17 jan
E se não tivesse sido assim?

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Semana passada completamos 18 anos de casados… para quem ainda não sabe meu marido é argentino e nossa história de amor renderia bastante para lhes contar por aqui, mas ,enfim, lutamos muito para estarmos juntos, enfrentamos obstáculos diversos até conseguirmos casar! Morei em Buenos Aires por 5 anos, e o destino há 13 anos nos trouxe p meu Recife. Com um aninho de casados decidimos que estaria na hora de liberarmos para a vinda do nosso filho, que acabou se estendendo por longos 6 anos de espera e muitos capítulos até a minha primeira gravidez. Pois bem, minha mãe conversando comigo sobre os 18 anos de casamento me comenta: “imagina só se você tivesse engravidado logo, Mariana já teria seus 16 aninhos de idade…” Gelei! E dentro de mim um turbilhão de recordações e sentimentos, que quero dividir aqui um pouco com vocês… Aquele comentário me fez confirmar o que venho sentindo, aprendendo e por diversas vezes dizendo pra vocês aqui: TUDO acontece no tempinho certinho, da forma que tem que acontecer, no tempo JUSTO! Ao escutar aquele comentário tentei me imaginar hoje com uma moça de 16, rumo aos 17 anos, sendo a minha filha, eu mãe de uma jovem. Me soou estranho, confesso! Sabe por que? Porque não consigo hoje me imaginar não sendo mãe das minhas filhas com as idades que elas têm, seus 9 e 8 anos! Idades para mim perfeitas, assim como tinha de ser, e como está sendo! Engraçado né? Eu que tanto sonhei, que tanto sofri, que tanto lutei para ela chegar, me pego tranquila e até “aliviada” por tê-la aqui desse jeitinho que tanto amo, nesses 9 aninhos de uma menina tão minha! Meio louco não? Rs Mas é pura verdade! Não entendemos por diversas vezes os planos de Deus nas nossas vidas, retrucamos as suas demoras, nos chateamos porque certos sonhos não se concretizam, ou se concretizam de uma forma diferente de como queríamos que fosse… Mas deixo aqui o alerta para que vocês repensem nas suas posturas, para que tentem reclamar menos e passem a agradecer mais. Muitas vezes um NÃO hoje pode ser um livramento amanhã! Por menos “e se”, por mais “seja feita a tua vontade, e desde já agradeço!”

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10 jan
Mais amor por favor!

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Uma das tantas lições que a endometriose e a luta de anos para engravidar me trouxe foi esta: não julgar a dor do outro! Nunca. O que pode te parecer besteira, pode ser uma dor infinita para quem está vivendo. Porque só sabe quem passa, quem sente na pele, quem sofre aquela dor e ninguém deve se meter a sequer querer mensurar a dor do outro. Não conseguir ser mãe para alguém pode ser um detalhe, pode ser frescura sofrer por isso, mas NÃO, para quem sonha com isso, dói, e muito, chegando a rasgar por dentro, dói na alma alguns dias, dói no coração. Então pondere, julgue menos, use suas forças para tentar ser abrigo, conforto, colo. Lembrando que cada um tem seus limites, cada um reage de uma forma diferente, da sua forma, diante de certas circunstâncias. E sabe aquela frasezinha tão usada ultimamente? Pois bem! “MAIS AMOR POR FAVOR!” Com doses de respeito e discrição que serão muito bem vindas também.
E para você que sofre e se vê sendo julgada aí: não deixe! Se ame! Se imponha! Queira ao seu lado quem verdadeiramente torce por você, sem cobranças, sem piadinhas, com amor e contenção apenas, não menos que isso!
Desabafo de quem vive recebendo recadinhos de mulheres cansadas de além da dor da espera do filho tão sonhado que não chega, ainda ter que conviver com julgamentos e falta de sensibilidade por aí… ❤

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31 dez
Agradecer SEMPRE!

