Pulsava dentro de mim e eu desejava, a cada dia mais, o que para muitas mulheres pode ser bem simples: ser mãe! Eu pensava que a partir da decisão, era parar com o anticoncepcional, enviar uma cartinha para a cegonha, manifestando o interesse e pronto! Dentro de alguns meses estaria com o bebê no colo ou, ao menos, na barriga, despendendo da demanda na fábrica de bebês. Um ano se passou e nada. Dois anos se passaram e nenhum sinal. Todos os meses, novas tentativas, velhos ou novos exames, médicos, consultas, esperanças e frustrações.
Não entendia mais nada. Inúmeras vezes eu e meu marido nos programamos em função de uma tão sonhada gravidez. Inúmeras vezes adiamos ou estendemos projetos, viagens, programas. Sempre tinha aquele dúvida: e se eu estiver grávida? Procurava a cegonha por todos os cantos, tentei elaborar diversas estratégias de comunicação mas a impressão que eu tinha é que ela nem sabia da minha existência ou até, na pior das hipóteses, sem saber, eu tinha feito algo que a tinha magoado profundamente. E, nessa brincadeira nada divertida de caça á cegonha, mais um ano se passava. Durante esse período, me consultei com alguns médicos diferentes que mandavam repetir os mesmos exames e que me faziam ouvir sempre a mesma resposta: nada consta! Meu marido também a essa altura já tinha feito e refeito os exames e o laudo era o mesmo: nada consta! Ninguém em praticamente três anos conseguia nos explicar o motivo do descaso da cegonha conosco.
Decidimos então, procurar ajuda de um especialista para tentar detectar algum empecilho que, até então, nenhum ginecologista tinha identificado. Minha cabeça já estava a mil, pensando em milhares de coisas e o coraçãozinho acelerado, sem saber para onde, aquilo tudo me levaria.
Foi neste momento, imaginando que a primeira coisa que o especialista iria me recomendar, seria uma fertilização, que decidi escrever sobre todo esse processo. Criei um Instagram para tentar um novo canal de comunicação com a cegonha, para contar sobre o que viveria e sobretudo, como uma forma de extrapolar essa enxurrada de emoções. Hoje, acho que foi uma das melhores coisas que fiz. Através destas cartinhas, conseguia a cada dia, ultrapassar um pouco das minhas dores. Pode parecer infantil para algumas pessoas mas era um respiro para mim. Sim, um universo paralelo, mas tão real, que fazia com que eu me sentisse cada dia mais viva. Como uma terapia, uma maneira de desopilar. E até mesmo uma forma de dar a mim mesma algum tipo de esperança. Quando minhas tentativas não davam certo, imediatamente minha imaginação criava alguma coisa na fábrica da cegonha. Imaginava uma carta perdida, um bebezinho esquecido, ou até mesmo uma grande produção que, em algum momento, traria o meu bebê. Sempre fui apaixonada pelas palavras e através delas, me manifesto. Me recrio, coloco para fora minhas sensações e desejos mais íntimos. Já fui questionada e criticada por acreditar que a cegonha traria meu bebê. Talvez estas pessoas não entendam que tudo é permitido neste universo, sobretudo o que nos faz bem. O que nos tira um pouco desta realidade sensata e dura. O que nos permite imaginar, criar, sonhar e acreditar.
