08 jun
Tesão e Infertilidade: Antônimos?

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Hoje venho tocar num tema que acredito que algumas de vocês se enquadrarão. Os que já estão há um tempo nessa espera ansiosa, pela gravidez que não vem, tendem a se desinteressar pelo sexo ou se interessar pela prática do ato sexual apenas como possibilidade de engravidar naturalmente. Passando o sexo a ser uma obrigação e não um prazer, e devido a isso venho lhes alertar…
É muito perigosa essa situação, considerando que o sexo é muito importante no relacionamento a dois e quando se esfria drasticamente o casal deve estar alerta para dar outro rumo a situação.
Não que casais com anos de relacionamento tenham o desejo um pelo outro intacto, ao contrário, a rotina diária vai mudando isso, outras prioridades passam a valer para o casal e isso é normal, a admiração a parte do desejo sexual é muito bem-vinda, mas penso eu que o interesse e o prazer carnal tem que estar presente e vivo, talvez em menos frequência, mas ali existente entre os dois. E quando um está mais “frio” cabe ao outro lhe despertar o desejo e vice e versa…
Nessa caminhada de tratamentos, coitos programados, indução de ovulação e outros tratamentos a mais, forçam naturalmente aos casais se tornarem um pouco “máquinas” e devido a isso tem que haver uma atenção redobrada ao tema.
Só transar para alcançar a gravidez pode ser uma brecha para uma crise matrimonial. O ter dia e horário para ter relações não é nada agradável mas cabe a nós tentar contornar a situação da melhor maneira, talvez procurando o parceiro em um momento inesperado, ou até fazer da obrigação um momento de encontro, um momento de buscar a dois pelo filho tão sonhado, conscientes  e unidos pela causa.
Por isso tão importante quando friso bem aqui a importância dos “tempos” a serem dados pelo casal e que nunca devemos esquecer que antes de nada, existe um companheiro ao lado e um casal que, apesar de todo panorama, segue existindo e você tem que investir para que siga vivo!
Acredito eu que minha relação sobreviveu sem sequelas, àqueles anos de espera, por existir no casal uma cabeça pensante e equilibrada do marido que não permitia que a ansiedade instalada muitas vezes em mim tomasse conta e desestruturasse nós dois.
Lhes confesso que em determinados momentos era mais forte do que eu e não tinha como na hora H não pensar que poderia estar sendo daquela vez! Quem nunca??? E isso é super normal, claro! Por mais que saibamos que nosso caso é quase impossível de acontecer naturalmente, sem tratamento, mas quando a gente sonha sempre haverá uma esperança de que aconteça um milagre e apostamos nisso quando fazemos amor.
O homem por si só já necessita de maior atenção quando se refere a este tema, ele “necessita” que não haja maiores mudanças quando se trata do lado sexual do casal e quando sente e nota que está afetado isso pode ser um prato cheio para uma crise. Claro que deve haver por parte dele total compreensão com a mulher que está ali, muitas vezes expondo seu corpo a um avalanche de hormônios e “montanha russa” emocional. Afinal a pressão é muito grande para o casal e mais ainda para quem for diagnosticado com alguma razão para infertilidade apresentada, o que volto a dizer, como já foi dito por mim outras vezes: NINGUÉM é o(a) culpado(a) de NADA, o que existe é um casal que luta JUNTO para realizar o sonho da chegada do filho de ambos, mas bem sabemos que muitas vezes é difícil se colocar isso em prática.
Me lembro bem que apesar de ser eu a diagnosticada com endometriose severa e falência ovariana precoce, o marido me proibia ficar lembrando isso e assumia a enfermidade como NOSSA. E confesso que isso me acalmava bastante o coração e me dava forças e coragem para querer seguir por NÓS.
Não que você finja eternamente que nada esteja acontecendo mas que você tente ao menos reagir de verdade! Por ele, mas por você também, que merece sentir prazer e sentí-lo mais perto.
A intenção é fazê-las analisar como está a sua relação com seu companheiro, com aquele futuro pai do seu filho, sem esquecer o lado sexual,  com aquele que foi seu namorado e que deve continuar sendo seu parceiro de caminhada. Que a infertilidade não seja causa de afastamento entre vocês, ao contrário, que seja causa de união e cumplicidade. Que vocês possam amenizar a dor do outro, com sua presença, compreensão, carinho e desejo, estando consciente de que a infertilidade será apenas uma etapa da vida de  vocês que passará e ficará para trás e não justifica abalar um casal que um dia sonhou junto e apostou neste sonho. Se unam mais e mais! Permitam que  aquele sentimento que um dia te fez sentir frio na barriga, venha lhes visitar e que nesse momento o mais importante sejam vocês dois, você e ele, ele e você.

pés cochinha

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