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Agradecer. Cada dia mais vejo, sinto e entendo que é um ato nobre, lindo, que faz bem. Reconhecer tudo, nos mínimos detalhes, que nos é brindado pelo caminho, tudo o que somos, tudo o que temos, inclusive agradecer os sonhos que ainda por ventura não foram sequer concretizados, agradecer também pelas dificuldades enfrentadas que em geral nos fazem crescer e aprender, de alguma forma.
Agradecer, prática que tenho tentado colocar como uma constante na minha vida e que tem me feito tão bem, e que aqui neste último dia de 2016 venho lhe sugerir para sua vida. Prove, tente agradecer mais. Sinta da leveza dessa experiência, do saber reconhecer valorizar mais tudo, e todos, pessoas e situações apresentadas na sua vida também.
E hoje aproveito para agradecer por você que está lendo esta mensagem, por sua vida, por você ter chegado até aqui hoje, por me dar a honra da sua presença neste espaço que escrevo com tanto carinho. Muitas que se abrem para mim, como se nos conhecêssemos há tempos, outras que só lêem muito brevemente e vão embora, não importa, todas são importantes e a todas agradeço por passarem por aqui, e assim haver deixado um pouquinho do seu tempo, e quem sabe levado algo de bom, através de alguma palavra, para sua vida. Obrigada, obrigada mesmo! E sigo agradecendo a Deus por este projeto @maternidade_sonhada que tanto me brinda, como pessoa, como ser humano. Agradeço mais uma vez por minhas filhas, fontes de inspiração para eu estar aqui. Agradeço por mais um ano que está à porta e por tudo que estará reservado para mim, sempre na certeza dos cuidados de Deus na minha vida. Obrigada Senhor, por todo sempre.

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12 dez
Catarina, a bebê sonhada!

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A Priscila era segura de que não queria ser mãe, JAMAIS! Até um dia em que a maternidade foi batendo à porta do seu coração de uma forma hilária… através de sonhos! Sonhos estes que foram levando esta mulher tão decidida a repensar e um tal dia se entregar por completo a este chamado… Uma história LINDA, emocionante, impressionante! História esta que foi me intrigando saber mais e mais detalhes, quando afinal a convidei para vir nos contar! Uma lição sobre sonhos, literalmente falando, mas também uma lição sobre nunca dizermos nunca… Com vocês a historia da Pri, MÃE da Catarina, que em breve estará por aqui dando o ar da graça!