Conheci pessoas incríveis que serviram de inspiração durante esse processo. Pessoas que enfrentaram todos os tipos de obstáculos para ter seu filho, do ventre ou do coração. Na linguagem do amor, na qual o sonho é a maternidade isso não se difere. Pessoas que sem, muitas vezes sem saber, me puxavam para frente e não deixavam que um obstáculo me estagnasse.
Através destas relações, de depoimentos que li e, devido ao carinho do meu médico, descobri uma das causas que impediam a chegada da cegonha por aqui: a endometriose. Por mais que nenhum exame anterior tivesse apontado algum sinal da doença, meu médico, insistiu para que eu fizesse a cirurgia, antes de um processo de Fertilização e, para nosso surpresa, depois de anos, tínhamos encontrado um obstáculo palpável chamado endometriose. Se, por um lado, descobrir que eu era portadora da doença, me assustava, por outro, uma certeza me animava: eu tinha encontrado um médico, um especialista maravilhoso e com um coração de ouro que me levaria de alguma forma até a cegonha.
Foi então que, seis meses após a cirurgia e ainda sem nenhum retorno da tal cegonha, meu médico sugeriu que partíssemos para a fertilização. O que para mim, há tempos atrás, era algo tão distante, estava a minha frente. Fomos com tudo! Cada novo exame uma esperança, cada picadinha, um passo mais perto. É uma montanha russa de emoções. Eu só queria acreditar! Agradecia cada dor porque representavam essa oportunidade e mais uma grande chance para a realização do mais lindo sonho. Foi então, que, sim, depois de quatro anos de espera, na minha primeira Fertilização, eu encontrei com a Cegonha!
Jamais conseguirei descrever com detalhes esse momento. Só lembro de chorar, abraçada com o meu marido e de agradecer. De gargalhar e chorar. De fechar e abrir os olhos. De deitar na grama e olhar para o céu de ter a certeza que lá estava ela. A cegonha! E na trouxinha, o mais lindo de todos os bebezinhos que, a partir daquele momento, já estava na minha barriga. Sim, dentro de mim batiam dois corações.
38 semanas se passaram e parece que ainda estou sonhando. Acho que vivi as semanas mais lindas e felizes da minha vida. Acordar cada dia, olhar para a barriga, sentir os movimentos, saber que são de verdade, até hoje me emociona. Perceber as transformações do corpo, das perspectivas de vida, das prioridades. A magia de cada novo momento, de cada nova semana e agora, da proximidade olhar nos olhos do meu tão esperado novo amor.
Conheci diversas histórias, participei de momentos difíceis e de muitas alegrias. Conheci mulheres que não mediram esforços para superar cada dia a desgastante rotina de uti quando seus bebês nasceram pré matutos. Conheci mulheres que não mediram esforços para encontrar seus bebezinhos que alguma funcionária da cegonha entregou no lugar errado. Que enfrentaram as mais diversas burocracias para adotar seus bebezinhos. Conheci mulheres que não mediram esforços em busca de tratamentos. Cada uma com seu caminho, cada uma com sua história. Mães, mães, mães, todas movidas pelo amor e pela Maternidade Sonhada.”

