05 out
Mãe de Proveta

maternidadesonhada

A Andréa e o marido enfrentaram a infertilidade durante 6 anos e fizeram várias fertilizações assistidas, tiveram enfim a Larissa e, após esta vitória, quiseram ter mais um filho e optaram por tentar mais uma FIV e para surpresa vieram trigêmeos! Com vocês mais uma historia de esperança através das palavras da Andréa que resumiu um pouco de tudo isso aqui brevemente, e que transformou essa história em um livro chamado Mãe de Proveta (por isso o título escolhido deste post), pela Editora Biografia.
Com vocês a história da Andrea e a chegada deste quarteto lindo!

“Meu nome é Andréa Jacoto e tenho 45 anos. Eu e meu marido Andre estamos juntos há 15 anos, e depois de quase três anos de casados decidimos que era hora de termos filhos. Parei anticoncepcional e começamos a nos preparar para engravidar, porém, depois de quase 1 ano sem sucesso, fomos aconselhados a procurar um médico especializado em infertilidade. Eu, naquela época, já estava com 35 anos…
Foram longos 6 anos e 8 procedimentos de fertilização in vitro, entre eles um aborto com 8 semanas de gestação. Realizamos muitos exames, tomamos muitos medicamentos, injeções, vacinas, mas nada dava certo, e nada de anormal aparecia em nossos exames para entendermos o que acontecia, porque não conseguíamos engravidar… quando tive o aborto então, meu mundo desmoronou e quase abandonei tudo.
Mudamos de clínica e em uma nova fertilização conseguimos engravidar. Colocamos 3 embriões e implantou a nossa primeira menininha! Minha gravidez estava indo super bem e eu continuava trabalhando normalmente, quando com 25 semanas, na sala de espera de uma consulta pré-natal, comecei a ter um sangramento muito forte. Imediatamente fui internada com o diagnóstico de “bolsa rota”.
Por algum motivo, minha bolsa furou e começou a vazar líquido amniótico, o que me forçou a permanecer deitada em uma cama de hospital, podendo levantar somente uma vez por dia para banho, durante 56 longos dias… Durante o período, eu precisava ingerir cerca de 4 a 5 litros de líquidos diariamente e a cada 3 dias fazia ultrassom para medir a vazão do líquido amniótico e checar se tudo estava bem com a nossa bebê.
Larissa nasceu com 33 semanas, 38cm e 1,8Kg, respirando sozinha e conseguimos escapar de qualquer tipo de infecção. Comecei então minha primeira experiência como mãe de UTI, pois ela ficou internada por 24 dias para ganhar peso.
Sempre quisemos ter pelo menos 2 filhos e como parei de trabalhar quando a Larissa nasceu, decidimos que tentaríamos dar um irmão para ela o quanto antes, assim eu poderia voltar à minha carreira em 2 anos, estes eram nossos planos…
Em uma nova FIV colocamos 2 embriões e na véspera de Natal recebemos a notícia da minha gravidez! Foi uma alegria só, mas eu estava me sentindo muito estranha, com fraqueza, sono e muita fome, sintomas que não foram tão fortes na primeira gestação… começamos a acreditar que os 2 embriões haviam implantado e que teríamos gêmeos.
No dia do ultrassom, quando a médica viu os dois sacos gestacionais, ficamos em um mix de alegria e apreensão, afinal, teríamos 3 filhos… mas quando ela nos confirmou a presença de um terceiro, quase desmaiamos… Meu marido ficou estático, mudo e sua feição era de terror! Rs Eu comecei a tremer inteira e a gaguejar… mil coisas passaram pela minha cabeça em uma fração de segundos… teríamos 3 bebês… 4 filhos!!!
Como tive bolsa rota, minha ginecologista se antecipou e implantamos um pessário uterino para auxiliar o colo do útero a suportar o peso de 3 bebês e tentar evitar novo rompimento. Como engordei muito pouco, nem precisei entrar em repouso absoluto. A partir da 28ª semana só diminuí o ritmo, parei de dirigir e evitava sair sozinha.
Meus ultrassons eram quinzenais e passaram a ser semanais com 30 semanas e em um deles detectamos que um dos bebês estava com restrição no cordão umbilical e por ser um dos gêmeos univitelinos, foi decidido que realizaríamos o parto no dia seguinte. Durante o final da gravidez eu pedia muito para que o parto não acontecesse durante a copa do mundo, que eles esperassem para nascer na semana seguinte, mas eles resolveram nascer no dia do fatídico jogo Brasil x Alemanha…
Os três nasceram com 33 semanas, a Anna com 43cm e 1,8Kg, o Alexandre com 41cm e 1,5Kg,e o Filipe com 41cm e 1,4Kg, saudáveis e respirando sozinhos!! Ficaram na UTI Neo por 29 dias para ganharem peso somente, e eu vivi minha segunda experiência como mãe de UTI, só que desta vez tinha que me dividir entre 3 bebês nas incubadoras durante o dia e outra bebê de 2 aninhos em casa… Quando foram para casa, foi uma alegria só, mas aí começou minha rotina para pôr ordem em nossas vidas.
Em casa meu ritmo é meio de um regime militar para conseguir pôr ordem e atender as necessidades de 4 filhos e 1 marido!! Os três bebês acordam no mesmo horário, dormem no mesmo horário e comem nos mesmos horários. Quando ficam doentes é uma loucura, tantos medicamentos, horários, choros, vômitos… mas tudo faz parte. Não sei quando vou poder voltar a trabalhar e junto com meu marido planejamos na ponta do lápis nossa vida financeira. Já percebi que com o tempo eles vão crescendo e tudo vai ficando menos difícil… Enfim, hoje tenho 4 filhos lindos e quando olho pra trás tenho o sentimento de que faria tudo novamente, só pra ter a felicidade que vivo hoje!!”

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