19 fev
O varal

varal

Ainda não terminei de lhes contar a minha história por completo… E bem sei que tem muita gente curiosa por aí para saber de mais detalhes… Mas em breve prometo soltar mais alguns capítulos determinantes e prévios ao final feliz (aliás pensava eu que era o final, não contava com um milagre mais na frente que também lhes contarei).

Mas vou pular esses capítulos e falar um pouco do turbilhão de emoções que senti novamente ao me deparar com esta foto. A foto do primeiro varal com roupas lavadinhas e estendidas da minha filha Mariana.

Gente! Lá estava eu com um barrigão quase 8 meses, ainda em repouso, quando chega o momento de que estaria na hora de ir começando a lavar as roupinhas da minha bebê, afinal daquele momento em diante teria que estar tudo já pronto para a vinda dela em algumas semanas.

A responsável em lavar suas primeiras roupinhas foi a minha mamãe, a vovó que tanto rezou e sofreu comigo. Sabãozinho de coco comprado e eu sabia que a qualquer momento já haveria algumas roupinhas lavadas, mas não imaginaria o que me esperava.

Numa manhã me despertei e me dirigi à sala. Neste dia minha mãe tinha chegado mais cedo e eu não sabia da sua presença ali. Nesse momento morava de frente para praia e o primeiro que fazia ao me acordar (após fazer o primeiro de vários xixis do dia) era ir admirar a paisagem… Quando olho para varanda me deparo com uma das paisagens mais belas e emocionantes que enxerguei até hoje: o varal repleto de roupinhas miúdas da minha FILHA tão sonhada. A ficha caiu! Ela daqui a pouco estaria comigo! Ela daqui a pouco choraria para mim, me fazendo acreditar que finalmente meu dia havia chegado! E aquela cena do varal me disse muito, me encheu o coração de uma alegria sem fim, foi um recado da minha Nana para mim avisando: falta menos mamãe, obrigada por não haver desistido de mim!!!

E chorei, chorei muito, chorei de gratidão por haver chegado naquele estágio da gestação, chorei por ter lutado ao máximo e por estar conseguindo. E várias e várias cenas me passaram na cabeça e eu não conseguia parar de olhar e babar com o tal varal… Não conseguia parar de imaginar aquelas roupinhas sendo recheadas pelo meu maior sonho, não conseguia parar de agradecer a meu Deus pela minha maior benção que crescia ali no meu ventre e que viria ao mundo para me realizar plenamente.

E as roupinhas balançavam ao vento naquela mesma varanda que por muitas vezes me pegava chorando sozinha, em silêncio, pedindo um filho a Deus… E ali estava eu agora plena e feliz na contagem regressiva, com uma ansiedade boa e de braços abertos para receber a MINHA menina, tão amada e tão desejada, tão sonhada e tão esperada, aquela menina que bem antes de nascer já era amada, a minha Mariana!

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