18 jul
Ser Mãe, algo que não se força, se sente!

IMG_7126

Dia desses almoçando com uma colega do trabalho ela me revelou que não se imagina mãe. Foi muito convincente de que não nasceu para a maternidade, e eu a admirei. Sim! Porque ela admitiu isso de uma forma natural, espontânea e segura. Disse que curtia os sobrinhos, que gostava de crianças mas que não tinha a menor vontade de ter essa responsabilidade e de passar por esta experiência na vida. Independente ao extremo, não consegue sequer se imaginar neste rol materno. E eu a parabenizei. São poucas as mulheres que assim sentem e decidem seguir, assumindo e aceitando sua falta de instinto maternal, que não se deixam levar pela pressão externa da sociedade de que toda mulher DEVE ser mãe, independentemente das circunstâncias. E dessa maneira, como se não tivesse outra opção, se deixam levar pelo momento e quando se deparam tem um serzinho ali que para muitas se torna um peso (forte ler isso né? mas uma triste realidade) e sendo assim o “terceiriza” de forma extrema por opção, porque não sentem de coração no dever e querer -delicia- de cuidar da “cria”, algo que naturalmente flui em toda mulher que decide verdadeiramente seguir ao chamado da maternidade. E daí surgem crianças órfãs de amor de mãe, amor este que, ao meu ver, não tem como ser substituído por amor algum. Desculpem-me os pais… 😁
Ser mãe é uma dádiva, isso é fato, para mim uma experiência que jamais poderia, nem pensar, passar pela vida sem vivê-la, desejo que me acompanha desde a minha infância e que vivo, muitas de vocês bem sabem, reconfirmando o que penso e sinto sobre a maternidade a todos que “ousarem” abrir uma brecha sobre o tema no meu caminho. Mas nem por isso criticarei ou julgarei aquelas mulheres que não nasceram para ser mães e assim assumem e põe em prática esta decisão, ao contrário, as admiro pela coragem e “ousadia” de levarem adiante o que pensam e sentem, em vez de se deixar levar e “de repente” se verem no papel que não queriam para suas vidas, sendo ruim para elas e pior para os filhos que não pediram para vir ao mundo nessa condição. E o mais irônico disso tudo é observar que em geral mulheres sem instinto maternal são bem férteis… Difícil entender né? 😳 Pois bem, aquela colega do trabalho, após expor o que sentia e pensava, não sabia do meu blog, não sabia da minha luta para engravidar, e após saber notei que ficou um pouco constrangida por ter se deparado com uma mulher que respira maternidade na sua frente, foi quando a surpreendi parabenizando-a e expondo o meu ponto de vista em relação ao tema. Ser mãe não é brincadeira, não é brincar de boneca, não é prova de amor ao companheiro que lhe pressiona “só” por um filho (tipo para não passar em branco e lhe fazer um favor), não é passa tempo, definitivamente ser mãe não é um papel fácil e passageiro, ser mãe requer vocação, requer muito amor, requer doação em vários términos, exige renúncia, mas tudo isso se dar quando verdadeiramente você está disposta a viver este papel, não se força, não se obriga, e o mais importante: é para SEMPRE, 24hs por dia, dedicação integral. Em alguns momentos nos cansa muito, chegando as vezes até a nos esgotar fisicamente (hoje fico a pensar como pude dormir tão pouco durante anos!), sem falar no controle emocional diário em determinadas situações (educar é uma arte, dificílima por sinal), mas o amor maternal vence lindamente TUDO, todos os obstáculos e decididamente é uma relação de troca e aprendizado super recompensatória e incomparável. Mas como exigir “tanto” de uma mulher que não nasceu para ser mãe? Definitivamente não pode se forçar, ou é ou não é. Não deveriam existir “meias mães”, mães pela metade, maternidade é entrega total, ou pelo menos deveria ser.
Terminamos aquele almoço felizes, ela por ser tão compreendida, como surpreendentemente disse, por se deparar com minha postura, mesmo sendo tão mãezona e tão a favor da maternidade, e eu por me deparar com uma mulher que não se deixou levar e optou por não “tentar” ser mãe… Mais respeito às mulheres que não nasceram para serem mães. Mais respeito também às possíveis crianças que possam vir ao mundo sem as mães totalmente abertas para recebê-los como corresponde. E por mais filhos na vida de tantas mulheres que sonham tanto com a maternidade! ❤️ A vida e seus paradoxos… E nada de se revoltar, às que seguem sonhando com a maternidade: sigam! Porque acredito sim que este filho já existe no seu coração e em algum lugar (na terra ou ainda no céu) e está se preparando para se encontrar com esta mãe que também já nasceu e não vê a hora de virar uma linda professora e uma excelente aprendiz, baseada no amor mais lindo do mundo. Falta menos!

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on PinterestEmail this to someone

2 comentários

  1. Perfeito o seu post... Não poderia concordar mais! Também admiro as mulheres que têm a força e a coragem de se afirmarem dessa forma... É muito dificil fazê-lo numa sociedade que pré determina que temos que ser perfeitas: trabalhadoras e independentes, esposas e mães segundo as normas da sociedade... É importante que todas as mulheres (ainda mais mulheres que como nós tanto lutam para engravidar, eu já levo dois anos e meio e duas FIV sem sucesso) reflitam sobre as suas escolhas...e respeitem e valorizem a posição das nossas amigas, irmãs, conhecidas...que se sentem de forma totalmente diferente em relação à maternidade! É muito importante esta reflexão e até debate de ideias... Porque às vezes ficamos tão perdidas nesta luta, que não refletimos sobre estas questões, e não temos empatia por quem está no extremo oposto às nossas vivências, neste momento...

    Comentário
    1. Exato Sofia! Tudo seria tão diferente se houvesse mais tolerância e respeito ao próximo não é mesmo? Hoje nas redes sociais escrevi algo sobre Paciência que acredito ter sido um bom recadinho para você... Falta menos! Beijo, Taci

      Comentário

Deixe seu comentário