Resumir a minha história não é tarefa simples, pois a carga emocional é grande, mas tentarei.
Em primeiro lugar, se eu disser que sonhava com a maternidade estarei mentindo. Até 2014 eu tinha certeza que não queria ser mãe e tive a cautela de me casar com um homem que tinha essa afinidade comigo (não queria ser pai). Tamanha a minha “certeza” que cheguei a pedir algumas vezes ao meu ginecologista que fizesse a histerectomia em mim (ele sempre se recusou) e briguei com o marido quando ele desistiu de fazer vasectomia… Era aquele tipo de certeza ingênua que nos leva a garantir que nunca mudaremos de opinião. Até que um belo dia acordamos com outra opinião sobre o assunto… Em fevereiro de 2015 comecei a sonhar com um bebê recém nascido praticamente 3 vezes por semana. Em março/15 o bebê “se apresentou” a mim. Chamava-se Catarina e era uma menina.
Poucos dias depois tive trombose venosa profunda extensa na veia femoral da perna esquerda e embolia pulmonar causada pelos hormônios do anticoncepcional, me obrigando a parar de tomar o contraceptivo. Então, adotamos a tabelinha como único controle de fertilidade. E os sonhos com a Catarina persistiram. Num dos mais marcantes, eu dava a luz a ela e, com ela em meus braços, mas ainda ligada ao cordão umbilical eu dizia: “Muito prazer, eu sou a sua mãe e já te conheço dos meus sonhos”.
Foram inúmeros sonhos com a Catarina direta ou indiretamente. Em alguns destes sonhos, homens que mais pareciam anjos da guarda chegaram a falar comigo para me convencer a deixar a Catarina vir… Resultado: Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Quando me dei por mim já estava amando uma menininha que só conhecia em meus sonhos. Foi um período intenso de amadurecimento e aceitação de que quem tem opinião, muda.
Cheguei a sentir vergonha de assumir que havia mudado de ideia. Superada essa fase, veio a mais difícil: contar ao marido que mudei de ideia e ver se ele ficaria ao meu lado nessa empreitada. Foi nesse momento que criei o instagram @gravidadecoracao e foi a melhor terapia que eu poderia ter feito. Ali passei a compartilhar minha história, minha ansiedade com toda essa situação e fiz amizades que carrego em meu coração.
Como eu seguia em tratamento de saúde em virtude da trombose e proibida de tentar engravidar, o marido e eu decidimos que o mais sensato era eu concluir o tratamento e depois voltaríamos a conversar a respeito, com ele assinalando que estaria ao meu lado para concretizar esse sonho tão recente em meu coração, mas tão forte. A única condição que ele impôs foi que a gente fizesse uma reserva financeira para esse fim.
Em outubro/15 tive a alta médica, já poderíamos tentar, mas o marido pediu para aguardarmos até o começo de 2016 para conversarmos, pois ele ainda estava amadurecendo a ideia. Na noite do dia 01/01/2016 tivemos a nossa conversa: ele me disse não estar pronto para a paternidade, pela responsabilidade em si e também pelo fator financeiro. Ali, naquele dia primeiro de janeiro ele me liberou dos votos do casamento caso eu insistisse na gravidez (jeito delicado dele para falar em divórcio).
Com o coração dilacerado, fiz uma análise sobre nossa relação, meus sentimentos por ele e as finanças. Desistir da Catarina não passou pela minha cabeça, mas objetivamente, se eu fosse partir para uma produção independente (que era meu plano B) precisaria de um respaldo financeiro que não dispunha naquele momento. Logo, me divorciar o amando e sem condições financeiras para concretizar meu sonho não fazia sentido para mim. Postergamos a nossa decisão para quando atingíssemos a estabilidade que ele julgava segura, para então vermos se, com essa segurança material, ele daria esse passo ao meu lado.
Nesse meio tempo, como não usávamos nenhum método contraceptivo, todo mês achava que podia estar grávida. Nesse trajeto recebi alguns negativos, mas os planos de Deus estão sempre acima dos nossos e, durante essa minha espera pelas condições mais favoráveis na opinião do marido, engravidei em maio/16, no mês que me parecia o menos provável.
Tive meu positivo em 08/06/16 e assim que vi a segunda listra ali naquele teste, forte e inquestionável, a felicidade me transbordou. Comecei a chorar e me ajoelhei no chão do banheiro em gratidão a Deus. Meu bebê havia escolhido a hora dele!!! Em seguida veio o medo: como meu marido reagiria? Cheguei a cogitar só contar a ele após o beta por receio de como ele reagiria à notícia, porém não consegui. Assim que o vi revelei que estava grávida e a reação foi ótima. Ele me abraçou, disse ter ficado feliz e que a felicidade que estava sentindo era uma surpresa, inclusive para ele.
Com 16 semanas de gestação, na véspera do ultrassom para tentar descobrir o sexo sonhei mais uma vez. Desta vez, uma conhecida me recitava um poema, do qual apenas lembro o final: “A Priscila pediu e um jardim com Catarina Deus enviou”. Imaginem meu choque quando o médico confirmou ser uma menina. Eu estou gerando a Catarina! Seria possível que eu já sonhasse com a minha filha meses antes de engravidar? Fiquei atônita alguns dias e muito feliz, claro. A Catarina encontrou seu caminho até mim!
Hoje estou com 29 semanas e a gestação (embora seja de risco por conta da trombofilia e requeira aplicações injetáveis diárias de anticoagulante) está indo bem.
Tudo o que passei me trouxe algumas lições: a) Nunca dizer nunca. Só muda de opinião, quem tem e b) Deus cuida de tudo. As coisas acontecem sempre no tempo e do jeito d’Ele.
Em tudo há uma lição, principalmente nas dificuldades e acredito que Deus não nos dá um sonho que não seja possível concretizar, por isso digo a todas que estão na luta, em tentativas naturais, tratamentos ou na fila de adoção: vai valer a pena e um dia todo o sofrimento sequer será lembrado. Deus não falha nunca!

