13 dez
Juntos, SEMPRE!

casal

Um dos sentimentos que vejo que existe diante de tanta angústia nessa espera pelo filho que não vem é o medo do companheiro(a) se cansar, não ter paciência e não esperar ao lado até o “fim”. E é algo que gostaria que refletissem comigo hoje. A pessoa que está contigo se apaixonou por você, te conquistou, te admirou pelo que você é, por esta mulher que existe aí, mesmo que você própria tenha se esquecido, volte às lembranças do início, lembre-se de vocês, como se apaixonaram, quais as qualidades que chamaram atenção um ao outro. Aposto que jamais alguém olhou para outro já com o imediato interesse de imaginar aquela pessoa como a mãe ou pai dos seus filhos. Esse desejo e certeza vem com o tempo após já haver uma relação minimamente consolidada. Quando se libera para engravidar a aposta é que em breve já estarão ali grávidos e felizes fazendo o enxoval do rebento e muitas vezes, bem sabemos, que não é bem assim não… Os meses passam, alguns diagnósticos aparecem, outras vezes não, e a ansiedade vai tomando conta do panorama… Exames e mais exames, Probabilidades, picadinhas, as vezes cirurgias no meio do caminho, outros procedimentos mais, e a ESPERA que vai nos consumindo… E no meio de TUDO isso as vezes surge a insegurança de que o companheiro não aguente esperar, caminhando ao lado… O que lhes tenho a dizer? Que se ele lhe ama de verdade ele esperará até o fim, até o desenlace final, segurando a sua mão e torcendo por vocês dois. Porque quando surge a infertilidade não deve existir culpados e sim um casal que sonha junto e que sendo assim devem permanecer juntos e unidos sempre, aguardando o que lhes estiver reservado, um filho da barriga, um filho adotivo ou até, de comum acordo, o não ter filhos. Acima de tudo está o casal, assim começaram só os dois e este fato da dificuldade de não conseguirem engravidar não deve ser sob hipótese alguma motivo para uma separação, ao contrário, deve ser sim motivo de maior união e apoio. Se sua parceira ou seu parceiro foi diagnosticado com algo que esteja impedindo a gravidez tão sonhada e este(a) decide correr atrás e se dispor a tentar contornar a situação deve mais ser admirado(a) e mais amado(a)! Alguma vez já citei essa cena por aqui mas volto a repetir… Sim, eu também já passei pelo que algumas de vocês está passando, estava no hospital no pós-operatório de uma cirurgia de endometriose e já naquele momento desabei e disse entre lágrimas ao marido que ele não tinha para que continuar comigo caso não conseguisse lhe dar um filho e para minha grata surpresa recebi uma lição e prova de amor quando ele seriamente, e até um pouco chateado, me disse para NUNCA, jamais repetir aquilo, porque ele tinha se apaixonado por mim, porque éramos felizes demais os DOIS e que ele me admirava muito por estar passando por tudo aquilo pelo NOSSO sonho, confessando inclusive que se fosse ele não saberia se teria a mesma coragem que eu estava demonstrando ter. Naquele momento eu entendi a “mensagem”, naquele momento compreendi que o amor vai além, que isso o que eu senti e que de repente você esteja sentindo é muito mesquinho diante do amor verdadeiro, que tudo suporta, que é fiel, que é leal, que apoia quando você mais necessita, que está ao seu lado literalmente para o que der e vier. ENTENDEU? Espero que sim! Que ambos os lados possam analisar sua postura nesse momento.

Por um lado: você está se valorizando como deveria? Por outro lado: você está valorizando e apoiando seu companheiro(a) como deveria? Se não, a começar agora! Definitivamente quem ama cuida e PONTO FINAL.

23 nov
Microcefalia: Questionamentos e MINHA opinião

microcefalia

O Brasil vive uma emergência nacional em saúde. Centenas de crianças no Nordeste nasceram nos últimos meses com cérebros menores do que o normal. É a chamada microcefalia.

