30 nov
E Dezembro bate à porta…

E dezembro bate à porta… E com ele a sensibilidade a flor da pele vem junto e trás consigo um monte de sentimentos… Entre eles a saudade de quem já não está e a “saudade de quem ainda não chegou”… Parece louco mas você aí deve me entender… Me entende porque está ou esteve na espera do bebê tão sonhado e que dentro do turbilhão de sentimentos vividos deve ter sentido ou ainda irá sentir essa “saudade do filho que ainda não chegou…” Você já planejou, já desejou, já sonhou TANTO que aquela criaturazinha já existe no seu coração.

E você daria TUDO para já tê-lo no seu colo ou pelo menos “materializado” no seu ventre,  ou ainda quem sabe na certeza da liberação próxima de um filho do coração que você já o tem visitado e “só” espera o ok para tê-lo consigo.

Hoje dedico essas palavras em solidariedade aos corações sensíveis que já batem diferente por chegar dezembro… e por neste mês a realidade dar uma balançada e te lembrar, como se você não estivesse ligada diariamente, que mais um ano está indo embora e nada do sonho se concretizar. E o pedido para Papai Noel vai como uma ordem: Cadê meu filho? Outra vez e a árvore vai estar incompleta? Cadê o presente que tanto anseio, que mais quero, que SÓ quero?! E por que ainda não o mereço, e por que ainda não veio??? ai, ai…

Ai dezembro… Mês de sentir tudo ao cubo… Mês dos ventos sentimentais, mês das saudades, mês puro coração. Mês do Nascimento de Jesus, mês de renovar esperança, mês de sonhar e acreditar, mês de sorrir, de confraternizar, de chorar, de abraçar e de confirmar que não estamos sós, que temos motivos mil para seguir, mas nos detemos em algum momento naquele desejo ali que não se concretiza… como as entendo! Foram 6 Natais assim, não que eu deixasse essa “pendência” tomar conta de mim e tirar o brilho do Natal e seus encantos, mas não lhes nego que em algum momento me lembrava daquele vazio da árvore que esperava ser preenchido para sempre na minha vida.

Jamais esquecerei o primeiro Natal com o presente tão esperado no meu ventre… Natal de 2006… Apesar do pouco tempo de gestação (2 meses) e a progesterona que insistia em não subir… ali estava crescendo em mim o grande motivo de me alegrar na noite de Natal e daí por diante quem sou eu para pedir presente na árvore para mim? Peço sim para elas muita saúde e que sejam felizes! A árvore minha está completa! Como assim será com você que por acaso ainda não tem o desejado presente, um dia sua árvore estará completinha e seu Natal será verdadeiramente um feliz Natal!

Então… vem simbora dezembro! Que as futuras mamães te encarem, mais sensíveis mas com amor e fé no coração de que um dia essa tal “saudade de quem ainda não chegou” ficará para trás, imperando o sentimento eterno de gratidão à vida!

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