Que Deus os abençoe neste encontro mágico e sonhado que se aproxima!

07 ago
Papo sobre Tratamentos de Reprodução custeados por Planos de Saúde

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Hoje venho lhes falar sobre um tema muito interesse para todas tentantes que tenham plano de saúde. Como bem sabemos os tratamentos de Reprodução Assistida não são acessíveis para muitas pessoas, tendo em vista o alto custo, infelizmente. O que muitas vezes frustra o sonhos de muitas mulheres, na incapacidade de não poder lutar utilizando da ajuda da medicina reprodutiva.
Aqui no Recife, até pouco tempo, existia um serviço de Reprodução Humana num hospital público, e assim, alguns casais, de baixa renda comprovada, poderiam ao menos sonhar com a possibilidade de poderem tentar, mas que devido à crise no país fecharam as portas, e junto a elas muitos planos e sonhos… Toco neste tema e não tem como não me emocionar e entristecer.
Para as que contam com o privilegio de ter um plano de saúde temos cada dia mais boas novas, referente à possibilidade de ter este direito de volta, através de vias judiciais. São mais e mais casos, que venho tendo conhecimento, de mulheres que se submeteram à tratamentos de reprodução, com cobertura total pelo plano de saúde!
Soube através de uma amiga, que uma advogada conhecida havia se sensibilizado com a luta de uma parente com dificuldades para engravidar desde 2009, sem condições para arcar financeiramente com um tratamento, e que ela se dispôs a ajudar, estudando o caso e começando assim uma demanda judicial, o que para surpresa e alegria do casal em poucos dias tiveram uma sentença positiva lhes trazendo esperanças para seguir com a ajuda ímpar da medicina.
Semana passada, numa sucessão de dias recebendo emails de seguidoras se lamentando sobre este tema tão delicado, sobre a falta de recursos para se tentar (mais) um tratamento, que acabei me sensibilizando e entrei em contato com aquela advogada, lhe lhe convidei para um café, para ver se conseguia captar mais informações para lhes trazer aqui, e quem sabe ajudar algumas de vocês, que já ouviram falar sobre, mas estão perdidas, sem saber como proceder.
Não nos conhecíamos, mas a ansiedade era de ambos lados, eu para conhecê-la e tirar algumas dúvidas “nossas”, e ela, que vim saber que era seguidora do Maternidade Sonhada, e queria me conhecer também. Uma delícia!
Café acompanhado de um bom pastel de belém, para quebrar o gelo, e comecei a lhe bombardear de perguntas, o que resultou num papo interessante! Acabei virando fã daquela mulher que usou do seu lado profissional, de forma brilhante, movida pela sensibilidade materna, e que a partir daquele caso decidiu se dedicar a causas assim, com muito carinho. Uma profissional humana, como assim devem ser TODOS profissionais que se relacionassem com mulheres sofridas em busca do sonho de ser mãe, pessoas que em geral estão mais sensíveis, e que com profissionais humanos o caminho, com certeza, se torna mais leve.
Por já haver sido advogada de planos de saúde até o ano passado, Ale teve uma bagagem interessante para construir a ação já pensando nos possíveis argumentos da defesa. No caso da sua parente, que é portadora de endometriose, ela usou a indicação médica de que a Fertilização in Vitro é considerada como tratamento para endometriose, devendo assim ficar obrigada à Operadora do Plano de Saúde para cobrir o tratamento de forma integral.
Mas Ale foi além, entendendo que as Instruções Normativas não se sobrepõe à legislação aplicável ao caso, vez que a Lei dos Planos de Saúde prevê a obrigatoriedade de cobertura de tratamento de TODAS enfermidades, com classificação na Organização Mundial de Saúde. Onde se abre a possibilidade de demandas decorrentes de outras enfermidades, que não seja apenas a endometriose. Ou seja, um ânimo para outros casais que tenham tratamento de reprodução como indicação médica, independentemente da enfermidade diagnosticada. Já havendo, inclusive, Jurisprudência firmada pelo STF, de que o tratamento a ser realizado é de competência do profissional médico, não cabendo ao Plano de Saúde definir, e sim apenas cumprir o que determinar a sentença judicial.
E mais boa noticia! O Tribunal de Justiça da Bahia já editou súmula com entendimento de que a INFERTILIDADE é doença também classificada pela OMS, tendo que abranger TODAS as doenças que provoquem a infertilidade. Tempos positivos para causas assim, minha gente!
E para matar a minha curiosidade, e com certeza a curiosidade de algumas de vocês, perguntei a ela quanto tempo durou todo processo até a decisão final, e ela me explicou que em março ajuizou a ação, com o deferimento para sua realização em APENAS 2 dias, havendo o Juiz dado o prazo de 24 horas para que a Operadora do Plano de Saúde disponibilizasse de toda a medicação necessária, bem como a realização do tratamento. Pensem numa pessoa feliz ao escutar tudo isso!!! Gente isso se chama ESPERANÇA! Isso se chama oportunidade de voltar a tentar, a sonhar, para muita gente! Caso você já tenha um advogado de confiança aí na sua cidade, vai ficar esperando o que? Só se sabe tentando minha gente!
Para as que se interessarem em contactar com a Advogada Alessandra Arruda, já entrem em contato comigo através do email tacilira@maternidadesonhada.com.br que lhes passo o contato!
A você Ale, mais uma vez o meu agradecimento pela atenção dispensada, e pelo carinho que você tem abraçado e vibrado por cada causa! Que Deus te siga abençoando e te usando como instrumento na vida de muitos casais!

15 mai
12 Anos de Espera, Negativos, 1 Aborto e… A Princesa Celine!

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Um certo dia lendo algumas mensagens numa postagem do blog me chamou a atenção o comentário de uma seguidora chamada Viviane, ela brevemente relatava a sua espera de 12 anos para realizar o seu sonho da maternidade e de imediato entrei em contato e a convidei para nos contar a sua história, e ela amavelmente se dispôs a vir nos trazer esperança e ânimo! Com vocês a longa e linda história da mamãe Viviane até a chegada da princesa Celine!

