02 nov
Voltar no Tempo

Esta semana fui a uma profissional da saúde, logo cedo liguei para sua secretária e pedi o endereço por ser minha primeira consulta… Ao me aproximar do local me deparo com um empresarial conhecido… Confesso que um friozinho na barriga e cenas, muitas cenas, vieram a minha cabeça!
Tentei estacionar no edifício mas estava lotado então me dirigi a um estacionamento próximo e voltei caminhando. Entrei no empresarial e parei diante de uma sala e ali viajei no tempo… Ali ficava a empresa do único representante em Recife dos medicamentos indicados para estes tratamentos naquela época em que eu fiz as fertilizações. Naquela sala quantas vezes entrei com um isoporzinho embaixo do braço para comprar mais gonais e outros da vida… Por meus ovários não responderem bem aos estímulos eu era aquela compradora que sempre voltava para pegar aquelas doses extras e absurdamente caras para tristeza minha, e que impulsionava as vendas daquele comércio. “Me vi” entrar ali com o isopor embaixo do braço e “me vi” também sair dali com ele mas de outra forma… carregando o isopor nos braços como se fosse um bebê, com todo cuidado do MUNDO, afinal estava ali dentro parte da minha esperança! A atendente era um amor e já me conhecia quando eu ligava dizendo… “precisarei de mais um tal e acrescentarei mais um daquele outro também…” Aquele lugar foi um dos cenários que passei  momentos não tão legais… Mas que fizeram parte da minha história e não tive como não me emocionar.
Peguei o elevador e fui a consulta. Prontamente fui atendida, não conhecia a profissional, entrei na sala, me sentei e logo no início comentei com ela sobre este misto de emoções que tinham tomado conta de mim naquele momento, nem a conhecia mas eu precisava pôr para fora um pouco daquilo que estava sentindo: “você não imagina como ter vindo a este empresarial me fez viajar no tempo…” E dai começamos uma longa conversa! Para minha surpresa ela  já tinha feito fertilização e  também tinha ido comprar naquele local algumas medicações! Hoje em dia a tal empresa já não se encontrava mais ali mas quem frequentou aquele lugar jamais esquecerá, e ela bem me entendeu. E de repente quem precisou falar e me contar sua história foi ela! Me confirmando que quanto mais conheço casos e casos nesse âmbito mas me surpreendo… e quero dividir aqui com vocês brevemente a história dela.
Gente, ela chegou a engravidar e perder  6 (SEIS) gestações! Até hoje não descobriu o por que. Chegava na 6a semana de gestação e perdia… Dá para imaginar a dor desta mulher??? Em um momento necessitou fazer fertilização e não engravidou. Até que na sétima gestação, sem tratamento algum, engravidou de uma linda menina e a gestação evoluiu perfeitamente! E logo após a primeira filha nascer… ela engravidou novamente! De outra princesa, que dessa vez se apressou em chegar ao mundo e pregou um susto na mamãe por ter sido prematura mas que acabou dando tudo certo resultando numa menina linda e saudável. Ficou para trás as dores e os traumas, em cima do seu birô a foto das suas lindas filhotas e no seu olhar a alegria de uma mãe realizada que não desistiu facilmente em busca do seu sonho, e como ela mesmo disse: “foi muito difícil, mas valeu a pena TUDO que passei até a vinda delas.”
Viram só? Lembranças que me fizeram chegar a outra história vitoriosa para dividir com vocês! Incrível como Deus coloca no meu caminho pessoas para somar e trazer esperança as que estão necessitando neste momento de ler algo assim para seguir acreditando! Acredite que seu dia chegará da melhor e mais linda forma. Acredite que tudo isso que você possa estar passando valerá a pena, enfim quando você conhecer este amor maior do MUNDO tudo ficará para trás e recompensará
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30 out
Barriga de Aluguel da Irmã

barriga-de-aluguel

Quero dividir com você este artigo divulgado no site da globo.com.br referente a uma mulher que se dispôs gerar o filho da irmã que tentou engravidar durante 8 anos. História linda de amor, de dispor seu próprio corpo e parte da sua vida para a realização do sonho de outra pessoa.

Com vocês a história de Aline, Lígia e… Lorenzo!

Aline deu uma prova de amor sem tamanho para a irmã Lígia, que tentou ser mãe durante oito anos, sem sucesso. Ela contou que a irmã conseguiu engravidar duas vezes, mas acabou abortando. “No ano passado ela perdeu gêmeos e eu decidi ajudá-la. Conversei com meu marido e meu filho e eles me apoiaram”, disse.