Por morar em Recife, e Pernambuco ser o estado da grande maioria desses casos, venho recebendo emails de algumas seguidoras me questionando várias coisas, me pedindo conselhos e dividindo também suas angústias. Prevendo que algumas gostariam de entrar em contato comigo e não o fazem, resolvi então repassar para todas alguns posicionamentos meus sobre esta situação preocupante e atual.

Você evitaria, caso ainda estivesse tentando engravidar?

Evitar engravidar para quem está há algum tempo sonhando com isso é MUITO difícil. O prudente conselho do Ministério da Saúde é que todas mulheres evitem a gravidez neste momento.

O que eu acho que faria… Eu daria uma pausa nos tratamentos de reprodução assistida, trataria de encarar isso como umas “férias” para mim e para meu esposo em relação a este tema. Muitos casais necessitam dessa pausa para respirar, se recompor de toda essa ansiedade e, em alguns casos, de algumas frustrações também, e seria então uma boa “desculpa” para esse descanso. Se eu evitaria de outra forma? Acredito que não, estou sendo sincera, de repente não estou sendo responsável como deveria, mas não seria capaz de por exemplo tomar anticoncepcional ou fazer meu marido usar preservativo para evitar uma possível -e remota – gravidez.

Caso engravidasse neste momento como encararia?

Com muita felicidade! Afinal era o que mais sonhava na vida! Sei que não seria o momento mais “apropriado”, mas se foi o que Deus permitiu encararia da melhor forma! Desde o primeiro minuto com muita precaução, seguindo a risca os conselhos do meu obstetra. Os casos de contaminação por zika vírus registrados no primeiro semestre são a “principal hipótese” para explicar o aumento da ocorrência de microcefalia na região Nordeste, e devido a isso a recomendação é se prevenir ao máximo das picadas de mosquitos. Como me conheço, não entraria em pânico, mas exageraria nos cuidados, utilizando sempre o repelente indicado, vestindo roupas que cobrissem a maioria da pele do corpo, e evitando lugares mais propícios da presença de mosquitos.

E se ainda estando grávida e descobrisse que seu bebê nasceria com microcefalia?

Não deve ser nada fácil! Qual mãe deseja ter um filho com deficiências? Ninguém, não é mesmo? Após “digerir” a notícia o seguiria desejando e amando, afinal seria MEU filho e esta seria uma prova de aprendizado e muito amor, para vida toda. Uma seguidora me perguntou se fosse ainda possível, ao confirmar, se eu abortaria, e eu lhes respondo com toda certeza do mundo: JAMAIS!

Esses foram os resumos das perguntas mais questionadas e respondidas sobre este surto de microcefalia.

Por outro lado, quanto a decisão de adiar algum tratamento de reprodução assistida (que assim eu o faria) já estou sabendo que duas renomadas clínicas do Recife que já estão procedendo com a indicação para as pacientes adiarem transferências embrionárias para o próximo ano, aguardando assim um posicionamento mais contundente do Ministério da Saúde, postura admirável e de extrema seriedade e responsabilidade.

Torcemos que em breve a situação já esteja controlada! Amém?

E termino este post trazendo para vocês um texto belíssimo de uma mãe de uma criança portadora de Microcefalia, texto este escrito com muito amor, e que nos faz repensar algumas posturas frente a esta enfermidade que tem assustado tantas mulheres… Com vocês o texto que Ana Galvão Janiszewski publicou na sua página de facebook na semana passada, para todos que queiram ler ter acesso a palavras tranquilizadoras, lindas e admiráveis em especial às mães, grávidas ou já com seus bebês diagnosticados. Definitivamente o amor tudo suporta, tudo vence!

