22 nov
Hora de Mudar?

metas-e-objetivos

Tenho tido contato com algumas seguidoras que expressam certa angústia na vontade de consultar outro especialista em Reprodução Assistida. Por um lado se sentem satisfeitas com os médicos que estão mas por outro algo lhes deixa inseguras e necessitam de uma segunda opinião, e o que lhes digo? Sigam seus corações!

Ainda não lhes contarei sobre a terceira fertilização (suspense rsrs), mas já lhes adianto que ela veio proveniente de uma mudança de equipe médica. Por um lado eu amava o médico anterior, sempre muito atencioso conosco, mas o histórico com ele já era de uma cirurgia e de dois resultados negativos em tratamentos, e ele e tudo o que havia naquela clínica já me fazia tremer e me sentir uma “perdedora”. Então este panorama fez com que eu, igualmente a algumas seguidoras do blog, começasse a questionar se não deveria novamente procurar outra opinião, mas só com a diferença de que eu me questionava sozinha, comigo mesma e não dividia isso com ninguém, nem mesmo com o marido. Um certo medo havia de lhe comentar isso e ele concordar com a ideia e “abandonarmos” e “trairmos” o meu querido Dr…. Ao mesmo tempo que pensava na possibilidade, me apavorava com isso. Era medo do novo, medo de escutar outra opinião, de descobrir mais diagnósticos e que me machucasse mais ainda.

Mas não foi necessário abordar o assunto com o marido… Na primeira consulta posterior a segunda fertilização com resultado negativo naquele médico, chegamos juntos à clínica… A secretaria já nos cumprimentou com cara de circunstâncias e pena (talvez não, mas assim eu senti), a sala era a mesma frequentada há mais de um ano, ambiente que naquele momento era cenário de derrota para nós, a ferida estava “exposta” e o desânimo era incontrolável. Entramos à consulta para analisar os possíveis motivos de não haver dado certo e desde já qual seria o novo esquema a ser utilizado na próxima fertilização… Foi aí que o marido interveio e disse ao médico que daríamos um tempo e mais na frente retomaríamos a possibilidade de outra fertilização.

Eu não queria esperar muito mais, sabia que supostamente não poderia e não deveria esperar muito mais, se confirmava que os ovários não respondia bem aos estímulos e teríamos que correr contra o tempo, mas por outro lado eu estava cansada, nós estávamos exaustos de seguir já para outra tentativa… Saímos calados e para minha surpresa, o marido diz: “está na hora de mudar!”. Gelei. Eu não sabia se realmente queria mudar, eu gostava muito daquele médico, mas ao mesmo tempo algo me dizia que isso não me bastaria para seguir confiante. Mudar? “- Sim, mudar! Taci, time que ganha não se mexe e time que não ganha, tem que mexer!” Isso foi tudo, determinante para eu entender a mensagem! Ia nos fazer bem mudar, era o momento NOSSO de mudar, de escutar outra opinião, de “respirar outros ares”, de voltar a acreditar de verdade, a tentar ter mais esperança em outro ambiente, a nos sentir “vivos” de novo diante daquele panorama para apostar no nosso sonho!

E já lhes adianto que estávamos certos. A mudança era necessária! Era o tempo de mudar! Nos fez bem e foi determinante para a realização do nosso sonho.

Não estou aqui estimulando todas a mudar de equipe médica logo, de forma alguma! Estou apenas dizendo que estejam atentas e escutem seus corações, não só referente a isto mas em relação a tudo nessa caminhada! Se você acha que deve escutar outra opinião e lhe fará bem, por que não? Claro que não animo para que fiquem mudando sempre, até porque pode lhes trazer mais confusões e angústias, mas que estejam abertas para ir atrás e elucidar suas dúvidas da melhor maneira possível e aí confirmar e seguir com quem você realmente confia e acredita, sem dúvidas de que vale a pena apostar e seguir.