A professora emprestou o útero para gerar Lorenzo, filho de Lígia. Ao lado do bebê de apenas dois meses, a nova mamãe contou como recebeu a oferta da irmã: “Quando ela falou a primeira vez, eu quase desconsiderei. Eu pensei: ‘Isso ela está falando no calor da situação’. Depois, quando a proposta foi tomando forma e meu cunhado falou comigo, eu me atentei. Eu demorei um pouco para aceitar”.

Feliz após a realização de um sonho, Lígia se emocionou ao relembrar o parto do filho e contou o que sente em relação ao pequeno Lorenzo: “É uma emoção única que não tem nada igual. Você já ama aquela criatura no momento que você pega no colo. Parece que eu esperei por ele a vida inteira”

Aline contou que seu marido foi um “príncipe” durante toda a gravidez e explicou que trabalhou muito o desapego para entregar o filho para a irmã. “Eu sou muito racional, e ele vai continuar na família, é meu sobrinho”, afirmou.

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29 out
Mais uma tentativa… A 2a FIV.

Casal-abraçado

Em 2005 partimos para a 2ª fertilização in vitro… Estando presente o trauma da 1ª FIV que não pudemos nem sequer concluir todo processo esperado devido à péssima resposta dos meus ovários aos estímulos, e consequentemente o resultado de não haver NENHUM óvulo para ser puncionado… E lá fomos nós mais uma vez.

Apostamos na mesma equipe médica, gostava muito do médico por ser muito gentil e atencioso conosco, quis apostar novamente por acreditar que poderia dar certo, ele já conhecia meu histórico e faria outro esquema hormonal para esta nova tentativa.

Se tivesse de resumir em uma só palavra este tratamento resumiria em: MEDO. Sim, medo dos ovários não responderem novamente aos estímulos, medo de não haver novamente folículos a serem puncionados, medo de não dar certo, medo de não ter mais forças para seguir. Por mais que o médico tentasse me animar e eu tentasse me auto enganar, nós sabíamos das baixas probabilidades de dar certo e o MEDO era o sentimento dominante da vez, infelizmente.

Mas fomos em frente. Começamos todo o processo de novo, dessa vez com algumas mudanças nas medicações mas o contexto igual, furadinhas, ultrassons… E aparentemente os ovários começaram a responder melhor a essas mudanças, mas não muuuito melhor… Definitivamente nunca poderia me comparar as várias mulheres que conhecia e tinham folículos demais da conta. Congelar embriões? Nem pensar! Eu lutava para ter o mínimo necessário para ter o direito de chegar a punção e posterior transferência de óvulos.

Resultado final: 2 puncionados, dos quais nos restou… UM! Um a ser transferido. Não consegui ficar feliz, lhes confesso… Por mais que o médico tentasse me animar alegando que eu só precisaria de UM para engravidar e realizar meu sonho, por mais que eu pesquisasse na internet e encontrasse casos de mulheres que engravidaram apenas com a transferência de apenas UM… Mas eu queria mais! Queria pelo menos 2 ou 3 para poder sonhar com mais vontade, acreditando que poderia realmente dar certo… Em alguns momentos o desânimo dava espaço a esperança e eu voltava timidamente a acreditar que aquele único óvulo seria meu filho tão sonhado.

Transferência feita e vamos a difícil espera… Os dias foram passando, fiz tudo novamente conforme as orientações médicas. Na véspera do exame de sangue para saber o resultado… Menstruei. Dessa vez cheguei mais longe mas nem sequer cheguei a fazer o beta hcg, a menstruação se adiantou e com ela a frustação também.

Uns dias antes da menstruação eu já sentia alguns sintomas de que a menstruação chegaria mas como boa sonhadora pensava eu que poderia ser sintomas de gravidez, aliás eu queria me enganar, eu não queria acreditar que ainda não havia chegado a minha vez.

Foi muito difícil encarar mais uma vez esta realidade. Estava cansada, estava triste, precisava novamente de um tempo, mas por outro lado não queria mais perder tempo. Definitivamente teria que me reerguer para poder voltar a pensar em mais uma batalha, a ser pensada no outro ano a seguir: 2006. Enquanto isso a ordem expressa do marido era tentar esquecer e voltar a nos cuidar, e assim foi feito, na medida do possível.

Somos muito mais fortes do que acreditamos ser. Esta é uma das grandes lições que aprendí naqueles tempos…Acreditem!

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22 out
Após 16 anos de espera, Amanda chegou!

vivi

 Gente, estarei aos poucos lhes trazendo algumas histórias daqueles “anjos” que cruzaram no meu caminho enquanto ansiava pela maternidade que não vinha. Viviane foi uma das primeiras que conheci, uma mulher linda, educada e muito amável. Aos 29 anos ela e o marido decidiram buscar o primeiro filho e foram 16 anos de caminhada, incluindo 3 inseminações e 5 fertilizações in vitro, até a chegada da princesa Amanda. Ficando mais uma vez a prova do quanto que é importante a empatia médico-paciente, fazendo toda diferença nestes processos a confiança no profissional escolhido e a atenção dispensada à paciente, que na maioria das vezes se encontra frágil emocionalmente.