“Diante desse “surto” de Microcefalia, eu, como mãe de uma criança com a “doença” gostaria de me pronunciar sobre isso. Não sobre a causa mas sobre as consequências.
Minha vontade é pegar na mão de cada mãe que está grávida ou que já está com seu filhinho nos braços que possui microcefalia olhar nos seus olhos e dizer: “Olha, o Pai Celestial te deu a oportunidade de saber o verdadeiro sentido do amor incondicional, amor puro.
Não se desespere, não há motivos para tristeza, angústia e questionamentos. Ame seu filho.
Pare de procurar culpados e motivos. Não perca seu tempo buscando a cura física, aceite pois ele é espiritualmente perfeito!..Apenas ame seu filho.
Fisioterapia, fono, Terapia ocupacional, neuro, são necessárias e vai fazer parte de seu dia-a-dia, mas “sem neuras” por favor.
Viva cada momento, aprecie cada conquista: ame seu filho.
Encare como uma característica particular, peculiar, um “jeitinho” especial de ser. Ame seu filho.
Sim, é provável que ele não ande, não fale, não frequente a escola e não seja convidado para as festinhas infantis… E daí? Você vai bastar no mundinho dele.
Você vai amar tanto essa criaturinha que sequer vai dizer que te ama… não com palavras… Na verdade você vai sentir esse amor em cada olhar, em cada sorriso. E aí você vai descobrir que o anjo que mora na sua casa você o chama de filho.”

Eu sou tão feliz pelos filhos que tenho, cada um especial… a sua maneira.”

 

19 nov
Paulo Matheus: Mais Um Milagre de Deus!

Paulo

Em março deste ano recebi um email de uma seguidora que resolveu me relatar sua longa história de 8 anos de luta contra a infertilidade. Naquele momento ela estava partindo para sua 3a fertilização in vitro.

Ela se chama Paula, casada há 12 anos. Como muitas, Paula, após alguns anos de casada, liberou para engravidar e pensava que seria de imediato. Passado um ano de tentativas, ela e seu marido foram atrás de algum diagnóstico para justificar a gravidez que não sucedia. Até que numa histerossalpingografia foi detectado um estreitamento do colo do útero. Por não haver obstrução nas trompas e nada mais ser detectado, o médico lhes sugeriu seguir tentando por um ano mais de forma natural, e assim o fizeram e não obtiveram êxito novamente.

Após mais este ano de espera procuraram outro médico, especialista em reprodução assistida, que lhe indicou fazer uma histeroscopia, foi então encontradas sinéquias uterinas que estariam impedindo a gravidez. Pensando haver solucionado o problema, tentaram naturalmente por mais um ano e nada…

Resolveram então partir para o primeiro tratamento de reprodução. A indicação seria uma inseminação artificial, se prepararam, mas na hora do procedimento o cateter passou com muita dificuldade. Dias depois foi confirmado que não havia dado certo. Devido a esta dificuldade na passagem do cateter foi indicada mais uma histeroscopia, onde foi constatada mais uma sinéquia que estaria atrapalhando a passagem do canal. Meses depois partiram para outra inseminação e o resultado foi outro negativo a mais.

Chegaram ao limite naquele momento e resolveram dar um tempo. Viajaram e tentaram ao máximo se desconectar do tema, mas o sonho da maternidade nunca deixou de estar latente no coração da Paula…

Após esta pausa, voltaram com tudo aos tratamentos e desta vez partiram para a fertilização in vitro! Conseguiram 2 lindos embriões para transferência e na hora… o cateter não passou! Resolveram adiar para o dia seguinte para serem transferidos com a presença de um anestesista para sedá-la, e assim foi feito, porém ao despertar ela teve a triste notícia de que os embriões foram congelados porque não conseguiram fazer a transferência. E lá foi ela, arrasada com a situação, mas ao mesmo tempo cada vez mais convicta de que era o que mais queria na vida, dessa vez  foi  indicado a realização de uma histerossonografia (exame de ultrassom que dura em média 30 minutos em que é inserido através da vagina um pequeno cateter até ao útero para ser injetado uma solução fisiológica que vai facilitar ao médico a visualização do útero e a identificação de possíveis lesões, como miomas, endometriose ou pólipos) e posteriormente feita mais uma histeroscopia, onde lhe confirmaram que haviam desobstruído o canal. Após alguns meses desse procedimento, foram transferidos aqueles embriões congelados, e mais uma vez não deu certo.