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20 nov
POSITIVO!
bebe
Acabei de saber o primeiro resultado POSITIVO de alguém que conheci através do blog e isso me enche de alegria!
Me emociona, me anima a continuar por aqui lhes motivando a SEGUIR!!!!!!!
E acredito que será o primeiro de muitos que virão! E acredito que aqui todas serão futuras mamães que se somarão a mim para continuar esse projeto de apoio e muito carinho para as que estiverem nessa caminhada. E hoje adorei poder chamar essa pessoa de: MAMÃE! E estou vibrando muito, muito mesmo! Por alguém que nem conheço pessoalmente mas que me brindou com sua confiança um momento delicado da sua vida, fazendo com que a sinta próxima a mim e sentindo que pude ser apoio e contenção de alguma forma.
Definitivamente o bem rompe barreiras e aproxima pessoas que abrem seus corações.
Viva!!!!!!!!
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19 nov
Um trio lindo que “cruzou” o meu caminho

Final do ano de 2003, retorno a morar em Recife, após 5 anos vivendo em Buenos Aires. Últimos anos de muito trabalho na empresa familiar do marido, recomeço de vida por aqui e por decisão minha optei tirar um tempo de descanso para depois voltar à ativa profissional… Numa tarde ensolarada fui passear com minha mãe num bairro gostoso da cidade chamado Espinheiro… Estávamos vagando por uma galeria do bairro e de repente uma turminha me chamou atenção… Três lindas garotinhas da mesma faixa etária  entre 1 a 2 anos aproximadamente, andando de mãos dadas, acompanhadas por sua linda mamãe e uma senhora que a ajudava. Cena que chamaria atenção de qualquer pessoa que as cruzasse devido a tanta fofura junta, imaginem então como não chamaria atenção a mim (nessa época nas tentativas há uns 4 anos) e a minha mãe (louca para me ver realizando tal sonho)? Então não me contive, me aproximei e perguntei: – trigêmeas? E de imediato a mamãe abre um sorrisão e me confirma! Daí começou minha história com Milla, que foi mais um anjo que cruzou no meu caminho num momento tão difícil.

Jamais esquecerei das tardes que passei em sua casa, saboreando dos seus deliciosos pães de queijo e inesquecível bolo de cenoura com chocolate… Mas acima dessas delicias estavam os papos recheados de esperança e fé que Milla nos brindava, nos contando os detalhes da sua história até conseguir a tão sonhada gestação, sempre me alentando para seguir atrás do meu sonho. Minha mãe sempre ia comigo e no meio de bom papo e deliciosos lanches, feitos pela própria Milla, ficávamos impressionadas com a logística com o trio que se esbaldavam em brincadeiras e que naquele momento haviam transformado a sala de estar num verdadeiro playground, a casa era delas e para elas, como bem dizia a mãezona Milla!

Milla é paulista e veio morar em Recife, devido a ter casado com o marido, médico e recifense. Até hoje morre de saudade da “terra boa da garoa” e da família linda que tem por lá, mas o amor foi mais forte que tudo e ela continuou por aqui. Hoje as meninas já tem 11 anos e continuam sendo a maior alegria da sua vida, tendo em vista, como a própria Milla sempre diz, que nasceu para ser mãe!

Desde que se casaram nunca evitaram filhos, por Milla já teria voltado grávida da lua de mel, mas não foi tão fácil assim não… Seu marido foi diagnosticado com varicocele, se submeteu a uma cirurgia e mesmo assim tiveram que posteriormente optar por tratamentos de reprodução assistida. Começaram com a indução com comprimidos, Milla sempre teve resposta excelente com vários folículos, tentaram durante 4 meses com indutores e não conseguiram. Fizeram então 3 inseminações e nada, a frustração só aumentava. Partiram para a Fertilização in vitro e na primeira tentativa enfim ela estava grávida, aliás gravidíssima! Estavam no seu ventre 3 lindas princesas: Giulia, Brunna e Isabella, uma a cara do papai, a outra a cara da mamãe e a outra uma misturinha dos dois rsrs.

Por se tratar de uma gestação trigemelar desde o início se requereu cuidados especiais e repouso. Aos 4 meses e meio Milla teve que se submeter a uma cerclagem uterina e também teve que inibir as contrações desde o quarto mês de gravidez, não foi fácil. As meninas nasceram na 29ª semana de gestação e tiveram que ficar um mês e meio na UTI para chegarem aos 2kgs cada uma. Vale ressaltar que antes delas nascerem Milla já estava hospitalizada há mais de um mês para controle mais intenso e diário que teve que ser submetida, no total foram 3 meses Milla no hospital .