“Minha história começa em 1998 quando conheci meu marido e começamos um namoro que durou 04 anos até o casamento em 2002. Sempre tivemos planos de formar uma família e ter nosso primeiro filho logo depois que eu terminasse minha faculdade, e assim, logo depois do primeiro ano de casados começamos as tentativas em busca do nosso tão desejado filho. Tínhamos em nossa mente que seria fácil e logo estaríamos com ele em nossos braços…porém, o destino foi nos pregando peças mês após mês de tentativas, sempre alimentando a esperança que no próximo seria nossa vez!
Cada dia das mães e dos pais, sim dia dos pais também, porque meu marido sofria comigo todas as frustrações que aconteciam, cada grávida que eu via na família, na rua ou em qualquer lugar me causava uma enorme ferida no coração, pois eu pensava comigo “porque eu não tenho a graça de poder gerar meu filho também como essas mulheres?” e assim os dias, meses e anos foram passando sem conseguir realizar o grande sonho das nossas vidas. Em 2007 após 5 anos de tentativas frustradas, resolvemos procurar um especialista pra realizar as investigações e descobrir o que impedia a gravidez. Foram meses de muito sofrimento, com exames de todo tipo, e por incrível que pareça tudo estava normal, meus exames e do meu marido não apontavam nada que pudesse estar impedindo a gestação.
O médico então indicou a inseminação artificial ou a fertilização in vitro para o nosso caso. Como na época não tínhamos condições de fazer uma FIV, optamos pela inseminação. Saímos do consultório com aquela certeza de que iríamos conseguir já na primeira tentativa, e depois de todas aquelas agulhadas e exames pra indução de ovulação, a primeira tentativa foi realizada. Novamente saímos do consultório com os corações cheios de esperança e fomos pra casa já com a sensação de que estávamos grávidos. Porém após os dias de espera que se sucederam, obtivemos nosso primeiro negativo. Quanta dor sentimos naquele momento e novamente o sonho caia por terra.
Mas tudo bem, tínhamos ainda uma reserva de dinheiro e uma enorme esperança que não perdíamos nunca, e lá fomos para a segunda tentativa que novamente culminou com um resultado negativo. Por que aquilo acontecia com a gente, essa era a pergunta que vinha a nossa cabeça em todos os momentos. Ainda assim, partimos para uma terceira e última tentativa de inseminação, pois já não tínhamos recursos para seguir mais adiante e nem para tentar a FIV. Infelizmente, novamente o resultado foi negativo. Então, já no ano de 2008, decidimos parar com todo o tratamento, pois estávamos desgastados emocionalmente com tudo o que já havíamos passado em busca do nosso tesouro. Decidimos que entraríamos pra fila de adoção e tínhamos certeza que nossa família seria constituída dessa forma, com um filho adotado.
Paramos com todos os tratamentos e eu resolvi voltar a estudar. Entrei pra faculdade de arquitetura em 2009 e decidi que deixaria por conta da vontade de Deus. Foram 5 anos estudando e com tanta correria não tinha tempo de ficar pensando na gravidez, mas lá no fundo do coração a vontade continuava a mesma. Queria ser mãe!! E a fila da adoção, até esquecemos, pois nunca mais fomos chamados.
Nesse meio tempo, no final de 2012 por conta de um problema de saúde tive que procurar meu médico novamente. E durante a consulta, reacendeu em nós a vontade de tentar novamente e pela última vez o tratamento, pois já estava com 34 anos e não tínhamos muito mais tempo pra esperar.
Então dessa vez, partimos logo para a FIV. Nos organizamos financeiramente, pois o valor para esse tipo de tratamento era alto e mesmo assim não tínhamos a garantia de que iria dar certo. Mas com as esperanças renovadas, lá fomos nós novamente enfrentar todas as agulhadas, medicamentos, exames e monitoramentos necessários para esse procedimento. Então, em meados de 2013 começamos a batalha mais uma vez! Moramos em cidade pequena, então nosso médico era de uma cidade que fica a 80km de onde moramos. Dessa forma, fazíamos várias viagens seguidas para fazer os acompanhamentos necessários para uma FIV. Além dos gastos com o tratamento, ainda tínhamos os gastos com deslocamento entre as cidades. Mas nada disso era motivo pra desanimar, pois a chama da esperança estava acesa dentro de nós mais uma vez.
