02 set
O Primeiro negativo a gente nunca esquece

chorando

Pois bem, após o resultado indesejado demorei muito em “digerir” esta realidade.

Como poderia ser se fizemos tudo certinho? Com um bom médico, numa clínica renomada, respeitando minuciosamente todo o protocolo (horários, hormônios…).

Em seguida uma sucessão de por quês? Por que EU, por que nós? Por que ter que passar por isso para simplesmente engravidar e ter um filho?

Esses momentos de revolta após um negativo são extremamente normais. Somos humanas, somos mulheres que queremos apenas nos tornar mães. Algo até então no nosso imaginário como simples e fácil.

Tinha um companheiro, condições financeiras para arcar com gastos de uma criança, idade, e acima de tudo tínhamos muito AMOR pra dar!

Após este beta negativo vieram outros, mas lhes confesso que este primeiro (proveniente de tratamento) foi o que mais me traumatizou.

Diante desse meu depoimento queridas, gostaria de alertar sobre os prognósticos desses tratamentos. Acredito que deveria ser obrigatório todo médico especialista em Reprodução Assistida ser franco quando se decide partir para inseminação artificial ou Fertilização In Vitro (FIV), levando em consideração que a maioria das pacientes desconhece estes prognósticos e chegam ali com a ansiedade de pular já esta etapa e festejar a gravidez, desconhecendo a dura realidade de que a possibilidade de êxito é bem menor que a de insucesso. Acho que com esta consciência o “baque” seria menor.

Só sei que desde que entrei naquela clínica só escutei maravilhas e indícios de que já tinha praticamente dado certo mesmo antes da primeira injetada hormonal… E a realidade não é esta, infelizmente.

Não quero desanimar ninguém entendido? Ao contrário! Quero apenas cuidar daquelas que estão iniciando algum desses tratamentos para que acreditem e estejam confiantes de que dará tudo certo, mas deixando um espaço pequeno para colocar “os pés no chão” (por mais difícil que seja).

E apesar desse alerta deixo claro: só se sabe tentando! E uma das lições que tirei de tudo isso foi ser perseverante, foi lutar até os últimos e únicos 5% que me foram dados de esperança para que desse certo a minha última fertilização,  5% estes que me agarrei com toda fé do mundo e que se transformaram em…

MARIANA!

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