23 ago
Quarteto lindo!

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Em outubro do ano passado li sobre um caso de gravidez quadrigemelar que muito me chamou a atenção e cheguei a postar sobre, lá no blog. Não era para menos visto que Ashley após anos de tentativas finalmente consegue engravidar através de uma fertilização um vitro. Até aí tudo bem, mas neste caso foram transferidos apenas dois óvulos e ambos se dividiram e resultaram em 4 lindas bebês!!! Segundo a matéria que li naquela época casos assim acontecem 1 vez entre 70 milhões, quando ambos óvulos se dividem! A reprodução assistida e suas “surpresas”… rs
A gestação evoluiu bem e esta semana fui à página que a mamãe Ashley e o papai Tyson criaram aqui no facebook para contar sobre a trajetória, desde que ficaram cientes dessa reviravolta linda nas suas vidas, e me deparei com esta foto que faltam palavras para expressar tanta beleza cor de rosa junta!!!
Se quiserem ler um pouco mais sobre este caso a página no facebook se chama “A Miracle Unfolding-Gardner Quadruplets”. 💕💕💕💕

13 ago
Mulher gera o filho da irmã gêmea

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Mais uma linda história de AMOR, puro amor… Lí esta matéria no site upsocl, em espanhol, sobre a história entre duas irmãs gêmeas idênticas: Allison e Dawn, e divido com vocês.
Quando Allison estava grávida com 30 semanas de gestação, foi diagnosticada com câncer de mama e teve que começar tratamento de quimioterapia de imediato. Logo depois, com 31 semanas, teve seu filhinho através de uma cesariana de urgência. Os médicos já lhe disseram que devido a este histórico ela não poderia mais ter filhos.
Dawn e Allison apesar de serem identicas fisicamente elas sempre tiveram personalidades bem diferentes mas mesmo assim sempre foram bem unidas. Dawn tem dois filhos: Jack de 7 anos e Ashton de 3 anos e Allison só tem o Dylan que nasceu há 6 anos naquela situação já citada. Há 6 anos Allison se tratou do câncer e está curada e tinha um sonho de ter aumentar a família… Foi aí que sua irmã gêmea Dawn decidiu lhe ajudar a realizar este sonho, estando disposta a gestar um filho a mais para sua irmã Allison.
E na semana passada, no dia 5 de agosto, Dawn deu a luz a um saudábel bebê que pesou 3 quilos e 600 gramas e mediu 52 centímetros, seu sobrinho!
Durante a gravidez Dawn quis manter em segredo o sexo do bebê para que soubessem apenas na hora do parto!
E Allison expressa em palavras para sua irmã toda sua emoção e gratidão: “Como posso começar a agradecer por esta generosidade e sacrifício que fizeste por mim durante estes meses? Você não só cumpriu um grande desejo que tínhamos há 6 anos, como também nos deste uma nova vida e uma família de 4 integrantes que jamais pensávamos que iríamos mais poder ter!”
Para ler a matéria na íntegra o link é o:
http://www.upsocl.com/comunidad/esta-mujer-dio-a-luz-a-un-bebe-para-darselo-a-su-hermana-gemela-que-no-podia-tener-mas-hijos/?utm_source=FBppal&utm_medium=Facebook&utm_campaign=fb
27 mai
Infertilidade Sem Causa Aparente
Casal-Abraçando
De uns tempos para cá tenho recebido mensagens de várias mulheres angustiadas por pertencerem ao grupo de casais que após muita investigação, através de exames, são constatados com infertilidade sem causa aparente, ou seja, casais que nãos conseguem encontrar uma razão específica para entender a causa da sua infertilidade, e pelo que observo sempre há um sentimento de frustação e impotência enorme nessas pessoas.