Depois de todo o preparo com os medicamentos, foram coletados os meus óvulos e os espermatozoides do meu marido para a concepção dos embriões. Apesar de todo o medicamento utilizado, foram coletados somente 4 óvulos bons pra serem utilizados, mas isso não tirou nosso ânimo, pois estávamos certos de que teríamos nosso positivo desta vez. Então fomos pra casa e todo dia éramos informados do desenvolvimento dos embriões, cada vez que meu telefone tocava com o número da clínica, meu coração disparava, pois eram notícias dos nossos pequeninos. Três dias depois da coleta, fomos chamados para fazer a transferência dos embriões, que ao final eram somente dois em condições de serem transferidos para meu útero, que já estava sendo preparado para recebê-los.
No dia marcado então, fomos bem cedinho pra clínica buscar nossos pinguinhos de esperança. Chegando lá, fui levada pra sala onde eram feitas as transferências e preparada para o procedimento. Devo ressaltar aqui, que meu médico foi um anjo colocado por Deus em nossas vidas, pois nos dava ânimo pra seguir em frente. Meu marido ficou aguardando lá fora todo ansioso. Enquanto o médico fazia o procedimento da transferência, eu podia ficar olhando tudo pelo monitor de ultrassom e vi o momento em que aqueles dois pinguinhos foram colocados dentro de mim. Minha vontade era sair de lá correndo pra abraçar meu marido e dizer que já estavam ali. Mas depois disso, ainda tive que ficar de repouso e observação por mais uma hora. Quando fui liberada, fui ao encontro do meu marido que estava aguardando lá fora, nos abraçamos e saímos de lá já com a sensação de que seríamos pais apartir daquele momento. Como a cidade era longe, optamos por ficar aquela noite em um hotel para não ter que fazer a viagem de volta e correr o risco de fazer algum mal para os embriões. A partir dali, a única coisa que podíamos fazer era esperar 14 dias pra fazer o exame e ter o nosso tão sonhado positivo. Nossas famílias também sofriam com a gente e se alegravam a cada nova esperança.
Então, às vésperas do natal de 2013 chegou o tão esperado dia de realizar o exame. Fomos novamente a cidade vizinha para que o resultado ficasse pronto no mesmo dia. Chegando lá, coletamos o sangue e fomos informados que até o meio dia sairia o resultado. Aguenta coração, fomos passear pela cidade pra esperar o tempo passar, não aguentávamos de tanta ansiedade. No horário marcado, nem um minuto a mais, lá estávamos nós pegando aquele envelope com o resultado, minha vontade era que a moça que fazia a entrega me dissesse o que eu estava esperando, mas ela não falou nada, apenas entregou um envelope fechado. Saímos pra fora do laboratório e meu marido foi abrindo o envelope, eu tinha medo de olhar e ao mesmo tempo procurava o resultado com o canto do olho. Ele não entendeu nada, pois o exame era o beta HCG quantitativo, e quando eu olhei aquele número 25, comecei a dizer que era positivo e ficamos no meio da rua sem entender direito, mas com o coração transbordando de felicidade. Então, pra tirar a dúvida, fomos até o consultório do médico mostrar pra ele. Chegando lá a atendente olhou o resultado, olhou pra nós e disse “é positivo” você está grávida. Nesse momento, nos abraçamos e começamos a chorar igual duas crianças, pois era o nosso sonho se tornando real. As pessoas que estavam no consultório olhavam pra nós e sorriam querendo chorar junto. Ainda assim, ela disse para entrarmos e mostrar ao médico para que ficássemos mais tranquilos. Quando cheguei na sala dele, ele estava com o exame na mão, e me disse “pode entrar gravidinha”, nessa hora meu coração não batia, ele corria de tanta felicidade!! Tinha esperado tanto tempo pra ouvir aquelas palavras, que pra mim parecia que era um sonho!!
Depois disso, fomos pra casa comemorar com toda nossa família e saímos contanto pra todos os amigos que se alegravam junto com a gente, pois sabiam da nossa luta. Para nós aquele seria o natal mais maravilhoso de todos, pois estávamos ganhando o presente mais precioso que alguém poderia ganhar. Porém, nossa alegria não durou muito tempo, uns dois ou três dias antes do natal, o médico pediu pra que fizesse o exame novamente pra acompanhar a evolução do beta hcg. Desta vez, fizemos na nossa cidade mesmo, pois não tínhamos pressa em saber o resultado. No outro dia meu marido ia passar pegar e trazer pra casa de meio dia pra gente simplesmente acompanhar. Naquele dia meu coração estava apertado… Quando meu marido chegou em casa, já com os olhos cheios de lágrimas e com o exame na mão, eu tive a certeza de que algo estava errado. Ele me abraçou e disse “esse era pra ser o natal mais feliz das nossas vidas” e nessa hora eu já sabia que nosso sonho tinha virado pesadelo. Mesmo assim, chorando muito tivemos que ser fortes um para o outro e também pra nossas famílias.