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27 nov
Lígia e suas 3 vitórias!!!

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Hoje lhes trago a historia da Lígia. Mais um presente que o instagram me apresentou, escritora da página @li.mamae. Após uma luta de anos, 2 abortos, uma gravidez ectópica e uma anembrionária, é a mamãe do príncipe Gustavo e da duplinha linda das gêmeas Nicole e Marina. Com vocês um pouco de TUDO isso, contada pela própria Lígia, mais uma história para emocionar e trazer esperança a todas que estão nesta espera. TUDO valerá a pena!

Casamos bem novinhos. Eu com 23 e o papai com 26. Uns três anos depois começamos pensar em ter filhos. Quatro anos depois engravidei pela primeira vez com a ajuda de indutores da ovulação, já que esse era o único motivo (aparente) para não conseguir engravidar. Perdi o bebê antes mesmo da primeira ultrassonografia. Mais dois anos de tentativas e finalmente aceitei a ideia de procurar um especialista em reprodução assistida. Muitos outros exames depois constatamos que além das dificuldades de ovulação meu marido tinha uma leve alteração na motilidade dos espermatozoides, que não impedia uma gravidez espontânea mas era mais um motivo para dificultar. Partimos então para uma Inseminação Artificial, e na primeira tentativa positivo. Um beta HCG meio baixo, que não aumentava muito, mas lá estava meu bebê, com batimentos cardíacos. Poucos dias depois comecei ter um sangramento e na ultra lá estava mais uma derrota. Ausência dos batimentos cardíacos no embrião. Fizemos mais três Inseminações sem sucesso e então partimos para a FIV. Sabendo como meu corpo respondia com as medicações meu médico foi super cauteloso na indução, mas mesmo assim tive muitos folículos e foram aspirados 32 óvulos! Desses, 22 estavam maduros e 18 fertilizaram. Dos 18 tivemos 14 bons embriões que continuaram se desenvolvendo após o segundo dia. Três dias depois retornamos a clínica felizes da vida para ¨buscar¨ nosso bebê, mas ao fazer uma ultrassonografia meu médico viu que eu estava com líquido na cavidade abdominal, e optou por não fazer a transferência naquele dia, congelando todos os embriões. Voltei para casa muito frustrada, com medo de não dar certo depois com os embriões congelados e triste porque na minha cabeça já voltaria grávida para casa. Hoje sei quão prudente e correto foi meu médico , meu anjo Dr. Waldemar. Um mês depois, já recuperada de tudo e com o endométrio preparado fizemos a transferência de dois lindos embriões. Doze dias depois um beta positivo. E mais uma vez comecei ter um sangramento, dessa vez muito intenso! Estava de 5 semanas e 4 dias, fizemos uma ultra e o saco gestacional estava lá, bem redondinho, o que tranquilizou meu médico porém o fez pensar em todas as possibilidades para esse sangramento. Saí do consultório direto para uma clínica que trabalha com imunologia e reprodução, e fiz a primeira aplicação de Imunoglobulina. Saí dessa clínica direto para o hospital para internar. Dois dias depois fui fazer a primeira ultra lá no hospital (depois da hemorragia naquele dia que só tínhamos visualizado o saco gestacional) nunca, nunca vou me esquecer os segundos de angustia que vivi antes de ouvir do médico ¨ estou visualizando o embrião e tem batimentos cardíacos!¨ A partir daquele dia passei a acreditar que poderia dar certo, mesmo com o sangramento e com muitos betas que não subiam como esperávamos. Uma semana de hospital e vim para casa continuar meu repouso absoluto! Só me levantava para ir ao banheiro. Com 12 semanas estava tudo perfeitamente normal e voltei a fazer tudo, inclusive trabalhar… Fiz uso da imunoglobulina até o sétimo mês de gestação e meu príncipe nasceu de parto cesárea, com 39 semanas de uma gravidez tranquila passado o primeiro trimestre.
Então quando meu filho estava com 1 ano e 7 meses de idade engravidei mais uma vez, naturalmente. Estava muito tranquila achando que nada mais daria errado. Mas na primeira ultra nada de ver o saco gestacional. Uma semana depois e com uma dor chatinha do lado direito conseguimos visualizar o embrião com batimentos cardíacos presentes , na trompa direita. Gestação ectópica. Retirei a trompa e deixei a vida rolar… Sempre tive vontade de ter mais filhos mas não pensava em realizar outro tratamento. E então quatro anos depois da ectópica mais um positivo! Nada de sangramento, beta bonitinho… e nada de aparecer embrião. Fui três semanas seguidas fazer ultras com meu médico, ele sempre me animando dizendo que a ovulação poderia ter acontecido depois do que eu imaginava. Mas eu sabia o dia exato, e sabia que algo estava errado. De novo. E então confirmamos que nossa quinta gestação era anembrionária, em que existe o saco gestacional mas não existe o embrião. E foi dessa vez que o desejo de ter o segundo filho ganhou força. Foi ali que pensei que podia ser um sinal para eu fazer novamente a minha parte e contar com a ajuda da medicina. E foi meu anjo, mais uma vez, que me incentivou a tentar com meus embriões congelados lá atrás.. 6 anos atrás! E assim fizemos, transferimos três embriões (tinha 12 congelados, descongelamos 6 e sobreviveram esses 3). E o resto da história esta aqui.. minhas pequenas princesas que chegaram com 37 semanas de uma gestação absolutamente perfeita, tranquila, sem intercorrência nenhuma, no auge dos meus 40 anos!
Costumo dizer que tudo tem um porquê, e na minha história tive muitos, mas hoje compreendo a importância de cada uma deles para conseguir estar realizada como estou .

