12 mar
O Diário

diariocapa

A 3a fertilização, como eu já lhes adiantei no post anterior, foi bem diferente de todas as outras tentativas. Por um lado, a princípio, eu e meu marido chegamos sofridos e cansados, após anos de caminhada, nos desmoronamos emocionalmente com o diagnóstico da falência ovariana precoce, descoberta nos exames prévios ao início deste tratamento, mas após tomarmos um tempo e “digerirmos” esse atual panorama, nos reerguemos diferentes, mais maduros e conscientes de que aquela seria a nossa última cartada e nossa postura foi de bravos guerreiros preparados para a grande batalha das nossas vidas.

Juntamos nossos “caquinhos” e a única palavra que nos regia era: ESPERANÇA! Estávamos conscientes de que fizemos tudo o que estaria ao nosso alcance, estávamos conscientes de que fomos ao máximo dos nossos limites e estávamos ali apostando naquela oportunidade, a abraçando de forma única.

Eu especialmente me entreguei por completo àquele momento! Não que eu não soubesse das possibilidades de não dar certo mas necessitava viver aquele momento plenamente, queria me entregar e confiar que poderia, que iria dar certo. E foi nessa convicção e esperança avassaladora que tive uma ideia de escrever um diário para meu futuro filho… Sim! Eu ainda não estava grávida, com baixas possibilidades de êxito, mas possibilidades essas que não eram nulas, possibilidades que existiam e que eu optei por me entregar por completo a elas e ACREDITAR!

Então a partir de hoje estarei compartilhando com vocês pedaços do diário escrito lá em 2006… Diário este que foi escolhido com muito carinho, com capa colorida e florida, que o abraçei e me dirigi ao caixa da papelaria com um sentimento lindo e uma vontade enorme de começar a escrever. Eu que sempre amei escrever, eu que um dia sonhei em ser jornalista e acabei me formando em direito, eu que tenho prazer em expor para fora o que penso e sinto através de palavras, lá estava eu prestes a começar a escrever para ninguém menos que… meu filho(a) que estaria a caminho! Meu filho que chegaria de alguma forma, fosse através daquele tratamento, fosse através de adoção, mas um filho que estaria reservado para mim, porque uma certeza eu tinha: eu seria mãe!

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