O que para alguns que são diagnosticados com alguma causa a se tratar gera tristeza, para esses casais o não ter uma justificativa para que não aconteça a gravidez não só os deixa tristes mas com um sentimento de revolta, revolta por não ter ao menos direito de saber o que tratar, direito de ter uma resposta para este “por que” sem resposta… Lhes restando “apenas”, naquele momento, a possibilidade de seguir em busca de um diagnóstico que infelizmente, muitas vezes, não é detectado.
Casais que mais que os outros, com causa já encontrada, não tem sequer justificativa para si próprios e, o pior, para algumas pessoas que convivem e insistem em afirmar que o problema está na cabeça deles… E frases como: “quando vocês relaxarem”, pode ser o comentário mais irritante das suas vidas…
Logicamente a constatação é acompanhada de muita frustração e da sensação de que nada deve ser feito, lhes restando apenas para alguns seguir investigando mais e mais, e esperando… E ao meu ver não deve ser assim não! Acredito eu que, se após um ano de espera sem nenhum método anticonceptivo,  posteriormente a este ano já havendo feito todos os exames que possam descartar alguma causa de infertilidade, o casal tem que tentar não se entregar ao desânimo, o que imagino ser nada fácil, e partir para luta em busca do seu sonho. Mas como?
Procurando um médico da sua confiança para ver qual seria o tratamento indicado para seu caso, levando em consideração alguns fatores como por exemplo idade e tempo de infertilidade, e a partir dessa análise optar por algum tratamento de Reprodução Assistida.
Esperar mais para que, não é verdade? Se vocês fizeram o que poderiam fazer e querem tanto um filho, então chegou o momento de lutar por esse sonho, e a Medicina Reprodutiva existe para lhes ajudar.
Divido com vocês um desabafo de uma seguidora que consegue sintetizar o que cada uma de vocês que esteja nessa situação deva sentir:
“Quando você não tem um diagnóstico mais preciso para justificar o fato de não engravidar você é condenada sem direito à defesa: se não tem problema, a culpa é da sua cabeça e ponto final.
E tem também comentários do tipo: porque não faz tratamento? Se já fez e não deu certo, porque não adota? Como se as coisas funcionassem assim, vapt vupt.
É engraçado que quem sempre costuma fazer esses comentários nunca lembra de perguntar como você está se sentindo diante dessa situação !”
Fato! Infelizmente a insensibilidade de algumas pessoas que não passaram por esta situação machuca e, acredito eu, que a maioria não tem dimensão o quanto essas cobranças e “soluções mágicas” tendem a nos enfraquecer e desanimar, ou seja, o efeito contrário das suas “boas” intenções…
Então, vamos reagir??? O que você mais quer não é ser mãe? Então corra atrás! Deixe de se lamentar por falta de diagnóstico e, sendo possível, recorra aos tratamentos de reprodução assistida! Se já fez e não deu certo, não desista!
Se pensa em mudar de equipe médica, mude! Corra atrás do seu sonho JÁ! E não deixe nada, nem ninguém lhe
desanimar. A vida é sua, o sonho é SEU!
Em frente futura mamãe!!!

