21 fev
Tudo lhe dizia NÃO, Marília veio como o mais lindo SIM!

e

E mais uma história emocionante de uma seguidora do blog que resolveu nos contar a sua vitória! Dessa vez emitindo um alerta para todas, inclusive para as adolescentes que já menstruam e sofrem de muita cólica menstrual. Cada vez mais se diagnostica endometriose em mulheres mais jovens, exigindo assim maior atenção para a importância do diagnóstico precoce da doença, que como se sabe, o quanto antes diagnosticada e tratada a endometriose, melhor!

Com vocês a história da Thelma, uma brava guerreira, que lutou muito, chegou ao seu limite, já havia desistido e a vida lhe surpreendeu e brindou com a linda Marília!

“Foram longos anos de dor física que evoluíram pra uma dor na alma terrível no dia em que recebi através de uma médica a sentença de que não poderia ter filhos. Estava noiva. Noivado foi pro espaço. Não por ele, mas por mim, que não soube lidar com a situação.

Minha adolescência foi marcada por muitas idas ao pronto socorro devido as cólicas intensas. O período menstrual era uma tortura. Apesar da pouca idade, suspeitei que aquilo não era normal. Depois de muitas idas a vários especialistas, fui enfim diagnosticada com endometriose.
Aos 17 anos fiz minha primeira cirurgia, e no decorrer do caminho somaram 5 cirurgias no total. Nos longos anos de sofrimento, foram descobertos, além da endometriose, adenomiose e miomatose.
Aos 29 anos, recebi da minha médica, que há vários anos cuidava de mim, indicação de histerectomia. Pra quem sempre sonhou em um dia ter filhos, era uma condenação terrível. Saí do consultório arrasada. Mas meu coração não aceitava. Eu sabia, de alguma forma, que seria mãe. Houve indicação para fertilização in vitro, porém me alertavam que talvez meu útero não aguentaria levar a gravidez adiante, tamanho grau de comprometimento.
Era a ciência mais uma vez confirmando aquela condenação. Passado o inconformismo, era chegada a hora de enfim, aceitar. Resolvi me doar ao máximo às  minhas amadas sobrinhas e assim tentar suprir esse sonho da maternidade, através delas.  Nesse meio tempo, meu pai descobriu uma leucemia, e do diagnóstico até sua partida, foram longos 11 meses de dedicação total a ele… Na doença do meu pai, meu ex noivo se reaproximou, começamos a nos encontrar, até que um dia a menstruação atrasou, nem pensei na possibilidade de gravidez mas mesmo assim fiz o beta hcg na certeza de mais um negativo, até enxergar o número que jamais esquecerei: 987! O número que mudou minha vida, eu estava GRÁVIDA!

Por ser enfermeira, de imediato consegui fazer uma ultrassonografia  e não foi visualizado o embrião, foi um balde de água fria…  Ainda por cima foi constatado que meus miomas e adenomiose tinham piorado. Resolvi naquele momento não contar para ninguém sobre a gravidez, oelo menos até o final do primeiro trimestre. Uma semana após fiz outra ultra e enfim pude ver o embrião! Mas o médico que fez o exame não foi nada animador,  chegou a me dizer que achava que a gravidez não evoluiria… Acreditem, decidi seguir fazendo as ultras com este mesmo médico! Sim, preferi seguir com ele com receio de encarar mais desânimo de outros possíveis médicos, e por outro lado pensava que se desse certo ele teria o meu caso como uma lição também.

Na hora da escolha do obstetra escolhi um especialista em gestação de alto risco que teve a sensibilidade para me acolher e acreditar que poderia sim ser viável a minha gestação. Confesso que até o terceiro mês o medo me dominava e não curti como gostaria, o prognóstico não era animador e o receio da gestação não ir adiante me consumia. A partir do segundo semestre decidi viver um dia de cada vez. Torcia para chegar a um ponto da gestação em que o feto fosse viável. Depois q fosse o menos prematuro possivel e depois q fosse o mais próximo do termo…

Com 37 semanas e dois dias, numa madrugada, às três da manhã, a bolsa rompeu. Havia chegado a hora tão esperada! O parto foi bem difícil, tive hemorragias e naquele momento, eu como enfermeira, imaginava a gravidade da situação. Meu obstetra me disse, com os olhos marejados, que teria que retirar o útero e assim foi feito uma histerectomia de urgência para salvar a minha vida. Dessa forma vivi e segui adiante para ser a mamãe da Marília, a prova viva de um milagre, que foi contra todos prognósticos médicos, que veio de forma natural, sem tratamentos, para surpreender a todos, inclusive a mim mesma, e dizer que quando Deus decide agir não há NADA nem ninguém para impedir!”

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on PinterestEmail this to someone

3 comentários

  1. Linda história!!!!! Qdo Deus quer, ninguém pode impedir. Tia a Marília. E sempre acreditou nesse milagre.

    Comentário
  2. Glória a Deus... Minha história é muito, muito parecida com a sua, inclusive o medo durante a gestação e o pedido diário q minha filha nascesse após às 37 semanas. Tmb tive um parto de emergência, na trigésima oitava semana e para minha total felicidade e a de meu marido, nossa Ísis, chegou muito saudável, Mamou, 40 minutos sem parar w seguimos muito bem. Hj, ela está com 10 meses e ler seu relato, foi como reviver meus dias. Tudo de melhor para vcs.

    Comentário
  3. Verdade... Marília saberá que duas tias sempre acreditaram nesse milagre: a tia Thersia e a tia Mônica. Como foi importante ter ao meu lado pessoas que acreditavam. Obg a Taciana pela iniciativa. Pela sensibilidade e carinho. Esses milagres precisam ser contados e recontados. Essas histórias de superação é um bálsamo pra nossa angústia. Pra nossa espera. Obg Vivianne. Que Deus nos abençoe. Nos guarde e nos permita exercer com maestria nossa missão: a maternidade!

    Comentário

Deixe seu comentário