Como Milla mesmo diz: “foi uma luta muito grande, mas a vitória aconteceu em nossas vidas, e se tivesse que fazer tudo novamente, eu faria com o maior prazer! Ser mãe é a minha razão de viver!!!”

Para você, Milla, mais uma vez a minha eterna gratidão pelo seu apoio fundamental naquela época, e dessa vez com certeza sua história levará a outras tantas futuras mamães a esperança e ânimo de que sigam em frente porque tudo vale a pena sim! E no seu caso valeu triplicadamente, era amor ao cubo viu? Parabéns pela mãezona que você é e pela guerreira linda que lutou bravamente até ser brindada por esse trio lindo de viver!

 

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16 nov
Culpa da sua cabeça!

culpa cabeça

Gente, este post aqui foi inspirado por uma série de desabafos feitos, nos quais me identifiquei MUITO lembrando o quanto me incomodava certos comentários na minha época de “tentante”.

Batendo papo com uma seguidora do blog acabamos morrendo de rir ao concordar que o comentário talvez que mais irrita uma pessoa que está na busca da gravidez que não vem é o tão conhecido… “Você não engravida devido a sua cabeça ou a culpa é da sua cabeça ou quando você relaxar e tirar isso da cabeça vai conseguir”, e uma série de outros comentários mais que resumem o que boa parte das pessoas que tentam consolar as mulheres que estão nas tentativas dizem, e na maioria das vezes em vez de confortá-las as irrita!

Me lembro bem diversas situações que tive que escutar isso… Eu sempre fui tranquila quanto ao tema mas sou humana e havia dias que não me contentava em dar um sorrisinho e consentir mesmo sem concordar que afinal a culpa era da minha cabeça!!! Pois é… lembro que uma vez recém operada da endometriose me deparo com uma pessoa que veio alegar isso e aí eu não aguentei e lhe respondi: pode até também ser da minha cabeça maaaaaas outros motivos também tem a culpa então, como minha endometriose e a péssima resposta dos meus ovários aos estímulos hormonais por exemplo… E mesmo com uma resposta assim mais fundamentada a pessoa geralmente segue insistindo: “vai ver só quando você tirar isso da cabeça, bingo!”

Claro que a cabeça realmente ajuda ou atrapalha em muitos casos, mas quando você está diante de uma mulher que já está em meio a tratamentos evite culpar a “tal da cabeça”,todas se sentem no mínimo um pouco incomodadas com tal comentário, afinal, pelo menos eu me sentia assim, se tivesse que pensar de quem seria “a culpa” seria minha então por ter uns “defeitos de fábrica” que me faziam, como dizia o marido, especial!

Então este é um post de apoio às que se incomodam com estes comentários mas também para você que pensa que está alentando alguma “tentante” e na verdade acaba chateando algumas colocando a culpa na cabeça dela.. Então na dúvida que tal em vez de culpar a cabeça, não trocar pelo comentário: “vai dar tudo certo”?

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12 nov
Endometriose: Histórias Vitoriosas!

endometriose2

Lembro bem o quanto me confortava saber de histórias vitoriosas referente a infertilidade, ao escutar casos assim me enchia de esperança e forças para seguir.
Desde que diagnosticada com endometriose severa, estava sempre atenta a alguma luz de esperança e vibrava muito quando sabia que alguém com endometriose havia engravidado! Pensava assim: “se ela engravidou, então também poderei!”
Em geral quem está nessa busca sempre está nas pesquisas na internet ou em leituras de livros ou revistas sobre o tema, isso faz com que tentemos justificar coisas até então injustificáveis até para os médicos e também nos ajuda a controlar a tal ansiedade que nos ronda sempre.
Me enviaram uma reportagem da revista Marie Claire e ao ler cheguei a voltar a sentir por um instante aquele velho friozinho na barriga e o coração saltitante! Como vibro MUITO com histórias assim!!! A reportagem transborda esperança e ânimo para você que está aí e sofre com a bendita da endometriose, além de ser esclarecedora em alguns pontos sobre esta enfermidade.
A grávida linda que está na foto deste post é uma das mamães da reportagem, ela se chama Fabiana e está grávida de gêmeos! Tendo um final feliz após uma dura caminhada que incluiu uma cirurgia de grande porte, quatro fertilizações e dois abortos.
Leitura indicada para as mulheres que tem endometriose mas também para os casais que padecem com outras causas de infertilidade, sendo comprovado uma vez mais que não existe caso impossível, por mais complicado que seja… Viva!
Lhes convido a esta leitura gostosa e instigante para que ao terminar se sintam mais tranquilos e com mais vontade de seguir… até alcançar a maternidade!!!
Acessem a linda reportagem pelo link:
http://revistamarieclaire.globo.com/Mulheres-do-Mundo/noticia/2014/11/endometriose-historias-de-quem-venceu-doenca-que-atinge-mulheres-que-tentam-engravidar-depois-dos-30.html
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09 nov
Machismo x Infertilidade