 

23 abr
Congelamento de Óvulos, Congelamento de Sonhos
congelamento
Gente, hoje o tema abordado será o congelamento de óvulos. Antes que nada, para melhor entendimento, quero diferenciar  as expressões óvulos e embriões, tendo em vista que existem técnicas de congelamento dos dois e  muita gente se confunde pensando se tratar do mesmo.
Óvulos são células sexuais femininas, que podem ser congelados para serem usados em tratamentos de reprodução humana a futuro, por mulheres que desejam ou precisam preservar sua fertilidade.
Embrião é o produto da concepção do momento da fecundação até 8 semanas de vida embrionária, sendo a junção do óvulo com o espermatozóide. No caso de fertilização in vitro o processo dessa “junção” se dará em laboratório para posterior transferência ao útero da paciente.
Entendido? então vamos lá…
Me lembro bem que a primeira vez que escutei sobre esta possibilidade foi há muitos anos atrás quando uma colega do colégio foi diagnosticada com câncer de mama. Devido a ser muito jovem e ainda solteira, foi alertada pelos médicos para que antes de iniciar os tratamentos providenciasse o congelamentos de alguns óvulos, por saber da possibilidade de vir a ficar infértil posteriormente. E assim foi feito, ela procurou uma clínica de reprodução humana e foi feito o congelamento de óvulos. Alguns anos se passaram, ela já curada e casada, sem conseguir engravidar naturalmente, resolveu partir para a fertilização in vitro com aqueles óvulos congelados, resultando assim numa gravidez trigemelar e a realizando por completo, isso graças a técnica de congelamento de óvulos, tão bem indicada pelos profissionais que a cuidaram na época e tiveram a sensibilidade de alertá-la, já pensando em seu futuro e possível desejo de mulher em se tornar mãe.
Que maravilha, não é mesmo? Pois bem, o congelamento de óvulos é uma técnica que está disponível para todas mulheres que por alguma razão querem ou necessitam adiar a maternidade.
Hoje em dia, muitas mulheres preferem deixar a maternidade mais para o futuro devido ao lado profissional, e utilizam esta técnica para quando lhes pareça mais oportuno o momento para se dedicar de melhor forma à maternidade. Outras, por não terem um parceiro estável em determinada idade também se preocupam em preservar alguns óvulos para quando apareça o possível pai para o filho sonhado.
Se sabe que a idade ideal para congelamento de óvulos seria até os 35 anos, quando os óvulos ainda são considerados jovens, havendo maior possibilidade de êxito num tratamento futuro, mas como muitas incógnitas nessa área da medicina, nada é garantido e de repente um óvulo de uma paciente com mais de 40 anos resulta ser posteriormente um lindo beta hcg positivo!
A medicina tem evoluído cada dia mais e vejo o congelamento de óvulos como um congelamento de sonhos, o que poderia ser, se não existisse esta técnica, o fim do sonho da maternidade para algumas mulheres que por algumas razões se vêem na obrigação de deixar para amanhã este sonho de ser mãe e com o congelamento de óvulos o sonho segue ali, guardado, congelado, para quem sabe um dia se concretizar… Sou a favor da possibilidade dessa técnica, sempre quando seja optada por livre e espontânea vontade da mulher em questão, jamais por imposição de algo ou alguém… E assim sendo: viva o congelamento de óvulos!
25 fev
Ovodoação

DonorEggs

Até ser diagnosticada com falência ovarina precoce não havia escutado praticamente nada sobre ovodoação. E foi na consulta que soube desse novo diagnóstico que escutei pela primeira vez essa expressão, e não a entendendo (ou talvez me resistindo a entender) perguntei do que se tratava e escutei como resposta: doação de óvulos. Um baque a mais! Acredito que toda mulher que está nessa luta pelo sonho de gerar um filho pensa logicamente em ter um filho SEU, ou seja com seu óvulo e com o espermatozoide do seu marido. Lembro que me chocou a princípio, e dias depois fui mudando meu pensamento e cheguei até a cogitar para assim aumentarmos nossas chances, foi aí que o marido pela primeira vez se mostrou irredutível, e eu o respeitei. Assim decidimos seguir com meus “míseros” folículos…

Ovodoação é um tema muito polêmico. Polêmico no decidir optar por, polêmico no sentido de admitir ter optado aos demais, polêmico na decisão de compartilhar isso ou não com o filho que vier a nascer. Mas hoje diante de tantas histórias que já escutei e presenciei encaro a ovodoação como mais uma ferramenta para se alcançar o sonho da maternidade. Respeito demais e até admiro aqueles que optaram pela ovodoação, e que hoje estão realizados com seus filhos.

O que sim aconselho que recorram sempre a uma clínica séria, que respeite as normas previstas por lei, lembrando que a ovodoação é autorizado e regulado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) através da Resolução de nº 2.013/2013, a qual lhes recomendo a leitura.

Para quem ainda não escutou falar sobre ovodoação, consiste em fertilizar óvulos de mulheres com idade inferior a 35 anos e transferi-los para mulheres que apresentam falência ovariana, ou seja, não estão mais produzindo óvulos; mulheres com idade avançada, que tiveram diminuição do seu potencial de fertilização; ou mulheres que são portadoras de genes determinantes de doenças severas.

Neste tipo de tratamento, óvulos de uma mulher doadora são fertilizados com o sêmen do marido da paciente (receptora), e os embriões formados são transferidos para o útero da receptora. Os óvulos da doadora são estimulados e recuperados utilizando técnicas de fertilização in vitro. Este processo de doação é anônimo, não havendo conhecimento entre os casais.