Se valeu a pena toda esta espera? E como valeu! Com vocês um pouco de TUDO isso, contado pela própria Vivi. Uma história lindíssima de superação, determinação e fé, com um final super feliz!!!

“Eu venho de uma família grande. Meus pais tiveram seis filhos e se dependesse de meu pai seriam doze, mas minha mãe sabiamente pôs um freio nas pretensões dele. Sou a segunda filha desta grande prole e minha mãe desde cedo me “treinou” no caminho da maternidade. Como ela nunca teve empregada, babá ou ajudante em casa, eu e minha irmã (onze meses mais nova que eu) a ajudávamos com nossos irmãos mais novos. Eu cresci achando que era fácil ter filhos… Não sabia o que me aguardava.

Conheci meu marido, Renato, na Universidade. Fazíamos o mesmo curso: Engenharia Agronômica. Começamos a namorar em 1988 e em abril de 1994 nos casamos. Evitamos filhos durante dois anos, pois estava desempregada e fazendo mestrado. Em junho de 1996 liberamos o caminho para gravidez. Tentamos naturalmente por 2 anos até 1998, quando procuramos um especialista na área de reprodução humana assistida. Fomos encaminhados para um médico e ele passou os exames investigativos para detectar a possível dificuldade da gravidez. Por não atender pelo meu plano de saúde,  fomos encaminhados para outra médica especialista que estava iniciando sua clínica de reprodução em Recife e atendia na época pelo convênio. Isso aconteceu em 1999. Fui muito bem acolhida por ela e por sua equipe. Ela foi muito minuciosa em seu diagnóstico e fizemos todos os exames possíveis para detectar a causa de nossa infertilidade. Os resultados dos exames não apontaram problema algum com meu marido, mas comigo havia a suspeita de endometriose. De posse dessa informação foi realizada uma videolaparoscopia em 2000 e foi confirmada a endometriose grau leve. Após esse procedimento seguimos o tratamento recomendado pela médica, porém não consegui engravidar. Utilizamos todas as técnicas conhecidas para engravidar  naturalmente e dentre elas o coito programado e nada da gravidez chegar. Meu marido odiou esse negócio de ter hora para ter relações. Começou a apresentar certo descontentamento com o início do tratamento. Mas, sempre me apoiou.

Com esse resultado a próxima etapa foi tentar a inseminação artificial. Isso aconteceu no início de 2003. Marcamos o dia e lá fomos nós dois tentarmos fazer nosso bebê com a ajuda da ciência. Fizemos tudo como tinha sido recomendado pela médica, mas o resultado foi negativo. Essa foi a primeira vez que fui ao fundo do poço. Questionei o mundo, Deus, a vida. Fiquei sem chão completamente, me achando a criatura mais defeituosa do mundo. Achei que era castigo, sei lá porque, e fiquei muito mal. Meu marido fazia de tudo pra me fazer enxergar que isso não era o fim do mundo. Éramos jovens e ainda tínhamos muito tempo pela frente para realizarmos esse sonho. Bom, nada como o tempo e a família pra nos ajudar a nos levantar de um grande baque. Eu consegui me reerguer, e procurei ajuda de uma psicanalista para passar bem por essa luta. E ela me ajudou muito mesmo, aliás, até hoje eu continuo indo pra ela.

Após meu primeiro resultado negativo de gravidez e consequentemente me recuperar disso fomos novamente ao consultório da médica e ela nos explicou o que poderia ter levado a esse resultado. Escutamos e após digerirmos a explicação chegamos à conclusão de que o próximo passo seria a fertilização “in vitro”. As chances seriam maiores e o custo também. Quando por fim resolvemos nos submeter a esse procedimento, em março de 2004 realizamos nossa primeira FIV. Colocamos quatro embriões excelentes, de acordo com a classificação do biólogo da clínica. Saímos da clínica tão confiantes… Fizemos tudo que a médica recomendou e após 15 dias ao receber o resultado do exame de gravidez que deu negativo, mais uma vez desabei. Chorei muito e me senti muito mal. Levamos muito tempo para nos reerguer financeiramente e emocionalmente, mas nunca desistimos do nosso sonho. Sabia que ia tentar de novo, mas não sabia quando. O desespero começou a bater porque os anos iam passando e eu ficando mais velha. Então passei a não querer comemorar mais meu aniversário, pois cada ano que passava eu sabia que ia ficando mais difícil realizar esse sonho.