Quando um casal libera os métodos anticonceptivos em busca de um filho e se observa que o tempo está passando e a gravidez não vem, surge naturalmente uma preocupação e começam as indagações sobre o que estará acontecendo.

O mais comum é partir da mulher ir ao ginecologista para começar uma série de exames para detectar algo ou não, e se for o caso ser tratado. Mas da mesma forma que a mulher se dispõe espontaneamente em investigar alguma causa de uma possível infertilidade, o ideal seria da também partir do homem procurar um urologista para tentar identificar algo que esteja impedindo a gravidez da sua parceira, o que geralmente só ocorre após a mulher fazer todos exames e não detectar nada. Daí já começa um certo machismo, machismo este já estabelecido por nós mulheres que por sermos as futuras genitoras sempre acreditamos que o “problema” está em nós, descartando a princípio sequer pensar que a infertilidade pode estar no parceiro.

Quantos homens se negam a princípio ir a um urologista ou especialista em reprodução assistida para fazer os exames investigatórios? Quantas mulheres sofrem porque seus parceiros não admitem sequer pensar que ele seria o “culpado” da história e assim “fogem” ao máximo de enfrentar uma simples visita ao médico em questão. Outros tem receio dos exames a serem solicitados temendo serem dolorosos, geralmente os homens nesses momentos são bem menos corajosos que nós mulheres (a maioria que conheço) que topamos tudo sem ao menos questionar nada e se entregando a todos os exames que surgirem pela frente. Alguns homens se sentem constrangidos, se sentem menos homem por irem a um laboratório fazer um espermograma (que confesso ser constrangedor mesmo), mas não devemos esquecer o que fazemos nós mulheres ao doar nosso corpo a milhares de furadas e hormônios, sem falar das histerossalpingografias da vida e tantos outros exames não tão agradáveis no processo, sem poupar esforços….

Claro que com o passar dos anos e com o aumento absurdo de casais com problemas de infertilidade o machismo diminuiu bastante, mas insiste em existir ainda em alguns casos, fazendo mulheres sofrerem e as vezes inclusive causando crises na relação do casal.

Meu marido foi um grande companheiro de caminhada durante os 6 anos de tentativas, ele sempre esteve a postos para encarar idas a médicos e tudo o que fosse necessário para ajudar nos diagnósticos, teve que fazer vários espermogramas de todos tipos existentes, mesmo eu já diagnosticada com endometriose e cia, jamais reclamou ou argumentou o por que de repetir exames, afinal sempre os resultados eram excelentes. A cada nova equipe médica voltávamos a estaca zero e tanto eu como ele tínhamos que repetir exames já realizados anteriormente, porque segundo os médicos tudo pode mudar num intervalo de tempo, os resultados serem outros e consequentemente a direção do tratamento a seguir poderia tomar outro rumo também.

Quero compartilhar com vocês uma entrevista interessante que li no site do Dr. Drauzio Varela a um renomado urologista sobre infertilidade masculina, o que esclarece várias dúvidas que possam surgir para o casal, acessem o link: http://drauziovarella.com.br/sexualidade/infertilidade-masculina/

Compartilho com vocês um momento que me marcou muito, num certo momento de desânimo, lembro bem que o marido me pegou chorando, geralmente eu era forte e conseguia manter o equilíbrio, mas naquele dia me quebrei e o encarei com toda dor no coração dizendo:  “eu não acho justo você não ser pai por culpa minha, o problema é meu!”. Ele na mesma hora me pediu firmemente, olhando no fundo dos meus olhos, que NUNCA mais ousasse repetir aquilo! Disse que o sonho era NOSSO e o problema era NOSSO! Nos abraçamos e aquele apoio me acalmou a alma.