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08 nov
Cartinhas para a Cegonha

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Hoje lhes trago um post carregado de emoção, escrito pela Amora, autora que escreve divinamente Cartinhas para a Cegonha através do seu Instagram @cartinhasparaacegonha que assim se chama, e que há pouco lançou um livro lindo também com o mesmo título, nos brindando suas ricas palavras escritas puramente com o coração e seu desejo latente de ser mãe. Hoje ela carrega no ventre o seu sonho que já é realidade e lhe chuta dia após dia avisando que já já estará chegando nessas mais de 38 semanas de conexão com esta mãe linda, de coração gigante que o carrega, e com quem eu tive o prazer de conhecer virtualmente e bater uns papinhos breves com gostinho de quero mais, e quem sabe algum dia lá no Rio ou aqui no Recife, eu com minhas princesas, ela com seu príncipe, como já falamos? Bem vindo Noé!!! Sei que aí dentro está gostoso, mas aqui fora te espera o melhor dos colos e uma mulher que vai te amar como ninguém, e está super ansiosa para te conhecer!
Com vocês umas palavras escritas pela Amora especialmente para mim, através do Maternidade Sonhada, o que foi uma honra e emoção grande, nos contando um pouco da sua trajetória até a Cegonha enfim acertar o seu endereço…

“Acho que o nome do seu Instagram me define: Maternidade Sonhada! Não sei dizer exatamente o dia em que esse grande desejo de ser mãe, se manifestou na minha vida. A impressão que tenho é de que nasceu comigo. Que algumas vezes despertava e, por algum motivo eu o fazia adormecer. Mas o sonho venceu ou ia vencendo um pouquinho a cada dia. Pulsava dentro de mim e eu desejava, a cada dia mais, o que para muitas mulheres pode ser bem simples: ser mãe! Eu pensava que a partir da decisão, era parar com o anticoncepcional, enviar uma cartinha para a cegonha, manifestando o interesse e pronto! Dentro de alguns meses estaria com o bebê no colo ou, ao menos, na barriga, despendendo da demanda na fábrica de bebês. Um ano se passou e nada. Dois anos se passaram e nenhum sinal. Todos os meses, novas tentativas, velhos ou novos exames, médicos, consultas, esperanças e frustrações.
Não entendia mais nada. Inúmeras vezes eu e meu marido nos programamos em função de uma tão sonhada gravidez. Inúmeras vezes adiamos ou estendemos projetos, viagens, programas. Sempre tinha aquele dúvida: e se eu estiver grávida? Procurava a cegonha por todos os cantos, tentei elaborar diversas estratégias de comunicação mas a impressão que eu tinha é que ela nem sabia da minha existência ou até, na pior das hipóteses, sem saber, eu tinha feito algo que a tinha magoado profundamente. E, nessa brincadeira nada divertida de caça á cegonha, mais um ano se passava. Durante esse período, me consultei com alguns médicos diferentes que mandavam repetir os mesmos exames e que me faziam ouvir sempre a mesma resposta: nada consta! Meu marido também a essa altura já tinha feito e refeito os exames e o laudo era o mesmo: nada consta! Ninguém em praticamente três anos conseguia nos explicar o motivo do descaso da cegonha conosco.
Decidimos então, procurar ajuda de um especialista para tentar detectar algum empecilho que, até então, nenhum ginecologista tinha identificado. Minha cabeça já estava a mil, pensando em milhares de coisas e o coraçãozinho acelerado, sem saber para onde, aquilo tudo me levaria.