Mudamos de médica (por imposição do marido) e fizemos duas inseminações em 2005 e novamente o resultado foi negativo. Procurei então outro médico especialista, desta vez com a indicação de minha querida amiga Taci, e de posse de todos meus exames investigativos realizados até então e a “experiência” de três inseminações e uma FIV realizadas com resultados negativos, ele resolveu continuar com a investigação. Passou a observar o que ainda não tinha sido visto pelas médicas anteriores e disse que ia passar para os testes imunológicos. Na época estava sendo muito divulgado que deveria haver compatibilidade entre os pais para facilitar a nidação do embrião no útero. Nesse momento eu estava na categoria de ESCA (esterilidade sem causa aparente) e falha de implantação, uma vez que a endometriose diagnosticada impedia a gravidez natural, mas não impediria a gravidez por FIV. Na sequencia fiz os exames de imunologia e cheguei a tomar 3 doses de uma vacina feita com o sangue do meu marido e por fim ao chegar na percentagem de compatibilidade decidimos fazer a nossa
segunda FIV. Em 2007 colocamos 3 embriões e novamente seguimos todas as orientações médicas. Após 15 dias de ansiosa espera, veio mais um resultado negativo. E agora meu Deus? Choro, desespero, desalento e luto… Foi muito difícil. Após uns dias fomos falar com o médico e ele nos disse que foi falha de implantação… Deveríamos esperar três meses e tentar novamente. Mas, a questão financeira não permitia isso. Resolvemos então deixar pra outro momento. Resolvi que minha vida não poderia parar  por isso. Eu tinha uma vida boa, uma família maravilhosa, meu trabalho. Eu era uma pessoa feliz e seria mais feliz se tivesse um filho. A minha felicidade não dependia de ter ou não um filho. Ela seria maior se eu o tivesse. E assim vivi esse luto.

No fim do ano de 2007, eu estava a trabalho em Belo Horizonte e minha cunhada me liga falando de uma nova clínica de reprodução humana que estava abrindo suas portas em Recife e que estava se apresentando como mais uma alternativa de tratamento para casais com dificuldades para engravidar. Ela ligou pra lá e marcou uma consulta pra nós. A clínica era composta por três médicos e dentre eles estava o primeiro médico que nós procuramos nessa nossa jornada. Disse a minha cunhada que eu estava meio cansada de tentar mas ela insistiu tanto que fui. Levei todos meus exames, resultados, enfim todo meu histórico e fomos lá conversar com ele. Foi ótima a conversa e assim eu e meu marido decidimos fazer mais uma tentativa. A equipe era ótima. A médica que fazia as ultrassonografias para acompanhamento dos folículos era maravilhosa. Adorei ela assim de cara e de graça. Seria um anjo na minha vida, mas naquele momento eu não sabia. Fizemos nossa terceira FIV e colocamos 2 embriões excelentes. Saímos de lá tão confiantes, tão alegres e seguimos novamente todas as recomendações médicas. E quinze dias depois… resultado adivinhem? Negativo. Eu já estava me acostumando com essa tristeza, mas algo me fez levantar mais rápido.  Fomos conversar com o médico e ele nos disse que foi falha de implantação. A medicina ainda não sabe qual o local certo e exato para colocar o embrião dentro do útero. Saímos de lá e fomos para casa, cada um de nós pensando no que estava acontecendo. Estávamos cansados dessas tentativas. Meu marido já tinha desistido, mas eu não. Tinha gostado tanto daquela médica que tinha feito a ultrassom e que inclusive me ligou para me confortar quando soube do resultado negativo que quis conversar com ela. E lá fomos nós. Marquei consulta e ela nos recebeu muito bem. Nos explicou tudo nos mínimos detalhes e meu marido ficou também encantado com ela. Explicou que poderíamos fazer uma FIV no ciclo natural, sem precisar de hormônios para superovulação. Resolvemos fazer, mas no dia da punção o óvulo não atingiu o tamanho ideal e tivemos que desistir dessa tentativa. Isso ocorreu em 2008. Resolvemos novamente dar um tempo e viver sem pensar nisso.