Mais um tempo foi dado pelo casal, sabiamente sentiram que precisavam “respirar” de tudo aquilo que os vinha maltratando nos últimos anos. Apesar deles gostarem muito da equipe médica que os acompanhava, resolveram mudar e foram se consultar com outro médico, médico este que requisitou vários exames até então nunca requisitados e que lhes passou muita confiança e esperança.

Partiram para a segunda fertilização e deu certo!!! Enfim, haviam conseguido! A alegria foi imensa! Montaram um vídeo para dar a notícia às famílias, uma festa! Porém na 12ª semana, numa ultrassom, foi constatado que o bebê não havia se desenvolvido, e eles se depararam com o fim do sonho devido a um aborto retido. Tristeza sem fim!

3 meses após o aborto eu recebia um email da Paula me relatando toda sua história e finalizando assim:

“Estou tomando DHEA (vitamina) e ácido fólico, meu marido está
 tomando vitamina C com zinco, vitamina E e ácido fólico, com esperança de
ter mais embriões na próxima tentativa, que estamos programando para o
 próximo mês, com muita fé e esperança que tudo dará certo…
Gostaria de lhe agradecer pela ajuda diária que dá a tantas mulheres
que estão passando pelo que já passou e hoje conta sua história de
 vitória, tenho certeza, que pela misericórdia de Deus, tbm contarei
 a minha.
 Abraços,
Paula”

E exatos 3 dias após este email recebo mais um email da Paula para me contar algo…

“Taci!

Como havia lhe contado, estava me preparando para fazer a terceira FIV
no próximo mês, estava apenas tomando o DHEA e o ácido fólico,
 minha menstruação era pra ter chegado no sábado e não chegou, no
 domingo nada, na segunda nada, então pesquisei na internet e vi
 alguns casos de mulheres que ficaram com o ciclo irregular após tomar
o DHEA… Ontem a noite resolvi comprar um teste de farmácia para
 fazer hoje de manhã, e desencanar, e para minha surpresa, as 2
 listrinhas apareceram lindas e fortes, não acreditava no que eu
estava vendo, estava diante de um milagre de Deus em minha vida…
 Dessa vez, não fiz surpresa para meu marido, chamei e em estado de
 êxtase disse: Amor, aconteceu um milagre… ele com lágrimas nos
 olhos não acreditava no que estava acontecendo, só dizia: calma,
Paula… rsrs Então fomos no laboratório e fiz o Beta, que confirmou
 com Resultado: 850,10 mUI/ml.

bjosss e obrigada pela força que tem dado a tantas mulheres que como
 eu sonham em ser mãe.

FELIZ É POUCO!
 Paula”

De lá para cá, tive o privilégio de ir recebendo notícias da evolução da gravidez da Paula,  me enviando emails carinhosos e me fazendo participar de alguma forma da sua vitória!

Sábado passado abro meu email e para “finalizar” esta bela história de esperança que ela fez questão que eu dividisse com vocês com este post, ela me avisa da chegada do grande amor da sua vida, do seu sonho realizado, da melhor surpresa de todos os tempos, Paulo Matheus havia nascido e junto com ele pais guerreiros confirmam que TUDO valeu a pena, cada exame, cada negativo, cada dor sentida e vivida, nada se compara a esta realização de tê-lo em seus braços, para sempre nas suas vidas!

“Taci, Boa noite!

É com muita alegria que escrevo esse email para dizer que meu milagre de Deus, Paulo Matheus nasceu quarta-feira dia 11/11 às 20:10h com muita saúde, irradiando alegria para toda nossa família e amigos.
Pode postar nossa história quando desejar, ficaremos felizes em ajudar outros casais a não desistirem dos seus sonhos.