Foi neste momento, imaginando que a primeira coisa que o especialista iria me recomendar, seria uma fertilização, que decidi escrever sobre todo esse processo. Criei um Instagram para tentar um novo canal de comunicação com a cegonha, para contar sobre o que viveria e sobretudo, como uma forma de extrapolar essa enxurrada de emoções. Hoje, acho que foi uma das melhores coisas que fiz. Através destas cartinhas, conseguia a cada dia, ultrapassar um pouco das minhas dores. Pode parecer infantil para algumas pessoas mas era um respiro para mim. Sim, um universo paralelo, mas tão real, que fazia com que eu me sentisse cada dia mais viva. Como uma terapia, uma maneira de desopilar. E até mesmo uma forma de dar a mim mesma algum tipo de esperança. Quando minhas tentativas não davam certo, imediatamente minha imaginação criava alguma coisa na fábrica da cegonha. Imaginava uma carta perdida, um bebezinho esquecido, ou até mesmo uma grande produção que, em algum momento, traria o meu bebê. Sempre fui apaixonada pelas palavras e através delas, me manifesto. Me recrio, coloco para fora minhas sensações e desejos mais íntimos. Já fui questionada e criticada por acreditar que a cegonha traria meu bebê. Talvez estas pessoas não entendam que tudo é permitido neste universo, sobretudo o que nos faz bem. O que nos tira um pouco desta realidade sensata e dura. O que nos permite imaginar, criar, sonhar e acreditar.
Conheci pessoas incríveis que serviram de inspiração durante esse processo. Pessoas que enfrentaram todos os tipos de obstáculos para ter seu filho, do ventre ou do coração. Na linguagem do amor, na qual o sonho é a maternidade isso não se difere. Pessoas que sem, muitas vezes sem saber, me puxavam para frente e não deixavam que um obstáculo me estagnasse.
Através destas relações, de depoimentos que li e, devido ao carinho do meu médico, descobri uma das causas que impediam a chegada da cegonha por aqui: a endometriose. Por mais que nenhum exame anterior tivesse apontado algum sinal da doença, meu médico, insistiu para que eu fizesse a cirurgia, antes de um processo de Fertilização e, para nosso surpresa, depois de anos, tínhamos encontrado um obstáculo palpável chamado endometriose. Se, por um lado, descobrir que eu era portadora da doença, me assustava, por outro, uma certeza me animava: eu tinha encontrado um médico, um especialista maravilhoso e com um coração de ouro que me levaria de alguma forma até a cegonha.
Foi então que, seis meses após a cirurgia e ainda sem nenhum retorno da tal cegonha, meu médico sugeriu que partíssemos para a fertilização. O que para mim, há tempos atrás, era algo tão distante, estava a minha frente. Fomos com tudo! Cada novo exame uma esperança, cada picadinha, um passo mais perto. É uma montanha russa de emoções. Eu só queria acreditar! Agradecia cada dor porque representavam essa oportunidade e mais uma grande chance para a realização do mais lindo sonho. Foi então, que, sim, depois de quatro anos de espera, na minha primeira Fertilização, eu encontrei com a Cegonha!
Jamais conseguirei descrever com detalhes esse momento. Só lembro de chorar, abraçada com o meu marido e de agradecer. De gargalhar e chorar. De fechar e abrir os olhos. De deitar na grama e olhar para o céu de ter a certeza que lá estava ela. A cegonha! E na trouxinha, o mais lindo de todos os bebezinhos que, a partir daquele momento, já estava na minha barriga. Sim, dentro de mim batiam dois corações.
38 semanas se passaram e parece que ainda estou sonhando. Acho que vivi as semanas mais lindas e felizes da minha vida. Acordar cada dia, olhar para a barriga, sentir os movimentos, saber que são de verdade, até hoje me emociona. Perceber as transformações do corpo, das perspectivas de vida, das prioridades. A magia de cada novo momento, de cada nova semana e agora, da proximidade olhar nos olhos do meu tão esperado novo amor.
Conheci diversas histórias, participei de momentos difíceis e de muitas alegrias. Conheci mulheres que não mediram esforços para superar cada dia a desgastante rotina de uti quando seus bebês nasceram pré matutos. Conheci mulheres que não mediram esforços para encontrar seus bebezinhos que alguma funcionária da cegonha entregou no lugar errado. Que enfrentaram as mais diversas burocracias para adotar seus bebezinhos. Conheci mulheres que não mediram esforços em busca de tratamentos. Cada uma com seu caminho, cada uma com sua história. Mães, mães, mães, todas movidas pelo amor e pela Maternidade Sonhada.”