No mesmo dia, fomos até o consultório mostrar o exame para o médico e saber o que havia acontecido. Ele nos disse que a gravidez não havia evoluído e que não tinha uma razão pra isso acontecer. Então, mais uma vez aceitamos a vontade de Deus, mas a esperança havia renovado, pois tínhamos sentido o gostinho da felicidade e sabíamos que não era impossível.
Decidimos que no ano seguinte 2014 iríamos tentar novamente e pela última vez a FIV, pois não tínhamos mais condições financeiras e nem emocional pra continuar e caso não desse certo aceitaríamos nosso destino e seriamos somente nós dois a nossa família. Temos nossos sobrinhos lindos que são tudo pra nós, e que fazem a nossa alegria também!! E num determinado dia, do nada, minha sobrinha de 3 anos disse para minha mãe: “A tia Vivi vai ter uma menina e vai se chamar Celine”. Isso mexeu com a gente, e decidimos que se tivéssemos a graça de ter uma menina, daríamos esse nome a ela!
Esperamos passar as festas de final de ano e logo no começo de 2014 fomos novamente ao consultório pra fazer todo o protocolo da FIV, pois não tínhamos embriões congelados. Então, já com o emocional esgotando mas com muita fé de que seria dessa vez começamos o tratamento. Sim, porque já estávamos convencidos que seria a última tentativa que faríamos.
Marcamos a coleta e para nossa alegria, dessa vez obtivemos muitos óvulos, foram 14 no total. Fomos pra casa e novamente as ligações nos informando sobre o desenvolvimento dos embriões nos deixavam com as esperanças renovadas. Ao final do terceiro dia estávamos com 8 embriões saudáveis e aptos a transferência, quanta alegria! No dia seguinte logo cedo estávamos novamente na clínica pra fazer a transferência de 2 embriões para o meu útero, porque minha idade só permitia essa quantidade. Meu marido aguardando do lado de fora e eu mais uma vez vivendo o sonho na pele. Consegui ver os pinguinhos de novo e a alegria tomava conta de mim naquele momento.
Fomos pra casa mais uma vez com aquela certeza de que tudo daria certo e de que nossa hora tinha chegado. A angústia e ansiedade pela espera pra fazer o exame após 14 dias só aumentava. Então, dois dias antes da data marcada pra fazer o exame, num sábado pela manhã, nós fomos a cidade vizinha mais uma vez realizar o teste. Coletamos o sangue logo cedo e fomos informados que as 11:00 horas estaria pronto. Fomos passear até que aguardávamos o horário pra ir buscar o resultado, mas a angustia tomava conta de nós. As 11:00 horas em ponto lá estávamos novamente vivendo a mesma cena, recebendo aquele envelope em nossas mãos, aquele que nos faria chorar, ou de alegria ou de tristeza. Saímos pra fora do laboratório e fomos até o carro estacionado pra abrir, meu marido ficou com a tarefa de abrir de novo, o coração parecia que ia saltar pela boca de tanta ansiedade e medo de abrir aquele papel.
Quando ele abriu eu já consegui ver um número 622, quase não acreditei e comecei a chorar, ele tremia e não sabia o que estava acontecendo. Então eu falei “isso é positivo, e bem positivo”, choramos os dois abraçados dentro do carro, choro de felicidade!! O sonho estava novamente na nossa frente se realizando. Ligamos pro médico, ligamos para nossas mães dando a boa notícia. Dessa vez tudo estava mais claro, e estávamos com nosso tão sonhado positivo nas mãos.
Desta vez resolvemos que não contaríamos pra mais ninguém além de nossas famílias até que se passasse alguns dias. Não cabíamos em nós de tanta felicidade, o que parecia impossível estava acontecendo!! Depois disso ainda tivemos um pequeno susto, pois tive um sangramento logo no começo, mas que graças a Deus não foi nada de grave.
E assim, fomos vivendo cada dia da nossa gravidez com todo amor e carinho que estavam guardados à 12 anos esperando para vivenciar esse momento tão esperado. Com três meses de gravidez soubemos que nosso tesouro seria uma princesa!! A nossa Celine tão desejada nasceu em 01/12/2014 e hoje já está com 1 ano e 5 meses alegrando as nossas vidas, e nos dando a certeza de que tudo o que passamos até a sua chegada valeu a pena, e que demorou tanto porque era para ser ela, tinha que ser ela!!
Por isso, nunca desistam e persistam enquanto houver um fio de esperança e fé!!”