Em 2009 minha mãe foi diagnosticada com câncer, raro e agressivo, e assim devido a isso demos uma pausa nos tratamentos. Foi um momento muito triste em nossas vidas. A incerteza do tempo de vida de minha mãe me fez viver cada dia como se fosse o último dela. Todos da minha família nos dedicamos inteiramente a ela. Todavia, quando ela estava relativamente bem, entre um ciclo e outro de quimioterapia, retomei minha luta em realizar meu desejo de ser mãe. Em 2011 resolvi que seria minha ultima tentativa. Fomos conversar com aquela médica (meu anjo) e ela disse-nos que estava nos devendo um resultado positivo. Achei aquilo tão tocante, ela torcia muito por mim! Fiz todos exames necessários e em março de 2012 fiz a minha última FIV aos 44 anos. Foi o momento mais mágico que vivi. Tudo transcorreu tão tranquilo desde o princípio que parecia que desta vez ia dar certo. No dia da transferência colocamos 4 embriões e após 15 dias, aos 45 anos recém completados, recebi meu primeiro resultado POSITIVO. Liguei pra meu marido e disse a ele o que eu passei nossa vida inteira querendo dizer: você vai ser papai!!! Foi a maior emoção da minha vida até então. A família ficou toda emocionada, muitos de nossos amigos nos ligavam para parabenizar e choravam conosco de alegria. Para minha mãe esse resultado foi um alento imenso em seu tratamento. Foi simplesmente maravilhoso. O segundo telefonema foi para a médica e ela já foi logo me recomendando repouso e progesterona e que eu repetisse o beta em dois dias. Assim fiz e deu tudo certo.

Na primeira ultrassonografia vimos que havia apenas um bebê no útero e que estava muito bem. Porém com 9 semanas de gravidez fui internada muito mal, sangrando e desmaiando, e o diagnóstico foi de gravidez tubária. Um dos quatro embriões fez o caminho inverso e saiu do útero e foi pra trompa esquerda e lá ficou até provocar o esgaçamento da referida trompa. Mas aí entrou outro anjo da minha vida, minha médica ginecologista e obstetra. Ela foi me ver na emergência e já contactou toda sua equipe e me operou  duas horas depois da minha entrada na emergência. Quando pensei que tinha conseguido engravidar e que estava tudo bem comigo e com meu bebê tive que passar por esse susto. Na hora eu pensei que ia perder tudo. Na minha cabeça eu não entendia que essa cirurgia poderia ser feita tendo outro bebê no útero e que ele não seria afetado. Eu pensei apenas no seguinte: estou em Tuas mãos meu Deus. Seja feita a Tua vontade e fui. E graças a Ele deu tudo certo. Três dias após a cirurgia estava muito triste e senti que foi por ter perdido o bebê da trompa. Chorei bastante e depois me acalmei pois tinha outro bebê que dependia de mim para viver e aí juntei minhas forças e lutei pelo bebê que ficou. Permaneci de repouso durante 30 dias e depois disso tive vida normal. Passamos a fazer as ultrassonografias de rotina, os exames todos e estava tudo dando certo até que cheguei na vigésima quinta semana quando, novamente tive um sangramento e fui novamente pra emergência. O desespero tomou conta de mim, pois não tinha feito nada que tivesse provocado isso. Quando fui atendida diagnosticaram descolamento de placenta e diabetes gestacional. Meu bebê poderia nascer ali naquele momento, mas novamente Deus estava no comando. Me lembro que nesse momento miha querida amiga Taci e sua mãe estiveram lá me visitando e a mãe dela me entregou a oração de Maria passa na frente. Graças a Deus e aos médicos eu saí do hospital e controlei a diabetes gestacional apenas com a alimentação, porém tive que ficar de repouso até minha filha nascer. E ela nasceu com 38 semanas e 3 dias de gestação. Saudável, normal e linda. Pesou 3,434kg e mediu 51 cm. Meu sonho realizado, aos 45 anos fui mãe! Essa é minha história!!!”

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19 out
Parto do Coração

Luciane 2

Gente, antes que nada quero deixar claro que continuarei na mesma linha de sempre, animando a todas a seguir com as tentativas e tratamentos nessa busca da maternidade através do gerar na barriga, acreditando que é um momento sublime e mágico, mas desde o escolher do título do meu blog como Maternidade Sonhada compartilho da ideia que a maternidade também pode se dar de uma forma que é puro amor, através da adoção.

Conheci muitas mulheres que no decorrer dessa minha busca chegaram aos seus limites nas tentativas via tratamento de reprodução assistida e partiram para adoção, e sem exceção todas, absolutamente todas, se dizem completas e realizadas com esta maternidade dessa forma alcançada.

Dia desses, li uma entrevista linda de Luciane Moreira Cruz, autora do blog “Gravidez Invisível” que tem por objetivo principal desmistificar a maternidade através da adoção. Deixei um elogio nos comentários desta entrevista e para minha surpresa em seguida ela entrou em contato e nos identificamos muito! Por um lado eu que sempre quis engravidar e lutei muito até finalmente conseguir e do outro uma mulher que sempre pensou em ser mãe através da adoção, como uma decisão de vida e única opção pensada. Uma troca riquíssima de experiências através de poucos e-mails que nos fez sentir muito próximas mesmo sem nos conhecer – ainda – pessoalmente.

