08 mai
O Perfeito Dia das Mães da Mamãe Karine!

FB_IMG_1461283594670

Há exatamente um ano ela era como a grande maioria de vocês, uma mulher que sonhava com a maternidade, como eu também sonhei durante 6 anos da minha vida. Mal sabia ela que aquele seria seu último dia das mães sem seu filho, e que logo após estaria com ele crescendo no seu ventre.
Neste dia das mães resolvi lhes trazer a história de Karine, uma seguidora do blog, colega de trabalho que nos aproximamos mais após a identificação dela com o Maternidade Sonhada e a ida da mesma a um encontro presencial que fizemos. Karine hoje lhes traz umas palavrinhas, nesta data que bem sei que muitas de vocês estão mais sensíveis, com a intenção de lhes trazer esperança e fé de que o dia de cada uma chegará!
Aproveito para lhes desejar um dia em paz, com o coração descansando nessa certeza de que um dia serão mães e terão uma linda história para contar!
Beijo no coração de cada uma. E com vocês a história da mamãe Karine e do seu pequeno e precioso Heitor!

“Minha Maternidade Sonhada

Quando Taci me perguntou se eu tinha interesse em contar minha
trajetória na busca pela minha Maternidade Sonhada, topei na hora,
pois se teve uma coisa que me manteve na luta pela busca do meu sonho
foi ler e escutar histórias de sucesso e experiências que deram
certo. Lembro que pouco antes de conseguir engravidar, participei de
um encontro promovido pelo blog e confesso que naquele dia, ouvindo
tantas histórias bem mais difíceis do que a minha eu me dei conta de
que era muito cedo para desistir, que eu precisava ainda continuar
minha jornada, portanto, aí vai minha história.
Ainda antes de casar, eu tinha planos de engravidar após um ano de
casada, no entanto, após esse período, percebi que esse era um plano
só meu, pois meu marido ainda estava inseguro. Ele tinha medo porque
não estava financeiramente estável, trabalhava em um lugar péssimo
e como ele teve uma vida muito difícil, queria poder oferecer tudo de
bom para o filho e naquele momento ele achava que não era a hora.
Embora meio triste, entendi e resolvi esperar. Passados dois anos,
decidi pressionar e ele topou, mas ainda não estava 100% seguro.
Estávamos no final de 2013 e como tínhamos uma viagem programada,
resolvemos que seria melhor liberar na viagem, pois se eu engravidasse
antes talvez não pudesse viajar. Então, em novembro de 2013
liberamos e em dezembro veio a primeira decepção, eu não tinha
engravidado. Na minha santa ingenuidade eu achava que engravidaria bem
rápido, apesar de ter apenas um ovário (o ovário esquerdo foi
retirado em 2005 devido a um cisto dermóide que apareceu), porque
sempre foi dito a mim que na falta de um, o outro funcionaria pelos
dois.
Após esse primeiro baque, eu levantei e continuei tentando. Todo
mundo me dizia que não era assim, que demorava um pouco, que eu só
precisava relaxar (como eu detestava quando me falavam que era só
relaxar).
Após 6 meses de tentativas e nada, resolvi procurar minha
ginecologista que foi logo me criticando pela minha ansiedade. Ela
falou: “minha filha, você passou 3 anos sem querer engravidar e agora
quer que seja rápido, essas coisas demoram, você precisa ter
paciência “. Ela passou vários exames e um deles foi o espermograma
do meu marido. Quando levei o resultado dos exames para ela, na hora
ela disse que o problema estava com meu marido e novamente foi
irônica “minha filha, você não pode exigir nada desse homem, ele
só tem 20% de espermatozóides normais, ele não é nenhuma
Brastemp”. Ainda bem que meu marido não estava comigo para ouvir
isso. Depois disso, resolvi procurar um médico especialista. Chegando
lá, mostrei todos os exames, inclusive o espermograma e o que me foi
dito foi que aparentemente estava tudo bem. Ah, em relação ao
espermograma do meu marido, a médica disse que ele estava ótimo, que
a quantidade de espermatozóides era muito grande e que 20% dessa
quantidade, era mais do que suficiente para que eu engravidasse.
É importante ressaltar, que nesse momento, meu marido já estava
desejando a gravidez, mesmo que ainda estivesse com receio. Ele foi
super companheiro, ia a todas as consultas e seguia a risca todos os
tratamentos.
Durante as consultas, foi solicitada uma histerosalpingografia, eu
nunca tinha ouvido falar nesse exame, até demorei pra conseguir
pronunciar hehehe, mas ela me explicou que esse exame servia para
verificar como estavam minhas trompas.
Após levar o resultado desse exame, a médica sugeriu que eu
