29 out
Mais uma tentativa… A 2a FIV.

Casal-abraçado

Em 2005 partimos para a 2ª fertilização in vitro… Estando presente o trauma da 1ª FIV que não pudemos nem sequer concluir todo processo esperado devido à péssima resposta dos meus ovários aos estímulos, e consequentemente o resultado de não haver NENHUM óvulo para ser puncionado… E lá fomos nós mais uma vez.

Apostamos na mesma equipe médica, gostava muito do médico por ser muito gentil e atencioso conosco, quis apostar novamente por acreditar que poderia dar certo, ele já conhecia meu histórico e faria outro esquema hormonal para esta nova tentativa.

Se tivesse de resumir em uma só palavra este tratamento resumiria em: MEDO. Sim, medo dos ovários não responderem novamente aos estímulos, medo de não haver novamente folículos a serem puncionados, medo de não dar certo, medo de não ter mais forças para seguir. Por mais que o médico tentasse me animar e eu tentasse me auto enganar, nós sabíamos das baixas probabilidades de dar certo e o MEDO era o sentimento dominante da vez, infelizmente.

Mas fomos em frente. Começamos todo o processo de novo, dessa vez com algumas mudanças nas medicações mas o contexto igual, furadinhas, ultrassons… E aparentemente os ovários começaram a responder melhor a essas mudanças, mas não muuuito melhor… Definitivamente nunca poderia me comparar as várias mulheres que conhecia e tinham folículos demais da conta. Congelar embriões? Nem pensar! Eu lutava para ter o mínimo necessário para ter o direito de chegar a punção e posterior transferência de óvulos.

Resultado final: 2 puncionados, dos quais nos restou… UM! Um a ser transferido. Não consegui ficar feliz, lhes confesso… Por mais que o médico tentasse me animar alegando que eu só precisaria de UM para engravidar e realizar meu sonho, por mais que eu pesquisasse na internet e encontrasse casos de mulheres que engravidaram apenas com a transferência de apenas UM… Mas eu queria mais! Queria pelo menos 2 ou 3 para poder sonhar com mais vontade, acreditando que poderia realmente dar certo… Em alguns momentos o desânimo dava espaço a esperança e eu voltava timidamente a acreditar que aquele único óvulo seria meu filho tão sonhado.

Transferência feita e vamos a difícil espera… Os dias foram passando, fiz tudo novamente conforme as orientações médicas. Na véspera do exame de sangue para saber o resultado… Menstruei. Dessa vez cheguei mais longe mas nem sequer cheguei a fazer o beta hcg, a menstruação se adiantou e com ela a frustação também.

Uns dias antes da menstruação eu já sentia alguns sintomas de que a menstruação chegaria mas como boa sonhadora pensava eu que poderia ser sintomas de gravidez, aliás eu queria me enganar, eu não queria acreditar que ainda não havia chegado a minha vez.

Foi muito difícil encarar mais uma vez esta realidade. Estava cansada, estava triste, precisava novamente de um tempo, mas por outro lado não queria mais perder tempo. Definitivamente teria que me reerguer para poder voltar a pensar em mais uma batalha, a ser pensada no outro ano a seguir: 2006. Enquanto isso a ordem expressa do marido era tentar esquecer e voltar a nos cuidar, e assim foi feito, na medida do possível.

Somos muito mais fortes do que acreditamos ser. Esta é uma das grandes lições que aprendí naqueles tempos…Acreditem!

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