Então divido com vocês um texto lindíssimo da Lú que se chama “Parto do Coração”, que expressa de uma forma maravilhosa um pouco do que ela aborda, instigando a todas pessoas que por ventura tem algum tabu em relação ao adotar, docemente falando.

Com vocês um pouquinho da adorável Lú!

Luciane3

Parto do Coração

“Gravidez do coração” e “parto do coração” são termos utilizados pelas famílias que vivenciam a maternidade/paternidade através da adoção. Tentarei aqui explicar sobre este período com o objetivo de esclarecer esta fase tão especial para os pais adotantes e também para os familiares e amigos próximos.

O que quer dizer esta tal gravidez do coração? Bom, posso começar dizendo que ela é mais real que parece.

Segundo o dicionário Aurélio a palavra gravidez significa o estado de uma mulher grávida, gestação. Já a palavra coração quer dizer: é um órgão musculoso, centro do sistema de circulação do sangue, conjunto de sentimentos, centro da sensibilidade, da afeição, do amor. Objeto do afeto de alguém. Consciência ou memória. Conjunto de características morais ou psicológicas. Coragem, valor. Parte mais interior de algo. Parte mais central ou mais importante de algo.

Analisando o significado de ambas as palavras consegui desenvolver a seguinte explicação para a gravidez do coração:

“A gravidez da adoção se dá no coração, este órgão que fica localizado no peito e que está cheio de sentimentos, sensibilidade, afeição e amor por um ser que não foi gerado embaixo dele (na barriga), mas DENTRO dele. Temos consciência da realidade desta gestação, adquirimos muita coragem para enfrentá-la e aprendemos a mensurar o seu valor durante o tempo de espera.”

Falando de parto, sabemos que existem diversos tipos, normal, cesárea, humanizado, e, também o parto do coração. Todos estes partos tem como pré-requisito saúde física e mental para serem bem-sucedidos. Para aqueles que não tinham ideia da existência deste último tipo de parto, fico feliz em saber que a partir de agora ele não será mais ignorado ou subestimado.

Como colocar em palavras as sensações de um parto invisível aos olhos humanos? Como já passei por um parto do coração, farei o possível para torná-lo compreensível.

Quando recebemos a ligação da pessoa que está intermediando o processo de adoção, com a informação positiva de que chegou a nossa vez, é como se estivéssemos entrando em trabalho de parto. Neste momento sentimos uma emoção incontrolável, nervosismo à flor da pele, felicidade sem tamanho. Porém, também é um momento delicadíssimo pois nesta hora percebemos que o nosso filho está sob os cuidados de outra pessoa. E, muito provavelmente, ainda não temos todas as informações necessárias para ficarmos mais tranquilos, e pensamos em todas as possibilidades, como por exemplo: Será que está em um abrigo passando frio? Está bem alimentado? E se ainda está no hospital, será que está com algum problema de saúde? É muito importante nesta hora tentar manter a calma e o auto-controle para aguentar todas estas contrações da mente, e focar no próximo passo, o parto.

Até o momento do grande encontro, o nascimento, nosso coração fica como aquela música da Marisa Monte que diz “O meu coração é um músculo involuntário e ele pulsa por você…”, e é bem assim, mas ele pulsa tanto que parece que vai sair pela boca, sem exageros!!!

O rompimento da bolsa se dá quando chega o momento de sair de casa para ir ao encontro deste amado filho. O líquido amniótico é o amor que não conseguimos mais conter e começa a transbordar do nosso peito. Enfim, é chegada a hora do parto! Quanta dor, quanta angústia, quanto medo, mas na hora em que o nosso filho nasce, na hora em que encontramos ele pela primeira vez, toda a dor desaparece. É o milagre da vida!!

Me lembro como se fosse hoje, eu e meu marido no carro, indo ao encontro do nosso primogênito. Parecia uma cena de filme. Em meia hora passou um resumo de toda a nossa espera na minha mente. Na hora do nascimento, no momento em que ele foi colocado nos meus braços, eu o aproximei do meu peito e sussurei para ele: “Nós te esperamos tanto meu filho, tenha a certeza que você já é muito amado!”. Ao meu redor parecia que tudo estava parado e em silêncio, mas eu sabia que os céus estavam vibrando com mais uma família formada pelas mãos de Deus. Lágrimas escorrem do meu rosto só de lembrar deste momento lindo, único, abençoado. Sempre digo que foi como se eu tivesse recebido um beijo do céu. (Faço referência aqui ao livro “O beijo do céu” da Darlene Zschech)