procurasse um médico para fazer uma Videolaparoscopia para retirada
da trompa esquerda, pois estava novelada e com aderência. Além
disso, minha trompa direita estava com caminhos tortuosos.
Em Janeiro de 2015 eu fiz a cirurgia e levei o resultado para a
médica que me falou que se eu não engravidasse até julho, a
sugestão dela era partir para uma fertilização. Nesse momento
fiquei apreensiva, pois sabia que era um tratamento caro e eu não
teria dinheiro para tal.
Os meses foram se passando e nada, pensei em tentar a Fertilização
pelo IMIP, um hospital público renomado aqui no Recife,
mas soube que a fila de espera era de cerca de 4 anos e
como tinha limite de idade, se eu entrasse na fila estaria com mais de
38 anos, idade limite imposta pelo IMIP.  Foi aí que uma amiga me
falou da maternidade Januário Cicco, localizada  na cidade de Natal, na qual eu
poderia fazer a fertilização pois não tinha limite de idade e a
espera era menor.
Em junho de 2015 fui até Natal e me inscrevi na lista de espera.
Nesse mesmo mês, comecei a sentir muitas dores na lombar e no quadril
e não estava conseguindo realizar os exercícios de musculação.
Então, minha professora indicou que eu fosse a um osteopata muito bom
e assim o fiz. Durante a consulta, ele me perguntou se eu tinha filhos
e eu disse que estava tentando e não conseguia e ele falou, “mas vais
conseguir”. Ao final da consulta, ele falou: ” Karine, o seu problema
é que o seu lado esquerdo está todo contorcido,  talvez por causa
das cirurgias que você fez e para suprir essa deficiência, o lado
direito pende para o esquerdo causando essas dores e talvez por isso
você não esteja conseguindo engravidar. Nesse momento, não
acreditei que essa poderia ser a razão da minha infertilidade, mas
como estava com dor, resolvi continuar com o tratamento.
É importante salientar aqui que durante todo o período que estive nas tentativas para engravidar, me emponderei bastante e aprendi a me conhecer. Então, no dia 05 de julho, eu estava em uma reunião de trabalho e quando fui ao banheiro, percebi um pequeno sangramento, que eu sabia que não era menstruação, na mesma hora acendeu uma luzinha em minha mente, será que é nidação? Como já tinha passado por muitas decepções, não quis me animar, mas confesso que fiquei com a pulguinha atrás da orelha, não tem como não ficar. Eu precisava esperar uma semana para aguardar a chegada ou NÃO da menstruação. Genteeee o que foi aquela semana, por mais que a razão me dissesse para eu não me animar, eu não conseguia dormir, de tanta ansiedade.
Em 15 de julho de 2015, meu sonho começava a se tornar realidade.
Depois de 1 ano de 8 meses de muitas orações, frustrações,
decepções e lágrimas, Deus me mandava o meu melhor presente, meu
Heitorzinho. Com 03 dias de atraso da mesntruação, fiz mais um teste de farmácia e para minha surpresa e alegria lá estavam as tão sonhadas duas listras. Foi um misto de sentimentos, medo, insegurança e muita, mas muitaaaa felicidade. Chamei meu marido e falei: tenho uma notícia boa e uma ruim, qual você quer primeiro? Ele, nervoso por natureza, respondeu “ai meu Deus, o que foi? Fala logo a ruim”. Então eu falei “nossa despesa vai aumentar” aí ele por que? Qual é a boa? Aí eu falei: nosso milagrinho está vindo, estou grávida. Então ele me abraçou com força e me deu muitos beijos. Nossa, só não foi mais emocionante do que o momento em que Heitorzinho nasceu.
Hoje, não sei dizer se engravidei por causa da cirurgia que fiz em
Janeiro,  do tratamento com o osteopata, ou se foi porque relaxei
quando coloquei meu nome na lista da maternidade de Natal para fazer fertilização, só sei que
cada uma dessas coisas aconteceram porque tinham que acontecer. Talvez
esses três passos tenham sido necessários para eu conseguir realizar
meu sonho.
Durante todo esse tempo eu me perguntava por que eu? Por que eu tenho
que passar por isso?  Até que decidi não questionar mais e entregar
nas mãos de Deus. Em vez de pedir, eu falava ” Deus, entrego meu
sonho em suas mãos, se tiver que acontecer, que seja como e quando o
senhor decidir porque eu sei que o senhor sabe mais do que eu o que é
melhor para mim. Talvez eu tenha demorado para engravidar para que meu
marido pudesse realmente desejar essa gravidez, não sei e não
importa, só o que importa é que hoje estou com meu pinguinho de
gente em meus braços e eu posso dizer com toda certeza que toda essa
trajetória valeu a pena.”

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on PinterestEmail this to someone

Deixe seu comentário