As doadoras são selecionadas pelas clínicas de reprodução assistida e apresentarão idade inferior a 35 anos, semelhança física com a receptora, como cor de olhos e cabelos, cor de pele, estatura, bem como similaridade de tipo sanguíneo. Além disto, são realizadas triagens para infecções sexualmente transmissíveis, como hepatites, sífilis e presença de HIV.

Encontrei o texto entitulado “O Plano B para Falência Ovariana” da Dra. Claudia Gomes Padilla, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington, que divido com vocês, o qual achei esclarecedor e oportuno:

“Todos os dias atendo a pacientes que querem engravidar, mas que já não têm óvulos em quantidade e qualidade suficiente, o que chamamos de baixa reserva ovariana. É muito triste ver a decepção em seus rostos quando após dias ou até meses de injeções hormonais e dedicação ao tratamento, por diversas tentativas, chegamos à conclusão que o caminho não é esse e que teremos que partir para o plano B.

Quando falo em plano B, lembro-me muito bem de uma querida paciente que veio de Brasília para fazer seu tratamento aqui na clínica. Um casal muito simpático e agradável. Eles já haviam feito nove tentativas de fertilização in vitro em diversos Estados e não tiveram sucesso. Neste meio tempo, ela também tinha tido dois abortos espontâneos. Quando iniciaram os tratamentos, ela tinha por volta de 38 anos e agora já estava com 43 anos.

Fizemos todos os exames necessários para investigar o porquê da gestação não acontecer e, com a dosagem do hormônio anti-mulleriano, o diagnóstico de baixa reserva ovariana foi feito, como era de se esperar para uma mulher nesta idade. Expliquei que, apesar de não ser impossível dela engravidar, as chances de gravidez eram muito baixas, mesmo com a fertilização in vitro, devido à baixa qualidade e quantidade dos óvulos. Sendo assim, para que aumentássemos as chances de gravidez, sugeri o plano B: a ovodoação.

A paciente, muito abalada, começou a me fazer mil perguntas a respeito de como seria adotar um óvulo, dos amparos legais, da escolha da doadora…, e o esposo sempre quieto.

Quando acabei de falar, o esposo disse que a ovodoação estava fora de cogitação. Disse que a amava muito, que entendia os limites do tratamento e dessa forma considerava que era hora de parar tudo, refletir e, quem sabe, adotar uma criança.

Penso que para o projeto de ter um filho, um casal deve estar muito unido e em sintonia e, neste momento, pude vivenciar uma total divergência entre eles.

É completamente compreensível que surjam visões diferentes a respeito da ovodoação. Acredito que seja natural querer “perpetuar nossos genes” quando pensamos em ter um filho e, por isso, o desejo de engravidar com os próprios óvulos ou de querer ter uma criança que seja “a cara da minha esposa”. Mas na medida em que estes óvulos já não são mais capazes de resultar em uma gestação, o desejo de ser mãe fala mais alto do que a genética.

A possibilidade de gestar, de sentir o bebê mexer, de acompanhar seu desenvolvimento e de vivenciar seu nascimento são dádivas únicas proporcionadas pela ovodoação, e muito importantes para a maioria das mulheres. E é justamente este ponto de vista que procuro enfatizar para o casal, principalmente para o homem, neste caso.

Aconselhei o casal que conversassem com mais calma a respeito do assunto para que chegassem a um ponto em comum e me coloquei à disposição, caso pudesse ajudar com alguma dúvida. Como o habitual, demorou um tempo para que eles retornassem, mas cerca de sete meses depois eles iniciaram o tratamento e estão hoje muito felizes com a família linda que formaram.

A mensagem que gostaria de deixar é para os casais que já estão com o corpo e alma desgastados pelas inúmeras tentativas de tratamento sem sucesso e que receberam a indicação de ovodoação ou espermadoação. Abram seus corações e sua mente para o “plano B”, procurem informação a respeito do assunto e reflitam com calma, pois apesar de inicialmente esta não parecer ser a opção mais desejada, pode, sim, tornar o melhor caminho para que o sonho de ter um filho seja uma realidade.”

Link: http://blog.huntington.com.br/o-plano-b-para-as-mulheres-com-baixa-reserva-ovariana/