Quanto aos cuidados do pós-parto, os pais também devem ter uma boa alimentação e descansar pois passaram por um nível elevadíssimo de estresse e precisam estar bem dispostos para estes primeiros dias com o tão sonhado filho. Este início é essencial para a conexão entre os pais e o filho. Apesar da grande ansiedade da família e amigos mais chegados, é primordial que seja reservado a maior parte do tempo somente entre os pais e a criança. Segundo a Dra. Bobbi J. Miller, terapeuta especialista em adoção da Universidade de Saint Louis, “A criação do vínculo faz parte de uma construção de relacionamento. Isso leva tempo, e está ok. Na verdade, muitos pais biológicos também dizem que não sentem o vínculo imediato como pensavam que teriam. Frequentemente este vínculo leva alguns dias ou semanas de cuidado com a criança – alimentação, vestuário, troca de fraldas – para que o laço eterno seja formado”.

Meu anseio é que após a leitura deste texto você tenha entendido um pouco mais sobre o parto do coração. Espero ter colaborado para a elucidação dos fatos, tornando este processo invisível mais visível para os pais, familiares e amigos mais chegados.”

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15 out
Anjos no caminho

Nesta caminhada, durante esses 6 longos anos, vários anjos em forma de gente foram de extrema importância para mim. Foram apoio, foram colo, foram torcida. Começando pelo marido que estava comigo sempre, sonhando junto. Nossas famílias que torceram e sofreram conosco em todos instantes. Amigos próximos que em alguns momentos foram irmãos, que se preocupavam com a gente e estavam ligados sempre, muitas vezes fazendo de conta que não estavam nem aí para este tema mas que estavam pendentes de alguma notícia positiva… Mas hoje venho lhes falar de outros anjos e divido com vocês o encontro de alguns que encontrei na internet através de um grupo muito especial de mulheres que conheci lá no ano de 2002 e que até hoje mantenho contato.

O fórum de infertilidade da Colunista Cláudia Collucci na UOL, era um espaço aberto para mulheres que tinham dificuldades para engravidar, espaço para dúvidas, conflitos, desabafos e expor nossas histórias. Mulheres do Brasil inteiro, algumas brasileiras também que moravam no exterior, numa troca fantástica que me fez muito bem naquele momento. O se deparar com pessoas com histórias parecidas a minha, com outras com casos aparentemente bem mais complicados que o meu e que haviam conseguido e outros tantos mais. Digamos que era uma terapia gratuita na internet. Haviam algumas que como eu eram assíduas e que começamos a seguir os passos umas das outras nessas tentativas para engravidar. Até um certo momento que começamos a nos identificar pelas regiões que cada uma morava, e um dia fui contactada por uma recifense chamada Cleide que me informou sobre um grupinho de mulheres com dificuldade para engravidar que estavam começando a se reunir pessoalmente aqui em Recife…

Trocamos alguns e-mails, deixei o receio de lado (afinal se encontrar com pessoas que você nem conhece…). A curiosidade e a vontade de me juntar ao grupo foi mais forte e lá fui eu conhecê-las no Shopping Center Recife. Elas já tinha se reunido a princípio em outro shopping da cidade, marcaram 4 de se encontrar e afinal foram 3, Cleide e mais duas, e desde o princípio o grupo se identificou demais. E lá fui eu ao Shopping Recife encontrá-las. Gente, era um frio na barriga! Em algum momento pensei na loucura de ir ao encontro de pessoas que não conhecia mas por outro lado ansiosa por me juntar a pessoas que me entenderiam bem o que eu estava sentindo e passando…. Marcamos de nos encontrar para um café que durou horas e foi maravilhoso!!! Nos primeiros encontros a pauta era basicamente cada uma contar “ao vivo” sua história em detalhes, as horas passavam e não nos dávamos conta. Foi muito importante para todas aqueles momentos de conversa, desabafo, lágrimas e amizade que nasceu diante daquela sintonia.

Os anos foram passando e algumas começaram a realizar seus sonhos, algumas se afastaram, outras continuavam na luta, outras retornaram ao grupo e após 12 anos continuamos em contato, não tanto como no princípio mas com a reunião de fim de ano sempre em pé e alguns encontros ao decorrer dos anos. Hoje em dia somos 11 mulheres, agora com grupo no whatsapp e poucos e-mails mas que nos fazem presentes umas nas vidas das outras. O foco agora já não é engravidar, isso ficou para trás e se transformou em encontro de amigas, mulheres, mães, com direito a papos mais relaxados e dando tchau aquele passado que tanto nos fez sofrer, mas também crescer!