Que Deus os abençoe neste encontro mágico e sonhado que se aproxima!

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06 nov
E a cegonha lhes trouxe Alice e Clara!

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E hoje lhes trago a historia da mamãe Ivna. Eu acompanhava sua página no instagram que se chama @chega_cegonha e lembrava que havia lido há pouco que estava em vias de partir para outra fertilização, também me lembrava que meses atrás havia lido que tinha se inscrito no Cadastro Nacional de Adoção, quando na semana passada me deparo com a foto de duas bebês lindas que haviam chegado para realizar o seu sonho da maternidade. Me emocionei e logo a contactei, e a convidei para nos vir contar sua linda história, que deixou a mim e a várias seguidoras curiosas… Preparadas?

“Eu e meu marido estamos juntos há 5 anos (2 anos de namoro e 3 de casados), decidimos engravidar em abril de 2014, em uma viagem para os Estados Unidos. Pensávamos nós que escolheríamos o melhor momento para tal, assim de fácil… Meu irmão é ginecologista, fez o cálculo de quando eu deveria ovular e me receitou um indutor que comprei no aeroporto de São Paulo, antes de embarcar. Tudo certo, fizemos bem a “tarefa de casa”, namoramos muito, mas não voltei grávida, como assim esperava.
O tempo foi passando e resolvi começar a pesquisar se haveria algo de anormal que nos impedisse a gravidez, fui revirada pelo avesso e nada de anormal foi diagnosticado. A única coisa que fugia do padrão normal era meu endométrio que sempre se apresentava em torno de 7mm, não chegava a ser diagnosticado como atrófico, mas também não era o ideal para uma possível gravidez.
Foi quando foi sugerido uma videolaparoscopia diagnóstica onde foram detectados alguns poucos focos de endometriose, porém o médico foi categórico em dizer que somente isso não seria o que se justificasse um motivo para infertilidade.
Seguimos tentando e após um ano de tentativas resolvemos procurar ajuda de especialistas em reprodução assistida. Fizemos vários exames, entre eles histerossalpingografia e exames de trombofilia. Decidimos fazer vários ciclos de coito programado e nada. Foi quando resolvemos partir para fertilização in vitro. Tive 5 embriões. Após 6 meses da punção, quando tive um endométrio lindo de 8.9mm, transferimos 3 lindos embriões, tudo conspirava para dar certo, exames hormonais normais, endométrio trilaminar e de bom tamanho, embriões de qualidade excelente e para nossa tristeza recebemos o negativo…
Paralelamente a FIV decidimos dar entrada nos papéis para adoção, queríamos ser pais e aquela demora nos angustiava. Engravidamos do coração ao mesmo tempo que tentávamos a gravidez através de tratamento.
Pelo que sempre soubemos, a habilitação não demoraria tanto em se concretizar, porém aparecer uma criança sim… O juiz estava de férias, então só no mês seguinte ele começou a despachar, mas após o seu despacho surpreendentemente o processo correu muito rápido. Em um mês tivemos a visita da assistente, a manifestação do Ministério Público e a sentença do Juiz. Ficamos impressionados como tudo correu mais rápido do que imaginávamos e mal sabíamos o que em breve nos esperaria…
