28 set
Conseguir e Perder… Persistir e Vencer!

conseguir

Desde o início da minha caminhada em busca de ser mãe “conversava” com Deus sobre. Sim, sempre fui muito cristã, mas este foi um momento da minha vida que nos tornamos muito amigos, confidentes, cúmplices, com direito em alguns momentos a estar um pouco “de mal” por não entender os seus propósitos na minha vida. Uma das coisas que mais pedia, além de engravidar claro, era não engravidar caso fosse para a gestação não evoluir e acabei não passando por esta dor mas convivi com algumas mulheres que estavam nesta luta também naquele momento e sofreram demais.

Você lutar, esperar, conseguir, festejar, planejar com o sonho já concretizado ali crescendo dentro de você e de repente a notícia menos desejada de que a gestação não evoluiu… Gente, é muita dor!!!

São alguns casos conhecidos, a maioria acontecidos no primeiro trimestre da gestação, sendo estes os mais comuns e sendo atribuídos geralmente às más formações genéticas, mas algumas ainda tendo que passar por esta dor com a gestação em estágio bem avançado…

E aqui lhes trago uma história linda de muita dor e superação, com final feliz! O nome da guerreira e vitoriosa é Roberta, ela que expontaneamente me procurou e se dispôs a abrir para vocês esses capítulos da sua vida. Roberta conhecida minha de muitos anos atrás mas que nesse momento conheceu o blog, se identificou e se aproximou para uma conversa. Ela entendeu perfeitamente qual a minha intenção neste espaço e se sensibilizou em querer também participar dando uma força às leitoras que estão nessa caminhada, que bem conhecemos e sabemos que não é nada fácil.

Com vocês um pouco da luta da mamãe do Arthur!

“Oi gente, me chamo Roberta e também passei pela reprodução humana para poder realizar o sonho de engravidar. Achei bem interessante a iniciativa de Taciana em realizar um blog para compartilhar experiências entre casais que passam pela mesma questão. Me disponibilizei em contar para vocês um pouco de minha história, pois acho que ela poderá ajudar de alguma forma…

Bem, tudo começou quando liberei para engravidar (sem estresse algum) e os meses se passaram e eu não consegui. Marquei uma consulta com minha ginecologista e a mesma me encaminhou para uma especialista em reprodução assistida.

Fomos à especialista e nos solicitou uma bateria de exames …. exame de sangue, controle de ovulação, histerossalpingografia, laparoscopia, histeroscopia, espermograma e de repente algum mais que tenha esquecido. Isso tudo durou aproximadamente um ano para concretizarmos.

Começamos na fase 1 que seria o coito programado. Na verdade, a médica controlava minha ovulação por ultrassonografia e orientava “namorar” com o marido nas datas em que estava ovulando. Pense numa fase chata e estressante!

Com os resultados dos exames na mão a médica avaliou e não identificou NADA que justificasse eu não conseguir engravidar e nos diagnosticou como esterilidade sem causa aparente. Devido a nossa ansiedade ela nos sugeriu começar pela inseminação artificial por ser menos invasiva e por ter custo mais baixo que de uma fertilização in vitro. Fiz a inseminação e não deu certo.

Logo depois da menstruação voltamos e decidimos já optar pela fertilização in vitro (FIV). Fiz o uso das medicações, as ultrassonografias e o tratamento estava sendo um sucesso com vários óvulos amadurecendo. Dia da pulsão e consigo 23 óvulos maduros e desses 10 embriões lindos (no estagio de blastocisto). Fiz a transferência de 2 embriões e fui para casa bem confiante de que estaria grávida. Após 12 dias eu sangrei, ligo para a médica e a mesma solicita um beta que vem como seguinte resultado: INDETERMINADO!!!!!! Eu não estava grávida. Nessa hora o meu mundo caiu, passei a tarde no meu quarto sozinha chorando, precisava daquele momento para me fortalecer e seguir depois.

Passados os meses de “descanso do útero” fiz minha segunda tentativa de FIV, dessa vez transferi 3 embriões congelados, mas também foi sem sucesso. Outro negativo… Confesso que fiquei muito triste, mas o impacto foi menor do que o da primeira vez. Lembro quando conversando com minha médica sobre as incógnitas e incertezas desses tratamentos e ela mesma me disse que na minha primeira FIV ela apostava na minha gravidez e quem engravidou na mesma época foi uma paciente de 41 anos que só tinha conseguido 1 embrião e de má qualidade… Confirmava cada vez mais que seria preciso muita PACIÊNCIA E DETERMINAÇÃO.

Fui para minha terceira tentativa de FIV, onde foram transferidos 3 embriões e dessa vez sai do consultório sem muita expectativa. Passei os 15 dias e nada da menstruação, fui fazer o beta e pela primeira vez apareceu uns números, eu estava grávida!!! Recebo orientações de aguardar alguns dias para realizarmos nossa primeira USG. Nesse intervalo tenho um sangramento e ligo para a médica que me solicita ir ao seu consultório adiantar a ultra. Quando realizo o exame se confirma uma gestação gemelar!!! Fui encaminhada ao pré-natal feliz da vida.

Com quase 23 semanas de gestação, na época já sabendo que quem estavam a caminho seria Júlia e Leonardo (sim, um casal! Mais perfeito impossível!), viajamos para passar o carnaval em uma praia próxima com a família. No primeiro dia ao acordar fui ao banheiro e observo uma secreção espessa saindo de mim… Fiquei muito assustada e liguei para a obstetra que me orientou repouso… Comecei a sentir um incômodo, um mal estar e resolvemos adiantar a volta para uma avaliada numa emergência na capital. Isso entrando sempre em contato com a obstetra e a mesma não dando a devida atenção… Já no hospital fizeram uma ultra e foi constatado que os bebês estavam bem. No outro dia o incômodo foi aumentando e se transformando em dor, novamente entrei em contato com a obstetra que me solicitou um exame de urina. A dor começou a ficar mais intensa e voltamos ao hospital, eu chegando lá com contrações… No meio de tudo isso fui atendida por um
médico frio que ao constatar não teve dúvida em me comunicar que eu havia perdido os bebês. Fui encaminhada para curetagem.

Em casa muita coisa já havia sido providenciada para a chegada deles, berços comprados, roupinhas e outras tantas mais… Pensava que não iria suportar.

Durante todos tratamentos e na perda da gravidez tive muito apoio do marido, da família e dos amigos, isso com certeza foi fundamental para eu seguir lutando. Nunca escondi para ninguém minha situação de precisar fazer tratamento e nunca me senti inferior a nenhuma mulher que conseguia gerar.

Pouco tempo após a curetagem lá fui eu novamente atrás do meu sonho! A única certeza que eu tinha era que não gostaria de seguir com a mesma obstetra numa próxima gestação… faltou apoio no momento devido, escutar minhas queixas e avaliá-las mais de perto… Transferimos os 2 últimos embriões congelados e …não deu certo de novo!!!

Iniciei um novo ciclo de FIV, a médica dessa vez sugeriu transferir os embriões depois de 2 meses da estimulação (na vez que eu havia engravidado dos gêmeos também tinha sido com congelados e apostamos nisso novamente!). Dia da transferência, coloco 2 embriões e combino com a médica de viajar com meu marido para um congresso no dia seguinte. A essa altura eu não aguentava mais abdicar de viagens,de poder fazer planos futuros e decidi assim fazer.

Passaram os 15 dias e nada de menstruação… Eu estava grávida!!! Grávida do príncipe Arthur que hoje me faz a mulher mais realizada do mundo! E como bem já disse Taci aqui no blog… TUDO valeu a pena sim, não desistam!”

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