Beijos, Paula “

Sigo insistindo! Eu vivi um milagre, já presenciei muitas histórias de milagres e hoje o lindo Paulo Matheus é mais uma prova de que quando Deus quer… Milagres acontecem!!!

parto paulo

28 out
O Quadro de Fotografias

quadro

 

Na primeira vez que fui a uma clínica de Reprodução Assistida, meu olhar foi direto a um quadro repleto de fotografias de bebês, que muito me chamou a atenção. Este quadro estava bem na entrada, dando as boas vindas a todos que ali chegavam…

Me lembro que após entregar a documentação na recepção me sentei no sofá e aquele quadro me deixou inquieta, até que resolvi me aproximar e fiquei em pé durante longos minutos, extasiada em frente à ele. “Viajei” literalmente observando cada foto e foi inevitável não imaginar como seria o meu bebê, se pareceria a mim ou ao meu marido, se por acaso teria os belos olhos verdes da minha mãe ou o lindo sorriso da minha sogra… E em algumas fotos vi bebês nos braços do médico, médico este que naquele momento ainda nem o conhecia, mas que devido a bata branca me dava conta que era ele, quem estava prestes a me atender e “resolver meu caso”, era o que eu pensava… Depois de admirar várias fotos e babar muito, me aproximei e confirmei com uma recepcionista o que eu já imaginava: eram bebês provenientes de tratamentos naquele local, e aquilo encheu meu coração de esperança!

E assim era a cada ida àquela clínica, ficava imaginando somar mais uma foto ali, a foto do meu filho que em breve estaria gerando… Mal sabia que alguns anos e muita história pela frente me esperava ainda para poder, enfim, estar grávida.

Após aquela clínica cheguei a frequentar  3 clínicas a mais diferentes, e em duas delas, em algum lugar, constava um espaço com fotos de alguns bebês… Aquilo me enchia de esperança e de imediato minha mente sonhadora já arrumava um cantinho imaginário naquele novo quadro para já enxergar, com os olhos do coração, a foto do meu filho ali.

Lembro que em uma dessas clínicas o tal quadro se encontrava justo atrás da mesa do médico, eu me concentrava na consulta lógico, mas em algum momento me pegava “viajando” nas fotos, era inevitável… Me lembro que uma vez o médico observou  a cena, se deu volta para ver para onde eu estava com o olhar fixo e começou a me contar brevemente algumas histórias das mães daqueles bebês, histórias de mulheres com endometriose, parecidas a minha, e que tinham vencido! Naquele dia imaginem como sai dali… O sentimento de que eu também venceria me dominava!

São detalhes que ficam no caminho mas que levamos com a gente… São momentos de puro sonho e anseio pela hora da maternidade sonhada se tornar realidade, momentos esses que não se apagam da memória.

Ficou curiosa se enfim levei os retratos das minhas filhas para estarem expostos em alguma clínica? Acredite que não! rsrs  Após os nascimentos delas não tive espaço para sequer pensar naquele quadro e não me lembrei mesmo, vim lembrar anos depois! Acredito que porque suas presenças na minha vida preencheram qualquer anseio e superaram os mais lindos sonhados já sonhados algum dia,  em compensação tenho fotos delas pela casa, no celular, em vários álbuns, no computador.

Hoje sou capaz de lhes descrever cada pedaçinho das minhas filhas, as tenho gravadas na minha memória e no meu coração cada dia mais. Elas são minha realidade, são as provas de que vale a pena sonhar e de que não existe impossível para Deus. São minha inspiração diária para lhes escrever algo e tomar algum tempo da minha vida para lhes levar esperança e ânimo para seguir, porque tudo, absolutamente tudo será recompensado, quando enfim você se transformar em MÃE!

 

22 out
Quanto tempo para tentar de novo?

bebe relogio

Quando entramos para o “mundo da reprodução humana” na maioria das vezes não temos dimensão do que nos espera… Alguns casais por sorte conseguem na primeira tentativa, mas uma boa parte entra para o grupo dos que tem que “digerir” um (ou uns) negativo(s) e juntar forças (e dinheiro) para seguir…

Então uma das perguntas que muitas me fazem é quando tentar novamente após um tratamentos mal sucedido? E muitas poderiam ser a respostas, dependendo de cada caso…