Após aquela tentativa de FIV passamos alguns meses esperando um endométrio favorável para transferência dos dois embriões que ainda tínhamos congelados. No dia 10 de outubro último fiz uma ultrassom e o endométrio não estava legal, o médico então pediu para eu tomar uma medicação e retornar no dia 12 para avaliar, foi quando no dia 11 o telefone tocou… Era a assistente social que nos ligava para falar de umas bebês gêmeas… Dia 12 já não retornei ao médico, estava eu em “trabalho de parto” a espera das minhas filhas! A chegada delas foi uma grande surpresa pois estávamos há apenas 2 meses na fila para adoção. Compramos todo o enxoval em um dia! Foi um verdadeiro multirão da família que nos ajudou a organizar tudo para a chegada delas!
E no dia em que as conhecemos, tivemos a certeza ABSOLUTA que elas nasceram para serem nossas, minhas filhas! Me fazendo sentir a mulher mais completa e realizada do mundo, a mãe da Alice e da Clara. E como me disse Taci: “tinha que ser assim, tinha que ser dessa forma, tinha que ser elas, exatamente elas!”
O que farei com aqueles congelados que estava prestes a transferir? No momento e por um tempo ficarão ali guardadinhos para quem sabe um dia transferi-los, agora o momento é de cuidar delas, das princesas da minha vida.”

Mais uma história para lhes encher os corações de esperança, tendo a certeza de que o tempo e os planos de Deus são perfeitos para nossas vidas! Bem vindas Alice e Clara! Parabéns MAMÃE Ivna!

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31 out
Valentina – 8 Anos!

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Valentina, há 8 anos você chegava… Quem diria que após apenas 1 ano e 4 meses estaria ali novamente, naquele cenário, parindo a minha segunda filha, sendo mãe novamente? Nem a pessoa mais positiva da terra poderia prever! Nem nos meus sonhos mais lindos poderia imaginar este outro capítulo na minha vida. Você veio de supetão! Veio para abalar de amor, veio para nos ensinar MUITO, veio para mostrar ao mundo o Poder Infinito de Deus! Veio ser luz! Veio confirmar lindamente os milagres de Deus que são reais, mesmo sendo tão difícil de acreditarmos, até um dia este milagre fazer parte da sua história, como assim aconteceu comigo.
Pensava eu que já havia sido agraciada com a chegada da sua irmãzinha, da nossa Nana, e que me bastaria para realizar a maternidade na minha vida, após tantos anos de espera, mas os Planos de Deus são bem superiores aos nossos e quando ela tinha apenas 7 meses de vida, descobri -sem jamais esperar- que você estava ali, dentro de mim. Choque, surpresa, emoção, delírio, encantamento, gratidão. Gratidão esta que me acompanhará para o todo sempre. Porque você, minha Tina, fez meu coração e minha alma transbordarem de amor e fé, fez-me reconhecer sem dúvidas daquele poder surreal que já tinha escutado por diversas vezes e até quem sabe algum dia havia falado da boca para fora, mas que vivi e vivo até hoje com sua presença, e assim será para o resto da minha vida com sua alegria contagiante na nossa família! Tina, nossa Titina, nossa menina, doce, “louca”, linda, animada, do bem, desastrada, charmosa, amiga, nossa eterno bebê, nosso milagre. Hoje é dia de festa, hoje é seu dia, aliás hoje é o nosso dia também! Que venham muuuuitos anos mais!

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