Entendi a partir de então, e repasso para vocês, que  quando estamos nesse processo não existe culpados, existe sim um casal que sonha em ter um filho e que JUNTOS lutarão por isso. Ninguém é melhor ou pior por ter ou não ter algum problema de infertilidade diagnosticado. E quando diagnosticado cabe a uma pessoa ser tratada e a outra dar total apoio! Hoje vocês são dois, amanhã serão 3, 4… mas antes que nada vocês são 2 e tem que estar unidos e firmes na busca por este sonho.

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07 nov
Mãe adotiva produz leite materno

mae_adotiva

Gente, hoje ví esta matéria e me emocionei muito. Quero dividir com vocês duas histórias de mulheres que adotaram seus filhos e que brevemente expõem estas experiências únicas nas suas vidas.
Impressionante que uma delas chegou até a produzir leite materno!!! Incrível como o AMOR transcende barreiras e pode TUDO!

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05 nov
Médico, parceiro de caminhada.

A partir do momento em que detectamos dificuldades para engravidar já começa um processo de maior sensibilidade para a mulher, para o casal inserido no contexto. A gravidez que não vem, o tempo que passa, e enfim a busca por uma ajuda profissional. E o ir ao encontro de um profissional especialista na área significa para a paciente desde já ir em busca de apoio, ir em busca de ajuda, ir em busca de esperança para alcançar o objetivo maior que é a gravidez. Porém infelizmente algumas se deparam com profissionais frios, que em vez de alentá-las para correr atrás do seu sonho, as assusta e algumas vezes até desanimam a paciente a seguir.

Em conversas que tenho mantido com algumas seguidoras do blog, de várias partes do país, infelizmente tenho observado tristeza e decepção nos relatos de algumas que estão lidando com profissionais especialistas em reprodução humana e se sentem  tratadas como números, como uma paciente a mais. E isso é no mínimo triste, muito triste.

Ressalto que é uma minoria de relatos, porém ao meu ver, que não deveriam sequer existir. Isso é um desabafo por sentir muito o sofrimento e traumas que algumas já confidenciaram a mim. Divido com vocês um pequeno trecho de um e-mail enviado por uma seguidora que me marcou muito:

“Descobri q tenho hipotiroidismo, o que estava afetando minha ovulação, de tal forma q tive q fazer uma curetagem para investigar uma hemorragia uterina, depois disso, minha médica , que começou a acompanhar minha ovulação e já no primeiro mês de acompanhamento, no qual eu tive um folículo com tamanho correto mas que não se rompeu, olhou bem dentro dos meus olhos e decretou: “desiste, pra você gravidez não vai acontecer.” Sabe, essas palavras calaram fundo na minha alma, era como uma sentença de fracasso, eu estava condenada.”

Gente, não podemos admitir que ninguém nos machuque desta forma! Por mais complexo que seja o caso SEMPRE, sim SEMPRE, tem suas exceções, sempre surgem casos de gestações que médico algum poderá explicar, existem MILAGRES, eu sou prova disso!

Por isso a importância da empatia inicial com o médico escolhido é de extrema importância! Vocês por um bom tempo serão uma equipe, e uma equipe que deve estar “falando a mesma língua”, uma equipe que apesar de qualquer coisa deva estar acreditando na possibilidade de uma vitória. Que isso não significa o médico não ser sincero e realista em determinados casos mais difíceis, mas que sempre se ponha no lugar da paciente na maneira de lhe falar certas coisas que nem ele mesmo gostaria de expor mas que se faz necessário. Como sempre digo, tudo pode e deve ser dito, mas a maneira faz todo diferencial para quem receba a mensagem por mais dura que seja.

Então, atentas! Existem médicos maravilhosos, com certeza a maioria, que te esperarão de braços abertos, que vibrarão com cada positivo e que também se entristecerão com os negativos repetidos de algumas. Procure no seu médico um parceiro fundamental na busca do seu sonho!

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