31 ago
E lá fomos nós!

Esperanca

Após a indicação de procurarmos uma Clínica especializada em Reprodução Assistida lá fomos nós “resolver esta questão”, como se fosse assim tão fácil…

Chegando na clínica nos deparamos com um mundo totalmente novo e desconhecido.

Na Recepção da clínica nos recepcionando havia um mural enorme com fotos de vários bebês, fato este que já nos animou logo de entrada, estávamos ali para “buscar o nosso filho”!

A sala de espera em clínicas assim tem ambientes bem parecidos… TODOS estão ali com a mesma finalidade. Todos se entreolham e na maioria das vezes o silêncio impera, até de repente alguém como eu por exemplo, quebra o gelo com alguma pergunta tipo assim para uma “vizinha” de sofá: estás tentando há muito tempo? E dependendo da resposta o papo flui e de repente em poucos minutos nos sentimos grandes amigas e confidentes rsrsrs. As vezes a resposta é curta e sem abertura para extensão da conversa, e claro que sempre respeitei, afinal não é todo mundo que está preparado e aberto para falar sobre este tema. E são casos e casos distintos sentados lado a lado enquanto se espera… Pessoas que já tentaram várias vezes e não tiveram êxito, outras que estão para tentar pela primeira vez, algumas que já conseguiram e voltaram ali para um nova tentativa, as que conseguiram engravidar e abortaram, as que devido as circunstâncias optam pela barriga de aluguel ou ovodoação… Entre outros tantos casos… Sem falar na presença de alguma gestante que resolve visitar o médico para expor sua vitória e faz com que as tentantes (termo usado para quem está nas tentativas de engravidar) de plantão encham seus corações de esperança ou… tristeza…

Mas vamos voltar a minha primeira ida! Empatia com o médico, nos explicou tudo, como seria o procedimento, calculou conforme a data da minha próxima menstruação (e lógico que na minha cabeça sonhadora ainda pensei: não haverá doutor!), os remédios que deveríamos comprar (caros!) e os pormenores dos passos a serem seguidos. Faríamos uma inseminação artificial, opção esta que após a “simples” estimulação ovariana e coito programado é um tratamento mais “tranquilo” que não se comparava a fertilização in vitro, até então esta possibilidade impensada por nós … “Não necessitaríamos chegar a este ponto…” Era o que pensávamos.

A bendita da menstruação chegou. Chorei. Me recuperei e fui atrás do nosso bebê seguindo as orientações do médico e mais uma vez calculando para quando seria o nascimento.

Tudo nestes procedimentos é calculado, o stress não tem como não ser evitado, desde os hormônios recebidos, como o procedimento em si (no nosso caso fomos num domingo cedinho para conclusão por ter sido o dia ideal calculado pelo médico segundo minha resposta aos hormônios), sem falar na tal espera para confirmar se deu certo… ou não.

De lá me lembro bem que fomos assistir umas partidas de tênis, morávamos em Buenos Aires e estava havendo um campeonato importante com grandes estrelas e meu marido, fanático deste esporte, perguntou ao médico se poderíamos ir e o mesmo nos aconselhou vida normal em seguida. Óbvio que por já me sentir gravidíssima, caminhava mais lento e evitava extravagâncias neste dia e nos próximos na espera pela confirmação.

Na família do meu esposo a dúvida era apenas uma: se era um ou mais bebês. Que eu estava grávida para todos já era certeza. Várias foram as anedotas ao nos imaginarem como pais de gêmeos, devido a não sermos muito organizados…

Até chegar o dia da certeza… Eu NÃO estava grávida. Nosso mundo caiu.

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on PinterestEmail this to someone

Deixe seu comentário