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01 mai
Gabriel e Guilherme, os Príncipes da mamãe Verena!

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Um dia entre as curtidas de alguns posts no instagram o seu nome me chamou atenção: Verena… Vez por outra lá estava ela presente curtindo e as vezes comentando. Me lembro bem que em alguns momentos dividiu comigo suas angústias nessa espera que não foi fácil. Até que um dia soube que aquela seguidora linda com nome bonito e raro, estava grávida! Como sempre fico MUITO feliz com a vitória de cada uma de vocês! E um certo dia curiosamente entrei na sua página no instagram e me deparei com dois lindos bebês, seus filhos! Não resisti e a convidei para vir aqui nos contar um pouco da sua trajetória até a chegada dos príncipes Gabriel e Guilherme!

“Quero compartilhar com vcs um pouco da minha historia.
Sempre tive um sonho de ser mãe, porém nunca imaginava que minha caminhada seria longa e muito dolorosa.
Eu e meu marido namoramos por 12 anos e casamos … Sempre sonhávamos com uma família grande com muito filhos , quando completamos 2 anos de casados resolvemos realizar nosso sonho e construir nossa família.
Então parei de tomar remédio , e esperei … No primeiro mês não menstruei então já achei que estava gravida, mas não… Passou mais um mês e nada de menstruar novamente, comecei a sentir cólicas horríveis. Fui ao médico e lá fiz um ultrassom e onde foi constatado a presença de um cisto hemorrágico enorme no meu ovário direito. Perdi o chão, chorei, me desesperei … Estava prestes a perder meu ovário, mas graças a Deus com as medicações foi controlado. Porém, logo em seguida, descobriram que eu não ovulava… Sim, fui diagnosticada com anovulação crônica. Mais uma vez achei que não ia aguentar, chorei 15 dias seguidos sem parar. Foi quando então a médica sugeriu que fizéssemos indução da ovulação com coito programado e assim fizemos por 2 meses seguidos e nada. Quantas frustrações e decepções, foi quando decidi parar uns 2 meses para respirar e pensar no que iria fazer … Em dezembro de 2014 partimos para uma tentativa de inseminação artificial, tinham muitos folículos e meus ovários incharam, assim os folículos se romperam e todo líquido foi para cavidade abdominal, tendo que ser cancelada a inseminação. Tive um quadro de ascite grave – água em toda a cavidade abdominal- tinha dores horríveis, ficando internada no hospital em estado grave.
Em toda essa caminhada contei com a força do meu marido e de DEUS … Meu marido sempre lutou e sofreu por tudo isso ao meu lado, mas nunca desanimou … Falava sempre pra mim que estávamos juntos e que iríamos conseguir realizar nosso sonho.
Diante de tudo o que havíamos passado eu e meu marido não sabíamos mais o que iríamos fazer … Pedimos para DEUS uma luz e ela chegou. Sou médica e um dia quando fui dar plantão em um hospital, chamei um paciente para atender e ele entrou na minha sala dizendo que não tinha nada e sim que estava ali porque DEUS tinha mandado, para me mandar acalmar o coração e me dizer para ir à São Paulo e procurar um médico chamado Carlos Petta. Detalhe, aquele rapaz não sabia de nada do que eu estava passando e saiu de lá dizendo que eu iria realizar o meu sonho. Lembro que cheguei em casa chorando e lá fomos nós para nossa primeira consulta em São Paulo! Sou do interior do estado de são Paulo e fui sim com esperanças e com minhas forças renovadas, após aquele “recado”…
Desde o início revolvemos juntamente com o médico partir para fazer fertilização in vitro. Coletei os óvulos em março de 2015,congelamos os embriões e no dia 23 de maio de 2015 fiz a transferência. Uma semana após já fiz o teste de farmácia e deu POSITIVO …. Dia 01 de junho de 2015 fiz o beta e se confirmou o POSITIVO! E a emoção não parava por aí, no dia 09 de junho descobri que meus 2 milagres estavam dentro do meu ventre… Seria mãe de gêmeos!!! Foi a maior alegria da minha vida.
Minha gestação foi maravilhosa, consegui levar minha gestação até o final e no dia 11 de janeiro de 2016 meus milagres nasceram! Meus Gabriel e Guilherme, nasceram perfeitos, ambos com 45cm e com peso suficiente para irem para casa comigo.
Até hoje entro no quarto deles e me emociono muito, nem acredito que Deus me deu esses dois milagres!
E, como a Taci sempre diz por aqui, TUDO valeu a pena!”

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03 mar
Após 10 anos, Isaque chegou!

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Até a chegada deste texto que relata um pouco da sua luta, a conhecia como @rumoagravidez… Para quem não está entendendo conheci a Pabline, através de um instagram lindo criado por ela para dividir sua caminhada de tentante com outras mulheres que estivessem passando por aquilo. Torcia muito por ela, como assim faço por várias conhecidas virtualmente e hoje tenho a alegria de saber mais detalhes da sua caminhada até a chegada de Isaque e poder também dividir com vocês, aqui no blog!

Abaixo a história da mamãe Pabline, mais uma guerreira linda que lutou durante 10 anos até conseguir ser mãe! Se valeu a pena? Tirem suas conclusões, através desse sorriso lindo dela na foto ou pelas palavras finais escritas pela mamãe do Isaque!

“Meu nome é Pabline, mãe de um menino lindo que mudou minha vida, que mudou minha história.

Para que eu chegasse até aqui, lutamos muitos anos para que esse sonho de ser mãe se tornasse realidade. Foram 10 anos de espera, de choro, de angústia, de muitos porquês sem respostas , de muitos remédios, busca por diagnósticos e tratamentos sem sucesso. Passamos muito tempo sem saber realmente o que tínhamos que me impedia engravidar.