Tem pessoas que se abalam demais, muitas de repente nem contavam com a possibilidade de insucesso e a “queda” é maior. Sempre que posso e sei que alguém está começando um tratamento e tenho uma mínima brecha tento ser aquela chata que lhes faz recordar que as chances são maiores que nas tentativas naturais maaas que ficam “longe” dos 100% de garantia para dar certo. Claro que procuro a melhor forma e momento para tocar neste “detalhe”, antes obviamente só ânimo e positivismo, mas não deixo passar sem fazer o alerta e lhes lembrar de que pode também não dar certo… Algumas escutam mas se fecham até para pensar na possibilidade que pode não dar certo e preferem seguir focadas no que “já deu certo e acabou”. Por um lado isso é ótimo, por um lado cada vez mais me convenço que a cabeça ajuda demais na situação, mas muitas vezes pode ter a cabeça boa que for que infelizmente não dará certo e você deve procurar estar nem que seja minimamente preparada para a situação. Se alguém está? Não! Mas pelo menos tentemos ao máximo, para sofrer um pouco menos!

Algumas que já passaram por um, dois ou mais negativos, provenientes de tratamento, muitas vezes se desanimam e se sentem perdidas. Falou em tratamento e já vem aquelas cenas na memória e o sentimento de derrota. E para essas a resposta é tentar trabalhar ao máximo isso na sua cabeçinha, o emocional estar um pouco abalado faz parte mas não deve dominar a situação, principalmente quando se decide partir para um tratamento. Penso que neste caso só deva voltar a tentar quando pensar pelo menos que pode dar certo sim e tentar entrar para ganhar, consciente de que pode perder, mas com espírito e atitude vitoriosa na situação.

E existe o momento ideal para voltar a tentar novamente? Acho que sim… O momento em que você se ver tentando novamente! O momento em que você visualiza a situação como algo novo, como uma nova oportunidade, enfim como uma nova tentativa de verdade! Se é fácil deixar tudo para trás e esquecer o que você passou? Por completo não, é bem difícil, mas lhe garanto que você é capaz de se reerguer e tentar da melhor forma, buscando dentro de você o auto controle e a força que te impulsionará a seguir devido ao querer ser mãe, sustentado naquele amor que já brotou dentro de você antes mesmo do seu filho sequer existir ainda, pelo menos fisicamente, porque no seu coração a essa altura você já o ama e é este sentimento que te fará seguir tentando!

E seus limites para voltar a tentar? Isso só você irá saber se tiver chegado ao limite e nesse momento não haverá mais dúvidas… Mas uma coisa eu garanto… Se você está aí com essa vontade de tentar de novo, é porque você ainda tem força para seguir lutando! E sabe qual o meu conselho? SIGA!!! Você não irá se arrepender! Se arrependerá caso desista, tendo vontade de haver tentado e não ter tentar, ficando na dúvida do como haveria sido se eu tivesse tentado uma vez mais… Isso nunca! Não se apresse caso você ache que não está preparada, mas se prepare e volte a sonhar, volte a lutar, porque só se sabe tentando e muitas bravas guerreiras estão revestidas de mulheres que sonham ser MÃES.

 

04 out
Entrevista sobre as Novas Regras divulgadas pelo CFM

ArminioeMada

Compartilho com vocês o link para acesso ao áudio da entrevista a dois ícones da Reprodução Assistida, Dra. Madalena Caldas e Dr. Armínio Collier, ambos do Recife, e que juntos foram convidados a participar de um programa na Rádio Jornal (de muita audiência nesta região), chamado Consultório de Graça, dirigido pela carismática repórter pernambucana Graça Araújo. Foram analisadas as novas regras divulgadas pelo Conselho Federal de Medicina, dentre as quais rege que as mulheres com mais de 50 anos não precisam mais de autorização dos conselhos de medicina para fazer o tratamento para engravidar, porém, precisam assumir junto com os médicos os riscos da fertilização in vitro, entre outros temas debatidos de forma brilhante.