E com base neste grupo de mulheres maravilhosas, em algumas oportunidades dividirei histórias lindas e emocionantes que com certeza serão importantes para vocês. Ficando o incentivo de continuarem seguindo este blog e outros espaços mais que lhes fizerem bem, como assim me fez naquele momento da minha vida.

sentadas Cleide, Viviane e Andréa    Em pé Sofia, Taci e Ana Paula

Foto acima do primeiro encontro de algumas daquelas mulheres especiais e tão importantes naquela espera.

  amigas
 Foto com alguns desses anjinhos. Todos os anos, desde então, no final do ano nos encontramos!
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11 out
Dia das Crianças… e cadê a minha?

criancas

Toda data comemorativa que nos faça relacionar com o tema não tem para onde… Vem os por quês sem resposta, vem um pouco de nostalgia, vem um vazio que implora ser preenchido por este amor que tanto se fala, que tanto desejamos ter e sentir, que tanto buscamos através de uma criança nossa, do nosso FILHO.

Lembro bem que antes de me tornar mãe me apeguei muito aos sobrinhos. O  primeiro sobrinho que fez despertar e confirmar em mim toda essa minha vontade louca de ser mãe. Lembro bem da minha emoção ao descobrir que a cunhada estava grávida e de que meu irmão seria PAI! Toda família ansiava pela chegada de um bebê e finalmente seria concretizado! Eu morava em Buenos Aires e acompanhei como pude a gravidez de longe, palpitando a cada mês que se passava. Me organizei bem para estar por aqui para o parto e me emocionei muito com a chegada do bebê Gabriel, primeiro sobrinho e primeiro afilhado, uma babação só!

Assim que ele nasceu logo em seguida coincidentemente voltei a morar no Brasil e acompanhei bem de perto o crescimento deste pequeno, hoje já um “rapazinho” de 10 anos! Irmão e cunhada ocupados, eu com mais tempo disponível na época,  então quem sempre estava na área para marcar presença? Euzinha aqui, com muito prazer! Algumas vezes o levava à escola, outras a algum médico, uma vez inclusive comparecendo a reunião de pais e mestres na escola, enfim me sentia um pouco mãe, MAAAAS não era a mãe! E os anos foram passando e cada vez mais o tempo me lembrava disso e a vontade de me tornar mãe só aumentava… Me lembro um dia das crianças que compareci a escola dele… Um monte de mães conhecidas minhas, todas lá babando seus rebentos e eu… era a tia de Biel, e queria e ansiava MUITO dar um priminho para ele e óbvio ser a mãe de…

E como não podia ser diferente dia das crianças era dia de presentear os sobrinhos. Primeiro Gabriel e depois veio a sobrinha linda Bruna, um príncipe e uma princesa que me faziam tocar um pouco com as mãos neste sonho da maternidade tão sonhada para mim, me reconfirmando em algumas oportunidades que estava mais do que na hora disso acontecer, e não acontecia!

Então meninas aqui lhes venho dizer que ser tia é uma delícia, ser amiguinha-tia dos filhotes das amigas também e enquanto não vem os seus eles com certeza poderão ser um bom treino e passatempo delicioso, mas que é super normal num dado momento você gritar dentro que você quer uma criança sua! Para cuidar, brincar, ensinar, AMAR! Para festejar o dia das crianças ou simplesmente tê-lo para lhe dar um bom dia cantado e alegre todas as manhãs, ou para rezar para Papai do Céu todas as noites juntos… Então vamos pensar que este é um dia das crianças sem a sua criança com você ainda mas já nascida no seu coração, pelo simples fato de já amá-la sem ao menos existir, que tal? Sabendo que seu dia chegará SIM!

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06 out
2 que resultaram… 4 !!!!!!

quadrigemeas

Gente lí uma reportagem em um blog em espanhol que se chama babycenter e quero dividir com vocês por achar mais uma história “curiosa” neste mundo da reprodução humana.

Depois de anos de tentativas para ficar grávida, a futura mamãe chamada Ashley caiu no choro ao receber a confirmação de que a fertilização in vitro tinha dado certo. Até aí tudo bem, é o esperado! Mas este não é o motivo que venho lhes falar, venho dividir com vocês fotos das cenas quando ela e o marido receberam a notícia quando fizeram a primeira ultrassonografia…

Esta expressão que está no início deste post é a expressão de uma mãe que acaba de receber a notícia de que os dois óvulos que implantaram no seu útero tinham se dividido… e que estava esperando 4 bebês!!! Vejam as reações de Ashley e o papai Tyson diante desta espetacular notícia, que acontece apenas 1 vez entre 70 milhões, quando ambos os óvulos se dividem!

Após o susto ficou a expectativa deles que a gestação evoluísse bem mas claro que também a curiosidade de saber se os bebês que esperam seriam todos meninos, todas meninas, ou um casal de cada, que são as três combinações possíveis quando sãos gêmeos identicos duplamente. Até que descobriram que estariam esperando a 4 princesinhas!

quadrigemeas4

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