A princípio, foi diagnosticado no meu esposo uma varicocele e não medimos esforços para que ele fizesse uma cirurgia. Passou o prazo pós cirúrgico, previsto pelo urologista, para que engravidássemos e nada…

Continuamos em frente, e resolvemos partir para um médico especialista em reprodução humana. O primeiro que procuramos não diagnosticou nada que justificasse a infertilidade, receitou apenas umas vitaminas para o meu esposo. Passamos um ano nas tentativas até que houve indicação para uma inseminação artificial. Ali, o sonho ficou cada vez mais perto… Não tem como não se iludir, sabíamos que não era 100% de certeza de dar certo, mas nos enchemos de esperança. Nessa fase começou minha intimidade com os hormônios, várias medicações, indutores que me deixavam a flor da pele, um misto de emoções. Enfim, nada foi como pensávamos que seria, não tivemos sucesso. Resolvemos logo partir para uma segunda tentativa de inseminação, em meio a choro e esperança, e mais um negativo…
A essa altura do campeonato, já tinha se passado 6 anos de tentativas mal sucedidas. Cansamos, chegamos aos nossos limites e decidimos dar um tempo, tentar esquecer um pouco, fugir das rodinhas de conversinhas, de piadinhas de mal gosto, até de conversas sobre adoção onde meu coração não se abria, eu queria muito gerar meu filho no meu ventre e eu sentia que assim seria.
Essa pausa demorou 2 anos, mas lhes confesso que o desejo de engravidar estava cada vez mais forte, não tinha como esquecer, eu queria ser mãe! Passados esses 2 anos, muita coisa aconteceu, mudamos de cidade, de estado, as circunstâncias nos levaram para longe de tudo e de todos (família, amigos) e então vimos nova oportunidade de sonhar novamente, agora sem tantas cobranças. Foi quando surgiu a oportunidade de fazermos uma fertilização in vitro. Um passo mais perto de conseguirmos nosso milagre, panorama bem diferente e com uma nova equipe médica
Como sempre nesse mundo de tentantes, sempre vamos com muita sede ao pote. Começou tudo de novo, exames e mais exames, outro médico, outro diagnóstico. Agora vai! Pensávamos… Foi descoberto, através do teste de Kruger que meu esposo tinha alteração morfológica do esperma, e que a única indicação seria realmente a FIV. Um pouco de revolta por não haverem descoberto isso antes!
Fomos em frente… Novas medicações, novos hormônios, e iniciamos os preparativos. Naquela ocasião tive 3 embriões que precisaram ser congelados porque tive hiperestímulo ovariano e tivemos que esperar o próximo ciclo… E assim foi feito porém no próximo ciclo: tive uma infecção urinária e mais uma vez a transferência dos embriões adiada. Um sufoco! Ansiedade a mil!Até que chegou o tempo de transferir os meus 3 pinguinzinhos, mais choro e esperança. Me aguardava uma espera de 15 dias até o resultado do beta hcg. Nesse intervalo, fraldas, roupinhas começaram a chegar…papai muito ansioso conversava com a barriga, massss antes do dia tão esperado.… mesntruei! Um baque!
É meninas, não foi nada fácil, é um turbilhão de emoções que mexe muito com a gente.
Apesar de TUDO desistir nunca passou pela minha cabeça…nunca me vi só eu e meu marido, queríamos um filho!
Limpamos as lágrimas e fomos em frente novamente! Partimos para a segunda tentativa de FIV sem intervalo. Tudo de novo…medicação, punção de óvulos ( tivemos 2 embriões perfeitinhos classe A) e transferência 3 dias depois ( dessa vez nada de hiperestímulo, nada de infeção urinária, nada de congelar os embriões). Repouso…e ….13 dias depois … o tão esperado dia do resultado do bhcg.

Posso dizer que chegar até aqui, não foi fácil…mas Deus na sua infinita graça e misericórdia tem o tempo certo pra tudo. Nesses 10 anos nunca deixamos de crer que ELE faria acontecer nas nossas vidas. Uma hora nosso milagre iria chegar. Não imaginávamos que demoraria 10 anos, que ELE nos daria forças pra nunca desistir, forças pra continuar perseverando até alcançar a promessa. …..e ela chegou!!!
No dia 15/06/2015, meu aniversário, Deus me deu o melhor presente, o mais esperado, o mais desejado, o nosso melhor….o tal POSITIVO que durante 10 anos esperei!!!
E agora, em lágrimas, escrevendo esse relato, um filme passou na minha cabeça…mas aquela emoção que eu senti naquele dia não tem como eu descrever pra vocês.
Ali, o dedo de Deus começou a escrever uma nova história pra mim. E hoje, com meu Isaque no colo, vejo que valeu a pena cada lágrima, cada espera, cada oração, cada frustração, cada expectativa. Valeu a pena não desistir!!!!!!
Força, perseverança, esperança e fé pra todas que estão vivendo a luta que vivi. Não desistam. A sua hora vai chegar. Eu creio.
Beijinhos no coração de cada uma.
Pabline, ex tentante, mãe do Isaque.”