Para acessar e escutar o áudio do programa acesse:

http://radiojornal.ne10.uol.com.br/audioteca/2015/09/29/as-novas-regras-para-a-reproducao-assistida-no-consultorio-de-graca-42249

22 set
E a dura véspera do resultado do beta hcg

calendario

 

Para quem já enfrentou tratamentos de reprodução assistida ao ler o título deste post deve bem já ter noção do que falaremos… Após um minucioso processo de injeções de hormônios, ultrassonografias mil, entre outros tantos detalhes que fazem parte do panorama… Após a punção, já começa uma sucessão de esperas “sofríveis”, espera para ver se haverão óvulos viáveis para a posterior transferência, estando os  óvulos se aguarda a definição do dia e horário para que sejam transferidos (frio na barriga inevitável!), e enfim chega o tal dia da transferência! Ufa?!!! Agora que começa a espera mais difícil, espera regressiva de 12 dias que as vezes parecem que não passarão mais, se arrastam e judiam da gente por trazer com eles uma explosão de sentimentos…

Mas hoje especificamente venho lhes falar sobre um dia marcante nessa reta final, dia que o coração parece sair pela boca, dia em que você tem a consciência de que no dia seguinte tudo será definido, você saberá exatamente o resultado de toda essa entrega e luta! Bem me lembro no último tratamento que fiz… Na tal véspera a tardezinha me quebrei, chorei sem parar, apesar de toda fé que eu tinha naquele momento muitas coisas estavam em jogo, o rumo da minha vida inclusive em relação a este tema que era prioridade, e naquele momento medo, cansaço,  desespero tomaram conta de mim durante alguns minutos… Uma barra que só sabe quem passa!

Antes do tal dia véspera do beta voce tende a passar por uma série de fases, pelo menos foi assim comigo. Dias de me sentir mega gravida, positiva ao extremo, momentos até de me permitir fazer planos, de sonhar acordada com o grande dia do beta festejando, é claro! Como dessa euforia toda passar de golpe a momentos de receio, desanimo e a cabeçinha começar a querer pensar no “e se nao der certo…”

E durante esse período desde o início do blog venho constatando cada vez mais que a tal véspera do beta mexe demais com muitas mulheres…  Cada uma que viva da sua maneira, mas todas de maneira intensa e tensa em algum momento, e  principalmente neste último dia de espera, antes do dia decisivo e final dessa etapa.

E o que lhes venho dizer? Que você tem todo direito de se sentir assim, que você é humana e por isso nesse momento fraquejar pode fazer parte sim, afinal a “pressão”e a expectativa é ENORME. A sua vida nos últimos dias, nas últimas semanas, parou para girar apenas ao redor deste tema, tema este que vem carregado por um turbilhão de sentimentos. Então se tiver vontade de chorar chore, se tiver vontade de ficar quietinha fique, respeite o seu momento e tente pensar que falta menos, faltam horas para enfim ser descoberto se deu certo ou não o desenlace desse capítulo decisivo da sua história, que independente do resultado, apesar dos pesares, trouxe consigo amadurecimento, exercício da paciência, talvez aumento da sua fé e intimidade com Deus, sabedoria, entre outros que fizeram com que em 12 dias você crescesse e aprendesse lições através da arte de esperar o grande dia…

Respira fundo! E desde já meus parabéns a todas que chegaram até passar por esta prova, que não é para qualquer uma não, é apenas para grandes e admiráveis GUERREIRAS!

08 set
Superação e Realização, Através de Barriga Solidária da Sogra!

historia insta

Hoje lhes trago mais uma história de esperança e superação… A história da seguidora Suzyane que, muito amavelmente, teve a sensibilidade de querer dividir conosco toda sua trajetória até a chegada da princesa Maria Cecília.
Cada uma de nós tem sua história, e o caminho até a maternidade para algumas se dá de forma mais difícil, tendo que passar por dores e perdas… O bom de histórias assim é confirmar uma vez mais que temos que acreditar que no fim tudo dará certo, e se nos tornar mães é o que mais desejamos, um dia conseguiremos! Seja através da barriga, seja através da adoção, seja numa gravidez própria, seja através de barriga solidária, como assim acabou acontecendo com Suzyane após ter vivido uma gestação e ter perdido a sua primeira bebê.
Antes de lhes compartilhar com vocês as palavras da Suzy para a gente, quero dessa vez lhe agradecer, agora em público, pela sua atitude de não hesitar em me procurar para dividir com tantas mulheres que com certeza estão precisando ler esta sua história, e que lhes ajudará com certeza a juntar forças e ânimo para seguir!
Preparadas? Com vocês um resumo da história de uma mulher guerreira, que sofreu, padeceu sendo mais uma vítima do descaso de um hospital público nesse nosso Brasil, mas que se reergueu e teve a benção de ter na sua vida a sua sogra, como um anjo para ajudá-la, gerando a sua filha tão sonhada.
“Casamos jovens, eu com 21 anos e meu marido com 22, sempre sonhei em ter muitos filhos, adorava casa cheia, meu marido tem mais 3 irmãos e quando íamos à casa dele e eu convivia com aquela barulheira eu tinha mais certeza que o que mais queria na vida era ter filhos!
Em 2009, morando em SP, decidi que minha hora de ser mãe tinha chegado, e logo após 2 meses de tentativas, para nossa alegria, engravidei de uma menina, gravidez normal, sem nenhum problema. Quando cheguei as 36 semanas de gestação comecei a sentir muitas dores do lado direito na barriga, ia no hospital (público), relatava as dores que vinha sentindo, faziam exames em mim e diziam que estava tudo bem. Um dia, numa dessas idas, foi constatado que já tinha 2 cm de dilatação, mas mesmo assim me mandaram para casa, diziam que não era a hora. Cheguei a ir uma semana inteira ao hospital, todos os dias com dores, mas seguiam afirmando que estava tudo bem com minha bebê e que não havia chegado a hora, mãe de primeira viagem, confiei. Até que chegou um domingo que acordei de madrugada com dores fortes, acordei meu marido e pedi para ele me levar à maternidade, eu não estava mais suportando as dores, nesse momento já eram insuportáveis. Ao chegar na maternidade e ser atendida a médica não podia nem tocar na minha barriga que eu não aguentava, foi detectado no ultrassom que já estava sem líquido e os batimentos da Rafaella estariam caindo, fui direto para sala de cirurgia para ser feita uma cesariana de emergência, em seguida minha filha nasceu e não chorou… Cheguei a ver seus pezinhos quando a retiraram… Perguntava para todos como ela estava e ninguém me respondia, até que surgiu uma médica que já me disse naquele momento que ela não havia resistido, e, ainda, que retirariam meu útero. A dor maior da minha vida, aos 24 anos de idade, foi naquele dia… Fui sedada e quando acordei já estava na UTI, onde fiquei por 5 dias internada, e após fiquei mais 10 dias internadas no quarto, dias de MUITA tristeza… Me lembro que um médico apareceu e me disse que devido a retirada do útero eu poderia pensar em ter um filho através de barriga solidária, era a primeira vez que escutava sobre, na verdade nem sabia do que se tratava e estava ainda tão arrasada que nem pensava em ter outro filho de imediato, eu queria minha Rafaella e a havia perdido… Minha sogra veio de Santa Catarina para São Paulo para cuidar de mim, nesse pós operatório traumático, quando lhe comentei sobre a barriga solidária de imediato ela disse que gostaria de gestar meu próximo filho, seu neto. Após sentir seu apoio e disposição corri para internet procurar sobre o assunto, até que encontrei um caso de uma mulher chamada de Veridiana de Belo Horizonte que seu filho tinha sido gerado também pela sua sogra e isso me animou. A conheci ela, tirei minhas dúvidas e escolhi a clínica IPGO em SP para já iniciarmos o processo. Demos início ao nosso tratamento em setembro de 2009 transferimos 3 embriões pra minha sogra com então 43 anos, depois de 12 dias  soubemos do resultado positivo! Minha sogra estava gravidíssima do meu filho, eu teria oportunidade de ser mãe como havia sonhado tanto! Minha sogra retornou a Santa Catarina, e eu fiquei em São Paulo, acompanhando a gestação diariamente através de telefonemas diários. Em maio de 2011, nascia a minha pequena Maria Cecillia que hoje tem 4 anos! Voltamos a morar em Santa Catarina para dar uma melhor qualidade de vida a ela, e hoje temos nossa família linda e completa.”